OCORRÊNCIA DO FITONEMATÓIDE Pratylenchus brachyurus EM LAVOURAS DE ALGODÃO NO OESTE BAIANO

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Yulia Tishchenko de Oliveira

OCORRÊNCIA DO FITONEMATÓIDE Pratylenchus brachyurus EM LAVOURAS DE ALGODÃO NO OESTE BAIANO

BARREIRAS – BA Julho de 2009

OCORRÊNCIA DO FITONEMATÓIDE Pratylenchus brachyurus EM LAVOURAS DE ALGODÃO NO OESTE BAIANO

Yulia Tishchenko de Oliveira

Orientador: Prof. D. Sc João Luiz Coimbra

Co-orientador: M. Sc. João Batista dos Santos

Relatório de Estágio Supervisionado apresentado ao Departamento de Ciências Humanas da UNEB – Campus IX, para obtenção do Título de engenheira Agrônoma.

Dedico este estudo ao meu esposo, Josival Santos de Melo, à minha mãe, Lúcia

Maria Tishchenko, ao meu irmão, Nikolay Julianovitch Tishchenko de Oliveira e aos meus amigos.

Em primeiro lugar, a Deus, pela oportunidade de estar aqui no planeta. À minha mãe, Lúcia Maria Tishchenko e ao meu irmão, Nikolay Julianovitch

Tishchenko de Oliveira, que sempre me apoiaram e estiveram presentes em todos os momentos da minha vida e, se não fosse por eles, esse trabalho não teria se concretizado.

Ao meu esposo, Josival Santos de Melo, pela sua ajuda e companheirismo e, sem a sua cooperação, esse trabalho teria sido mais difícil.

Ao meu orientador, o Prof. D. Sc João Luiz Coimbra que, com sua disposição, paciência e auxílio contribuiu para a formação e finalização deste trabalho.

Ao meu co-orientador, João Batista dos Santos, pelas sugestões feitas no trabalho e pela oportunidade de aprender a trabalhar com pesquisas de campo.

À EBDA, pela oportunidade de estágio e pelo conhecimento adquirido no estágio. A Lindoval Rodrigues do Nascimento e Daniel Macedo Rios, pelo acompanhamento e aprendizagem nas visitas de campo.

A Catrinne Alves Braga Pimentel, que esteve presente durante todo o estágio e em todas as fases do trabalho, sendo sua ajuda muito importante para a realização deste.

A Perla Silva Matos, pelo auxílio no laboratório e na obtenção dos dados para o trabalho.

A Samira Araújo Rachid Alves, que é minha amiga desde 1995, pela sua ajuda, amizade e companheirismo durante todos esses anos.

Aos colegas de curso e professores que me auxiliaram no decorrer do curso. Ao professor de estágio, George Nathan de Souza Brito, por ter conseguido a oportunidade de estágio junto à EBDA, além da sua paciência e colaboração, que ajudaram na realização do trabalho.

À banca e aos professores do curso, que foram fundamentais para o meu aprendizado e conclusão de graduação.

O algodoeiro é uma das culturas anuais mais importantes do Brasil e uma das plantas cultivadas de maior importância econômica do grupo das fibras. Pratylenchus brachyurus é o nematóide mais frequente nas principais regiões produtoras do Brasil, e para se obter um diagnóstico é necessária a realização de um levantamento populacional do nematóide das lesões nas lavouras de algodão. Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi realizar levantamento populacional do fitonematóide Pratylenchus brachyurus em amostras de raízes de algodoeiro coletadas nos municípios de Barreiras, Formosa do Rio Preto e Riachão das Neves, no Oeste da Bahia. Para extração de nematóides nas raízes, foi utilizado o método do liquidificador combinado a centrifugação em solução de sacarose e caolim. O material foi recolhido em recipientes plásticos e mantido sob refrigeração até a avaliação. Foram analisadas um total de 119 amostras de raízes, sendo que 31 vieram do município de Formosa do Rio Preto, 70 de Barreiras e 18 de Riachão das Neves. Em Formosa do Rio Preto, todas as amostras analisadas foram provenientes de sistema de cultivo sequeiro, em Riachão das Neves todas foram provenientes de cultivo irrigado por pivô central e em Barreiras, 30 foram de sequeiro e 40 de cultivo irrigado por pivô central. No total das amostras analisadas, 51 foram da variedade Nu Opal, 40 da Delta Opal, 19 da FMT 701, quatro da Fiber Max 993, três da Maquina e uma das variedades CD 408 e Sucupira. Notou-se a presença do nematóide das lesões radiculares em 116 amostras de raízes e o maior nível populacional encontrado foi de 362 nematóides/g de raiz. O nematóide das lesões radiculares, Pratylenchus brachyurus, foi encontrado numa frequência de 97,48% das amostras analisadas.

Palavras-chave: Pratylenchus brachyurus; raízes; algodão.

LISTA DE FIGURAS v

Figura 1: Fotografia de Pratylenchus brachyurus realizada ao microscópio ótico........7 Figura 2: Representação gráfica de uma fêmea adulta de Pratylenchus brachyurus e

uma das principais variáveis morfométricas8
Figura 3: Ciclo de vida do nematóide Pratylenchus spp9
Figura 4: Pratylenchus brachyurus no interior de raiz de algodoeiro1

Figura 5: Desenhos esquemáticos (adaptados de RÓMAN; HIRSHMANN, 1969) e

fotomicrografias de Pratylenchus brachyurus12
Figura 6: Lesões em raiz de algodoeiro causadas por Pratylenchus brachyurus13
Figura 7: Pesagem de amostras de raízes18
Figura 8: Pesagem de amostras de raízes18
Figura 9: Trituração das raízes no liquidificador18
Figura 10: Passagem do material triturado em peneiras de 60, 150 e 400mesh19
Figura 1: Passagem do material triturado em peneiras de 60, 150 e 400mesh19

Figura 12: Transposição do material retido na peneira de 400mesh para o tubo da

centrífuga
Figura 13: Adição do caolim19

Figura 14: Pesagem dos tubos e calibragem da centrífuga, adicionando-se

água
Figura 15: Centrifugação das amostras20
Figura 16: Descarte do sobrenadante20
Figura 17: Acréscimo da sacarose20
Figura 18: Mistura das amostras20
Figura 19: Centrifugação das amostras20
Figura 20: Passagem do material na peneira21
Figura 21: Transposição para recipiente plástico21
Figura 2: Transposição para recipiente plástico21
Figura 23: Participação dos municípios nas amostras analisadas2
Figura 24: Representação dos tipos de cultivo das amostras analisadas2
Figura 25: Representação das variedades nas amostras analisadas23
Figura 26: Frequência do nematóide das lesões nas amostras24
Figura 27: Médias de nematóides/2,5g de raiz por município24
Figura 28: Variedades e localidades dos menores e do maior índice de infestação25
Figura 29: Médias de infestação dos cultivos irrigado por pivô central e sequeiro25
Figura 30: Média total de infestação das variedades26
Figura 31: Variedades cultivadas no município de Formosa do Rio Preto27

Figura 32: Variedades que apresentaram o maior e o menor índice de infestação em

Formosa do Rio Preto
cultivadas em Formosa do Rio Preto

Figura 3: Médias de nematóides/2,5g de raízes apresentadas pelas variedades 27

Figura 34: Variedades cultivadas no município de Barreiras28

Figura 35: Variedades que apresentaram o maior e os menores índices de

infestação em Barreiras, todas sob sistema de cultivo sequeiro
cultivadas em Barreiras

Figura 36: Médias de nematóides/2,5g de raiz apresentadas pelas variedades 29

Figura 37: Variedades cultivadas no município de Riachão das Neves30

Figura 38: Variedades que apresentaram o maior e o menor índice de infestação em

Riachão das Neves
cultivadas em Riachão das Neves

Figura 39: Média de nematóides/2,5g de raiz apresentadas pelas variedades 30

Figura 40: Comportamento das variedades nos municípios31

vii

a.CAntes de Cristo

LISTA DE ABREVIATURAS viii

%Porcento
kg/haQuilograma por hectare
mMilímetro
ΦDiâmetro
RpmRotações por minuto
gGrama

LISTA DE SÍMBOLOS ix

1 INTRODUÇÃO1
2 REVISÃO DE LITERATURA12
2.1 O ALGODÃO12
2.1.1 O algodão no Brasil13
2.1.2 O algodão na região Oeste da Bahia15
2.2 PRINCIPAIS NEMATÓIDES DO ALGODÃO16
2.3 O NEMATÓIDE DAS LESÕES RADICULARES, Pratylenchus brachyurus18
2.4 FORMAS DE CONTROLE DE Pratylenchus brachyurus26
3 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS30
3.1 EXTRAÇÃO DE NEMATÓIDES DAS RAÍZES30
3.2 LEITURA DAS AMOSTRAS3
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO34
5 CONCLUSÃO4
REFERÊNCIAS45
APÊNDICE50

1 INTRODUÇÃO

O algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) é uma das culturas anuais mais importantes do Brasil e uma das plantas cultivadas de maior importância econômica do grupo das fibras, pelo volume e valor da produção. Seu cultivo é também de grande importância social, pelo número de empregos que gera direta ou indiretamente.

Entre os patógenos que atacam a cultura, os nematóides possuem importância por estarem associados à baixa produtividade e ao aumento do custo de produção. Das três espécie que atacam o algodoeiro no Brasil, Pratylenchus brachyurus é o mais frequente nas principais regiões produtoras (INOMOTO & MACHADO, 2003; MACHADO et al., 2003; MACHADO et al., 2005 b) e – após o nematóide das galhas – causam maiores perdas econômicas na agricultura mundial (MACHADO & OLIVEIRA, 2007).

Apesar de causar danos somente quando em elevadas densidades populacionais, os nematóides das lesões radiculares têm causado danos elevados e crescentes nos últimos anos – além de perdas econômicas extremamente preocupantes – em diversas culturas e em várias regiões do Brasil, especialmente no Cerrado.

Na região Oeste da Bahia, perdas na produção podem ser relacionadas à ocorrência de nematóides, incluindo o nematóide das lesões. Para se obter um diagnóstico, é necessária a realização de um levantamento populacional de P. brachyurus nas lavouras de algodão, a fim de se minimizar estas perdas.

Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi realizar um levantamento populacional do fitonematóide Pratylenchus brachyurus na cultura do algodoeiro nos municípios de Barreiras, Formosa do Rio Preto e Riachão das Neves, todos localizados no Oeste Baiano.

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 O ALGODÃO

O algodoeiro é uma dicotiledônea da família malvácea. O gênero Gossypium ao qual pertence, é bastante variado (VIANA et al., 2006). O algodão é uma cultura de grande valor comercial – principalmente por sua fibra – a mais utilizada na indústria têxtil por muitos séculos (MACHADO et al., 2003). A palavra algodão teve origem do árabe “al coton” (AMPA, 2009). As primeiras referências históricas do algodão vêm de muitos séculos antes de Cristo. Em escavações arqueológicas nas ruínas de Mohenjo-Daro, no Paquistão, foram encontrados vestígios de tela e cordão de algodão com mais de 5.0 anos. Vestígios encontrados no litoral norte do Peru evidenciam que – há 4.500 anos – povos milenares daquela região já manipulavam o algodão. Amostras de tecidos de algodão deixadas pelos Incas maravilham pela beleza, perfeição e combinação de cores (ALGODÃO BRASILEIRO, 2009).

O algodão já era cultivado na Índia em 1.500 a.C, e foi introduzido na Grécia e em Malta por Alexandre, o Grande (COSTA & BUENO, 2004). Mil anos depois, os chineses já teciam panos de algodão, que só chegou à Europa no século IV a.C (CORRÊA & COUTO, 2003). No século X de nossa era, os árabes o levaram para a Espanha e a Sicília (COSTA & BUENO, 2004). Na América, os índios já conheciam o algodão e dominavam o seu plantio – que não só sabiam domesticar e cruzar variedades – como eram capazes de colher, fiar, tecer e tingir tecidos feitos com suas fibras desde antes do descobrimento (CORRÊA & COUTO, 2003; AMPA, 2009). Hoje, o algodão responde por quase 50% da produção de tecidos, mas, durante muito tempo, foi um produto de luxo (COSTA & BUENO, 2004).

Atualmente são cultivados no mundo dois tipos diferentes de algodão: o arbóreo – que parece uma árvore mediana, de cultivo permanente – e o herbáceo (Gossypium hirsutum L.r. latifolium Hutch), um arbusto de cultivo anual, uma entre as 50 espécies já classificadas e descritas do gênero Gossypium. Das 50 espécies classificadas, 17 são endêmicas da Austrália, seis do Havaí, e uma no nordeste brasileiro. Cerca de 90% das fibras de algodão comercializadas no mundo são provenientes da espécie Gossypium hirsutum (ALGODÃO BRASILEIRO, 2009).

A cotonicultura vem se tornando ano a ano a mais importante – dentre as grandes culturas – no cenário agrícola brasileiro nos últimos anos (SANTOS et al., 2005). A cultura do algodoeiro tem grande valor comercial, representando uma das mais importantes atividades do agronegócio brasileiro (MACHADO, 2006). Cultura de alto risco, é muito sujeita a problemas sanitários, que são frequentemente associados à baixa produtividade, contribuindo também para o aumento do custo de produção (MACHADO, 2006).

2.1.1 O algodão no Brasil

O cultivo do algodão no Brasil, com o uso de espécies nativas e importadas, teve início nos primeiros anos da colonização. Brasil e Estados Unidos disputam uma fatia do mercado de algodão desde o século XVIII, quando a fibra adquiriu enorme importância econômica, com o advento da Revolução Industrial e o notável desenvolvimento da manufatura têxtil inglesa. Naquela época, os tecidos de algodão ainda enfrentavam a forte concorrência dos panos de lã e de linho (COSTA & BUENO, 2004). Até o final do século XVIII e início do século XIX, a cultura do algodão no Brasil era do tipo arbóreo e concentrava-se predominantemente na região Nordeste como atividade complementar dos agricultores (CORRÊA & COUTO, 2003).

A partir da década de 1970 – mesmo baseados na pequena agricultura familiar – os estados de São Paulo e Paraná tornaram-se importantes produtores de algodão. Essa produção concorria pouco com a existente no Nordeste e a maioria dos casos eram complementares, promovendo o abastecimento regionalizado da demanda têxtil do parque industrial instalado e gerando excedentes exportáveis (KOURI & SANTOS, 2007).

No início dos anos 80 e embora considerada uma cultura de pequenos produtores, a cotonicultura brasileira sofreu grandes transformações no sistema de cultivo, que era realizado com baixa tecnologia, pequena utilização de insumos e quase nenhuma mecanização, em muitos estados nordestinos (SILVA FILHO et al., 2006). Diversos problemas concorreram para provocar uma crise na produção algodoeira no Nordeste, sobressaindo-se o tradicionalismo da estrutura de produção, a incapacidade de convivência com o bicudo (Anthonomus grandis Boheman) e a política agrícola do Governo Federal – que inviabilizava economicamente a cultura – pois proibia a exportação de pluma para garantir o abastecimento interno e facilitava a importação de fibras subsidiadas do exterior. Assim, foi desmontada a produção de algodão que existia no Nordeste e inviabilizada a cotonicultura familiar no Sudeste e o Brasil passou da condição de um dos maiores exportadores de algodão para a de maior importador (KOURI & SANTOS, 2007).

A necessidade de uma cultura rentável e de valor agregado compatível financeiramente com a sucessão da soja, transformou os Cerrados brasileiros – especialmente no Centro-Oeste e Oeste do Estado da Bahia – na nova fronteira agrícola do país também na produção de algodão (KOURI & SANTOS, 2007).

A crise do algodão meridional (São Paulo, Paraná e Minas Gerais) e a expansão do algodão dos Cerrados (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Oeste da Bahia) constituem-se no traço marcante das transformações da cotonicultura brasileira no período posterior à década de 1990 (GONÇALVES & RAMOS, 2007).

Atualmente, o Cerrado da região Centro-Oeste é a maior produtora do país, em que o algodão é plantado com alta tecnologia, profissionalização dos produtores, mão-de-obra reduzida, além de mecanização total da lavoura e variedades melhoradas (SILVA FILHO et al., 2006). Os maiores produtores de algodão encontram-se nos estados de Mato Grosso, Goiás e Bahia, propiciando empregos tanto diretamente na lavoura quanto na agroindústria, favorecendo a exportação (SILVA, 2003). Graças a incentivos fiscais, ao profissionalismo de grandes produtores e aos investimentos em pesquisas, em pouco mais de uma década a cultura do algodão se consolidou na agricultura dos Cerrados brasileiros (KOURI & SANTOS, 2007).

A cotonicultura brasileira vem se destacando como item importante na pauta de exportações, gerando divisas, emprego e renda. Em 2006, o Brasil figurou como o 5º maior exportador da fibra no mundo, com 4,41% das exportações mundiais (HAMAWAKI et al., 2007).

2.1.2 O algodão na região Oeste da Bahia

O Cerrado brasileiro é reconhecido mundialmente como a região de maior produtividade do mundo sob condições de cultivo em sequeiro, chegando a obter médias superiores a 1.400 kg/ha de pluma (SANTOS, et al., 2007 b). O algodoeiro vem sendo cultivado no Cerrado brasileiro, com ampla adaptação as condições desse ecossistema. Especificamente no Cerrado da Bahia, apresenta-se como a segunda cultura mais plantada, ocupando a posição de segundo maior produtor nacional da cultura, com 210 mil hectares cultivados na safra 2005/06, obtendo uma produção de 304 mil toneladas e produtividade de 3.720 kg/ha de algodão em caroço, sendo superada apenas pelo cultivo da soja (PEDROSA, et al., 2007 a; PEDROSA et al., 2007 b).

Apesar de ser uma fonte de riquezas, a cotonicultura não é uma atividade tradicional no Oeste da Bahia (SANTOS & CARES, 2005). O algodão produzido nessa região obedece a um alto padrão tecnológico, onde os produtores fazem uso de modernas técnicas de manejo e de equipamentos. Atualmente, em torno de 90% da área plantada com algodão no Estado encontra-se na região Oeste (SANTOS, et al., 2007 a)

Na região Oeste da Bahia, o modelo agrícola caracteriza-se por um perfil moderno e dinâmico, com elevados investimentos em benfeitorias, insumos e máquinas agrícolas (HAMAWAKI et al., 2007). A topografia plana permite a mecanização total da lavoura e a radiação líquida existente na região proporciona a obtenção de uma fibra de alta qualidade (VIANA, et al., 2006). Como consequência, as médias de produtividade e qualidade da produção das culturas estão entre as melhores do país. Nisso, o impacto social da cultura do algodão na região é bastante significativo, incorporando milhares de trabalhadores no mercado de trabalho formal e promovendo também o setor de serviços e indústria (HAMAWAKI et al., 2007), porém, o uso excessivo de insumos vem aumentando anualmente, afetando a rentabilidade financeira da atividade (VIANA, et al., 2006).

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