Redação de textos fáceis e diretos2

Redação de textos fáceis e diretos2

(Parte 1 de 8)

INFOCO INFORMÁTICA – O “bê” a “bá” da Redação

Técnicas Básicas da Redação

Primeiro ponto: Leitura é fundamental para que se desenvolva uma boa redação.

Nem sempre uma conversa difícil, cheia de termos técnicos, inovações podem ser atrativas.

Seja específico, não arrume palavras elásticas que possam prejudicar seu desempenho. O texto de redação deve ser claro, direto, preciso, objetivo e conciso. Use frases curtas e evite demasiadas intercalações ou ordem inversas desnecessárias.

Todo texto deve ter uma ordem direta que conduzirá o leitor à essência desta forma objetiva. Não dê atenção aos detalhes irrelevantes (insignificante) e vá diretamente ao que interessa.

É importante lembrar que se deve anotar tudo o que vier à cabeça; as idéias devem fluir livremente. Depois, deve-se fazer uma seleção, organizar e, finalmente, preparar um roteiro com os principais pontos do que se pretende escrever.

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As palavras

As palavras que irão formar o texto devem ser cuidadosamente selecionadas. Tenha sempre em mente que usar o dicionário é como se alimentar. Deve-se desconfiar de sinônimos perfeitos (adj.; que tem a mesma ou quase a mesma significação do que outra palavra). Normalmente, há uma palavra que define uma situação.

O filho pergunta para mãe no casamento: - Mãe, porque que a noiva está de branco?

- Porque é o dia mais feliz da vida dela.

- E porque que o noivo está de preto?

−Fica quieto guri!

Veja que o adjetivo “Branco”, tem uma comparação com “...feliz da vida dela...”. Ele qualifica dando um valor subjetivo, ou seja: “A noiva está de branco porque é o dia mais feliz da vida dela”.

Segundo o professor Luiz C. Travaglia, em seu livro Gramática e Interação – Uma proposta para o Ensino de Gramática no 1º e 2º graus, “...a língua escrita e a língua oral apresentam, cada uma, diferentes graus de formalismo, que é a escala de maior ou menor controle no emprego dos recursos da língua...”, ou seja, de acordo com a construção e a transformação das palavras.

Faça um encadeamento dos “Leads” (quem, como, onde, porque, quando) de maneira harmoniosa com os parágrafos seguintes. Quando o parágrafo não está conectado com o seguinte, ele dificulta a leitura e a compreensão. Nesse caso as informações devem ser passadas de forma mais criativa. O políticos são mestres em tentar explicar fatos, mas infelizmente não se entende nada. Exemplo:

"O cara vai fuçando, fuçando, fuçando, e vai encontrando um mil réis ali, doisCom dez anos,

vai somar aquilo, vem multa, vem tudo e aí dá um bocado de coisa." Osvaldo Reis (PMDB-TO), justificando multa de R$ 140 mil que recebeu por falta de recolhimento previdenciário.

Como escrever bem uma redação

Ao invés de começo, meio e fim, elas recebem os nomes de introdução, desenvolvimento e conclusão ou, ainda, início, desenvolvimento e fecho.

INTRODUÇÃO (início, começo): Uma introdução não deve ser muito longa para não desmotivar o leitor. Se a redação tiver trinta linhas, aconselha-se que o aluno use de cinco a seis para a parte introdutória. Exemplo:

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta, quando lesse minha história no jornal, risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada”. E então contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para

INFOCO INFORMÁTICA – O “bê” a “bá” da Redação contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. (Rubem Braga)

DESENVOLVIMENTO (meio, corpo): Se o desenvolvimento da redação é sua parte mais importante, deverá ocupar o maior número de linhas. Supondo-se uma redação de trinta linhas, a redação deverá destinar de catorze (14) a dezoito (18) linhas para o corpo ou desenvolvimento da mesma. Algumas regra costumam ter outra característica.

CONCLUSÃO (fecho, final): Na conclusão, nossas idéias propõem uma solução. O ponto de vista do escritor, apesar de ter aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na conclusão. Se alguém introduz um assunto, desenvolve-o brilhantemente, mas não coloca uma conclusão: o leitor sentir-se-á perdido, estupefato.

Exercícios - 1

O melhor começo é lidar com assuntos do cotidiano: Novelas, filmes, conversas do trabalho, vizinhos, estudos etc. Escolha um determinado assunto, principalmente aquele que você tem domínio. Iremos utilizar a regra da “Introdução, Desenvolvimento e Conclusão”. Tente desempenhar no mínimo 20 linhas.

Exercícios – 2

Leia o depoimento de Carlos Drummond de Andrade sobre “Como comecei a escrever” e imaginese como um escritor de sucesso dando o seu depoimento de como começou a escrever.

adquirindo do poder deexpressão contido nos

Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana, aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau. Papai era assinante da Gazeta de Notícias, e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar. Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia sinais reunidos em palavras.

Daí por diante as experiências foram-se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a literatura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estava germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive a sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever. Então, começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café-sentado (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritores, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.

(Como comecei a escrever. Carlos Drummond de Andrade. Apud Para Gostar de Ler, vol. 4, Ed. Ática, 1992, pág. 6 e 7.)

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Análise de uma redação

O desenvolvimento orienta a compreensão do leitor até a conclusão. Faz a relação entre a introdução e a conclusão. Veja exemplo abaixo:

A alienação social se exprime numa 'teoria' do conhecimento espontânea, formando o senso comum da sociedade. (...) Um exemplo desse senso comum aparece no caso da 'explicação' e da pobreza, em que o pobre é pobre por sua própria culpa (preguiça e ignorância) ou por vontade divina ou por inferioridade natural. Esse senso comum social, na verdade, é o resultado de uma elaboração intelectual sobre a realidade, feita pelos pensadores ou intelectuais da sociedade — sacerdotes, filósofos, cientistas, professores, escritores, jornalistas, artistas, que descrevem e explicam o mundo a partir do ponto de vista da classe a que pertencem e que é a classe dominante de sua sociedade. Essa elaboração intelectual incorporada pelo senso comum social é a ideologia. Por meio dela, o ponto de vista, as opiniões e as idéias de uma das classes sociais — a dominante e dirigente — tornam-se o ponto de vista e a opinião de todas as classes e de toda a sociedade. A função principal da ideologia é ocultar e dissimular as divisões sociais e políticas, dar-lhes a aparência de indivisão e de diferenças naturais entre os seres humanos. Indivisão: apesar da divisão social das classes, somos levados a crer que somos todos iguais porque participamos da idéia de 'humanidade', ou da idéia de 'nação' e 'pátria', ou da idéia de 'raça' etc. Diferenças naturais: somos levados a crer que as desigualdades sociais, econômicas e políticas não são produzidas pela divisão social das classes, mas por diferenças individuais dos talentos e das capacidades, da inteligência, da força de vontade maior ou menor etc. A produção ideológica da ilusão social tem como finalidade fazer com que todas as classes sociais aceitem as condições em que vivem, julgando-as naturais, normais, corretas, justas, sem pretender transformá-las ou conhecê-las realmente, sem levar em conta que há uma contradição profunda entre as condições reais em que vivemos e as idéias. (...)

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Pensando e criando Os três momentos do raciocínio: Tese, proposta e desfecho. Veja:

Criando e enviando um e-mail

Primeiro, existem vários tipos de provedores de e-mail. O mais comum hoje é o Outlook, acompanha o sistema operacional Windows. Veja algumas características.

Uma idéia do assunto O desenvolvimento Sua conclusão

Receptor

Quem irá receber o mesmo conteúdo do receptor

Início do entendimento

Mensagem

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Ética de enviar e-mail empresa

Combine letras maiúsculas e minúsculas, da mesma forma que na escrita comum. Cartas em papel não são escritas somente com letras maiúsculas; na Internet, escrever em maiúsculas é o mesmo que gritar! Para enfatizar frases e palavras, use os recursos de sublinha (colocando palavras ou frases entre sublinhados, isso é relativo) e *grifar* (palavras ou frases entre asteriscos). Frases em maiúsculas são aceitáveis em títulos e ênfases ou avisos urgentes.

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