Geologia Economica do RN

Geologia Economica do RN

3.4 Economia dos Recursos Minerais do RN:

No final da década de 1930, o Rio Grande do Norte já produzia, através do garimpo, berilo, columbita e mica, na região geológica de rochas cristalinas (ver mapa); Nos terrenos de geologia sedimentar, especialmente no município de Dix-sept Rosado, produzia-se a gipsita, importante matéria prima na indústria de cimento.

Com o início da Segunda Guerra Mundial (1939), aumentam as pesquisas em busca de novos minérios, entre elas a scheelita (mineral de tungstênio), componente importante na fabricação de armamentos. A partir de 1940/1941, intensificam-se a exploração e a exportação da scheelita e o Rio Grande do Norte orna-se o maior produtor brasileiro desse minério.

A exploração de minas situadas no município de Currais Novos , Santana do Matos, Lajes e Cerro Corá registra uma produção crescente durante todo o período da Segunda Guerra Mundial. Em 1946, um ano depois de terminado o conflito, a produção cai, para ser retomada logo depois, com o início da Guerra da Coréia, Vai manter-se em alta até 1956, quando também o conflito na Coréia termina.

No município de Currais Novos, as minas Brejuí, Barra Verde e Boca de Laje, apesar de pertencerem a uma única jazida, estendiam-se por propriedades diferentes e eram exploradas por diferentes empresas.’

No município de Bodó, desmembrado do município de Santana do Matos, a mina Bodó está sendo explorada por uma empresa do grupo que detém a mina Brejuí. Depois de alguns anos parada, a mina de Brejuí voltou recentemente a atividade através do garimpo, não só de minério de scheelita, mais também de tantalita.

Para o Rio Grande do Norte, o problema maior da produção de scheelita está na grande dependência do mercado internacional, que não só fixa os preços, sujeitos a constantes oscilações, como estabelece os fornecedores do momento. Com isso, a produção de scheelita no Rio Grande do Norte tem registrado sucessivas crises, com fechamento de minas e aumento do desemprego dos municípios produtores, como é o caso da mina Brejuí, em Currais Novos.

      1. Outros Minerais que participam da Economia do RN:

3.4.1.1 ARGILA. As principais ocorrências são garimpadas em trechos de Várzeas e divisões dos rios Apodi-Mossoró, Do Carmo, Piranhas-Açu, Potengi, Trairi, Jacu e Seridó. As indústrias de cerâmica vermelha (telha, tijolos, tijolões), são as grandes consumidoras, localizando-se nos municípios de Mossoró, Açu, São Gonçalo da Amarante, Parelhas, Acari, Carnaúba dos Dantas, Equador, Goianinha, São José do Mipibu e Arês.

        1. BARITA. Empregada principalmente na atividade petrolífera, na perfuração de poços. Também usada na produção de cosméticos e pigmentos de tintas. As ocorrências mais importantes estão nos municípios de Caicó, Equador, Florânia, Ipueira, Jardim de Piranhas, Jucurutu, Lajes, Ouro Branco, Parelhas, Santana do Matos, São Fernando, São José do Sabugi, São Rafael, São Vicente e Timbaúba dos Batistas. A exploração por garimpo chega a 120 toneladas por semana, mais é condicionada pelo preço do mercado internacional.

        1. BERILO. Pedra semipreciosa. A garimpagem é feita sem grande controle oficial, inclusive quanto às quantidades produzidas. Segundo alguns registros, a produção no Rio Grande do Norte chega às 280 toneladas. O preço do mercado internacional oscila entre US$ 30,00 e US$ 42,00. No Estado, as principais ocorrências estão nos municípios de Parelhas, Equador, Carnaúba dos Dantas, Jardim do Seridó, Acari, Currais Novos, São Tomé, São Fernando e Santa Cruz.

        1. CASSITERITA. Utilizada pela indústria metalúrgica na fabricação de fios e chapas de aço. No Rio Grande do Norte é encontrada em rochas (pegmatitos) no complexo geológico denominado Seridó e Caicó. O garimpo ocorre nos municípios de Parelhas, Carnaúba dos Dantas e Jardim de Angicos.

        1. CALCÁRIO. Usado na produção do cimento e cal, ocorre na maioria dos municípios do Rio Grande do Norte. Em Mossoró, a fábrica de cimento Nassau se abastece matéria-prima das jazidas do próprio município. Os fornos e caieiras de cal – resultado da queima do calcário estão localizados principalmente, nos municípios de Governador Dix-sept Rosado e Jandaíra.

        1. CAULIM. Usado como aditivo na fabricação de papel, cerâmica branca (louça, vasos sanitários), tintas, esmaltes e borracha e como componente nas indústrias têxtil, de fertilizantes, de cosméticos e de filtros. Os principais depósitos garimpados no Rio Grande do Norte estão nos municípios de Equador, Cerro Corá, Macaíba e Martins. A produção registrada em 1975 foi de 30 mil toneladas.

        1. TANTALITA/COLUMBITA. Chama-se de Tantalita quando sua composição registra maior teor de Pentôxido de Tântalo e de Columbita quando o maior teor é de Pentôxido de Nióbio. A produção de Tantalita vem se expandindo nos últimos anos e já representa um complemento importante para a economia mineral do produtores rurais do Estado, que sazonalmente se transformam em garimpeiros. As principais ocorrências estão nos municípios de Parelhas, Carnaúba dos Dantas, Currais Novos, Equador, Jardim de Angicos, Acari, São Tomé e Santa Cruz.

        1. PETRÓLEO e GÁS NATURAL. Sua importância para a economia do Brasil e, em especial do RN, é por demais conhecida. Sua exploração é feita em terrenos sedimentares da Chapada do Apodi e Plataforma Continental, abrangendo os municípios litorâneos de Areia Branca, Porto do Mangue, Macau, Guamaré, Galinhos e também a região de Mossoró. A chamada Bacia Potiguar é uma área de ocorrência petrolífera que se estende até o Estado do Ceará.

        1. MICA. Pode se apresentar com características diferentes, o que leva os geólogos a classificá-la em dois grupos. É amplamente usada na indústria eletro-eletrônica. É elemento indispensável no ferro elétrico de passar roupa. No Rio Grande do Norte suas principais ocorrências são nos municípios de Parelhas e Carnaúba dos Dantas.

        1. ÁGUA MINERAL. Através de várias empresas credenciadas que atuam no mercado consumidor do Rio Grande do Norte, as reservas de Macaíba e Parnamirim têm registrado grande produção nos últimos cinco anos.

        1. RESERVA DE POTENCIALIDADES.Outras ocorrências podem vir a ter valor econômico para o Rio Grande do Norte, são: Diatomita, Ferro, Fluorita, Gipsita, Ouro e Talco.Destaque para a extração de pedras ornamentais, retiradas de rochas graníticas e calcárias (pedras de mármore), que, juntamente com os quartzitos (pedra de Parelhas), representam uma atividade econômica em expansão no Rio Grande do Norte.

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