utilização de prancha longa em vítima de trauma sentadas

utilização de prancha longa em vítima de trauma sentadas

Utilização de prancha longa em vítimas de trauma sentadas

Mauricio Vidal de Carvalho; Israel Figueiredo Júnior.

Ponte S.A. Niterói, Rio de Janeiro, Brasil

Introdução: A utilização de prancha longa em vítimas de trauma é rotina na atuação dos profissionais de atendimento pré-hospitalar para extricação de pacientes deitados e em pé. Porém, freqüentemente, pacientes com indicação de imobilização completa são encontrados sentados, fora de veículo, no local do evento, requerendo a utilização do KED. O objetivo deste trabalho é descrever técnica de extricação de pacientes vítimas de trauma que são encontrados sentados, utilizando a prancha longa.

Material e métodos: Trata-se de um trabalho descritivo, realizado após observação clínica, pelo período de cinco anos, na Ponte Rio-Niterói. Rodovia de alto fluxo de veículos aonde a rapidez no atendimento e liberação rápida da pista é extremamente importante. A técnica foi aplicada em pacientes adultos, vítimas de trauma, com indicação de imobilização completa, sem déficit neurológico e quando havia espaço físico suficiente para sua realização. Foi baseada na técnica de imobilização do paciente em pé e na técnica de utilização da prancha curta.

Técnica: O paciente encontrado sentado no local do evento, fora de veículo, e com indicação de imobilização completa foi abordado com estabilização cervical manual, informado da necessidade de imobilização, e sobre como a mesma seria realizada. Utilizando de três profissionais, um colar cervical e uma prancha longa com cintos e imobilizador lateral de cabeça, a vítima foi extricada nos moldes da técnica de imobilização do paciente em pé, e após deitada na prancha, foi posicionada adequadamente na mesma utilizando-se a técnica de elevação à cavaleiro.

1- Abordagem inicial da vítima com estabilização cervical manual pelo primeiro socorrista.

2- Instalação do colar cervical pelo segundo socorrista.

3- Colar cervical instalado. O primeiro socorrista mantém a estabilização. O terceiro socorrista apóia a prancha longa no dorso da vítima.

4. O primeiro e segundo socorristas posicionam-se lateralmente à vítima mantendo a estabilização com uma das mãos e segurando a prancha por baixo da axila da vítima.

5- Inicia-se a inclinação da prancha em direção ao solo.

6- Prancha no solo. 7- O terceiro socorrista assume a estabilização cervical.

8- Posicionamento à cavaleiro para ajuste do paciente na prancha. 9- Paciente sendo posicionado na prancha.

10- Paciente posicionado na prancha. 1- Aspecto final. Imobilização de corpo inteiro.

Conclusões: A utilização da técnica agilizou o processo de extricação da vítima, bem como a liberação da pista. Parece ter sido melhor aceita do que o KED por pacientes com indicação de imobilização que apresentavam-se assintomáticos na abordagem inicial. A utilização da técnica não implicou em risco de segundo trauma para o paciente, visto tratar-se de uma variação da imobilização do paciente em pé.

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