Relatório bioquímica experimental: proteínas

Relatório bioquímica experimental: proteínas

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA

CAMPUS URUGUAIANA

CURSO FARMÁCIA

RELATÓRIO BIOQUÍMICA EXPERIMENTAL

PRECIPITAÇÃO DE PROTEÍNAS

ACADÊMICA: SIMONE MACHADO

INTRODUÇÃO

As proteínas são formadas por aminoácidos, que estão covalentemente ligados entre si por ligações peptídicas as quais são ligações amida entre o grupo a-carbonila de um aminoácido e o grupo a-amino de outro.

As ligações peptídicas não são rompidas por condições desnaturadas como aquecimento ou alta concentração de uréia.

A complexidade da estrutura protéica é mais bem analisada considerando-se a molécula em termos de quatro níveis de organização, denominadas primário, secundário, terciário e quaternário.

A sequência de aminoácidos em uma proteína é denominada estrutura primaria da proteína.

Por estar muito próximo um aminoácido do outro eles começam a interagir por pontes de hidrogênio. Quando essas interações ocorrem na mesma molécula vai formar a-helice, quando for entre duas moléculas diferentes B-lâmina. Na estrutura terciária há interações entre as cadeias laterais compactando essa molécula.

Essas interações são do tipo ponte de hidrogênio e pontes de dissulfeto, interações hidrofóbicas e interações iônicas.

As funções das proteínas são transporte de substancias e manutenção da pressão oncótica influenciando a distribuição dos fluidos, defesa contra organismos estranhos, hemostasia entre outros.

Reação de Heller: quando adicionamos um ácido ao meio onde a proteína está dissolvida, a liberação de prótons para o meio provoca uma queda do pH

Os ácidos minerais fortes desnaturam as proteínas, transformando-as em meta-proteína, insolúveis. A reação de Heller (reação de proteínas com HNO3 concentrado) é frequentemente utilizada para a pesquisa de albumina na urina e permite a dosagem semi-quantitativa.

Reação com Metais Pesados: a adição de sais de metais pesados, tais como mercúrio, chumbo, cobre, zinco levam a formação de sais denominados “quelatos’’ entre os aminoácidos ácidos e estes metais. As proteínas precipitam porque estes sais são insolúveis em água e também porque, com a quebra das ligações iônicas, os aminoácidos hidrofóbicos ficam mais expostos ao meio aquoso.

Reação TCA: determinados agentes, como os reagentes para alcalóides podem ser usados na precipitação de proteínas, o que é útil na desproteinização de materiais biológicos, como o sangue, ânions de ácidos complexos (tricloroacético, tânico) formam sais insolúveis onde a proteína funciona como cátion.

Reação por Aquecimento: a temperatura é um fator importante na solubilização das proteínas. A estrutura terciária de uma proteína é mantida por interações hidrofóbicas entre os radicais apolares que se abrigam no meio aquoso, procurando se agruparem no interior do glóbulo protéico, pelas atrações iônicas entre os radicais carregados com cargas opostas, pelas pontes dissulfeto, pontes de hidrogênio, interações hidrofóbicas ou ainda pelas Forças de Van der Waals. Ao fornecer energia a um meio aquoso contendo proteínas, atrações entre os radicais são desfeitas e a proteína é "desenrolada", expondo, ao meio aquoso seus radicais apolares que estavam contidos no seu interior. Isto é que leva à desnaturação.

Reação do Biureto: a reação do biureto é devida às ligações peptídicas, dando positiva para proteínas e peptídeos com três ou mais resíduos de aminoácidos. A reação é também positiva para as substâncias que contém dois grupos carbamínicos (-CO-NH2) ligados diretamente ou através de um único átomo de carbono ou nitrogênio. Este é o caso do biureto que dá reação positiva e de onde provém o nome da mesma. As proteínas ou peptídeos, quando tratados por uma solução de sulfato de cobre, em meio alcalino, dão uma coloração violeta característica

MATERIAL USADO

Tubos de ensaio;

Pipetas graduadas;

Pipetas automáticas;

Bico de bunsen;

Prendedores;

Reagentes:

HNO3

(CH3COO)2Pb

TCA

CuSO4

Amostra usada: Proteína, solução de albumina.

MÉTODOS

1° Experimento: Pipetamos 1 mL de HNO3 em um tubo de ensaio e adicionamos 1mL da solução de proteína e observamos o que aconteceu.

2° Experimento: Pipetamos em um tubo de ensaio 2 mL de solução de proteína e adicionamos lentamente, gota a gota, (CH3COO)2Pb até perceber alteração na solução.

3° Experimento: Pipetamos em um tubo de ensaio 2 mL de solução de proteína e adicionamos lentamente, gota a gota ácido TCA à 10% até perceber alteração na solução.

4° Experimento: Pipetamos em um tubo de ensaio 2 mL de solução de proteína e adicionamos 2 mL de H2O destilada e aquecemos no bico de bunsen até ferver.

5° Experimento: Colocamos em um tubo de ensaio 1 mL de solução de proteína e adicionar 1 mL de reativo de Biureto observando o que ocorre.

RESULTASOS E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Reação de Heller

Observamos um anel de interface branco, onde ocorre o encontro entre a proteína e o ácido. Este anel divide a proteína da meta-proteína

Reação com Metais Pesados

Os metais pesados (Pb, Hg, Ag, Cu) causam a desnaturação de proteínas, isto é, modificam a sua conformação natural com a atividade biológica, para uma conformação não natural biologicamente inativa (desnaturada). As moléculas protéicas desnaturadas precipitam porque o chumbo é insolúvel em água.

Reação de TCA

Ocorreu um precipitado branco. Ácidos fortes como o ácido tricloroacético (TCA), desnaturam as proteínas, precipitando-as. Valores extremos de pH afetam bruscamente a estrutura das proteínas, causando uma mudança radical na conformação da proteína para um estado conformacional biologicamente inativo.

Reação por Aquecimento

Ocorre o rompimento das estruturas secundária, terciária e quaternária, porém sem afetar sua estrutura primária. A proteína adquire outra conformação, uma conformação inativa (desnaturada). A desnaturação promove alterações que diminuem a solubilidade da proteína, levando à sua precipitação

Reação de Biureto

Obtivemos uma coloração violeta devido às ligações peptídicas, indicando a presença de proteínas e peptídeos com três ou mais ligações peptídicas.

CONCLUSÃO

Verificou-se que a solução protéica desnaturou, houve a formação de um anel branco que dividia a proteína da meta-proteína.

Os metais pesados precipitam as proteínas por desnaturação.

Ácidos fortes precipitam as proteínas, por seus valores elevados de pH.

As proteínas são sensíveis a ação do calor, que causa a desorganização das cadeias peptídicas, ou seja, desnaturação da proteína.

Com o reagente de biureto ocorreu uma coloração violeta, que comprova que ocorreram mais duas ligações peptídicas na proteína.

A desnaturação das proteínas pode ser realizada tanto por ácidos fortes, metais pesados e calor tornando estas proteínas inativas

O reativo de biureto identifica por sua coloração (violeta) quando estamos na presença se uma solução protéica.

BIBLIOGRAFÍA

Lehninger; Princípios de Bioquímica. 4° edição. São Paulo: Editora Sarvier, 2006.

Champe, Pamela C.; Harvey, Richard A.; Ferrier, Denise R.; Bioquímica ilustrada. 4° edição. Porto Alegre: Editora Artmed, 2009.

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