Mapeamento geologico

Mapeamento geologico

Instituto Federal do Rio Grande do Norte

Natal 2010

Turma: Mineração 1.132.1M Aluno: Nilbert S. Andrade Professora: Vaneza Freitas

Um mapa geológico mostra os tipos de rocha e as estruturas que ocorrem em uma região. Cada rocha ou grupo de rochas que se queira destacar (por exemplo, aquelas com mesma composição química) é reprentado por uma cor diferente. As estruturas são traçadas no mapa como linhas ou traços. Em geral, indicam processos geológicos como falhas, dobras, fraturas, etc. O mapa geológico também apresenta informações sobre a idade das rochas, através de sua legenda que, de cima para baixo, indica as rochas mais novas até as mais antigas da região mapeada.

Todo mapa, geológico ou não, deve possuir a indicação do Norte, a escala em que está representado e o sistema de coordenadas em que foi projetado. O Norte e o sistema de coordenadas indicam a orientação do mapa e fazem com que seja possível localizar cada ponto da área. São fundamentais para que as pessoas não se percam, identificando exatamente sua localização ou a do local que pretendam visitar. A escala mostra o grau de detalhamento do mapa.

A escala gráfica é representada por um pequeno segmento de reta graduado, sobre o qual está estabelecida diretamente a relação entre as distâncias no mapa, indicadas a cada trecho deste segmento, e a distância real de um território. Observe:

De acordo com este exemplo cada segmento de 1cm é equivalente a 3 km no terreno, 2 cm a 6 km, e assim sucessivamente. Caso a distância no mapa, entre duas localidades seja de 3,5 cm, a distância real entre elas será de 3,5 X 3, ou 10,5 km (dez quilômetros e meio). A escala gráfica apresenta a vantagem de estabelecer direta e visualmente a relação de proporção existente entre as distâncias do mapa e do território.

A escala numérica é estabelecida através de uma relação matemática, normalmente representada por uma razão, por exemplo: 1: 300 0 (1 por 300 0). A primeira informação que ela fornece é a quantidade de vezes em que o espaço representado foi reduzido. Neste exemplo, o mapa é 300 0 vezes menor que o tamanho real da superfície que ele representa.

Na escala numérica as unidades, tanto do numerador como do denominador, são indicadas em cm. O numerador é sempre 1 e indica o valor de 1cm no mapa. O denominador é a unidade variável e indica o valor em cm correspondente no território. No caso da escala exemplificada (1: 300 0), 1cm no mapa representa 300 0 cm no terreno, ou 3 km. Trata-se portanto da representação numérica da mesma escala gráfica apresentada anteriormente.

Para a elaboração de mapas de superfícies muito extensas é necessário que sejam utilizadas escalas que reduzam muito os elementos representados. Esses mapas não apresentam detalhes e são elaborados em pequena escala. Portanto, quanto maior o denominador da escala, maior é a redução aplicada para a sua elaboração e menor será a escala.

As escalas grandes são aqueles que reduzem menos o espaço representado pelo mapa e, por essa razão, é possível um maior detalhamento dos elementos existentes. Por isso, são aquelas cujo denominador é menor. As escalas maiores normalmente são denominadas de plantas que podem ser utilizadas num projeto arquitetônico ou para representar uma cidade. De acordo com os exemplos já citados a escala 1: 300 é maior do que a escala 1: 300 0.

A escolha da escala é fundamental ao propósito do mapa e ao tipo de informação que se pretende destacar. Numa pequena escala o mais importante é representar as estruturas básicas dos elementos representados e não a exatidão de seu posicionamento ou os detalhes que apresentam. Aliás, o detalhamento neste tipo de mapa compromete a sua qualidade e dificulta a sua leitura. Numa grande escala, como plantas de uma casa ou de uma cidade, existe uma maior preocupação com os detalhes, mas assim mesmo as informações devem ser selecionadas para atender apenas o objetivo pelo qual foram elaboradas.

A legenda contém a identificação e explicação do conjunto de convenções utilizado no mapa, sendo fundamental para o entendimento e interpretação de um mapa. Legendas de mapas geológicos são estruturadas segundo as unidades estratigráficas adequadas a cada caso. Normalmente são utilizadas unidades cronoestratigráficas, que são dispostas em ordem crescente de idade ou seja das mais novas (Cenozóicas) para as mais velhas (Arqueanas ou Pré-cambrianas).Subordinadamente às unidades cronoestratigráficas são representadas e explicitadas as unidades litoestratigráficas. As convenções da legenda de um mapa geológico consistem basicamente de símbolos, cores e abreviaturas. Exemplo:

pЄbptm pЄ = Pré-cambriano (era, unidade cronoestratigráfica) b = Grupo Bambuí (unidade litoestratigráfica) p = Formação Paraopeba (unidade litoestratigráfica) tm = Formação Três Marias (unidade litoestratigráfica)

Comumente, para facilitar a visualização de estruturas geológicas, acompanham o mapa, seções ou perfis geológicos, que são cortes verticais que representam as rochas e estruturas em profundidade. Estes perfis normalmente podem ser confeccionados a partir do mapa com as informações que ele traz. Há casos em que se deseja uma pronta visualização tridimensional, e são então utilizados blocos-diagrama.

. Para se fazer um mapa é necessário primeiro delimitar uma área física e uma escala de trabalho, que define o grau de detalhamento que será representado no produto final. De posse de uma mapa geográfico, com rios, estradas, montanhas e outras feições, e de fotografias aéreas da região-alvo, o geólogo traça o roteiro do seu trabalho de campo. Este trabalho consiste em visitar o maior número possível de exposições rochosas, buscando identificar seus diferentes tipos e minerais constituintes, além de suas características, como estruturas (fraturas, dobras), presença de fósseis e indícios de mineralizações, citando apenas algumas. Nos pontos mais estratégicos, para o entendimento destas ocorrências, são coletadas amostras para análise em laboratórios. Com equipamentos de alta tecnologia, as amostras são examinadas em microscópios e analisadas quimicamente para medir concentrações de elementos químicos de interesse e, inclusive, datar as idades de formação das mesmas ("data de nascimento dos minerais e rochas"). Estas informações são colocadas no mapa e interpretadas comparando-se com as regiões adjacentes e com os trabalhos feitos anteriormente.

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