projeto de estagio

projeto de estagio

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JULIO ROBERTO PELLENZ

CONTROLE E MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS E DE PLANTAS DANINHAS DA CULTURA DA SOJA NO RIO GRANDE DO SUL

SAFRA 2010/2011

Projeto de estágio realizado para obtenção

do título de Técnico em Agropecuária

do Curso Técnico em Agropecuária da

Escola Estadual Técnica Fronteira Noroeste

Professor Orientador: Rose Beatriz Antes Stein

Orientador da Empresa: Ana Cláudia Barneche

Santa Rosa

2010

NOME DO ESTAGIÁRIO: JULIO ROBERTO PELLENZ

E-MAIL: jrpellenz@hotmail.com

FONES DO ALUNO: 559605 2261; 55 9976 0679

DATA DE INÍCIO DO ESTÁGIO: 24/01/2011

TÉRMINO DO ESTÁGIO: 17/06/2011

PROFESSOR ORIENTADOR: ROSE BEATRIZ ANTES STEIN

EMPRESA EM QUE ESTÁ ESTAGIANDO: EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA) CENTRO DE PESQUISA CLIMA TEMPERADO

ENDEREÇO DO LOCAL DO ESTÁGIO: BR 392 Km 78

CIDADE: PELOTAS - RS CEP: 96001-970

FONE: 53 3275 8200

E-MAIL: sac@cpact.embrapa.br

SITE: www.cpact.embrapa.br

ORIENTADOR DO ESTÁGIO DA EMPRESA: ANA CLAUDIABARNECHE

FONE: 53 3275 8167

E-MAIL: barneche@cpact.embrapa.br

( X ) PARTICIPAREI DA FEIRA DO CONHECIMENTO E DESENVOLVIMENTO AGROCIENTÍFICO

INFORME O SEU CRONOGRAMA:

INÍCIO DO ESTÁGIO; 24/01/2011;

Até 28/01/2011, 1ª Semana de Estágio: Enviar à Coordenação de Estágios

(estagio@eetfnoroeste.brtdata.com.br), esta Folha de Identificação do Projeto.

13/04/2011, ou , 55 dias após o início do estágio, Entregar ao Professor Orientador a 1ª via do PROJETO(RASCUNHO).Após a correção, o Professor devolverá ao Aluno.

15/07/2011, ou seja, 120 DIAS ÚTEIS, enviar ao Professor Orientador a 1ª VIA (RASCUNHO) do Relatório de Estágio, que deverá ser enviado conforme combinado com o próprio Orientador: IMPRESSO, ou gravado em CD ou ON-LINE (e-mail).

23/09/2, ou 170 DIAS ÚTEIS, Prazo máximo, para entregar a versão final do Relatório de Estágio (1 cópia IMPRESSA)Obs.: Será observada a data do carimbo do Correio. Não serão recebidos relatórios de versão final enviados por e-mail, o estagiário deverá enviá-lo por correio ou entregá-lo pessoalmente.

( ) NÃO PARTICIPAREI DA FEIRA DO CONHECIMENTO E DESENVOLVIMENTO AGROCIENTÍFICO

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO......................................................................................................................... 4

2 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA......................................................................................... 4

3 OBJETIVOS............................................................................................................................... 4

3.1 OBJETIVO GERAL............................................................................................................... 5

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS................................................................................................ 5

4 JUSTIFICATIVA....................................................................................................................... 5

5 REFERENCIAL TEÓRICO..................................................................................................... 6

5.1 MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS........................................................ 6

5.1.1 Medidas preventivas............................................................................................................... 7

5.1.2 Método cultural....................................................................................................................... 8

5.1.3 Erradicação............................................................................................................................. 8

5.1.4 Método físico.......................................................................................................................... 8

5.1.5 Método químico...................................................................................................................... 9

5.1.5.1 Pré-semeadura ou dessecação.............................................................................................. 9

5.1.5.2 Herbicidas de pré-semeadura incorporados (PSI)............................................................... 9

5.1.5.3 Herbicidas de pré-emergência (PRÉ).................................................................................. 10

5.1.5.4 Herbicidas de pós-emergência (PÓS)................................................................................. 10

5.1.6 Resistência de plantas daninhas aos herbicidas..................................................................... 10

5.2 MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS (MIP).................................................................... 11

5.2.1 Principais pragas.................................................................................................................... 12

5.2.2 Outras pragas......................................................................................................................... 12

6 CRONOGRAMA....................................................................................................................... 13

REFERÊNCIAS............................................................................................................................ 15

1 INTRODUÇÃO

Este projeto é de um estágio obrigatório do curso técnico em agropecuária, que se realizará na cultura da soja, sendo o tema específico o manejo integrado de pragas e plantas daninhas no Rio Grande do Sul. O estágio será realizado na Embrapa Clima Temperado, em Pelotas/RS, iniciando no dia 10/01/2011, e terminando no dia 20/05/2011.

Espera-se aumentar os conhecimentos quanto às pragas e plantas daninhas que mais afetam a cultura da soja e os métodos mais eficazes para o seu controle, buscando uma formação qualificada de técnico em agropecuária.

Ao decorrer deste projeto, encontrar-se-á no manejo integrado de plantas daninhas as medidas preventivas, o método cultural, método físico e método químico, os herbicidas mais indicados, assim como as suas tecnologias de aplicação e no manejo integrado de pragas, as pragas que mais afetam a cultura, as práticas de monitoramento, os inseticidas e acaricidas a serem aplicados.

Espero que todos que tenham acesso a este projeto possam desfrutar do mesmo para ampliarem os seus conhecimentos e compreendam os objetivos aqui colocados.

2 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

A cultura da soja hoje é afetada por diversos fatores, entre eles pragas e plantas daninhas, que causam grande dano econômico.

Qual a melhor maneira de controlá-las?

Como aplicar os agrotóxicos de maneira que possam agredir o mínimo possível ao meio ambiente?

O que fazer para evitar que essas pragas e plantas daninhas infestem as lavouras?

3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

Apresentar as pragas e plantas daninhas que mais afetam economicamente a cultura da soja e as medidas mais eficazes para controlá-las.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Descobrir as pragas e plantas daninhas que mais afetam a cultura;

  • Aprender as medidas preventivas, para que elas não ocorram na lavoura;

  • Aprender como manejar as plantas daninhas no sistema de plantio direto;

  • Aprender sobre o método físico e o método químico;

  • Descobrir quais os herbicidas mais indicados, e suas respectivas tecnologias de aplicação;

  • Descobrir como manejar as plantas daninhas em soja resistente ao herbicida glifosato;

  • Descobrir os inseticidas mais indicados para cada praga;

  • Aprender como fazer o monitoramento de pragas;

  • Aprender quando as pragas estão causando dano econômico e quando se devem aplicar os inseticidas e acaricidas.

4 JUSTIFICATIVA

Tendo em vista a predominância da cultura da soja no Rio Grande do Sul, e os danos econômicos causados pelas pragas e plantas daninhas nesta cultura, dá-se a importância de se realizar este projeto.

Hoje em dia, nenhuma cultura pode ser implantada sem se ter um determinado conhecimento sobre a mesma e um auxílio técnico, e deve-se fazer ainda um estudo de sua viabilidade.

Sendo as pragas e plantas daninhas causadoras de grande dano econômico, é muito importante que se saiba como e quando controlá-las, e este é o objetivo deste projeto.

O manejo integrado de plantas daninhas compreende a associação de vários métodos de controle, os quais geralmente oferecem vantagens sobre o uso de um único método. Estas vantagens estão relacionadas, principalmente, com os custos e com a eficiência, minimizando os efeitos negativos das implicações ambientais, particularmente a longo prazo.

Além da infestação de plantas daninhas, a cultura da soja também está sujeita ao ataque de um grande número de espécie de insetos e ácaros durante todo o seu ciclo, sendo que para o controle destes últimos é muito importante a prática do “MIP”, que consiste em vistorias regulares à lavoura, para monitorar a população das pragas e o nível de dano causado, não se indicando a aplicação preventiva de inseticidas químicos, uma vez que as pragas têm suas populações controladas por predadores naturais, e as aplicações desnecessárias contribuem para o agravamento da poluição ambiental, elevando o custo de produção, torna as pragas mais resistentes e afeta os controles biológicos.

Este projeto contribui de maneira significativa aos sojicultores, que pretendem aumentar sua produção, diminuindo os custos de produção para atender às exigências do mercado consumidor e respeitando o meio ambiente.

5 REFERENCIAL TEÓRICO

5.1 MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS

O manejo integrado de plantas daninhas compreende a associação de vários métodos de controle, os quais geralmente oferecem vantagens sobre o uso de um único método. Estas vantagens estão relacionadas, principalmente, com os custos e com a eficiência, minimizando os efeitos negativos das implicações ambientais, particularmente a longo prazo. (REUNIÃO, 2009)

Conforme Embrapa (2007):

As plantas daninhas constituem grande problema para a cultura da soja e a necessidade de controlá-las, um imperativo. Conforme a espécie, a densidade e a distribuição da invasora na lavoura, as perdas são significativas. A invasora prejudica a cultura, porque com ela compete pela luz solar, pela água e pelos nutrientes, podendo, a depender do nível de infestação e da espécie, dificultar a operação de colheita e comprometer a qualidade do grão.

Segundo a reunião de pesquisa de soja da região sul (2009), ao se usar continuamente um mesmo método de controle, ingrediente ativo ou mecanismo de ação, altera-se profundamente as espécies infestantes, selecionando espécies tolerantes e/ou resistentes que poderão acarretar sérios problemas, como acontece nos casos de leiteira (Euphorbia heterophylla), poaia (Richardia brasiliensis), corriola ( Ipomoea spp.), buva ( Conyza bonariensis), trapoeraba (Commelina spp.) e azevém ( Lolium multiflorum). A frequência com que essas espécies têm aparecido nas lavouras de soja em que o herbicida glifosato tem sido usado continuamente tem aumentado consideravelmente. Para se evitar esses problemas, deve-se fazer a integração dos métodos de controle, o que pode levar a redução ou até a eliminação do número de aplicações de herbicidas.

Bianchi (2009) afirma que:

A introdução de cultivares de soja resistente ao herbicida glifosato ( soja Roundup Ready) no RS em meados da décadas de 1990, tornou o controle de plantas daninhas prático e barato. No entanto, o uso continuado deste herbicida resultou na seleção de espécies daninhas tolerantes e de biótipos resistentes. É conhecida a necessidade de usar doses elevadas de herbicidas a base de glifosato para controlar espécies como poaia-branca ( Richardia brasiliensis) e corriola ( Ipomoea spp.). além disso, a constatação da ocorrência de biótipos de azevém ( Lolium multiflorum) e de buva (Conyza bonariensis) resistentes ao herbicida glifosato, restringe o uso deste produto nas lavouras gaúchas.

O período em que as plantas caninhas causam maiores danos à cultura da soja ocorre dos 10 aos 50 dias após a emergência, segundo Reunião (2009). Isto ocorre devido à competição entre as plantas daninhas e as plantas de soja. Os fatores que determinam a duração deste período são as condições ambientais, espaçamento entre linhas, cultivares, adubação, época de semeadura, espécie e densidade das plantas daninhas.

5.1.1 Medidas preventivas

“A prevenção é uma importante forma de manejo, pois, se não deixarmos que a daninha entre, não teremos prejuízos e custos com seu controle”, afirmam Oliveira e Constantim (2001). Consiste em métodos que impedem a introdução e a disseminação das plantas daninhas, e baseia-se no conhecimento dos métodos de reprodução e disseminação dessas espécies a fim de se interromper seus ciclos de multiplicação e disseminação.

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