Neurocirurgia

Neurocirurgia

NEUROCIRURGIA

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CRANIOTOMIA

A cirurgia do cérebro é realizada para o tratamento de:

  • tumores cerebrais

  • sangramento (hemorragia) ou coágulos de sangue resultantes de lesões (hematomas subdurais ou epidurais)

  • fraqueza nos vasos sangüíneos (aneurismas cerebrais)

  • dano aos tecidos que cobrem o cérebro (dura máter)

  • bolsas de infecção no cérebro (abscessos cerebrais)

  • dor intensa, facial ou dos nervos (neuralgia do trigêmeo ou tiques dolorosos)

DEFINIÇÃO

  • A craniotomia é uma abertura cirúrgica do crânio, com o objetivo de se obter acesso às meninges ou à massa encefálica. Após uma série de trepanações, utiliza-se uma serra de Gigli para que o osso entre os furos seja serrado, e então a área óssea delimitada pelas trepanações é retirada, dando acesso imediato à dura-máter.

ACCESSOS AO CRÂNIO

Posicionamento do paciente para realização da craniotomia. A: posicionamento para abordagem unilateral ou bilateral da porção frontal. B: craniotomia pterional ou frontotemporal. C: posicionamento para uma aproximação retrosigmóidea para o ângulo pontocerebelar. D: posicionamento para uma aproximação à linha média suboccipital. E: mesmo que D com o paciente em posição semi-sentada.

Utilização do drill elétrico para realização da craniotomia.

Craniotomia Transesfenoidal

  • Este tipo de abordagem é preferencial no caso de tumores hiposifários contidos na região selar, O acesso ao seio esfenoidal é alcançado por via sublabial com dissecção unilateral ou bilateral do septo nasal, ou por via nasal com acesso através da narina com dissecção unilateral do septo

Tampona-se a orofaringe e faringe para se evitar aspiração de sangue e secreções. A coxa é preparada para eventual retirada da fáscia muscular no caso da ocorrência de fístula liquórica.

A hipófise é facilmente distinguível do tecido tumoral pelo seu aspecto firme e amarelado, em contraste com o tecido tumoral que mostra-se acinzentado e amorfo. Após a ressecção completa do tumor a aracnóide hernia para dentro do campo cirúrgico. Se ocorrer fístula liquórica, um tamponamento com fragmento aponeurótico e cola biológica deverão ser utilizados.

Craniectomia da Fossa Posterior

  • Utilizada para acessar o cerebelo nas diversas afecções que podem estar localizadas nesta estrutura

Abordagem extrema lateral

Craniectomia da Fossa Posterior (Suboccipital)

Hipertensão intracraniana,  edema cerebral e hérnias

HIPERTENSÃO  INTRACRANIANA

  • A pressão normal do LCR, medida em decúbito lateral, varia entre 5 e 20 centímetros de água (cmH2O), sendo os valores mais próximos de 10 cmH2O na cisterna magna e de 15 cmH2O no fundo de saco lombar. A partir de 20 cmH2O (15 mmHg) fala-se em hipertensão do LCR ou hipertensão intracraniana (HIC).

Na criança, a capacidade volumétrica da caixa craniana é expansível por não se terem ainda soldado as suturas. O fechamento da fontanela anterior ocorre na metade do segundo ano de vida. No adulto, o crânio é inexpansível, mas o encéfalo pode aumentar de volume focal ou difusamente em condições patológicas.

CAUSAS  DA  HIPERTENSÃO  INTRACRANIANA

  • Lesões expansivas localizadas

  • Fatores que atuam difusamente

Lesões expansivas localizadas

  • Como hematomas, abscessos e tumores podem aumentar o volume de um hemisfério cerebral. Geralmente o efeito de massa da lesão é amplificado pelo edema cerebral em torno da mesma.

Fatores que atuam difusamente

  • Como anóxia sistêmica ou processos inflamatórios (meningites e encefalites) podem causar edema cerebral difuso e, portanto, aumento global do volume do encéfalo

Tanto num caso como noutro, a expansão cerebral aumenta a pressão intracraniana. Há uma escassa margem de segurança para evitar a hipertensão, representada pela quantidade de líquor, entre 100 a 150ml no adulto normal. Inicialmente a expansão cerebral é compensada por maior absorção do LCR. Em cérebros atróficos, com ventrículos dilatados e sulcos alargados, esta margem é maior. Esgotada a capacidade de compensação, a pressão intracraniana aumenta rapidamente.

CLÍNICA  DA  HIPERTENSÃO  INTRACRANIANA

  • TRÍADE CLÍNICA CLÁSSICA:

  • CEFALÉIA, VÔMITOS E EDEMA DE PAPILA

cefaléia

  • Tende a ser holocraniana (envolve todo o crânio) e se deve a compressão de ramos nervosos meníngeos

vômitos

      • Em jato, estão relacionados a compressão de centros bulbares.

O edema de papila

  • Consiste em borramento das margens da papila óptica ao exame oftalmoscópico. Ocorre porque a maior pressão intracraniana é transmitida ao redor dos nervos ópticos pelo manguito de meninges que os envolve, dificultando o retorno venoso. Isto leva inicialmente a uma congestão dos vasos da retina e depois ao edema de papila. Além disso, admite-se também compressão dos axônios do nervo óptico, dificultando o fluxo axonal anterógrado.

Além da tríade clássica, podem associar-se confusão mental ou coma, crises convulsivas e sinais deficitários localizados, de acordo com a área atingida pela lesão, p. ex. hemiplegia, afasia e hemianopsia.

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