Latossolo vermelho amarelo

Latossolo vermelho amarelo

Nova Redenção/BA, Chapada Diamantina.

Latossolos Vermelho Amarelo

Compreende solos com horizonte B latossólico, não hidromórficos, de coloração variando do vermelho ao amarelo e gamas intermediários.

Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico

São solos profundos ou muito profundos de textura muito argilosa a argilosa. Apresentam normalmente relevo plano e suave ondulado, ocorrendo também como relevo ondulado, forte ondulado e montanhoso. A baixa fertilidade natural inibe o uso deste tipo de solo para a agricultura. Ocupam cerca de 40% da área estudada, distribuídos no entorno dos sedimentos calcários, principalmente sobre coberturas tércio-quaternárias a norte, e metassedimentos do Grupo Chapada Diamantina, a sul, leste e oeste.

Principais características:

Ocorre extensamente no Planalto Central, predominantemente nas chapadas. Há uma remoção das bases (Ca, Mg, Na, K) e enriquecimento relativo do Al e Fe.São formados pelo processo denominado latolização que consiste basicamente na remoção da sílica e das bases do perfil (Ca2+, Mg2+, K+ etc), após transformação dos minerais primários constituintes.São definidas sete diferentes classes de latossolo, diferenciadas com base na combinação de características com teor de Fe2O3, cor do solo e relação Ki (SiO2/Al2O3).São solos minerais, não hidromórficos, profundos (normalmente superiores a 2 m), horizontes B muito espesso (> 50 cm) com seqüência de horizontes A, B e C pouco diferenciados; as cores variam de vermelhas muito escuras a amareladas, geralmente escuras no A, vivas no B e mais claras no C. A sílica (SiO2) e as bases trocáveis (em particular Ca, Mg e K) são removidas do sistema, levando ao enriquecimento com óxidos de ferro e de alumínio que são agentes agregantes, dando à massa do solo aspecto maciço poroso; apresentam estrutura granular muito pequena; são macios quando secos e altamente friáveis quando úmidos.

Apresentam teor de silte inferior a 20% e argila variando entre 15% e 80%. São solos com alta permeabilidade à água, podendo ser trabalhados em grande amplitude de umidade. Os latossolos apresentam tendência a formar crostas superficiais, possivelmente, devido à floculação das argilas que passam a comportar-se funcionalmente como silte e areia fina. A fração silte desempenha papel importante no encrostamento, o que pode ser evitado, mantendo-se o terreno com cobertura vegetal a maior parte do tempo, em especial, em áreas com pastagens. Essas pastagens, quando manejadas de maneira inadequada, como: uso de fogo, pisoteio excessivo de animais, deixam o solo exposto e sujeito ao ressecamento.

Os latossolos são muito intemperizados, com pequena reserva de nutrientes para as plantas, representados normalmente por sua baixa a média capacidade de troca de cátions. Mais de 95% dos latossolos são distróficos e ácidos, com pH entre 4,0 e 5,5 e teores de fósforo disponível extremamente baixos, quase sempre inferiores a 1 mg/dm³. Em geral, são solos com grandes problemas de fertilidade. A fração argila dos latossolos é composta principalmente por caulinita, óxidos de ferro (goethita e hematita) e óxidos de alumínio (gibbsita). Alguns latossolos, formados de rochas ricas em ferro, apresentam, na fração argila, a maghemita e, na fração areia, a magnetita e a ilmenita. A esses últimos, estão associados os elementos-traço (micronutrientes) como o cobre e o zinco, importantes para o desenvolvimento das plantas.

Aptidão Agrícola

Os latossolos são passíveis de utilização com culturas anuais, perenes, pastagens e reflorestamento. Normalmente, estão situados em relevo plano a suave-ondulado, com declividade que raramente ultrapassa 7%, o que facilita a mecanização. São profundos, porosos, bem drenados, bem permeáveis mesmo quando muito argilosos friáveis e de fácil preparo. Apesar do alto potencial para agropecuária, parte de sua área deve ser mantida com reserva para proteção da biodiversidade desses ambientes.

Fatores limitantes ao uso agrícola

Um fator limitante é a baixa fertilidade desses solos. Contudo, com aplicações adequadas de corretivos e fertilizantes, aliadas à época propícia de plantio de cultivares adaptadas, obtêm-se boas produções. Os latossolos de textura média, com teores elevados de areia, assemelham-se às Areias Quartzosas, sendo muito suscetíveis à erosão, requerendo tratos conservacionistas e manejo cuidadoso. A grande percolação de água no perfil desses solos, associada à baixa CTC, pode provocar lixiviação de nutrientes. Essa é uma das razões por que os sistemas irrigados devem ser dimensionados, levando-se em conta a textura do solo.

Dessa forma, evitam-se problemas de perdas de solo e, conseqüentemente, de nutrientes. No caso de plantios de sequeiro, a baixa capacidade de armazenamento de água dos latossolos de textura média pode provocar grandes prejuízos no rendimento das culturas, haja vista, a ocorrência de veranicos e o período seco pronunciado, característicos do Cerrado. Sistemas que preconizem a cobertura dos solos e que melhorem os teores de matéria orgânica e o conseqüente aumento da retenção de umidade do solo devem ser adotados. Nos latossolos argilosos, o cuidado com a erosão não é menos importante. Mesmos em Latossolos Roxos, depois do preparo para o plantio, o risco de erosão é muito grande, pois a chuva encontra o solo totalmente desprotegido.

A estrutura forte, muito pequena e granular leva os latossolos argilosos a apresentar comportamento semelhante aos solos arenosos. Além disso, nos latossolos de textura argilosa a muito argilosa, quando intensamente mecanizados, a estrutura é destruída, levando à redução da porosidade do solo e conseqüente formação de uma camada compactada (20 a 30 cm), dificultando o enraizamento das plantas e a infiltração da água da chuva recebe doses excessivas de calcário, o que pode provocar dispersão da argila que por sua vez irá obstruir os poros do solo.A baixa CTC desses solos pode ser melhorada, adotando-se práticas de manejo que promovam a elevação dos teores de matéria orgânica do solo, uma vez que a CTC depende essencialmente dela. Plantio direto, associado à rotação de culturas, pode permitir a elevação desses teores.

Os Latossolos Amarelos, além da baixa fertilidade e da alta saturação por alumínio, apresentam problemas físicos com limitações quanto à permeabilidade restrita (elevada coesão dos agregados, pois o solo é extremamente duro quando seco) e lenta a infiltração de água. Os de textura mais argilosa têm certa tendência ao selamento superficial, condicionado pela ação das chuvas torrenciais próprias dos climas equatoriais e tropicais. Os solos, utilizados para lavouras ou pastagens, apresentam alta erodibilidade à proporção que permanecem desnudos.

Ambiente de Ocorrência

No Cerrado, os latossolo ocupam praticamente todas as áreas planas a suave-onduladas, sejam chapadas ou vales. Ocupam ainda as posições de topo até o terço médio das encostas suave-onduladas, típicas das áreas de derrames basálticos e de influência dos arenitos.

Manejo dos Latossolos

  • Usar o solo de acordo com a sua aptidão agrícola;

  • Fazer as correções do solo no que diz respeito à acidez, à saturação por alumínio e à baixa fertilidade;

  • Observar o teor de argila do latossolo; se estiver próximo do limite de 15%, cuidados especiais devem ser tomados com manejos muito intensivos, principalmente, em sistemas irrigados;

  • Manter o solo coberto a maior parte do tempo possível, especialmente, no início das chuvas.

  • Adotar, sempre que possível manejo conservacionista como cultivo mínimo e plantio direto.

Bibliografia Pesquisada

[1] http://www.cnps.embrapa.br/

Acesso em 29 de novembro de 2010.

[2] http://www.uep.cnps.embrapa.br/solos/index.php?link=ba

Acesso em 29 de novembro de 2010.

[3] http://www.uep.cnps.embrapa.br/solos/index.php?link=ba

Acesso em 29 de novembro de 2010.

[4] http://www.portalbrasil.net/regiao_nordeste.htm

Acesso em 30 de novembro de 2010.

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB

Departamento de tecnologia Rural e Animal - DTRA

Fundamentos da Ciência do Solo

Zootecnia

Características do Solo

Este trabalho refere-se à disciplina Fundamentos da Ciência do Solo e descreve as características do solo da cidade de Nova Redenção, localizado na Chapada Diamantina - BA, sendo elaborado por Alana Alves, Jonatah Souza, Maxwelder Santos, Nino Bruno dos Santos, Taiane Costa e Venício Carvalho, graduandos em Zootecnia, sob a orientação do professor Raul Carrielo.

Itapetinga/BA

Dezembro de 2010

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB

Departamento de tecnologia Rural e Animal - DTRA

Fundamentos da Ciência do Solo

Zootecnia

Nova Redenção, Chapada Diamantina/BA

Latossolo Vermelho Amarelo

Características do Solo

Itapetinga/BA

Dezembro de 2010

Introdução

O solo é um corpo natural composto por sólidos, líquidos e gases e que se origina das transformações das rochas e de materiais orgânicos, através da ação dos cinco fatores de formação (material de origem, relevo, clima, organismos e tempo).

Esses fatores são responsáveis pela singularidade e grande variabilidade pedológica dos solos de cada região. Á partir daí, o solo proposto (Nova Redenção - BA) apresenta caráter Latossolo Vermelho-Amarelo Distrófico, sendo considerado como solos profundos ou muito profundos de textura muito argilosa a argilosa e com características específicas que dão aspectos físicos encontrado somente nesta região.

Conclusão

Os latossolos são muito intemperizados, com pequena reserva de nutrientes para as plantas, representados normalmente por sua baixa a média capacidade de troca de cátions. Mais de 95% dos latossolos são distróficos e ácidos por serem solos velhos e já bastante intemperizados por fatores químicos e físicos.

Conclui-se por tanto, que por com conta de sua baixa taxa de fertilidade, características físicas e material de origem os latossolos necessitam de correção consideráveis para o cultivo.

"As gerações que chegam dão continuidade às gerações que passam."

Viana Filho

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