Relatorio Solução e Diluição

Relatorio Solução e Diluição

RELATÓRIO Nº 3 DATA 25/03/2010

PREPARAÇÃO DE SOLUÇÃO E DILUIÇÃO

NOME DO ALUNO/RA – 1 ALINE FELTRIN FOGUEL/63488 2 MARIELLE SEELIG CALDERINI/63409 3 MICTIELHE FERNANDA ARISTAQUE/63546

CURSO: FARMÁCIA

PERÍODO: 1º / MATUTINO

DISCIPLINA: QUÍMICA INORGÂNICA

PROFESSOR RESPONSÁVEL: MARCOS V. CORRÊA DA SILVA

ARARAS/SP

2010

  1. INTRODUÇÃO

Se diferentes fases podem ser vistas a olho nu ou por meio de um microscópio, a mistura é heterogênea e não é uma solução. Se somente uma fase está presente, então, é uma solução. As soluções podem ser classificadas segundo seu estado físico: sólido, líquido e gasoso. As soluções gasosas não podem ser uma mistura heterogênea porque os gases se misturam em qualquer proporção, sendo que as soluções gasosas possuem tipicamente a estrutura de todos os gases. As soluções sólidas são encontradas em dois tipos: substituinte – que exibe uma estrutura cristalina que tem regularidade estrutural – e intersticial – que são átomos diferentes, íons ou moléculas que possuem certa ocupação no retículo hospedeiro. As soluções líquidas possuem um arranjo molecular típico de um líquido puro: as partículas se encontram dispostas próximas umas às outras. Entretanto, uma solução líquida é composta de diferentes partículas (RUSSEL, p.502-504)

Outra forma de classificar as soluções é quanto à natureza do soluto, que pode ser molecular – o soluto é formado por moléculas que não se dissociam - ou iônicas – o soluto não apenas se dissolve, mas dissocia-se em íons. O coeficiente de solubilidade classifica as soluções em: saturadas – a quantidade de soluto dissolvido é igual ao coeficiente de solubilidade; insaturadas – a quantidade de soluto dissolvido é inferior ao coeficiente de solubilidade; supersaturadas – a quantidade de soluto dissolvido é superior ao coeficiente de solubilidade (ANDRADE, p. 5 e 6).

Concentração de uma solução é a relação entre a quantidade do soluto e a quantidade do solvente ou da solução. Uma vez que as quantidades de solvente e soluto podem ser medidas em massa, volume ou quantidade de matéria (número de moles), há diversas unidades de concentração de soluções. As mais utilizadas são:

Concentração em gramas por litro. Esse termo é utilizado para indicar a relação entre a massa do soluto (m) expressa em gramas e o volume (V), da solução em litros:

Concentração em quantidade de matéria (Molaridade). É a relação entre a quantidade de matéria, ou número de moles, do soluto (n) e o volume da solução (V), expresso em litros.

Composição percentual (título)

Um método bastante usual de expressão da concentração baseia-se na composição percentual da solução. Essa unidade de concentração relaciona a massa (m) ou o volume (V) do soluto com a massa ou o volume do solvente ou da solução, conduzindo a notações tais como:

10% (m/m); 10% (m/V); ou 10% (V/V)

(MEDEIROS, acesso em 5 de abril de 2010)

Dois termos geralmente usados para descrever soluços são concentrado e diluído. Uma solução concentrada apresenta uma concentração alta de soluto; e uma solução diluída apresenta uma concentração baixa. A palavra diluição é usada quando uma solução pode ser mais diluída pela adição de mais solvente (RUSSEL, p.87)

Nos experimentos apresentados a seguir, um composto utilizado foi o Hidróxido de Sódio, NaOH. É uma base forte, ou seja, se encontra muito dissociada em uma solução aquosa. Em seu estado natural, não é encontrado livre na natureza, sendo preparado em processos laboratoriais. A dissolução do sódio na água é uma reação altamente exotérmica, devendo ser feita com cuidado em virtude das projeções da soda cáustica.

2Na + 2H2O  NaOH + H2 (FREITAS e COSTA, p. 211-212, 1978)

Os experimentos apresentados a seguir envolvem, também, o NaCl. Este é descrito como cristais cúbicos incolores ou pó cristalino, branco, com gosto salgado. Ele é facilmente solúvel em água. Está na categoria de adjuvante farmacotécnico e de hidratante fisiológico (Farmacopéia, p. 238-239)

Na solubilidade de sólidos iônicos, quando um eletrólito sólido dissolve, pelo menos dois tipos de íons são liberados para a solução, e na saturação o equilíbrio é mais complexo, assim, em uma solução saturada de NaCl, íons sódio e íons cloreto em solução estão em equilíbrio com excesso de NaCl (RUSSEL, p. 788)

A indústria do sal é tão antiga quanto a humanidade. O sal é, há muito tempo, essencial na dieta humana. O cloreto de sódio é a matéria prima básica de muitos compostos químicos, como o hidróxido de sódio, o carbonato de sódio, o sulfato de sódio entre outros (Shreve e Brink, p. 176).

2. OBJETIVO

Preparar soluções: uma de NaOH e outra de NaCl. A partir destas soluções estoque realizar a diluição, fazendo uso da molaridade, concentração e pureza das soluções.

3. MATERIAL E MÉTODOS

Material:

Utilizou-se na aula prática, durante os procedimentos:

- Becker

- Água destilada

- NaOH

- NaCl

- Bastão de vidro

- Pipet pump

- Balão volumétrico de 500mL

- Balão volumétrico de 250mL

- Balão volumétrico de 100mL

- Balão volumétrico de 50mL

- Piceta

- Pipeta Pasteur

- Balança semi-analítica de 3 casas decimais

- Espátula

- Funil

Métodos:

No primeiro experimento, que visava preparar uma solução de NaOH, colocou-se o Becker na balança, tarou-se. Fez-se os cálculos e pesou-se 1,030g de NaOH, com o auxílio da espátula. Em seguida, colocou-se água destilada para dissolver, com o auxílio do bastão de vidro. Lavou-se o bastão de vidro com água destilada para limpar resíduos. Transferiu-se a solução para um balão volumétrico de 250mL, com o auxílio de um funil. Lavou-se o Becker com água destilada. Completou-se o volume indicado no balão volumétrico com água destilada. Utilizou-se uma pipeta Pasteur pata completar o volume da solução. A concentração, nome do grupo e a data que foi realizado o experimento foi anotado.

No segundo experimento, que visava preparar uma solução de NaCl colocou-se o Becker na balança, tarou-se. Fez-se os cálculos e pesou-se 10g de NaCl, com o auxílio da espátula. Colocou-se água destilada no Becker para dissolver o NaCl, utilizando o bastão de vidro. Lavou-se o bastão de vidro com água destilada. Transferiu-se a solução para um balão volumétrico de 100mL, utilizando um funil. Lavou-se o Becker com água destilada a fim de remover resíduos. Completou-se o volume do balão volumétrico com água destilada. Utilizou-se pipeta Pasteur para completar o volume da solução. A concentração, nome do grupo e a data que foi realizado o experimento foi anotado.

No terceiro experimento que visada realizar a diluição de NaOH, iniciou-se com a homogeneização da solução estoque. Colocou-se aproximadamente 10mL de NaOH em um Becker. Pipetou-se, com a pipeta de 5mL e pipet pump, 5mL da solução estoque de NaOH. Transferiu-se o volume da pipeta para um balão volumétrico de 500mL. Completou-se o volume do balão volumétrico com água destilada, utilizou-se a piceta e a pipeta Pasteur para completar precisamente esse volume. A concentração, nome do grupo e a data que foi realizado o experimento foi anotado.

O quarto experimento visava realizar a diluição de NaCl, iniciou-se com a homogeneização da solução estoque de NaCl. Colocou-se aproximadamente 10mL de NaCl em um Becker. Pipetou-se 4,5mL da solução estoque e colocou-se no balão volumétrico de 50mL. Completou-se o volume com água destilada, fazendo uso da piceta e da pipeta Pasteur. Anotou-se a concentração, nome do grupo e a data que foi realizado o experimento.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Abaixo encontra-se dados, em tabelas, dos dados obtidos no experimento.

Tabela 1 – dados do preparo da solução

Massa Total (g)

Pureza

Massa

Pura (g)

Volume da solução(mL)

Concentração

NaOH

1,030

97%

0.999

250

0,1M

NaCl

10

----

10

100

10%

A tabela 1 mostra a quantidade de cada substancia que foi utilizada. Esse resultado foi obtido por meio do cálculo da pureza, e concentração.

Para o NaOH

Substituindo os valores, encontra-se m=0,999g. Mas, como o grau de pureza é 97%, realizou-se uma regra de três para encontrar a quantidade que se deve utilizar de NaOH no experimento: 1,030g

Para o NaCl

A concentração é dada em porcentagem, 10%. Isso significa que a cada 100mL há 10g da substância. Como a solução preparada apresenta volume igual a 100mL, a massa utilizada será 10g.

Tabela 2 – dados do preparo da diluição

Volume solução estoque (mL)

Volume solução diluída (mL)

Concentração

NaOH

NaCl

5,0

4,5

500

50

0,001M

0,9%

A tabela 2 apresenta os valores da diluição, preparada a partir das soluções estoque apresentadas na tabela 1.

Para o NaOH

M1 X V1 = M2 X V2 Realizando os cálculos, obtém-se V1 = 5mL, concluindo-se que deve-se utilizar essa quantidade da solução estoque e completar o restante com água destilada.

Para o NaCl

%1 X V1 = %2 X V2 Realizando os cálculos, obtém-se V1 = 4,5mL, concluindo-se que deve-se utilizar essa quantidade da solução estoque.

Pode-se afirmar, primeiramente, que o experimento realizado inicialmente trata-se de uma solução por ser uma mistura homogênea. De acordo com Russel (p.502), se diferentes fases podem ser vistas a olho nu ou por meio de um microscópio, a mistura é heterogênea e não é uma solução, se somente uma fase está presente então, é uma solução.

Segundo Freitas e Costa (1978), a dissolução do sódio na água é uma reação exotérmica. Comprovou-se esse fato no experimento, pois no instante em que a água destilada entrou em contato com o NaOH sentiu-se, no balão volumétrico, alteração de temperatura.

Pode-se relacionar os valores de concentração obtidos na tabela 2, da diluição, com os valores da solução estoque, na tabela 1. Segundo Russel (p.87), uma solução diluída apresenta uma baixa concentração e, por exemplo, a concentração de NaOH da solução estoque é 0,1M, na solução diluída é 0,001M.

CONCLUSÃO

Os resultados das soluções preparadas permitiram verificar que o NaCl e o NaOH são solúveis em água, ou seja, são polares. Finaliza-se com sucesso os dois últimos experimentos, condizentes a respeito da diluição. Conclui-se que a partir de uma solução mais concentrada é possível fazer a diluição e obter soluções em concentrações menores.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Livros:

SHREVE e BRINK, Indústrias de Processos Químicos, 4 ed. Editora Guanabara. P. 176

Farmacopéia Brasileira. Andrei Editora, São Paulo 1977, 3 ed, p. 238-239; 1105

RUSSEL. Química Geral. São Paulo, 2ed, vol 2. cap. 16, p. 502-504; 788

RUSSEL. Química Geral. São Paulo, 2ed, vol 1. p. 87

FREITAS e COSTA. Química Geral e Inorgânica – Ao livro técnico S/A – Indústria e Comércio. Rio de Janeiro. 1978, p. 149; 211-212

Documentos da Internet:

QUÍMICA GERAL II .Prof. M. Sc. Mateus A. G. Andrade . PUCRS Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Disponível em

http://www.pucrs.br/quimica/mateus/quimicageralII.pdf

Acesso em 5 de abril de 2010

FUG - Faculdade União de Goyazes.Prof. Ddo. Rodrigo I. Medeiros

Aula em laboratório: Prática Experimental de Química:

Disponível em:

http://www.fug.edu.br/adm/site_professor/arq_download/arq_110.doc

Acesso em 5 de abril de 2010

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