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1. Introdução
2. Galvanoplastia
2.1O que é galvanoplastia
2.2 Como surgiram à galvanoplastia
2.3 Tipos de galvanização
2.4 Realizações da galvanoplastia
2.5 Anodização
3. Galvanização a fogo
3.1 Como surgiram à galvanização a fogo
3.2 Como é o processo de galvanização a fogo
4. Processos Galvânicos
4.1 Cromagem
4.2 Niquelagem
4.3 Zincagem
4.4 Prateação
4.5 Tops Coats (Selantes)
5. Indústria de Galvanoplastia
5.1 Objetivos da Indústria
6. Meio Ambiente
6.1 Poluentes Gerados no processo
6.2 Efluentes líquidos
6.3 Emissões Gasosas
6.4 Resíduos sólidos

1. Introdução

O processo de eletrodeposição, denominado galvanoplastia, trata-se de um processo de revestimento de materiais condutores, ou não condutores, por metais a partir de uma solução contendo íons destes metais. Esse processo gera, como consequência, efluentes líquidos, resíduos sólidos e emissões gasosas, com considerável grau de toxicidade.

Basicamente, o processo de galvanoplastia envolve uma sequência de banhos consistindo de etapas de pré-tratamento, de revestimento e de conversão de superfície. Entre estas etapas, a peça sofre um processo de lavagem.

Desta forma, são originados efluentes líquidos, emissões gasosas e resíduos sólidos que necessitam de tratamento específico. Dependendo dos procedimentos adotados durante o processo, é possível obter-se uma minimização do consumo de água utilizada no processo bem como uma redução no volume de solução arrastada entre processos.

2. Galvanoplastia

2.1 O que é Galvanoplastia

Processo eletrolítico que consiste em revestir superfícies de peças metálicas com outros metais, mais nobres. Esse processo tem por objetivo proteger uma peça de metal da corrosão, bem como conferir melhor acabamento estético ou decorativo à mesma. De acordo com o Dicionário Rosseti de Química, podemos definir galvanoplastia como a tecnologia responsável pela transferência de íons metálicos de uma dada superfície sólida ou meio líquido denominado eletrólito, para outra superfície, seja ela metálica ou não. Este processo usa a corrente elétrica, sendo chamado de “eletrólise”.

2.2 Como surgiram a Galvanoplastia

O termo galvanização nasceu da descoberta do cientista Luigi Galvani (1757 - 1798) que consiste em aplicar uma camada de Zinco a um metal a fim de protegê-lo contra a corrosão.

Trata-se de um dos mais antigos processos industriais, que surgiu com a necessidade de obterem-se características físico-químicas diferentes das dos materiais utilizados para confecção de diferentes tipos de peças e equipamentos.

2.3 Tipos de Galvanização

Existem diferentes tipos de galvanização, como, a frio, a fogo, eletrolítica. Sendo um dos mais antigos e eficazes a zincagem por imersão a quente, ou galvanização a fogo. O principal objetivo deste processo é impedir o contato do material base, o aço (liga Ferro Carbono), com o meio corrosivo.

2.4 Realizações da galvanoplastia

A galvanoplastia é realizada através da eletrólise aquosa de um sal do metal a ser depositado sobre a peça metálica.

A peça metálica é colocada no cátodo de uma cuba eletrolítica contendo uma solução aquosa do sal.

Figura1. Eletrólise aquosa

2.5 Anodização

Anodização é um processo no qual a superfície de um metal, usualmente alumínio, é convertida, por oxidação eletrolítica, em um revestimento protetor. A anodização pode ser entendida como o oposto da eletrodeposição, na qual uma película metálica é depositada na superfície do metal. Em virtude de ser o revestimento obtido por anodização, na realidade, uma conversão da superfície, ela possui excelente aderência, pois está integrada com o próprio metal.

No processo de anodização, o alumínio funciona como ânodo, um outro metal, aço por exemplo, ou carbono, funciona como cátodo. O eletrólito dentro do qual é colocado o alumínio é geralmente ácido sulfúrico ou ácido crômico. Uma corrente elétrica é aplicada aos elementos que compõem o processo, convertendo a superfície do alumínio em um revestimento de óxido de alumínio. É possível também incorporar cores ao processo de anodização.

Os revestimentos de óxido assim obtidos apresentam muito boa resistência à abrasão, excelente proteção contra corrosão e boa rigidez dielétrica.

O alumínio anodizado é largamente empregado como material estrutural na indústria, na construção civil, como elemento decorativo, fabricação de autopeças, produtos para consumo em geral e ferragens para aplicação na indústria eletroeletrônica.

3. Galvanização a fogo

Por mais de 140 anos, a galvanização a fogo tem sido um sucesso comercial como método de proteção frente à corrosão de uma grande variedade de aplicações, por todo o mundo. Quais são as vantagens da galvanização a fogo?

O principal objetivo da galvanização a Fogo é impedir o contato do material base, o aço (liga Ferro Carbono), com o meio corrosivo. Para se obter um acabamento perfeito da zincagem é necessário que as peças estejam completamente limpas, tornando-se necessário a eliminação de óleos, graxas, óxidos, cascas de cola, tintas ou qualquer outro tipo de substância do metal base. Para que isso aconteça o processo de galvanização deve consistir de uma série de banhos em soluções específicas que preparam o material para receber o banho final, que é o de zinco, que conclui o processo.

3.1Como surgiu a galvanização a fogo?

A história da galvanização a fogo tem início no ano de 1741, quando um químico francês chamado Melouin descobriu que o zinco era capaz de proteger o aço da corrosão.

Ele apresentou os fundamentos do método em uma reunião na

Academia Real Francesa. Entretanto, o método não foi muito utilizado até que outro químico francês, Sorel, obteve a patente, em 10 de maio de 1837, introduzindo a decapagem sulfúrica (a 9%) e a fluxagem com cloreto de amônio como etapas anteriores e fundamentais do processo.

A principal parte do processo patenteado por Sorel é ainda atualmente utilizada. Em um apêndice à sua patente, datado de julho de 1837, Sorel denominou o método de “galvanização”, referindo-se à cela galvânica que é criada quando o revestimento de zinco é danificado. Como visto anteriormente, o aço é protegido galvanicamente pelo revestimento de zinco.

O termo foi subsequentemente adotado a outros métodos de revestimento do aço pelo zinco, e, algumas vezes, é utilizado para a deposição metálica eletrolítica em geral. Para evitar confusão, a imersão do aço em zinco líquido deve ser referida como galvanização a fogo, ou, alternativamente, galvanização a quente. Uma patente inglesa para um processo similar foi depositada em 1837. Em 1850, a indústria de galvanização inglesa já utilizava 10.0 ton. de zinco por ano na proteção do aço.

A galvanização a fogo pode ser encontrada em quase que todo tipo de aplicação e indústria onde o aço é empregado. As indústrias de utilidades domésticas, processos químicos, papel e celulose, construção civil, automotiva e de transporte, para numerar algumas poucas, tem feito grande uso, histórico, da galvanização, no controle da corrosão. E elas continuam a fazer uso da técnica ainda hoje.

3.2 Como é o processo de galvanização a fogo?

O processo de galvanização a fogo consiste em limpeza de peças de aço ou ferro fundido com posterior imersão no zinco líquido, esse processo de limpeza é um meio versátil e econômico de proteger estruturas, peças e equipamentos contra a corrosão. Esse processo consiste em 7 fases (banhos) importantes para a limpeza e imersão de peças.

Primeiro Banho: Desengraxante - O processo inicia com o material a ser galvanizado sendo fixado em uma grua aérea, que percorre todo o comprimento da fábrica destinado ao processo. Após isso, o material preso à grua começa o processo sendo mergulhado em uma cuba repleta de soda cáustica. Isso gera vapor que é coletado pelos ventiladores para tratamento nas torres de lavagem de gases.

Segundo Banho: Lavagem - O segundo banho é feito com água quente para retirada do ácido e limpeza em geral, não gerando resíduos.

Terceiro Banho: Decapagem - Ácido muriático é o reagente do terceiro banho. Devido à saturação do ácido, o líquido é encaminhado à estação de tratamento via bombeamento.

Quarto Banho: Lavagem - Consiste na lavagem do material com água, para limpeza em geral. A água é enviada para tratamento através de bombas.

Quinto Banho: Fluxagem - Na fluxagem são utilizados o cloreto de amônia e o cloreto de zinco. Serve para abrir os poros do ferro para maior ancoragem do zinco. Essa etapa do processo gera vapor que é encaminhado à torre de lavagem.

Sexto Banho: Banho de zinco fundido - Processo efetivo de proteção do ferro, que é mergulhado em cuba com zinco derretido. Gera a borra de zinco na superfície e o zinco ferro no fundo. Ambos resíduos são removidos e vendidos para terceiros.

Figura2. Processo de zincagem

4. Processos Galvânicos

O processo da galvanoplastia consiste num metal que, ao ser submergido num substrato, transfere íons para outra superfície (metálica ou não), através da eletrólise. O objeto cuja superfície será revestida sofre a redução e deve estar ligado ao polo negativo, o cátodo, de uma fonte de energia, enquanto o metal que sofre a oxidação deve ser ligado a um polo positivo, o ânodo. No processo, as reações não são espontâneas. É necessário fornecer energia elétrica para que ocorra a deposição dos elétrons (eletrólise). Trata-se, então, de uma eletrodeposição na qual o objeto que recebe o revestimento metálico é ligado ao polo negativo de uma fonte de corrente contínua enquanto o metal que dá o revestimento é ligado ao polo positivo. Para que a película do metal se ligue a outro, além de uma perfeita limpeza e desengorduramento da superfície, é preciso conhecer suas naturezas e propriedades químicas.

Os processos galvânicos comuns e modernos são: Cromagem, niquelagem, zincagem, prateação, douração, top coats (selantes), pintura, entre outros.

4.1 Cromagem

O cromo é um metal de cor branca, é muito duro, quando obtido por eletrodeposição. É resistente ao calor e não sofre embaçamento, e por isto é muito usado como acabamento decorativo de peças. É resistente à corrosão atmosférica e só é atacado pelo ácido sulfúrico e clorídrico.

É extremamente aderente quando depositado sobre aço, o que torna, juntamente com sua dureza muito empregado para fins industriais.

Por outro lado, como o cromo repele óleos e meios aquosos deve ser tornado rugoso quando usado em superfícies que devem ser lubrificadas.

Podem ser formados vários tipos de camadas de cromo, conforme o banho utilizado, e conforme sejam as condições de deposição. Assim temos o cromo brilhante, mais usado para fins decorativos. O cromo duro, não brilhante, que pode ser isento de fissuras ou microfissurado para fins técnicos, tendo uma espessura maior do que o cromo brilhante.

Boa resistência à corrosão e acabamento decorativo é obtida quando se deposita uma camada de níquel, previamente à camada de cromo brilhante.

4.2 Niquelagem

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