Moenda X Difusor

Moenda X Difusor

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ETEC – DR FRANCISCO NOGUEIRA LIMA TÉCNICO EM AÇUCAR E ÁLCOOL - 2º MÓDULO

Projeto instalações industriais PROFESSOR CAIO COVRE

Moenda X Difusor 25 /08 /2010

Ivail Américo – Nº16 Maria Josilania Gomes Azevedo – Nº26 Regina Ap. de Oliveira – Nº41 Alex de Souza P. – Nº02

Moendas – Empregadas em usinas de açúcar de cana.

– Equipamentos de baixa velocidade e alta pressão. Apresentam desgaste acentuado o longo da safra. – Extraem o caldo por expressão. (96-97%)

A moagem é um processo estritamente volumétrico e consiste em deslocar o caldo contido na cana. Este deslocamento é conseguido fazendo a cana passar entre dois rolos, submetidos à determinada pressão e rotação, sendo o volume gerado menor que o volume da cana. O excesso volumétrico, desprezando-se o volume de caldo reabsorvido pelo bagaço, deve ser deslocado, correspondendo, portanto, a um volume de caldo extraído.

Um objetivo secundário da moagem, porém importantíssimo, é a produção de um bagaço final em condições de propiciar uma queima rápida nas caldeiras.

Na primeira unidade de moagem ocorre a maior parte da extração global, simplesmente pelo deslocamento do caldo. A cana tem aproximadamente sete partes de caldo para cada parte de fibra; já no primeiro bagaço essa proporção cai para duas a duas vezes e meia e fica fácil de perceber que, se não utilizarmos algum artifício, logo as moendas posteriores não terão condições de deslocar caldo algum, mesmo que se aumente a pressão na camada de bagaço. O artifício utilizado é a embebição, que será explicada a seguir.

Cada conjunto de rolos de moenda, montados numa estrutura denominada "castelo", constitui um terno de moenda. O número de ternos utilizados no processo de moagem varia de quatro a sete e cada um deles é formado por três rolos principais denominados: rolo de entrada, rolo superior e rolo de saída. Normalmente as moendas contam com um quarto rolo, denominado rolo de pressão, que melhora a eficiência de alimentação. A carga que atua na camada de bagaço é transmitida por um sistema hidráulico que atua no rolo superior.

Segue abaixo uma explicação mais detalhada sobre o processo de moagem

9.4 Picadores

Figura 9.4.1 – Picador Picar a cana, facilitando a alimentação do desfribrador.

Sentido de rotação correspondente ao da esteira metálica.

9.5 Desfibrador

Completa o preparo de cana rompendo a maior quantidade possível de células, desfibrando a cana.

Realiza o desfibramento da cana picada ao esfrega-lá contra uma placa desfibradora.

A placa desfibradora é fixada logo acima do rotor, tem formato curvo e acompanhao diâmetro do giro dos martelos.

O tambor alimentador força a passagem de cana entre os martelos e a placa desfibradora. Posiciona-se antes do rotor em nível pouco acima.

9.6 Espalhador

Figura 9.6.1 – Espalhador

Faz-se necessária esta descompactação para obtermos uma camada fina e uniforme na cana desfibrada.

Otimiza a alimentação tornando-a homogênea.

Descompacta a cana desfibrada, pois a mesma sai do desfibrador de forma de pacotes.

9.7 Eletroímã

Protege os componentes da moenda contra materiais ferrosos estranhos, que por ventura venham junto com o carregamento ou desprendidos dos equipamentos.

10. Extração do Caldo 10.1 Moagem

Figura 10.1.1 – Moagem 10.2 Equipamentos utilizados na Moagem

a) Operação Para alimentar esta calha é necessário uma camada de cana (desfribrada uniforme) fina, que conseguimos através da velocidade elevada da esteira.

b) Função Regularizar e uniformizar a moagem, e ainda tornar a pressão dos rolos sobre o colchão de cana mais constante durante o processo de moagem desde que a mantenha cheia.

10.2.1 Ternos de Moenda

Conjunto de 04 rolos de moenda dispostos de maneira a formar aberturas entre si, sendo que 03 rolos giram no sentido horário e apenas 01 no sentido anti-horário.

Sua função é forçar a cana a passar por essas aberturas de maneira separar o caldo contido no bagaço.

Figura 10.2.2 (a) – Rolos de Moenda a) Rolo de Pressão

Encontra-se na parte superior do termo logo acima do rolo inferior de entrada. Sua função é compactar a camada de cana permitindo uma melhor alimentação do termo.

b) Rolo Superior

Está localizado na parte superior do castelo, entre o rolo de entrada e o rolo de saída, gira no sentido anti-horário. É muito importante no conjunto de ternos devido ao maior contato com a cana.

Também recebe a força através do acoplamento e transmite aos demais rolos por intermédio dos rodetes.

c) Rolos Inferiores

Em cada terno de moenda possui 02 rolos (entrada e saída), a função do de entrada é fazer uma pequena extração de caldo e direcionar a cana na abertura de saída.

10.2.3 Desempenho dos Ternos O desempenho dos ternos está relacionado ao: Preparo da cana;

Regulagem do terno;

Condições operacionais.

Os seguintes fatores devem analisados visando melhora na performance dos ternos: Índice de Preparo;

Alimentação de Cana; Pressão hidráulica aplicada; Rotação e oscilação; Aberturas; Condições Superficiais dos rolos

Picotes, Chapiscos; Frisos;

Estados dos Pentes; Ajuste entre a bagaceira e o rolo de Entrada.

Observação: É de fundamental importância no processo de moagem a extração no 1° Terno, este é responsável por cerca de 70% de todo caldo contido na cana. Quando não atingimos está extração de caldo, a extração global da moenda é insatisfatória.

Figura 10.2.4 (a) – Castelo Inclinado

São armações laterais da moenda, construídos em aço e são fixados em bases de assentamento. São responsáveis pela sustentação da moenda. Podem ser inclinados ou retos.

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