Relatório de estagio unisa final

Relatório de estagio unisa final

Feira de Santana – BA 2010

Feira de Santana – BA

Relatório final apresentado por Márcio Rogério Lopes RA número 158742 Curso de tecnologia em Segurança do Trabalho como requisito para o Estágio Curricular Supervisionado Prof. Orientador: Carlos A. Cassiavillani

1 – Introdução4
2 – Apresentação da empresa5
3 – Desenvolvimento do estágio6
4 – Atividades realizadas no decorrer do estágio7
4.1 - Vigilância e Saúde do Trabalhador – VISAT7
4.2 – Educação e conscientização no local de trabalho7
4.3 – Desenvolvimento de Software ligado a acidentes e reabilitação7
4.4 - Investigações a pedidos de algum órgão fiscalizador8
4.5 - Investigação de acidentes graves e fatais8
5 – Avaliação em termos profissionais10

1 INTRODUÇÃO

Compartilho com vocês a felicidade que estou sentindo após ter concluído o meu estágio curricular. Foram 240 horas, divididas em 40 dias que se tornaram momentos únicos que jamais esquecerei na minha vida. Falarei um pouco das atividades realizadas nesse período e também do prazer que tive de estar ao lado de pessoas dispostas a me ajudar, passando os conhecimentos adquiridos ao longo da suas vidas, tanto no profissional quanto no pessoal.

2 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

Primeiramente gostaria de destacar a nível Nacional a Rede Nacional de Atenção

Integral à Saúde do Trabalhador – RENAST, seguido a nível Estadual do Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador – CESAT e por fim a nível Municipal o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – CEREST, o qual realizei com prazer e dedicação o meu estágio curricular.

O CEREST é um órgão do Sistema Único de Saúde – SUS que integra a Secretaria

Municipal de Saúde – SMS para atender as necessidades de assistência e prevenção de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho em Feira de Santana e nos municípios pactuados da macro-região.

O CEREST foi criado pela Portaria GM/MS número 1.679, de 20 de setembro de 2002, que instituiu a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador – RENAST e inaugurado oficialmente em 2004. O CEREST é fruto de antiga reivindicação dos sindicatos de trabalhadores. Discutido pela classe trabalhadora através de seus sindicatos, associações de classe, Ministério Público, e entidades envolvidas com Saúde do Trabalhador nos três níveis de governo.

Presta assistência especializada aos trabalhadores acometidos por doenças e/ou agravos relacionados ao trabalho, tendo como foco principal a educação em saúde do trabalhador.

Realiza promoção, proteção, recuperação dos trabalhadores, investiga as condições do ambiente de trabalho, a partir dos dados epidemiológicos oriundo da Vigilância em Saúde do Trabalhador - VISAT.

3 DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO

O estágio foi realizado no CEREST com início no dia 21 de setembro de 2009 com termino no dia 27de novembro de 2009. Nesse período pude colocar em pratica todo o conhecimento que adquiri na sala de aula, visando a Saúde e Segurança do Trabalhador em todas as áreas profissionais. Os relatos que aqui constam foram vivenciados no decorrer desse trabalho. Os serviços em que atuei nesse período foram a Vigilância ao ambiente do trabalho, palestras, apoio no desenvolvimento de software sobre acidentes de trabalho e reabilitação, investigação sobre irregularidades no local de trabalho e de acidentes de trabalho a pedidos, investigação de acidentes graves e fatais. No decorrer do estágio, tive um livro que foi indispensável nessa fase que foi o livro das Normas Regulamentadoras - NRs .

4 ATIVIDADES REALIZADAS NO DECORRER DO ESTÁGIO

4.1 - Vigilância e Saúde do Trabalhador - VISAT

Foi o principal setor do estágio, pois atua antes do acidente ocorrer, isso de forma preventiva. Orientando, esclarecendo duvidas, fazendo treinamentos dentre outros. O primeiro passo era realizar apresentação do órgão junto às empresas. Nessa apresentação destacávamos qual a finalidade do órgão e todos os serviços prestados, tais como: Assistente Social, Assessoria Jurídica, Médico do Trabalho, Fisioterapeuta, Enfermeiros do Trabalho, Fonoaudióloga Técnico em Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho. Após essa apresentação deixava-mos a fixa de cadastro para que fosse preenchida e dávamos um prazo de 15 dias para que fossemos recolhe – lá. Nesse cadastro constam todos os dados da empresa. Razão social, população trabalhadora, jornada de trabalho, tipo de produto comercializado ou beneficiado, detalhamento de todo processo produtivo da empresa. Após a apresentação colocávamos a disposição para quaisquer duvidas e treinamentos.

4.2 Educação e Conscientização nos locais de Trabalho

Após as empresas conhecerem o órgão e sabendo do nosso relevante trabalho junto à população trabalhadora, elas nos convidavam constantemente para participarmos da sua Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho - SIPAT. Nessas SIPAT dávamos palestras apresentando o CEREST aos funcionários, quais os serviços prestados pelo orgão, falávamos também sobre acidentes de trabalho, doenças ocupacionais. Dentre essas palestras tive o prazer de confeccionar um material sobre Acidentes de Trabalho e apresenta-lo aos funcionários de uma dessas empresas.

4.3 Elaboração de Software Ligado a Acidentes de Trabalho e Reabilitação

No decorrer do estágio, tive a felicidade de dar apoio na elaboração de um Software ligado a acidentes de trabalhos e reabilitação. Essa vivência foi de grande satisfação, pois pude conhecer um pouco mais sobre as possíveis ferramentas na detecção e reabilitação em se tratando de acidentes de trabalho. Com este software poderíamos detectar as maiores ocorrências de acidentes nos determinados setores de trabalho. Com essas informações, teríamos como trabalhar antes do acidente ocorrer. Isso nos daria mais certeza do que deveríamos fazer. Mais palestras, mais treinamentos focando as causas de maiores índices de acidentes. Este software estava sendo desenvolvido pelo coordenador do CEREST em parceria com um professor da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS. Ressalto que esse apoio no desenvolvimento desse projeto foi de grande valia para o meu conhecimento nessa fase da minha vida.

4.4 Investigações para Correções

Dentre esses trabalhos participei também de investigações para correções de irregularidades e também de acidentes de trabalho a pedido do Ministério Publico – MP, da Delegacia Regional do Trabalho – DRT ou de algum órgão público ou Empresa Privada que tivesse interesse em saber como estavam sendo realizados os procedimentos de saúde e segurança no local de trabalho. Nos casos do MP e da DRT eles recebem a denúncia da irregularidade e encaminham por ofício ao CEREST para que fizéssemos à investigação. Os outros órgãos, apenas nos solicitavam via ofício. Esse procedimento era da seguinte forma. Se já tivéssemos o cadastro da empresa íamos diretamente para a investigação caso contrario íamos fazer o cadastro e já dar início as investigações. Verificávamos as dependências da empresa, local de trabalho onde foi feita a denúncia ou onde ocorreu o acidente, verificávamos se o uso do Equipamento de Proteção individual – EPI estava sendo utilizado e se de forma correta, analisávamos as condições ergonômicas do serviço realizado, coletávamos informações de funcionários, registrávamos em fotos, caso necessário utilizávamos o medidor de ruídos mais conhecido como Decibelímetro para verificar a que nível de ruído o trabalhador estava exposto, verificávamos também as condições de higiene no local de trabalho muitas vezes nos deparávamos com locais com restrições ao uso. Após coletarmos essas informações elaborávamos relatórios com as dificuldades encontradas no local e também com as orientações de correções conforme as Normas Regulamentadoras – NR, para um ambiente de trabalho seguro, higiênico e ergonômico. Após a confecção desse relatório encaminhávamos cópias a quem tivesse nos solicitado, MP, DRT algum outro órgão público ou empresa. Ressaltando que a empresa vistoriada também ficava com uma cópia pra que tomasse conhecimento e regularizasse os problemas.

4.5 Investigações de Acidentes Graves e Fatais

Dentre os acidentes de trabalho, realizamos também as investigações de acidentes graves e fatais. Infelizmente por descuido ou falta de conhecimento acabamos nos deparando com essas situações. Alem dos mesmos passos seguidos para um acidente de trabalho os acidentes graves e fatais tem uma conseqüência psicológica muito grande, pois não afeta somente o trabalhador mas também a sua família. No momento em que coletamos informações para a elaboração do relatório sempre que possível temos que registrar as imagens do acidentado para verificarmos quais os tipos de lesões provocadas pelo acidente, quando de choque elétrico onde foi a entrada da descarga elétrica, se ele estava usando os equipamento de Proteção Individual – EPI . Infelizmente, quando se tem acidentes graves ou fatais sem sombra de duvidas é a pior parte da profissão.

5 AVALIAÇÃO EM TERMOS PRIFISSONAIS

O estágio trouxe a vivência profissional, tanto na área da educação como em casos de acidentes leves, graves e fatais. Levo também em consideração a organização dos arquivos e toda a rotina operacional e administrativa no setor de segurança. Esses momentos trouxeramme um aprendizado que faz com que essa avaliação seja somente positiva no aspecto de caráter pessoal e profissional.

O ponto negativo encontrado foi a falta de colaboração de alguns empregadores quanto ao acesso da equipe na Empresa. Isso só dava a entender que alguma coisa não estava sendo cumprida como mandam as NRs. Com essas dificuldades no acesso só quem tem a perder é o empregado.

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MINISTÉRIO DO TRABALHAO EM EMPREGO http://www.mtb.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/Default.asp dia 27/01/2010

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