Estágio III Literatura Ensino Médio - Curso de Letras ULBRA

Estágio III Literatura Ensino Médio - Curso de Letras ULBRA

(Parte 1 de 6)

ESTÁGIO CURRICULAR I EM LETRAS: modalidade EaD

RELATÓRIO FINAL

Paraíba do Sul 2010

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM LITERATURA: RELATÓRIO FINAL - CARGA HORÁRIA: 136 H/A

Tutora: Daniela Samira da Cruz Barros

Relatório de Estágio apresentado ao Curso de Letras como parte da exigência da disciplina Estágio Curricular Supervisionado I em Literatura no Ensino Médio. Relatório Final – Carga Horária: 136 h/a

PARAÍBA DO SUL 2010

Dedico este trabalho à minha família, pelo incentivo e pelo carinho e por sempre me compreenderem e acreditarem na minha capacidade de crescimento.

Aos meus amigos que me deram muita motivação para estar neste curso.

Aos meus alunos de estágio, pelo respeito e carinho que tiveram e tem por mim sempre que me encontram.

A todos que de alguma forma contribuíram significativamente para a realização deste trabalho.

O presente Relatório Final, elaborado para a disciplina de Estágio Curricular I da

Universidade Luterana do Brasil – Pólo CESEC, está fundamentado em um relato das experiências vivenciadas durante o período de Observação e Regência. Tem por objetivo relatar as novas experiências e os momentos vivenciados durante as aulas ministradas na Intervenção Docente. Serviram de suporte teórico-metodológico para pesquisa alguns estudiosos da área, a saber: Bordin e Aguiar (1993), Cosson (2006), Saraiva (2001) e Saraiva e Mügge (2006), as Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (2006), enfatizando o uso do texto em sala de aula, bem como as metodologias pertinentes - na conduta e procedimentos no universo da sala de aula. As regências e as observações nas disciplinas dos estágios foram realizadas em uma turma de 3º Ano do Ensino Médio de um Colégio Estadual do Município de Paraíba do Sul - RJ. A observação docente é fundamental para a formação do professor e, por isso, o ato de observar deve estender-se por toda a vida do professor que, ao verificar, no seu dia-a-dia, a não efetivação da aprendizagem por parte dos alunos, deve rever e reelaborar sua prática, visando sempre uma aprendizagem que tenha significação para o aluno. Este planejamento propõe um trabalho voltado para a interação do aluno com o texto, com seleção de obras que dialoguem com o horizonte de expectativas do leitor e a análise literária de obras que permitem ao educando construir sentidos para o texto a partir de suas vivências. Os resultados observados em prática de ensino realizada nesta turma de terceiro ano do Ensino Médio, a partir de textos de Érico Veríssimo, indicam que essa proposta possibilita a aproximação entre o adolescente e o texto literário, a significação dos textos e a instrumentalização dos alunos para a leitura.

Palavras-Chave: Relatório; Estágio Supervisionado; Literatura no Ensino Médio.

PARTE 1 PARTE 1

1. INTRODUÇÃO

Educadores, onde estarão? Em que covas terão se escondido? Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança.” Rubem Alves

O Estágio é um momento de fundamental importância no processo de formação profissional. Constitui-se em um treinamento que possibilita ao estudante vivenciar o que foi aprendido na Faculdade, tendo como função integrar as inúmeras disciplinas que compõem o currículo acadêmico, dando-lhes unidade estrutural e testando-lhes o nível de consistência e o grau de entrosamento. Por meio dele, o estudante pode perceber as diferenças do mundo organizacional e exercitar sua adaptação ao mercado de trabalho.

O estágio funciona como uma “janela do futuro”, através do qual o aluno antevê seu próximo modo de viver. Deve ser uma passagem natural do “saber sobre” para o “saber como”; um momento de validação do aprendizado teórico e prático em confronto com a realidade.

O Estágio Supervisionado tem cumprido de forma eficiente o papel de elo entre os mundos acadêmico e profissional ao possibilitar ao estagiário a oportunidade de conhecimento da administração, das diretrizes e do funcionamento das organizações e suas inter-relações com a comunidade.

A realização de estágios será incentivada como forma de aproximar os alunos das necessidades do mundo do trabalho, criando oportunidades de exercitar a prática profissional, além de enriquecer e atualizar a formação acadêmica.

1.1 Estágio Supervisionado

O Estágio Supervisionado é a exteriorização do aprendizado acadêmico fora dos limites da faculdade. É o espaço onde o discente irá desenvolver seus conhecimentos, correlacionando a teoria e a prática, contribuindo para uma análise de pontos fortes e fracos das organizações e propondo melhorias para as instituições públicas e privadas.

O espaço destinado para o estágio faculta ao acadêmico a disponibilidade de assimilar o seu conhecimento teórico com os entraves que somente a prática por meio do dia-a-dia pode oferecer. Nesta configuração, a troca de experiência fará com que o novo profissional torne-se mais preparado para atuar em diferentes áreas relacionadas a sua formação acadêmica.

O Estágio Supervisionado é uma disciplina prática do processo de ensino- aprendizagem obrigatória para todos os alunos dos cursos que exijam em sua grade curricular tal requisito, observadas as disposições curriculares.

1.2 Objetivos do Estágio Supervisionado

• Oferecer aos alunos situações de assumirem-se como sujeitos ativos do processo de ensino-aprendizagem; • Preparar os alunos para o trabalho, utilizando métodos modernos de avaliação de modelos de gestão; • Constituir-se em chance para aplicação dos conhecimentos e habilidades relacionadas ao processo decisório.

1.3 Aspectos Legais

2. DESCRIÇÃO DOS MÉTODOS DE ENTREVISTA, DE OBSERVAÇÃO, DE PLANEJAMENTO E DE ENSINO

“Quem não sabe o que procura, não entende o que encontra” Psyque

O trabalho científico caracteriza-se como a busca incessante de explicações e de soluções para os problemas da humanidade, em todas as suas esferas de necessidades. Uma vez que os problemas do homem e da sociedade são intermináveis e infinitos, depreende-se da noção que a ciência não é algo pronto, acabado ou definitivo. Sendo assim, o trabalho científico é um processo dinâmico e em constante evolução.

Outro aspecto importante do trabalho científico é que ele deve ser útil e público, ainda que sua abrangência seja mínima ou seu impacto reduzido, mesmo porque ele é "(…) um processo em construção". (CERVO & BERVIAN, 1983:9).

2.1 Método de Entrevista

Na aplicação do trabalho propriamente dito, primeiramente foi estabelecido contato com a direção do Colégio Estadual Lions Clube de Paraíba do Sul, a fim de conseguir-se a necessária autorização para a realização das entrevistas desejadas, constatando-se uma receptividade muito boa por parte da equipe diretiva.

Obtidas a aprovação solicitada, foi contatado a direção e o docente que responderam os questionários propostos.

Com o objetivo de conseguir informações relativas às características do meio sócio-econômico-educacional para que possa realizar o trabalho de acordo com sua realidade, optou-se por usar uma metodologia descritiva durante a coleta de dados, com a finalidade de obter informações que se relacionam a fatos concretos, como: se a escola possui Projeto Pedagógico, qual a filosofia da escola, que medidas são tomadas pela Direção da Escola em termos de ensino e aprendizagem, a partir dos resultados apresentados no Conselho de Classe, etc.

O método de entrevista científico, que visa descobrir a realidade dos fatos. Uma vez descobertos, devem guiar o uso do método. Entretanto, é importante destacar que "(…) o método não é apenas um meio de acesso: só a inteligência e a reflexão descobrem o que os fatos realmente são" (CERVO & BERVIAN, 1983:125).

É necessário ter um plano para a entrevista para que no momento em que ela esteja sendo realizada, as informações necessárias não deixem de ser colhidas.

A metodologia de coletar dados nos permite tentar conhecer a fundo uma situação concreta e real sobre qual situação se deve atuar. Esse procedimento dá condição de realizar um diagnóstico de todos os fatores que interfiram, positiva ou negativamente, sobre o comportamento dos alunos e possibilita também professor e aluno se conhecerem.

2.2 Observação e Planejamento

"Mais do que conhecer um método de planejamento, aquele que planeja, deve possuir um bom conhecimento da realidade a ser planejada". (Emilia Ferreiro)

O planejamento para a educação em uma escola pública marca-se por influências "externas" e "internas" a seus muros.

Torna-se, hoje, cada vez mais difícil entendermos o que se passa na escola, se desconhecemos as políticas internacionais voltadas à educação, em especial as teorias ditadas por organismos internacionais de financiamento, como o Banco Mundial, e sua política de privatizações.

As novas legislações como a Emenda 14, a nova LDB, entre outras, também devem ser consideradas para a compreensão da realidade escolar, pois estas legislações "determinam" a forma de organizar e de fazer a educação em nosso país.

É preciso deixar claro que a escola é influenciada por diferentes fatores alémmuros, sendo de fundamental importância à compreensão do significado desses fatores para o dia-a-dia da escola.

Além dessas influências "externas", a escola é também influenciada por fatores advindos de sua "realidade particular", exigindo que os agentes sociais presentes em seu cotidiano façam uma análise desse mesmo cotidiano. Pensando que "cada caso é um caso", temos que ter clareza da necessidade de conhecermos o que realmente está se passando em nossa unidade escolar.

Estamos entendendo autonomia escolar como um sistema de relações, conforme nos explica Barroso (1998): "A autonomia é um conceito relacional (somos sempre autônomos de alguém ou de alguma coisa) pelo que a sua acessão se exerce sempre num contexto de interdependências e num sistema de relações. A autonomia é, também um conceito que exprime um certo grau de relatividade: somos, mais ou menos, autônomos; podemos ser autônomos em relação a umas coisas e não o ser em relação a outras".

O conhecimento da realidade escolar passa a ser uma exigência no processo de planejamento. A participação é o melhor caminho para conhecer a realidade escolar, pois a escola analisada pelo pai não corresponde necessariamente à escola vista pelo professor, bem como pode não refletir as análises dos outros membros presentes no diaa-dia da escola, funcionários, alunos e especialistas. Por meio da participação e do debate democrático, somente, será possível o encontro de pontos comuns aos vários segmentos, das várias "realidades" presentes na escola, que deverão ser contemplados no processo de planejamento escolar.

A participação possibilita a incorporação dos vários significados que a escola possui por parte dos diferentes segmentos que vivenciam a realidade escolar. A escola deixa de ser do governo, do diretor, do funcionário, do professor, do pai, do aluno e passa a carregar simbolicamente um pouco de todos. A participação deve ser entendida como um processo de aprendizagem que demanda um tempo e um esforço de todos aqueles preocupados com a formação do cidadão. Nesse sentido, é preciso pensar em uma forma de planejar a escola de modo que se possibilite a participação de todos nas decisões sobre os seus rumos.

3. METODOLOGIA DE ENSINO

mim, pretensiosamente, me fazia o Outro

Com o livro aberto sobre os joelhos, o longe vinha estar sob meus olhos; o mais preservado eu intuía e acreditava participar da intimidade re-velada pelo escritor. As metáforas me acolhiam e libertavam ainda mais a minha fantasia. Eu visitava lugares que o autor desconhecia. Sem me perder de (Bartolomeu Campos de Queirós, 2007)

Muito se discute sobre o ensino brasileiro atual. Métodos, abordagens e concepções de educação são questionados, uma vez que a aprendizagem demonstrada pelos alunos em testes de vestibulares, avaliações internas e externas está cada vez mais aquém do desejado. Tanto os resultados de avaliações quanto a observação cotidiana demonstram que, embora passe anos na escola, a maior parte dos alunos sai da sala de aula sem adquirir as competências mínimas de leitura, escrita e cálculo.

(Parte 1 de 6)

Comentários