Norma portuguesa

Norma portuguesa

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(1)P As incertezas relacionadas com a secção transversal das estacas betonadas no local e com os procedimentos de betonagem devem ser consideradas no projecto.

(2) Na ausência de outras disposições, o diâmetro a adoptar no cálculo de estacas betonadas no local sem revestimento definitivo deverá ter o valor seguinte:

− se dnom < 400 m d = dnom - 20 m − se 400 m ≤ dnom ≤ 1000 m d = 0,95.dnom

− se dnom > 1000 m d = dnom - 50 m em que dnom é o diâmetro nominal da estaca.

2.4 Verificação pelo método dos coeficientes parciais

2.4.1 Generalidades (1) As regras relativas ao método dos coeficientes parciais são indicadas na secção 6 da EN 1990.

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2.4.2 Valores de cálculo

2.4.2.1 Coeficiente parcial relativo aos efeitos da retracção

(1) Quando é necessário considerar a acção da retracção na verificação de um estado limite último, deverá utilizar-se um coeficiente parcial γSH.

NOTA: O valor de γSH a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1,0.

2.4.2.2 Coeficientes parciais relativos ao pré-esforço

(1) Na maioria dos casos o pré-esforço destina-se a ter um efeito favorável; portanto, deverá utilizar-se na verificação do estado limite último o valor de γP,fav. O valor de cálculo do pré-esforço poderá basear-se no valor médio da força de pré-esforço (ver a EN 1990, secção 4).

NOTA: O valor de γP,fav a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado para situações de projecto persistentes e transitórias é 1,0. Este valor poderá também ser utilizado para a verificação da fadiga.

(2) Na verificação do estado limite de estabilidade com pré-esforço exterior, quando um aumento do valor do pré-esforço possa ser desfavorável deverá utilizar-se γP,unfav.

NOTA: O valor de γP,unfav a utilizar num determinado país na verificação do estado limite de estabilidade poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado para a análise global é 1,3.

(3) Na verificação dos efeitos locais deverá utilizar-se também γP,unfav.

NOTA: O valor de γP,unfav a utilizar num determinado país na verificação dos efeitos locais poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1,2. Os efeitos locais devidos à amarração de armaduras pré-tensionadas são considerados

2.4.2.3 Coeficiente parcial relativo às acções de fadiga

(1) O coeficiente parcial relativo às acções de fadiga é γF,fat .

NOTA: O valor de γF,fat a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1,0.

2.4.2.4 Coeficientes parciais relativos aos materiais

(1) Deverão utilizar-se os coeficientes parciais relativos aos materiais, γC e γS, definidos para os estados limites últimos.

NOTA: Os valores de γC e γS a utilizar num determinado país poderão ser indicados no respectivo Anexo Nacional. Os valores recomendados para situações de projecto “persistentes e transitórias” e “acidentais” encontram-se no Quadro 2.1N. Não são válidos para o cálculo da resistência ao fogo, para o qual deverá ser consultada a EN 1992-1-2.

Para a verificação da fadiga, os valores recomendados para γC,fat e γS,fat são os coeficientes parciais para as situações de projecto persistentes indicados no Quadro 2.1N.

Quadro 2.1N – Coeficientes parciais relativos aos materiais para os estados limites últimos

Situações de projecto γC para betão γS para aço de armaduras para betão armado γS para aço de armaduras de pré-esforço

Persistentes

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EN 1992-1-1

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(2) Os valores dos coeficientes parciais dos materiais para a verificação dos estados limites de utilização deverão ser os indicados nas secções específicas da presente Norma.

NOTA: Os valores de γC e γS a utilizar num determinado país na verificação dos estados limites de utilização poderão ser indicados no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado para situações não abrangidas por secções específicas da presente Norma é

(3) Poderão utilizar-se valores inferiores de γC e γS na condição de serem justificados por disposições que reduzam a incerteza da resistência calculada.

NOTA: Encontram-se informações no Anexo A informativo.

2.4.2.5 Coeficientes parciais relativos aos materiais para fundações

(1) Os valores de cálculo das propriedades de resistência do terreno deverão ser calculados de acordo com a EN 1997.

(2) Na determinação do valor de cálculo da resistência de estacas betonadas no local sem revestimento definitivo, o coeficiente parcial do betão, γC, indicado em 2.4.2.4(1), deverá ser multiplicado por um coeficiente, kf.

NOTA: O valor de kf a utilizar num determinado país poderá ser indicado no respectivo Anexo Nacional. O valor recomendado é 1,1.

2.4.3 Combinações de acções

(1) Os formatos gerais de combinações de acções para os estados limites últimos e de utilização são indicados na EN 1990, secção 6.

NOTA 1: Expressões pormenorizadas de combinações de acções são indicadas nos anexos normativos da EN 1990, nomeadamente, o Anexo A1 para edifícios, A2 para pontes, etc., com valores recomendados para os coeficientes parciais e para os valores representativos das acções indicados nas Notas.

NOTA 2: A combinação de acções para a verificação da fadiga é indicada em 6.8.3.

(2) Para cada acção permanente (o peso próprio numa estrutura, por exemplo), deverá ser aplicado a toda a estrutura ou o valor de cálculo inferior ou o valor de cálculo superior (o que dos dois produzir o efeito mais desfavorável).

NOTA: Poderá haver excepções a esta regra (por exemplo, na verificação do equilíbrio estático, ver a EN 1990, secção 6). Nestes casos, poderá ser utilizado um conjunto diferente de coeficientes parciais (Conjunto A). No Anexo A1 da EN 1990 é indicado um exemplo válido para edifícios.

2.4.4 Verificação do equilíbrio estático - EQU

(1) O formato de fiabilidade para a verificação do equilíbrio estático também se aplica a situações de projecto de EQU, como, por exemplo, verificação de aparelhos antilevantamento ou do levantamento de apoios de vigas contínuas.

NOTA: Encontram-se informações no Anexo A da EN 1990.

2.5 Projecto com apoio experimental

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