Norma portuguesa

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NOTA: Para mais informações, ver a EN 1990, Anexos B e C.

2.1.3 Tempo de vida útil de projecto, durabilidade e gestão da qualidade

(1) As regras relativas ao tempo de vida útil de projecto, à durabilidade e à gestão da qualidade encontram-se na secção 2 da EN 1990.

2.2 Princípios para o cálculo em relação aos estados limites (1) As regras relativas ao cálculo em relação aos estados limites encontram-se na secção 3 da EN 1990.

2.3 Variáveis básicas 2.3.1 Acções e influências ambientais

2.3.1.1 Generalidades

(1) As acções a utilizar no projecto poderão ser obtidas nas Partes relevantes da EN 1991.

NOTA 1: As Partes relevantes da EN 1991 a utilizar no projecto são, nomeadamente: EN 1991-1-1 Pesos volúmicos, pesos próprios e sobrecargas em edifícios EN 1991-1-2 Acções em estruturas expostas ao fogo EN 1991-1-3 Acções da neve EN 1991-1-4 Acções do vento EN 1991-1-5 Acções térmicas EN 1991-1-6 Acções durante a construção EN 1991-1-7 Acções de acidente devidas a choques e explosões EN 1991-2 Acções de tráfego em pontes EN 1991-3 Acções devidas a gruas e outro equipamento EN 1991-4 Acções em silos e reservatórios NOTA 2: As acções específicas da presente Norma estão indicadas nas secções relevantes. NOTA 3: As acções resultantes dos impulsos de terras e da pressão da água poderão obter-se na EN 1997.

NOTA 4: Quando se consideram movimentos diferenciais, poderão utilizar-se estimativas de valores adequadas aos movimentos previstos.

NOTA 5: Quando necessário, poderão ser definidas outras acções nas especificações de cada projecto específico.

2.3.1.2 Efeitos térmicos (1) Os efeitos térmicos deverão ser considerados na verificação dos estados limites de utilização.

(2) Os efeitos térmicos deverão ser considerados na verificação dos estados limites últimos apenas quando são significativos (por exemplo, situações que envolvem fadiga, nas verificações de estabilidade quando são importantes os efeitos de segunda ordem, etc.). Noutros casos, não é necessário considerá-los desde que sejam suficientes a ductilidade e a capacidade de rotação dos elementos.

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©IPQ reprodução proibida p. 29 de 259

(3) Quando os efeitos térmicos são tidos em conta, deverão ser considerados como acções variáveis e aplicados com um coeficiente parcial e um coeficiente ψ.

NOTA: O coeficiente ψ está definido no anexo relevante da EN 1990 e na EN 1991-1-5.

2.3.1.3 Assentamentos/movimentos diferenciais

(1) Os assentamentos/movimentos diferenciais da estrutura devidos à deformação do terreno deverão ser classificados como uma acção permanente, Gset, introduzida como tal nas combinações de acções. De uma forma geral, Gset é representada por um conjunto de valores que correspondem às diferenças (em relação a um nível de referência) de assentamentos/movimentos entre fundações ou partes de fundação, dset,i (i representa o número da fundação ou da parte da fundação).

NOTA: Quando se consideram assentamentos diferenciais, poderão utilizar-se estimativas de valores adequadas aos assentamentos previstos.

(2) De uma forma geral, os efeitos dos assentamentos diferenciais deverão ser considerados na verificação dos estados limites de utilização.

(3) Na verificação de estados limites últimos, estes deverão ser considerados apenas quando forem significativos (por exemplo, situações que envolvam fadiga, nas verificações de estabilidade quando são importantes os efeitos de segunda ordem, etc.). Noutros casos, não é necessário considerá-los desde que sejam suficientes a ductilidade e a capacidade de rotação dos elementos.

(4) Quando se consideram os assentamentos diferenciais, deverá aplicar-se um coeficiente parcial de segurança aos correspondentes efeitos.

NOTA: O valor do coeficiente parcial de segurança a aplicar aos efeitos dos assentamentos está definido no anexo relevante da EN 1990.

2.3.1.4 Pré-esforço

(1)P O pré-esforço considerado no presente Eurocódigo é aplicado por armaduras de aço de alta resistência (fios, varões ou cordões).

(2) As armaduras de pré-esforço poderão ser interiores ao betão. Poderão ser pré-tensionadas e aderentes ou pós-tensionadas e aderentes ou não aderentes.

(3) As armaduras poderão ainda ser exteriores à estrutura com pontos de contacto em desviadores e amarrações.

(4) As disposições relativas ao pré-esforço são indicadas em 5.10.

2.3.2 Propriedades dos materiais e dos produtos

2.3.2.1 Generalidades (1) As regras relativas às propriedades dos materiais e dos produtos são indicadas na secção 4 da EN 1990.

(2) As disposições relativas ao betão, às armaduras de betão armado e às armaduras de pré-esforço encontram-se na secção 3 ou na norma de produto aplicável.

2.3.2.2 Retracção e fluência

(1) A retracção e a fluência são propriedades reológicas do betão. Em geral, os seus efeitos deverão ser considerados na verificação dos estados limites de utilização.

(2) Os efeitos da retracção e da fluência deverão ser considerados na verificação dos estados limites últimos apenas quando são significativos, por exemplo, na verificação dos estados limites últimos de estabilidade

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©IPQ reprodução proibida

EN 1992-1-1

p. 30 de 259 quando são importantes os efeitos de segunda ordem. Noutros casos, não é necessário considerá-los desde que a ductilidade e a capacidade de rotação dos elementos sejam suficientes.

(3) Quando se considera a fluência, os seus efeitos de cálculo deverão ser avaliados com a combinação quase-permanente de acções independentemente da situação de projecto considerada, nomeadamente, persistente, transitória ou acidental.

NOTA: Na maioria dos casos, os efeitos da fluência poderão ser avaliados considerando as acções permanentes e o valor médio do pré-esforço.

2.3.3 Deformações do betão

(1)P As consequências das deformações devidas à temperatura, à fluência e à retracção devem ser consideradas no projecto.

(2) Estes efeitos são geralmente supridos pelo cumprimento das regras de aplicação estipuladas na presente Norma. Dever-se-á igualmente:

− minimizar a deformação e a fendilhação devidas ao endurecimento do betão jovem, à fluência e à retracção, através de uma adequada composição do betão;

− minimizar os impedimentos à deformação através de aparelhos de apoio ou de juntas;

− no caso de existirem impedimentos à deformação, assegurar que a sua influência é considerada no projecto.

(3) Na análise global das estruturas de edifícios, os efeitos das variações de temperatura e da retracção poderão ser omitidos desde que sejam dispostas juntas afastadas de djunta para acomodar as deformações resultantes.

NOTA: O valor de djunta depende do Anexo Nacional. O valor recomendado é 30 m. Para estruturas prefabricadas de betão, o valor poderá ser superior ao das estruturas betonadas in situ, dado que naquelas parte da fluência e da retracção ocorre antes da montagem.

2.3.4 Grandezas geométricas

2.3.4.1 Generalidades (1) As regras relativas às grandezas geométricas são indicadas na secção 4 da EN 1990.

2.3.4.2 Requisitos suplementares para estacas betonadas no local

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