Complicações em colostomia e os cuidados de enfermagem

Complicações em colostomia e os cuidados de enfermagem

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ALÉM PARAÍBA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE ARCHIMEDES THEODORO

COMPLICAÇÕES EM COLOSTOMIA E OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM

AUTOR: Mayara Fernandes Junqueira.

PROFESSOR ORIENTADOR:

Profº. Drº. Jurandyr Nascimento Silva Júnior.

e

Profª. Espª. Maria Laura Couto Fortes Araujo.

INTRODUÇÃO

O tema dessa pesquisa é referente às complicações em colostomias e os cuidados de enfermagem.

Sua relevância baseia-se na importância da assistência de enfermagem, que implica em intervenções para atender as necessidades do paciente, a fim de reduzir as possíveis complicações.

A pesquisa propôs como problema: Qual a importância dos cuidados de enfermagem em pacientes colostomizados, para a redução da incidência dos casos de complicações ?

A pesquisa propôs como problema: Qual a importância dos cuidados de enfermagem em pacientes colostomizados, para a redução da incidência dos casos de complicações ?

E como hipótese sustentou a importância da especialização a atuação do enfermeiro, no tratamento das colostomias e do diagnostico antecipado para que se evitem os casos de complicações.

OBJETIVO

Mostrar a importância da abordagem técnica pelo enfermeiro relacionada ao cuidado especifico e humanizado ao paciente colostomizado, a fim de prevenir complicações relacionadas ao uso da bolsa de colostomia e a importância da assistência educacional aos pacientes no que se refere à proteção da pele ao redor do estoma e higiene do mesmo.

METODOLOGIA

Pesquisa não experimental , baseada em bibliografias e dividida em dois capítulos:

I - Colostomias (Definição, classificação e tipos de colostomias);

II - Complicações pós-colostomia (Tipos e cuidados de enfermagem).

COLOSTOMIA

A colostomia refere-se a uma abertura feita cirurgicamente no abdômen, onde se exterioriza parte do intestino grosso, através de um orifício. A proposta dessa cirurgia é o desvio do conteúdo do intestino para uma bolsa externa.

Indicada em casos que o intestino grosso esteja impossibilitado de funcionar, seja temporariamente (devido a cicatrização do local operado) ou definitivamente (no

Indicada em casos que o intestino grosso esteja impossibilitado de funcionar, seja temporariamente (devido a cicatrização do local operado) ou definitivamente (no

caso de neoplasias no cólon ou reto).

COMPLICAÇÕES PÓS-COLOSTOMIA

As complicações são classificadas de acordo com o tempo, contando a partir da intervenção cirúrgica podendo ser imediatas (primeiras 24hs), precoces

(1º ao 7º dia pós-operatório) e tardias

(após alta hospitalar).

COMPLICAÇÕES FREQÜENTES

  • Dermatite: Pode ser irritativa (contato com efluente), alérgica (aplicação de produtos errôneos durante os cuidados) e trauma mecânico (limpeza ou retirada traumática do dispositivo).

  • Edema : Causado pela mobilização da alça intestinal ou pela passagem através por um trajeto estreito na parede abdominal.

Necrose: Ocorre por isquemia venosa (drenagem venosa insuficiente do segmento exteriorizado) ou isquemia arterial (insuficiência na chegada de sangue).

  • Necrose: Ocorre por isquemia venosa (drenagem venosa insuficiente do segmento exteriorizado) ou isquemia arterial (insuficiência na chegada de sangue).

  • Prolapso: Exteriorização total ou parcial da alça intestinal pelo estoma.

  • Retração: Deslocamento da alça intestinal para a cavidade abdominal. Ocorre devido a má fixação ou exteriorização insuficiente da alça.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES COLOSTOMIZADOS

Como profissional engajado com o cuidado humano, o enfermeiro deve iniciar sua assistência, objetivando a reabilitação do paciente e incentivando-o ao auto cuidado.

Cabe a enfermagem trocar o curativo quantas vezes for necessário, a fim de manter a pele do paciente livre de material fecal.

E também é de sua competência a observação das características dos estoma, assim como possíveis sinais de infecção, para que estas não venham evoluir para complicações.

E também é de sua competência a observação das características dos estoma, assim como possíveis sinais de infecção, para que estas não venham evoluir para complicações.

A respeito do portador de ostomia e suas necessidades físicas especiais encontra-se a avaliação clinica do enfermeiro a fim de identificar as dificuldades do paciente quanto ao auto-cuidado e instruí-lo sobre as técnicas de limpeza e cuidado com o estoma, além do uso adequado do dispositivo.

CONCLUSÃO

A colostomia é um procedimento cirúrgico, possuindo varias indicações que visam não só a correção, mas também a redução e até mesmo o tratamento permanente ou definitivo de processos patológicos do aparelho gastrointestinal onde se observa a necessidade de um período de repouso ou até a ausência das suas funções normais.

Verificou-se nessa pesquisa que a observação continua do estoma, pode trazer diagnósticos antecipados, evitando o aparecimento de complicações no local do estoma e facilitando, assim, a implementação de ações de enfermagem garantindo uma melhor recuperação da integridade da pele.

Verificou-se nessa pesquisa que a observação continua do estoma, pode trazer diagnósticos antecipados, evitando o aparecimento de complicações no local do estoma e facilitando, assim, a implementação de ações de enfermagem garantindo uma melhor recuperação da integridade da pele.

O profissional deve também, estabelecer metas e resultados a serem alcançados, para que durante o processo o profissional possa perceber a evolução do tratamento.

Assim o enfermeiro é o profissional mais indicado e capacitado a prestar cuidados aos pacientes colostomizados, tanto no ponto de vista técnico como psicológico, podendo fornecer informações e orientações ao cliente e sua família, tirando suas duvidas e sobretudo ouvir e entender os medos e ansiedades do colostomizados, para que esse paciente possa se tornar progressivamente independente no seu auto-cuidado.

Assim o enfermeiro é o profissional mais indicado e capacitado a prestar cuidados aos pacientes colostomizados, tanto no ponto de vista técnico como psicológico, podendo fornecer informações e orientações ao cliente e sua família, tirando suas duvidas e sobretudo ouvir e entender os medos e ansiedades do colostomizados, para que esse paciente possa se tornar progressivamente independente no seu auto-cuidado.

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OBRIGADA PELA ATENÇÃO DE TODOS.

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