Conspirações - Tudo O Que Não Querem Que Você Saiba

Conspirações - Tudo O Que Não Querem Que Você Saiba

(Parte 1 de 14)

IDENTIFIQUE SUA CONSPIRAÇÃO

O que (ou quem) está envolvido em cada uma das tramas desse livro.

  • Alienígenas – Os Imperialistas Galácticos que controlam nosso planeta.

  • Estranhas Coincidências – Coincidências não existem. Então que caso é isso?

  • Mutação Biológica – Organismos vivos modificados secretamente em laboratório.

  • Farsa Histórica – A história não é exatamente o que nos ensinaram na escola.

  • Nazistas – O Terceiro Reich não morreu. Só mudou de endereço e telefone.

  • Dominação Mundial – Tudo o que eles querem é poder, não importa o preço.

  • Satanismo – Anticristo superstar e seus capetas preparam o Apocalipse.

  • Sugestão Mental – A sua percepção da realidade é manipulada.

  • Sociedades Secretas – As forças ocultas que manipulam o nosso (?) mundo.

  • Humor Doentio – Qual é a graça de inventar falsas conspirações?

  • Mundos Subterrâneos – O que vem de baixo nos atinge. Mesmo que não saibamos.

INTRODUÇÃO

Vozes na Cabeça

Por que Alguém Escreve um Livro sobre Conspirações?

Pare de ler este livro agora. Você tem coisa melhor a fazer. Você tem mulher, casa, filho, cachorro, gato e emprego. Você pode não admitir, mas gosta da rotina. Pega o carro toda manhã na garagem. Chega no escritório e bebe café no copo de plástico. Paquera a gostosa do marketing. Vai para a praia no sábado de manhã. Faz planos. Sua vida é segura. Tranqüila. Calma. Previsível. Talvez previsível demais, você pensa. Seria melhor viver num universo paralelo, cheio de aventura e perigo. Segredos e Mistérios. Tramas macabras e excitantes. Foi por isso que você pegou este livro (“Conspirações? Deve ser interessante...”) e começou a ler a introdução.

Livro errado, meu amigo. Se você gosta da sua rotina, da sua vida previsível, do seu mundo pacato e das suas certezas, deixe esse livro agora. Você não vai dormir em paz se for em frente.

Talvez não durma nunca mais.

Você continua aí?

Muito bem. Então prossiga por sua conta e risco.

Este é um livro de conspirações. Todas as conspirações já arquitetadas, denunciadas, reveladas, pesquisadas, forjadas ou imaginadas. Todas as conspirações já relatadas em livros, documentos, websites e lendas urbanas. Todas as conspirações que o autor conseguiu descobrir.

Comece a ler este livro por onde quiser. Procure o verbete que você acha mais interessante e deixe que as referências cruzadas conduzam a sua leitura. Sempre que você encontrar uma palavra escrita em letras MAIÚSCULAS PRETAS isso é um link e significa que há um outro verbete que complementa e aprofunda o primeiro texto. Algumas indicações de leitura estão diretamente relacionadas à teoria conspiratória que você persegue. Outras têm relações indiretas e muito mais excitantes.

De qualquer forma, você vai entrar num labirinto. Nada é o que parece. Os caminhos se bifurcam, convergem, mudam, desviam e podem levá-lo a lugares completamente imprevisíveis. Não adianta amarrar um fio na entrada para voltar pelo mesmo caminho. Não existe saída.

A conspiração é parte da história humana. Sempre foi. Nós conspiramos para manter nosso emprego e conquistar a gostosa do marketing. Nós conspiramos quando aumentamos o preço do carro que queremos vender. Nós conspiramos quando exageramos nossas realizações para conseguir um aumento. Nós conspiramos quando criamos ou reproduzimos boatos desagradáveis sobre o colega do trabalho cuja posição cobiçamos. Nós conspiramos. É a nossa natureza. E quando o adversário percebe nossa estratégia dissimulada de sabotagem, nós o acusamos de paranóico.

O conspirador mais eficiente é aquele que convence o maior número de pessoas de que seus delatores são malucos.

Ou que arquiteta tramas tão bizantinas que é impossível desvendar seus objetivos reais.

Isso nos leva a uma especulação das mais interessantes. A conspiração mais absurda, ridícula e inacreditável que você encontrar nesse livro talvez seja, na verdade, a única que merece crédito. Pense nisso.

Outra coisa que você precisa saber antes de entrar no labirinto: não existem falsas conspirações. Toda conspiração, qualquer uma, é verdadeira. Eu explico. Quando um grupo social, étnico ou religioso é acusado de tramar secretamente pela dominação mundial, a conspiração se torna imediatamente real. Depois que a denúncia é feita, já não importa se é concreta ou decrépita. Mesmo que seja totalmente desprovida de lógica, a trama se torna verdadeira. Os supostos conspiradores vão perder o resto da vida tentando desmontar a conspiração. Não adianta. Alguém sempre acreditará nos conspiradores. Talvez alguém até imagine que a solução do problema é isolar os supostos conspiradores em guetos ou prisões. Talvez alguém invente uma solução final para os conspiradores. Talvez a única forma de defesa dos acusados seja a ação. Talvez eles precisem tornar real a conspiração atribuída a eles.

Veja:

- Há um conspirador por trás de toda conspiração.

- Há um conspirador por trás de toda suspeita de conspiração.

- Há um conspirador por trás de toda denúncia de conspiração.

Teorias conspiratórias nunca são inocentes. A tese mais ingênua pode esconder objetivos dos mais tenebrosos. Um exemplo. Muita gente acredita – talvez você também acredite – que a ciência oficial ignora os vestígios de uma supercivilização na nossa pré-história. Chame essa civilização de Atlântida. Chame de Lemúria. Chame do que quiser.

Todos nós torcemos secretamente para que a arqueologia oficial esteja errada. A idéia de ancestrais super-poderosos, semi-divinos, sempre mexeu com a imaginação humana. É a idade do Ouro, o Paraíso Perdido.

ABDUÇÃO ALIENÍGENA

Abdução Alienígena é o nome que se dá ao seqüestro e abuso físico de seres humanos por criaturas do espaço exterior. Parece produto de uma mente doentia – e talvez seja. Só que são milhões de mentes doentias.

Numa pesquisa realizada em 1991 nos Estados Unidos pela Roper Organization, 3,7 milhões de pessoas afirmaram ter sido seqüestradas por alienígenas e submetidas a exames físicos invasivos. É a população de Cingapura. Imagine Cingapura inteira sendo seqüestrada por um disco voador e violentada por alienígenas. É mais ou menos isso.

Os relatos dos abduzidos são surpreendentemente parecidos:

  • A vítima acorda paralisada com a sensação de que alguém ou alguma coisa está no quarto.

  • Ela vê luzes ou objetos luminosos flutuando ou invadindo o ambiente (uma luz forte que entra pela porta, por exemplo). Em alguns lugares abertos é paralisado por um raio de luz que sai de um OVNI (Objeto Voador Não Identificado).

  • O seqüestrado tem a sensação de que esteve voando, embora não possa explicar como nem porquê.

  • Além disso experimenta a chamada “supressão de tempo”. O abduzido tem a sensação de que muito tempo se passou, mas não consegue se lembrar do que fez ou onde esteve no período desaparecido. Geralmente, ele só se recorda da experiência por meio da hipnose regressiva.

  • Abduzidos freqüentemente reclamam de molestamento sexual, afirmando que seu esperma ou seus óvulos foram roubados.

  • Algumas vítimas apresentam cicatrizes misteriosas. Outras afirmam que objetos metálicos foram implantados no seu corpo.

Se você já experimentou quatro desses cinco sintomas é possível que já tenha sido seqüestrado e abusado por alienígenas. Mas não entre em pânico. A maioria dos abduzidos considera a experiência positiva, apesar do trauma eventual.

A abdução alienígena não é muito diferente da chamada experiência de quase-morte, na qual a pessoa descreve túneis de luz, anjos e a presença de familiares desencarnados. Também tem um certo parentesco com os demônios sexuais incubus e súcubus, que assombravam os religiosos na Idade Média. Talvez seja o mesmo fenômeno visto de várias maneiras por vítimas com formação cultural diferente.

O psicólogo americano Michael Persinger sugere que a experiência está relacionada a um estado cerebral conhecido como “paralisia do sono”. Antes de adormecer, entre o estado hipnagógico (transição vigília-sono) e o hipnopômpito (transição sono-vigília), a pessoa pode

experimentar a sensação de que está aprisionada à cama, sem conseguir se mover ou falar. Ela também pode fantasiar um tipo de presença no ambiente mas, como está paralisada, não consegue gritar por socorro. A experiência dura poucos segundos – que parecem horas para a vítima.

Fim do mistério? Que nada. Está só começando. Todos os abduzidos descrevem o mesmo tipo de alienígena: uma criatura baixinha, de cabeça ovalada, pele cinzenta, com grandes olhos negros sem pálpebras. Entre os ufólogos, esses monstrengos espaciais são conhecidos como GREYS. Eles seriam os tipos mais comuns entre as várias entidades extraterrestres que visitam nosso planeta. Algumas teorias conspiratórias afirmam que o objetivo das abduções é pesquisar a biologia terráquea para que os greys possam produzir um HÍBRIDO HUMANO-ALIENÍGENA e conquistar o planeta.

AGARTHA

Os entusiastas da teoria da TERRA OCA dizem que Agartha é a nação subterrânea do povo Arianni, cuja capital é Shamballah. Agartha é uma federação de cem cidades comandada por um casal de reis-sacerdotes, Ra e Rana Um. Os agarthianos são, em sua origem, lemurianos que se refugiaram no interior da Terra depois da catastrófica guerra entre a Lemúria e a ATLÂNTIDA, que teria acontecido cem mil anos atrás. O confronto provocou o afundamento da Lemúria e esterilizou enormes regiões do planeta, criando os desertos do Saara, de Gobi e da Austrália.

A língua falada em Agartha é, juram os crédulos, a “solara manu”, matriz do sânscrito e do hebraico. Os agarthianos vivem milhares de anos e, atualmente, aguardam ansiosamente que o povo da superfície tome jeito e pare de fazer guerra para que eles possam se manifestar. Enquanto isso, enviam ÓVNIS pata nos observar e zelar pela paz.

Esta é a visão otimista.

Há uma outra, mais tenebrosa. Robert Charroux, autor do confuso Livro do Misterioso Desconhecido (Difel, 1976), escreve que a raça branca não é originária da Terra, mas de um planeta que orbita a estrela SÍRIUS. O primeiro desses imigrantes extraterrestres chamava-se, segundo Charroux, Ahriman. Coincidentemente ou não, Ahriman é o demônio que habita o mundo inferior do zoroastrismo. O Senhor de Todo o Mal, antecessor do Lúcifer cristão.

Essa raça branca interplanetária seria, prossegue Charroux, “uma espécie excepcional no Universo, quase divina, que realiza viagens intergalácticas desde o início dos tempos para povoar os planetas e sublimar a sua evolução espiritual”. Estes mestres secretos viveriam atualmente em Agartha, mas continuariam influenciando discretamente a evolução do nosso planetinha sub-desenvolvido.

E a raça ariana seria descendente direta dos alienígenas branquelos. Vai dar bobagem, como você certamente já adivinhou. Vai mesmo.

Em O Despertar dos Deuses (Bertrand Brasil, 1991), Pauwels-Bergier sugere que os nazistas estavam em contato com SUPERIORES DESCONHECIDOS que supostamente viviam num mundo subterrâneo. Eram, muito possivelmente, os mesmos alienígenas caucasianos de Charroux, e assim o círculo se fecha numa bizarra teoria nazi-cósmica.

AIDS

Você já ouviu essa e talvez até acredite: a Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida é uma doença fabricada. O vírus HIV teria sido desenvolvido artificialmente pelo governo americano no Instituto Militar de Pesquisa de Doenças Infecciosas de Fort Detrick, Maryland, para ser usado como arma biológica. Mas o micro-organismo letal escapou e começou a fazer vítimas – a princípio em Washington e Nova York, depois no mundo todo. E não adianta nada o leitor cético argumentar que o HIV, como todo mundo sabe, surgiu na África. Segundo o Dr. Peter Duesberg, professor de Biologia Molecular na Universidade da Califórnia, a AIDS americana não é a mesma doença encontrada na África. O mal africano seria resultado de má nutrição, basicamente enquanto o tipo americano é causado por um vírus que permanece “adormecido” até ser “acionado” por drogas estimulantes, como a anfetamina, a cocaína e o crack. Pense nisso na hora de esticar a próxima.

Al Bielek

Personagem misterioso, certamente mitômano como a maioria dos que aparecem neste livro. Al Bielek é Ph.D. em Física por Harvard. Seu meio-irmão por parte de pai, Duncan Cameron Jr., também tem Ph.D. em Física pela Universidade de Edimburgo. Ambos afirmam que estavam a bordo do navio USS Eldridge durante o controvertido EXPERIMENTO FILADÉLFIA que, segundo a lenda, transportou um porta-aviões americano de 1943 a 1983. Os irmãos teriam desembarcado em 1983 na sede do PROJETO MONTAUK, co-responsável pelo túnel temporal que o Eldridge atravessara. Observação: para entender melhor essa suruba cósmica, leiam antes os verbetes específicos sobre o Montauk e o Filadélfia. Ou não.

Al Bielek diz ter realizado inúmeras missões espaço-temporais para o Moutauk e desvendando a história secreta do século 20 (informação que ele gentilmente disponibiliza em livros, CDs e palestras. Tudo pago, é claro). E a verdadeira história dos últimos cem anos é a seguinte:

  1. Os nazistas estabeleceram um pacto com os alienígenas pleiadianos nos anos 40. Essa cooperação teria permitido aos alemães pousarem na Lua em 1947. OK, leitor esperto: nós sabemos que a Alemanha era uma montanha de escombros nessa época e que os principais cientistas do país já haviam sido adotados pelos russos e americanos. Mas as histórias que envolvem o Experimento Filadélfia e o Projeto Montauk são contraditórias e confusas assim mesmo.

  2. Os americanos também fizeram um pacto com extraterrestres nos anos 40/50, mas preferiram se aliar aos GREYS, pois os pleiadianos exigiam a desativação de todas as armas nucleares do país.

  3. Uma expedição russo-americana conquistou a Lua em 1962. O pouso oficial da Apollo 11 em 1969 é só uma versão pública de fachada.

  4. Marte foi conquistado pelos russos e americanos em 1969. Bielek diz que ele próprio visitou o planeta nos anos 70, usando os túneis espaço-temporais do Montauk. Ele afirma ter descoberto vestígios de uma civilização marciana desaparecida a milhares de anos.

  5. O cientista também teria conhecido diversos universos paralelos. Em um deles, uma idéia clássica da ficção científica parece ter virado realidade: a Segunda Guerra Mundial foi vencida pela Alemanha e pelo Japão.

  6. O Projeto Montauk e o Experimento Filadélfia eram monitorados por um consórcio de alienígenas originários dos sistemas estelares de Orion, SÍRIUS e Alfa Centauro. Mas os extraterrestres não eram confiáveis. Bielek acredita que as fendas temporais foram criadas não para ajudar o progresso científico da humanidade, mas sim para permitir a entrada dos discos voadores em nossa dimensão, possibilitando uma invasão.

  7. O Montauk foi desmontado em 1983, depois de um acidente provocado por Duncan Cameron Jr. Al Bielek adverte, contudo, que a desativação pode ter sido uma farsa. O Projeto Montauk talvez ainda esteja na ativa em algum lugar secreto. Deste mundo ou de um outro qualquer.

Só para terminar: Al Bielek fez 64 anos em 2003. Em 1943, ano do Experimento Filadélfia, ele tinha apenas 3 anos. Como Bielek afirma que já era Ph.D. em Física na época, estamos diante de um gênio da ciência, uma espécie de Dexter sem a Didi. Mas a aparente contradição aritmética tem uma, digamos, explicação. Al Bielek diz que os cientistas do Projeto Montauk conseguiram a proeza de rejuvenescê-lo 30 anos. Ele teria 94 anos num corpinho de 64. Como se vê, viajar no tempo é ótimo para a saúde.

ALBERT SPEER

Arquiteto nazista que aplicou o “princípio das ruínas” nas obras monumentais encomendadas por Adolf Hitler. A missão de Speer era redesenhar Berlim para que a cidade ficasse à altura da missão de ser a capital do Reich de mil anos. Em 1930, Hitler definiu o tipo de arquitetura que gostaria de ver: “Se em um futuro distante, arqueólogos cavarem a terra (...), eles terão uma revelação que estremecerá o mundo”.

O “princípio das ruínas” é isso: construir prédios que pareçam magníficos quando despedaçados e cobertos de mato. Esta história bizarra aparece no documentário Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen, que retrata o nazismo como um doentio e megalômano projeto estético. Nas artes plásticas, isso se reflete no banimento do modernismo e no retorno aos ideais da Renascença. Na medicina, o ideal estético compreende a adoção da eugenia para o aperfeiçoamento da raça ariana e a construção de campos de extermínio para transformar o resto da humanidade em sabão.

Arquitetura da Destruição é um documentário sério e nada tem de conspirologia. Mas a motivação estética nazi e o princípio das ruínas de Speer nos levam, inevitavelmente, à cosmologia de HANS HORBIGER, que acreditava que a missão da Alemanha nazista era trazer os deuses de volta à Terra. Ressuscitar os antigos Titãs. Só eles compreenderiam a civilização nacional-socialista quando descobrissem as ruínas de Speer.

ALEISTER CROWLEY

Descrito pelo jornal Daily Telegraph como “o homem mais depravado que já existiu”, o inglês Edward Alexander Crowley ou Aleister Crowley (1875-1947) está associado a várias seitas e sociedades secretas do século 20, como a Ordem Hermética da Aurora Dourada e a alemã O.T.O. (Ordo Templis Orientis), do qual se tornou o Chefe Visível (existe também um Chefe Invisível, só conhecido pelos iniciados). Aventureiro, místico, boêmio e, para os céticos, um tremendo picareta, Crowley afirmava ser o Anticristo e chamava a si mesmo de A Besta do Apocalipse. Ele também se gabava de ter invocado todos os demônios do inferno (e de lugares ainda piores).

Ocultista aplicado, Crowley viajou à Índia, ao Tibete, ao México, ao Japão, ao Sri Lanka e à China. Estudou budismo, taoísmo, hinduísmo, tantrismo, sufismo e acabou fundando sua própria religião, chamada Telema, cujo único mandamento era “Faça o que quiseres, pois é tudo da Lei”. Sim, você já ouviu essa frase antes – na música Sociedade Alternativa, de PAULO COELHO e Raul Seixas. Nos anos de 1970, o mago e o roqueiro eram fiéis seguidores da Besta.

Em 1904 ou 1919 (as biografias variam), durante uma viagem ao Cairo, Aleister Crowley teria encontrado um ser misterioso chamado Aiwass que o orientou nas artes mágicas. Há quem diga que Aiwass era uma alucinação de Crowley, que tinha, aparentemente, certa tendência para a esquizofrenia. Outros afirmam que Aiwass era um alienígena de SÍRIUS. E ainda tem gente que acha que a criatura era um turista da nação subterrânea de AGARTHA – a mesma que, segundo teorias conspiratórias das mais delirantes, manteve relações diplomáticas com a Alemanha nazista. De fato, nos anos 1930, Aleister Crowley costumava afirmar em altoe bom tom: “Antes de Hitler havia eu!”

Gianni Vannoni, autor de As Sociedades Secretas (Francisco Alves, 1985), não descarta a possibilidade de que Crowley tenha conhecido e influenciado Adolf Hitler. Nesse caso, é possível que ele tenha apresentado Aiwass ao ditador. Quem sabe?

Aleister Crowley dizia possuir vários livros misteriosos e mágicos, como um certo O Abramelin, compêndio de práticas mágicas do antigo Egito supostamente compiladas por Moisés, além do famigerado NECRONOMICON, espécie de “quem é quem” dos demônios antidiluvianos. Mas apesar de suas relações com entidades cósmicas das mais poderosas, Aleister Crowley não conseguiu enganar a morte. Ele sofreu um ataque cardíaco fatal em dezembro de 1947.

AMAZÔNIA INTERNACIONALIZADA

Nos intrincados planos para a implantação da NOVA ORDEM MUNDIAL, a floresta amazônica desempenha um papel estratégico. Conspirólogos brasileiros afirmam que os ESTADOS UNIDOS tramam desde 1816 para assumir o controle da floresta, rica em minérios e plantas medicinais. A paranóia nacionalista tem adeptos tanto na direita quanto na esquerda e você certamente já recebeu e-mails alertando sobre essa terrível ameaça à nossa soberania. Algumas mensagens eletrônicas trazem em anexo o fac-símile da página do livro didático Na Introduction to Geography, de um certo David Norman, que é supostamente usados nas escolas americanas e mostra o mapa do Brasil sem a Amazônia, tratada como área internacionalizada.

Bem, lamento decepcioná-lo, leitor paranóico, mas essa história é falsa. O jornal O Estado de S. Paulo de 2 de dezembro de 2001 apurou que o e-mail teve origem na comunidade acadêmica da Unesp e da UNICAMP. Não existe livro nenhum com esse título registrado na Biblioteca do Congresso e, além disso, o texto da página fac-símile evidencia que o autor tem precários conhecimentos da língua inglesa.

Mas isso não significa que a conspiração pela internacionalização da Amazônia seja falsa. Vários ecologistas americanos e europeus defendem essa idéia e existem óbvios interesses econômicos por trás de grupos que se definem como ambientalistas. Segundo o site Brasil.iwarp.com, mantido por militares brasileiros da reserva, o plano começou quando o FMI “forçou” o então presidente Fernando Collor de Mello a demarcar um imenso território de 94 mil quilômetros quadrados como reserva ianomâmi. Teria sido o primeiro passo para que, no futuro, a Nação Ianomâmi proclame a independência e exija a intervenção da ONU na região.

ANTRAZ

Em outubro de 2001, depois dos devastadores ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono, imprensa e autoridades americanas receberam cartas contendo esporos da bactéria antraz. Os envelopes traziam mensagens (em péssimo inglês) pregando a morte dos infiéis ocidentais e o triunfo do Islã. Mas, segundo a bióloga americana Bárbara Hatch Rosenberg, as cartas não foram enviadas por um terrorista muçulmano, e sim por um cientista dos Estados Unidos que apenas usou os ataques de 11 DE SETEMBRO DE 2001 como cobertura para suas atividades. E, pior ainda, o FBI sabe quem é ele, mas prefere não revelar o nome do culpado.

Bárbara Hatch Rosenberg não é uma paranóica de carteirinha que passa o tempo inventando conspirações. Especialista em Biologia Molecular, a americana é uma das maiores autoridades do mundo em armas biológicas e foi consultora da Casa Branca durante o governo Clinton. Rosenberg afirma que o culpado pelo ataque de antraz é um pesquisador que trabalhava no Instituto Militar de Pesquisas de Doenças Infecciosas de Fort Detrick, em Maryland. Os bioterroristas tinha, segundo ela, dois objetivos bem definidos:

  1. Vingar-se do governo americano, seu antigo empregador, pois havia sido demitido alguns meses antes.

  2. Provar a um possível novo empregador como é competente na produção e manipulação de armas biológicas.

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