Nbr 11682

Nbr 11682

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Projeto NBR 11682:2006Projeto NBR 11682:200 FINAL 2 03 2007

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MAIO 2006 Projeto NBR 11682 NBR 11682 - Estabilidade de encostas

Origem: NBR 11682: 1991 ABNT/CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02:004.07 - Comissão de estudo de estabilidade de taludes Slope Stability Descriptors: Slope Esta Norma substituí a(s) NBR 11682:1991

Palavra(s)-chave: Encosta, Talude 27 páginas

Sumário

Prefácio 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Condições gerais 5 Procedimentos preliminares 6 Investigações do terreno 7 Projeto 8 Execução de obras 9 Acompanhamento 10 Manutenção 1 Monitoramento

ANEXOS A Situação dos taludes enquadrados nesta Norma - B Terminologia C Laudo de vistoria D Estimativa dos Parâmetros de Resistência para Análise de Estabilidade de Encostas

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujos conteúdos são de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (ABNT/CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ONS circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados.

Objetivo

Esta Norma prescreve as condições exigíveis no estudo e controle da estabilidade de encostas e de taludes resultantes de cortes e aterros realizados em encostas (ver fig. 1 no anexo A). Abrange, também, as condições para estudos, projeto, execução, controle e observação de obras de estabilização. Não estão incluídas nesta Norma as condições específicas aplicáveis a taludes de cavas de mineração e a taludes de barragens, de subsolos de prédios e de cavas de metrô, a aterros sobre solos moles e de encontro de pontes, bem como qualquer outra situação distinta que não envolva encostas.

Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. A edição indicada estava em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta, que verifiquem a conveniência de se usar a edição mais recente da norma citada a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR-6118:2004- Projeto de estruturas de concreto – Procedimento
NBR-6122:1996- Projeto e execução de fundações
NBR-6497:1983- Levantamento geotécnico
NBR-8044: 1983- Projeto geotécnico
NBR-9288: 1986- Emprego de terrenos reforçados
NBR-9286: 1986- Terra armada
NBR-9285: 1986- Microancoragem
NBR-6502: 1995- Rochas e solos

a) Normas ABNT NBR-14931:2004 - Execução de estruturas de concreto - Procedimento

NBR-9604:1986 - Abertura de poço e trincheira de inspeção em solo, com retirada de amostras deformadas e indeformadas

NBR-9820:1997- Coleta de amostras indeformadas de solos de baixa consistência em furos de sondagem
NBR-9061:1985- Segurança de escavação a céu aberto
NBR-5629:2006- Execução de tirantes ancorados no terreno

NBR-6484: 2001 - Solo - Sondagens de simples reconhecimento com SPT - Método de ensaio NBR-9653:2005 - Guia para avaliação dos efeitos provocados pelo uso de explosivos nas minerações em áreas urbanas NBR-12553:2003 - Geotêxteis - Terminologia

Definições Aplicam-se as seguintes definições, para efeito desta Norma:

alongâmetro (ou do inglês “tell-tales”): Dispositivo para medição de deslocamentos, constando de haste ou fio tensionado protegido por revestimento, instalado em qualquer direção, fixado em profundidade, cuja extremidade serve de referência de medição de deslocamentos relativos entre a parte fixada em profundidade e o local de instalação da extremidade oposta.

BM (do inglês “bench mark”): Sigla para designar referência fixa, constituída por haste vertical chumbada no terreno em profundidade, em região livre de movimentos, e protegida por tubo ao longo de todo o seu comprimento. Na extremidade superior, da haste, é instalado dispositivo para referência de nível topográfico de precisão.

chumbador: Elemento estrutural, em geral uma barra de aço, introduzido em furo aberto no maciço rochoso, ao qual se fixa por calda e/ou argamassa de cimento, e/ou epoxi, e/ou por dispositivo mecânico. A extremidade externa da barra é fixada ao elemento (por exemplo: muro de concreto, lasca de rocha, etc.) que se pretende fixar à superfície rochosa. O chumbador não é protendido, sendo assim um elemento passivo. É restrito à aplicação em rocha.

DHP: Sigla para designar dreno subhorizontal profundo. encosta: Talude de origem natural.

fator de segurança (em relação à resistência ao cisalhamento do solo): Valor pelo qual a resistência ao cisalhamento (ou os parâmetros de resistência) deve ser reduzida para que o talude atinja a condição de equilíbrio limite.

geossintético: Produto sintético aplicado a obras geotécnicas e de proteção ambiental.

geotêxteis: Produto têxtil permeável utilizado predominantemente em engenharia geotécnica exercendo funções de drenagem, filtração, reforço, separação e proteção.

grampo: Elemento de reforço do terreno constituído de perfuração preenchida com calda de cimento, ou argamassa, compósito ou outro aglutinante e elemento resistente à tração/cisalhamento. Tem a finalidade de distribuir cargas ao longo de todo o seu comprimento interagindo com o terreno circunvizinho, podendo parte da carga mobilizada ser absorvida pela cabeça. A mobilização de carga no grampo é induzida pela deformação do terreno por ou pequena carga aplicada na extremidade externa. Diferem dos tirantes conforme descrito na NBR-5629 por não apresentarem trecho livre e serem passivos.

Inclinômetro: Instrumento que serve para medir deslocamentos horizontais dentro do terreno, em profundidade, e a progressão de movimentos de uma encosta.

medidor de nível d'água: Dispositivo para medição do nível do lençol freático. O local de medição deve estar em contato com a pressão atmosférica.

modelo geológico-geotécnico: Representação, por meio de seções, de vistas e/ou de blocos-diagramas, das características geológicas e geotécnicas básicas do subsolo, assim como da superfície do trecho que interessa ao estudo de estabilidade do talude ou da encosta.

piezômetro: Dispositivo de medição de pressão hidrostática (ou poro-pressão) no interior do terreno. O local de medição deve ser isolado de qualquer possibilidade de contato com a pressão atmosférica ou com outra camada do terreno diferente daquela onde se deseja fazer a medição.

retaludamento: Obra de mudança da inclinação e/ou da altura de um talude, objetivando melhorar suas condições de estabilidade.

ruptura de um talude: Modificação da geometria do talude ocasionada por escorregamento ao longo de uma superfície ou zona de concentração de deformações cisalhantes ou por deformações excessivas que afetem obras de engenharia.

subhorizontal: Plano ou reta pouco inclinados em relação à horizontal. subvertical: Plano ou reta pouco inclinados em relação à vertical. subsidência: Afundamento de uma área ou superfície do terreno em relação à sua situação original. talude: Terreno inclinado.

tirante injetado: De acordo com a Norma NBR-5629, “tirantes injetados são peças especialmente montadas, tendo como componente principal um ou mais elementos resistentes à tração, que são introduzidos no terreno em perfuração própria, nas quais por meio de injeção de calda de cimento (ou outro aglutinante) em parte dos elementos, forma um bulbo de ancoragem que é ligado à estrutura através do elemento resistente à tração e da cabeça do tirante”.

velocidade residual: Velocidade dos deslocamentos do talude ou de partes do mesmo após a implantação de obras de estabilização.

retro-análise: Análise de estabilidade elaborada com o conhecimento da geometria da superfície de ruptura ocorrida e outros fatores que estavam presentes no momento da ruptura, como sobrecargas, posição do nível de água, sismos, e outros, visando determinar os parâmetros de resistência e poro-pressão coerentes com o problema.

terminologia: A definição dos tipos de movimentos de massa, elementos de caracterização e dimensões envolvidas nas situações de escorregamento estão indicados no Anexo A – Terminologia.

Condições gerais

Esta norma especifica os estudos relativos à estabilidade de encostas e às minorações dos efeitos de sua instabilidade em áreas específicas, pré-definidas, objetivando a definição das intervenções a serem analisadas e discriminando os procedimentos indicados a seguir na elaboração de estudos e projetos, na execução de obras ou serviços de implantação, no acompanhamento dos mesmos e na manutenção de tais obras ou serviços.

Tendo em vista que a área de estudo pode ser influenciada por fatores externos e mais abrangentes e/ou legais, tais condicionantes devem ser considerados e analisados, antes do estudo específico para o local.

Esta norma define, segundo uma organização cronológica, as etapas e as prescrições relativas à estabilidade de encostas em áreas específicas, conforme a seguir itemizado.

Esta norma prescreve condições específicas, para estudos e para obras em talude individuais. No caso de obras lineares, tais como estradas, ferrovias, dutovias e outras, os estudos e projetos devem levar em conta a geologia e geomorfologia ao longo do traçado, direção e mergulho das rochas, presença de colúvios e outras situações críticas. As investigações deverão ser definidas pelo projetista caracterizando os taludes específicos nos quais deverão ser realizados os estudos individualizados prescritos nesta norma. Os projetos deverão obrigatoriamente prever drenagem e proteção contra erosão em todos os taludes de corte e aterro.

Procedimentos Preliminares

Os procedimentos preliminares indicados nesta Norma são de caráter obrigatório e visam ao conhecimento das características do local, à consulta a mapas e levantamentos disponíveis, à verificação de restrições legais e ambientais, à elaboração de laudo de vistoria (Anexo C), à avaliação da necessidade de implantação de medidas emergenciais e à programação de investigações geológicas e geotécnicas. O detalhamento dos procedimentos preliminares obrigatórios é apresentado na seção 5.

Investigações Incluem investigações geológicas, geotécnicas, geomorfológicas, topográficas , geo-hidrológicas,e outras.

Abrangem levantamentos locais, coleta de dados, ensaios “in situ” e em laboratório, bem como o uso de instrumentação adequada para estabelecer um modelo geológico-geotécnico.

As investigações de cunho obrigatório são definidas na seção 6.

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