Livro - Guia de Medicamentos Genéricos - Ministério da Saúde

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(Parte 3 de 4)

Os inibidores da MAO prolongam e intensificam os efeitos dos anti-histamínicos, podendo ocorrer hipotensão severa.

Álcool, antidepressivos tricíclicos, barbitúricos e outros depressores centrais podem potencializar os efeitos sedativos da dexclorfeniramina.

Os efeitos anticolinérgicos se agravam com uso simultâneo de neurolépticos, antidepressivos, antiparkinsonianos e inibidores da MAO.

A ação de anticoagulantes orais pode ser reduzida pelos anti-histamínicos.

Deve ser usado com cautela em pacientes com aumento da pressão intra-ocular, úlcera péptica estenosante, obstrução piloro-duodenal, hipertrofia prostática e obstrução do colo vesical, doenças cardiovasculares, entre as quais hipertensão, nos pacientes com asma brônquica, hipertireoidismo e diabetes mellitus. Recomenda-se evitar atividades que exijam estado de alerta como dirigir, operar máquinas, etc. Os anti-histamínicos têm efeito aditivo com o álcool e outros depressores do SNC como sedativos, hipnóticos e tranqüilizantes. Pode causar excitação em crianças de baixa idade e maior sedação e hipotensão em pacientes com mais de 60 anos. Uso na gravidez: a experiência com essa substância em pacientes grávidas não é suficiente para provar sua segurança com relação ao desenvolvimento fetal. Não foi estabelecido se a formulação é excretada em leite materno.

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BETAMETASONA Ref. CELESTAMINE

FORMA(S) FARMACÊUTICA(S) Xarope - 0,4mg/ml + 0,05mg/ml

Tratamento adjuvante de algumas manifestações alérgicas respiratórias como: asma brônquica e rinite alérgica. Dermatites atópicas ou de contato, eczemas alérgicos, urticária, angioedema, reações a drogas, soros, sangue, picadas de insetos e pruridos de origem não específica.

Adultos e crianças maiores de 12 anos: 5ml a 10ml VO, 3 a 4 vezes ao dia. Não ultrapassar a dose máxima de 40ml/dia.

Crianças de 6 a 12 anos: 2,5ml VO, 3 vezes ao dia. Máximo 20ml/dia. Crianças de 2 a 6 anos: 1,25ml a 2,5ml VO, 3 vezes ao dia. Máximo 10ml/dia. A dose deve ser ajustada de acordo com a resposta do paciente.

Hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula ou a fármacos de estrutura química similar à dexclorfeniramina e/ou betametasona. Infecções sistêmicas. Crianças abaixo de 2 anos. Pacientes que estejam recebendo terapia com inibidores da MAO.

Podem ocorrer sonolência discreta ou moderada, vertigens, ataxia, sedação, agitação, tontura, zumbidos, fadiga, euforia, nervosismo, insônia, sudorese, tremores. Diplopia, aumento da pressão intra-ocular, cefaléia. Boca seca, alterações do apetite, náusea, vômito, azia, diarréia, constipação e distensão abdominal. Poliúria e dificuldade de micção. Leucopenia e agranulocitose. Tromboembolismo e tromboflebite. Reações de hipersensibilidade. Distúrbios eletrolíticos.

Álcool, antidepressivos tricíclicos, barbitúricos e outros depressores centrais podem potencializar os efeitos sedativos da dexclorfeniramina.

Efeitos anticolinérgicos se agravam com uso simultâneo de neurolépticos, antidepressivos, antiparkinsonianos e inibidores da MAO.

Alteração da ação de anticoagulantes orais. Antagonismo dos efeitos de anti-hipertensivos, drogas hipoglicemiantes e diuréticos. Fenitoína, fenobarbital, efedrina e rifampicina podem aumentar o metabolismo da betametasona.

Diuréticos e anfotericina B aumentam risco de hipocalemia. Pode aumentar a possibilidade de arritmias ou toxicidade ao digital associada à hipocalemia.

Pode inibir a resposta à somatotrofina e reduzir os efeitos de salicilatos, vacinas e toxóides.

Os efeitos combinados com drogas antiinflamatórias não esteróides ou álcool podem resultar em aumento da ocorrência ou gravidade de ulceração gastrointestinal.

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Usar com cautela em pacientes com herpes ocular, glaucoma, hipotireoidismo, úlcera péptica, cirrose, colite ulcerativa, obstrução piloro-duodenal, insuficiência renal, hipertrofia prostática, obstrução do colo vesical, doenças cardiovasculares, infecções bacterianas, abscessos, diverticulite, osteoporose, distúrbios convulsivos, miastenia gravis e diabetes mellitus.

Recomenda-se evitar atividades que exijam estado de alerta, como dirigir, operar máquinas, etc.

Pode causar excitação em crianças de baixa idade e maior sedação e hipotensão em pacientes com mais de 60 anos.

Uso na gravidez: a experiência com essa substância em pacientes grávidas não é suficiente para provar sua segurança com relação ao desenvolvimento fetal. Não foi estabelecido se a formulação é excretada em leite materno.

A pressão arterial, peso, exames laboratoriais rotineiros, incluindo glicemia e potássio, devem ser avaliados em períodos regulares.

A retirada brusca da medicação, após uso prolongado, pode causar insuficiência corticoadrenal secundária, cujo risco é minimizado pela redução gradual da dosagem.

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LORATADINA Ref. CLARITIN

Xarope - 1mg/ml Comprimido - 10mg

Alívio dos sintomas associados com rinite alérgica (coriza, espirros, prurido nasal, ardor e prurido ocular). Urticária e outras afecções dermatológicas alérgicas.

Adultos e crianças acima de 6 anos: 10mg VO, 1 vez ao dia. Crianças de 2 a 6 anos: 5mg VO, 1 vez ao dia.

CONTRA-INDICAÇÕES Crianças menores de 2 anos. Hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

Fadiga, cefaléia, tontura, sonolência, ansiedade e depressão. Boca seca, náusea e gastrite. Prurido. Hipotensão, hipertensão, palpitação e taquicardia. Faringite e dispnéia. Reações adversas raras: alopécia, anafilaxia e função hepática anormal. Em estudos clínicos pediátricos controlados, a incidência de cefaléia, sedação, nervosismo, relacionados ao tratamento, foi similar à do placebo.

Aumento nas concentrações plasmáticas após o uso concomitante com cetoconazol, eritromicina ou cimetidina.

Medicamentos inibidores do metabolismo hepático devem ser administrados com cautela, uma vez que podem inibir o metabolismo da loratadina.

Testes laboratoriais: anti-histamínicos devem ser suspensos cerca de 48h antes de qualquer prova cutânea.

A segurança em crianças abaixo de 2 anos ainda não foi estabelecida.

Pacientes com hepatopatia grave devem iniciar o tratamento com doses baixas de loratadina, 5mg/dia ou 10mg VO, em dias alternados.

Gravidez e lactação: não está estabelecido se há riscos.

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Antianêmicos 36

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FOLINATO DE CÁLCIO Ref. LEUCOVORIN

Comprimido - 15mg Pó liofilizado para solução injetável - 50mg

Anemia megaloblástica por deficiência de ácido fólico. Tratamento da overdose de antagonistas do ácido fólico. Antídoto para antagonistas do ácido fólico (metotrexato).

No tratamento da anemia megaloblástica: 1mg/dia IM.

Tratamento da overdose por antagonistas de ácido fólico: 2mg a 15mg/dia VO, durante 3 dias, ou 5mg VO, a cada 3 dias.

No tratamento do câncer colo-retal: 20mg/m2 IV, seguidos por 5-fluorouracil durante 5 dias.

CONTRA-INDICAÇÕES Anemia perniciosa e outras anemias megaloblásticas secundárias à falta de vitamina B12.

Reações alérgicas do tipo eritema, rash cutâneo, prurido, urticária, trombocitoperia e reações anafilactóides. Ocorrência rara de pirexia após uso parenteral.

Pode interferir na ação de antiepilépticos, aumentando as crises epilépticas em crianças. Pode reduzir os níveis séricos de primidona, fenobarbital e fenitoína. Pode reduzir o efeito do metrotexato intratecal e aumentar a toxicidade do 5-fluorouracil.

Uso durante a gravidez e lactação somente quando absolutamente necessário.

Na overdose de antagonistas do ácido fólico (metotrexato, por exemplo), deve ser administrado o mais rápido possível; porque quanto menor for o intervalo, melhor será o efeito.

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Antianginosose V asodilatador

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DILTIAZEM (CLORIDRATO) Ref. CARDIZEM

Comprimido revestido - 30mg e 60mg Cápsula gelatinosa - 90mg e 120mg

INDICAÇÕES Anti-hipertensivo e antianginoso.

Hipertensão arterial: 60mg a 120mg VO, 3 vezes ao dia, antes das refeições, até a dose máxima de 360mg/dia.

Angina do peito: 30mg VO, 4 vezes ao dia, antes das refeições, até a dose máxima de 360mg/dia.

Hipersensibilidade ao diltiazem. Gravidez. Hipotensão arterial severa (sistólica <90mmHg). Bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus na ausência de marca-passo artificial funcionante. Doença do nó sinusal. Infarto agudo do miocárdio. Congestão pulmonar.

Bradicardia, bloqueio atrioventricular. Tontura, cefaléia, rubor facial, secura na boca, náusea e fraqueza. Mais raramente podem ocorrer insuficiência cardíaca, palpitações, distúrbios do sono, nervosismo, sonolência, urticária, reações de fotossensibilidade, alopécia, petéquias, equimoses, disfunção sexual e tremor.

Ação diminuída por estrogênios, rifampicina, suplementos de cálcio. Pode ser antagonizado por antiinflamatórios não esteroidais. Cimetidina aumenta sua biodisponibilidade. Pode aumentar a toxicidade de carbamazepina, ciclosporina, lítio, quinidina, valproato e cisaprida. Pode aumentar os efeitos anti-hipertensivos de vasodilatadores, inibidores da ECA, diuréticos, betabloqueadores e aumentar o risco de intoxicação digitálica.

Usar com cautela em pacientes hipotensos ou em uso de anti-hipertensivos. Pacientes com alteração da função hepática ou renal. Insuficiência cardíaca congestiva. Uso concomitante de betabloqueadores ou digoxina.

Evitar a retirada abrupta da medicação em pacientes com angina do peito.

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NIFEDIPINO Ref. ADALAT RETARD

FORMA(S) FARMACÊUTICA(S) Comprimido revestido - 10mg e 20mg

Hipertensão arterial sistêmica. Angina do peito estável crônica. Angina do peito do tipo vasoespástica. Hipertensão arterial pulmonar.

Iniciar com 10mg VO, 2 vezes ao dia. Aumentar em função da resposta terapêutica, até 20mg VO, 3 vezes ao dia.

Hipersensibilidade à nifedipina. Infarto agudo do miocárdio, hipotensão arterial, insuficiência cardíaca, doença do nó sinusal, estenose aórtica avançada, angina instável e angina pós-infarto. Gravidez. Porfiria.

Cefaléia, rubor e sensação de calor facial. Tonturas, letargia, depressão, parestesia, mialgia e tremor. Taquicardia, palpitações e edema gravitacional. Eritema multiforme, prurido, urticária. Náusea, constipação ou diarréia. Aumento da freqüência urinária. Distúrbio visual. Impotência sexual. Hiperplasia gengival. Ginecomastia. Telangiectasia, icterícia e colestase (aumento de transaminases). Hiperglicemia inicial.

Pode ter ação aumentada por cimetidina e diminuída por estrogênios, rifampicina, suplementos de cálcio e antiinflamatórios não esteroidais.

Pode aumentar a toxicidade de carbamazepina, ciclosporina, lítio, quinidina, valproato e digoxina e aumentar os efeitos anti-hipertensivos de vasodilatadores, inibidores da ECA, diuréticos, betabloqueadores.

Usar com cautela em pacientes com hipotensão arterial, estenose aórtica, insuficiência cardíaca, choque cardiogênico e diabetes mellitus.

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PENTOXIFILINA Ref. TRENTAL

FORMA(S) FARMACÊUTICA(S) Comprimido revestido - 400mg

Tratamento sintomático da doença vascular periférica, principalmente claudicação intermitente. Labirintopatias. Neuropatias diabéticas. Anemia falciforme.

Adultos: 400mg VO, 3 vezes ao dia, durante as refeições. Se houver efeitos colaterais, reduzir para 400mg VO, 2 vezes ao dia.

CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade ao fármaco ou derivados das xantinas. Hemorragia retiniana ou cerebral recente.

Tontura e cefaléia. Dispepsia, náusea e vômito. Hipotensão arterial leve, angina do peito e palpitações. Agitação e distúrbios visuais. Dor de ouvido.

Aumento do efeito/potencial de toxicidade com antagonistas H2, warfarina e antiplaquetários. Potencialização dos efeitos de drogas anti-hipertensivas. Aumento da toxicidade das teofilinas.

Doença coronariana ou cerebrovascular. Uso de anticoagulantes. Gravidez e amamentação. Não é utilizado no tratamento da hipertensão arterial sistêmica.

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VERAPAMIL (CLORIDRATO) Ref. DILACORON

FORMA(S) FARMACÊUTICA(S) Comprimido revestido - 80mg, 120mg e 240mg

INDICAÇÕES Antianginoso. Antiarrítmico. Hipertensão arterial. Angina do peito. Taquicardia supraventricular.

POSOLOGIA Iniciar com 40mg a 80mg VO, 3 a 4 vezes ao dia. Ajustar dose de acordo com a resposta clínica.

Hipotensão, bradicardia, bloqueio AV de segundo e terceiro graus, síndrome do nó sinusal, bloqueio sinoatrial, flutter atrial e fibrilação complicando síndrome de Wolff-Parkinson-White. Choque cardiogênico, insuficiência cardíaca congestiva ou insuficiência ventricular esquerda. Porfiria. Gravidez.

Arritmia e bloqueio cardíaco e bradicardia. Náusea e constipação. Fadiga e tontura. Cefaléia e sensação de calor facial.

Betabloqueadores aumentam o risco de bradicardia, bloqueio AV, assistolia, hipotensão e insuficiência cardíaca. Efeitos anti-hipertensivos aumentados com uso de vasodilatadores, inibidores da ECA, losartan, diuréticos, cimetidina e ritonavir.

Pode aumentar a concentração plasmática de imipramina.

Pode aumentar a toxicidade de álcool, amiodarona, betabloqueadores, carbamazepina, ciclosporina, digoxina, doxorrubicina, lítio, teofilina e vecurônio.

Pode ter ação diminuída por fenobarbital, hidantoínas, primidona, vitamina D, sulfipirazona e rifampicina.

Evitar combinação com disopiramida e betabloqueadores. Usar com cautela em pacientes com insuficiência hepática e idosos. Gravidez e amamentação.

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Antiarrítmicos 43

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AMIODARONA (CLORIDRATO) Ref. ATLANSIL

FORMA(S) FARMACÊUTICA(S) Comprimido - 200mg

Arritmias ventriculares. Flutter atrial e fibrilação atrial. Profilaxia de taquiarritmias em portadores das síndromes de pré-excitação.

100mg a 200mg VO, 2 a 3 vezes ao dia. Recomenda-se a interrupção da administração durante 2 dias na semana, em tratamentos mais prolongados.

Hipersensibilidade à amiodarona. Gravidez. Lactação. Doença do nó sinusal. Acentuada bradicardia sinusal sem marca-passo instalado. Bloqueio sinoatrial. Bloqueio AV de segundo e terceiro graus. Hipo ou hipertireoidismo.

Náusea, vômito, constipação e alterações do paladar. Ataxia, tremores, parestesias e fraqueza muscular. Cefaléia, insônia e tonturas. Fibrose pulmonar e pneumonite intersticial. Depressão. Reações de fotossensibilidade. Bradicardia. Hipotensão. Bloqueios atrioventriculares e sinoatriais. Deposição de cristais de amiodarona na córnea.

Aumenta os níveis séricos da digoxina, teofilina, fenitoína, flecainida, procainamida, quinidina, ciclosporina e metotrexate, podendo causar toxicidade.

Aumenta os efeitos dos anticoagulantes orais.

Betabloqueadores, digitálicos, verapamil, potencializam o efeito bradicardizante e podem induzir ao aparecimento de diferentes graus de bloqueios na condução cardíaca.

Associado ao ritonavir, aumenta a probabilidade de cardiotoxicidade por amiodarona.

Usar com cautela em pacientes com alteração da função hepática. Recomenda-se a dosagem de hormônios tireoideanos a cada seis meses.

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