Biodiversidade

Biodiversidade

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Cadernos de E ducação A mbien tal

Cadernos de Educação Ambiental

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Cadernos de Educação Ambiental

SÃOPAULO • 2010• 2010

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Coordenação Vera Lúcia Ramos Bononi

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)(CETESB – Biblioteca, SP, Brasil)

S242uSão Paulo (Estado). Secretaria do Meio Ambiente.

Biodiversidade / Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Instituto de

Botânica ; coordenadora Vera Lucia Ramos Bononi - - São Paulo : SMA, 2010 112 p. : fotos color. ; 23 cm

ISBN 978-85-86624-63-6

1. Biodiversidade 2. Desenvolvimento sustentável 3. Educação ambiental 4. Fauna - São Paulo (Est.) 5. Flora - São Paulo (Est.) I. Título.

Catalogação na fonte: Margot Terada - CRB 8.42 CDD (21.ed. Esp.) 3.9516 CDU (2.ed.port.) 574.1

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Governador

SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE Secretário

INSTITUTO DE BOTÂNICA Diretora

Alberto Goldman

Francisco Graziano Neto Vera Lúcia Ramos Bononi

Autores

Maria Tereza Grombone Guaratini Marie Sugiyama Marilia Gaspar

Tania Maria Cerati Vera Maria Valle Vitali foto Clayton F . Lino

A sociedade brasileira, crescentemente preocupada com as questões ecológicas, merece ser mais bem informada sobre a agenda ambiental. Afi nal, o direito à informação pertence ao núcleo da democracia. Conhecimento é poder.

Cresce, assim, a importância da educação ambiental. A construção do amanhã exige novas atitudes da cidadania, embasadas nos ensinamentos da ecologia e do desenvolvimento sustentável. Com certeza, a melhor pedagogia se aplica às crianças, construtoras do futuro.

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, preocupada em transmitir, de forma adequada, os conhecimentos adquiridos na labuta sobre a agenda ambiental, cria essa inovadora série de publicações intitulada Cadernos de Educação Ambiental. A linguagem escolhida, bem como o formato apresentado, visa atingir um público formado, principalmente, por professores de ensino fundamental e médio, ou seja, educadores de crianças e jovens.

Os Cadernos de Educação Ambiental, face à sua proposta pedagógica, certamente vão interessar ao público mais amplo, formado por técnicos, militantes ambientalistas, comunicadores e divulgadores, preocupados com a temática do meio ambiente. Seus títulos pretendem ser referências de informação, sempre precisas e didáticas.

Os produtores de conteúdo são técnicos, especialistas, pesquisadores e gerentes dos órgãos vinculados à Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Os Cadernos de Educação Ambiental representam uma proposta educadora, uma ferramenta facilitadora, nessa difícil caminhada rumo à sociedade sustentável.

Títulos Publicados • As águas subterrâneas do Estado de São Paulo

• Ecocidadão

• Unidades de Conservação da Natureza

• Biodiversidade

Sobre a Série Cadernos Ambientais

Luta pela preservação foto F austo Pires de Campos

FRANCISCO GRAZIANO NETO Secretário de Estado do Meio Ambiente

Muitos a defendem, poucos a conhecem de fato. Assim é a biodiversidade, que defi ne a riqueza e beleza da vida na Terra. Plantas e animais, interagem entre si e se relacionam com o ambiente em que vivem, formando as características básicas da existência em cada ecossistema natural. Flora e fauna, junto com solo, água e clima, elementos minerais e orgânicos, em maravilhosa e essencial combinação, criam a harmonia dinâmica da natureza. Esse é o foco deste nosso Caderno de Educação Ambiental.

Nele se perceberá, com a linguagem adequada à fácil compreensão, que a relação entre as espécies, animais e vegetais, caracteriza aspectos fundamentais da biodiversidade. Mais ainda. Se descobrirá a importância da variabilidade genética. Uma mesma espécie de inseto, de peixe ou de árvore, como de qualquer ser vivo, sempre mostrará incríveis variações na cor e na forma, indicando serem distintas suas relações com o meio ambiente que as rodeia.

Acredita-se existirem entre 10 e 50 milhões de espécies vegetais e animais no mundo. No entanto, apenas 1,5 milhão foram classifi cadas até hoje pelos cientistas. Cerca de 20% das espécies conhecidas no mundo estão no Brasil, considerado um país de “megadiversidade”.

O Estado de São Paulo possui grandes remanescentes da Mata Atlântica e ainda mantém intactas boas áreas de Cerrado, dois biomas de alta biodiversidade e grande ameaça. Possuem, ademais, elevado endemismo, isto é, muitas das espécies vegetais e animais existem apenas nesses biomas. Por isso, representam áreas prioritárias para conservação.

O desmatamento, a poluição atmosférica, o crime ambiental, junto com os efeitos deletérios das mudanças climáticas, representam os principais contribuidores para a perda da biodiversidade. A extinção de uma única espécie pode desequilibrar toda a cadeia alimentar de um bioma. Por isso é tão importante trabalhar na preservação da biodiversidade.

Acima de tudo, precisamos investir na educação ambiental. Saber é poder. Entender a relação entre o ambiente e os organismos que nele vivem, conhecendo a importância da biodiversidade, nos aproxima da natureza. Cria assim, através da consciência, a melhor condição de lutar pela sua preservação.

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A imensa variabilidade das formas, tamanhos e cores das fl ores, das folhagens, das borboletas, das aves encanta e desperta a curiosidade e o sentimento ou percepção da necessidade de proteger e conservar a natureza.

O conhecimento mostra que todos e qualquer ser vivo da fl ora, fauna ou microrganismo têm um papel na natureza, possuem uma determinada composição química e genética e podem ser utilizados pelo homem em seu próprio benefício.

Com o crescimento da população humana, da ocupação de áreas anteriormente fl orestadas, da queima de petróleo e derivados para energia e transporte, são crescentes as pressões sobre os demais grupos de seres vivos ameaçando a biodiversidade.

Biodiversidade ou diversidade biológica são palavras que na década de 1980 entraram na moda ou na linguagem cotidiana. Presente nas várias formas da mídia, sua abrangência merece ser entendida por todos.

O Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, desde sua criação em 09.1.1938, estuda a diversidade da vegetação, de fungos e de cianobactérias. Esse trabalho tem como fi nalidade o conhecimento para a proteção, a conservação e o uso racional ou manejo de espécies e de áreas verdes.

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