Apostila Tecnologia Gráfica SENAI

Apostila Tecnologia Gráfica SENAI

(Parte 1 de 6)

Unidade Dendezeiros Área Tecnológica Gráfica

Produção Gráfica

Unidade Dendezeiros Área Tecnológica Gráfica

Salvador 2004

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Produção Gráfica MENSAGEM DA UNIDADE DENDEZEIROS

O SENAI entende que o comprometimento em atender com qualidade não é apenas uma prática para se obter bons negócios, mas é a razão da sua existência. O SENAI está comprometido com o processo de melhoramento contínuo no que diz respeito a compreender, satisfazer e ultrapassar as necessidades e expectativas dos seus clientes internos e externos em tudo o que fizer.

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Produção Gráfica APRESENTAÇÃO

Esta apostila foi desenvolvida com a preocupação única de ensinar e conscientizar os alunos do curso de Produção Gráfica, sobre todo o fluxo produtivo gráfico. De forma que o participante tenha uma visão geral de todos os momentos que o original irá passar ao chegar numa gráfica.

Sempre buscando utilizar palavras e conceitos técnicos, objetivando de forma mais dinâmica e eficiente o aprendizado. E ciente de que, a Indústria gráfica continua se atualizando constantemente, e que os equipamentos se tornam ultrapassados, devemos continuar acompanhando essas mudanças, sempre estudando, para que seja possível continuar exercendo nossas atividades, e evitar assim de sermos engolidos pelo monstro da tecnologia e da automação.

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Produção Gráfica

1- INTRODUÇÃO7
2- HISTÓRICO8
Breve História da Imprensa8
Manuscritos Iluminista8
Prensa8
Impressora Rotativa8
Fotocomposição:8
3- O FLUXO PRODUTIVO GRÁFICO9
Pré-Impressão9
Impressão9
Pós-Impressão9
Computer-To-Film (Do computador para o filme)9
Computer-To-Plate (Do computador para a chapa)10
Computer-To-Press (Do computador para a máquina de impressão)1
Computer-To-Print (Do computador para impressão) ou Impressão digital1
4- PREPARAÇÃO DO ORIGINAL13
Arquivos Abertos X Arquivos Fechados13
PostScript X PCL14
Drivers e PPDs15
Fechamento de arquivos16
Fontes18
Retículas19
Lineatura20
Angulação21
O Moiré2
A Cor2
Seleção de cores25
Formas de composição de cores25
Sistemas de Gerenciamento de Cores26

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Calibração de monitores27
Scanners29
5- Gravação do Fotolito3
6- SISTEMAS DE PROVAS DE FOTOLITOS34
Provas analógicas:34
Provas digitais34
Gamut35
7- SISTEMAS DE IMPRESSÃO36
Tipografia36
Rotogravura36
Flexografia36
Serigrafia37
Offset38
Tipos de Máquinas Impressoras offset40
Ganho de Ponto41
Trap46
8- TINTAS47
Guia Pantone48
9- PAPEL49
Histórico49
Produção Industrial do Papel50
Principais características dos papéis:51
Formatos de papel52
Sentido fibra do papel54
10- ACABAMENTO5
Aplicação de verniz e plastificação5
Corte5
Dobra5
Montagem5
Alceamento56
Costura / grampo56
1- Bibliografia57

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Produção Gráfica

1- INTRODUÇÃO

A maioria das pessoas ao aprender apenas as ferramentas de computação gráfica têm problemas ao enviar seus arquivos para serem impressos numa gráfica. Devido a falta de um grau maior de instrução, não sabem que prova escolher, assim como tipo de papel, acabamento e etc, distanciando dessa forma o impresso do original, deixando de obter todos os efeitos que uma boa gráfica poderia oferecer. É muito importante conhecermos todo processo produtivo gráfico para podermos usufruir de todos os recursos de sua gráfica ou bureau, satisfazendo assim, os clientes mais exigentes.

Tudo começa na criação do original que hoje em dia já pode ser totalmente feito num computador eliminando todos os processos manuais de antigamente. Com o original pronto temos que fazer seu fotolito (Se o original for entregue em disco ou cd, o fotolito será feito no processo digital , caso contrário se a arte-final for entregue impressa, existem dois caminhos; a arte pode ser digitalizada e seguir para a pré-impressão digital ou seguir o processo convencional), e do filme (fotolito) gravamos a chapa. Até esse momento estamos tratando de pré-impressão, ou seja, todas as etapas que antecedem a impressão.

O segundo “estágio” é a impressão, momento em que colocamos a chapa na máquina impressora offset (plana ou rotativa) para imprimirmos as cópias.

dobra, encadernamento, aplicação de verniz fosco ou brilhante, alto relevo, verniz UV e etc

O terceiro e último estágio é o, não menos importante, acabamento. Onde iremos decidir o tipo de

Podemos então dividir o trabalho gráfico de maneira clássica em três fases: Pré-Impressão, Impressão e Pós-Impressão ou Acabamento.

Para iniciar façamos um breve histórico onde lembraremos quem foi Gutemberg e como tudo começou.

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2- HISTÓRICO

Breve História da Imprensa Desde os tempos mais remotos o homem sente a necessidade de transmitir o conhecimento para outros, a fim de preservar seus sentimentos e idéias, ou até mesmo para vangloriar-se de seus feitos, registrando suas caçadas nas paredes das cavernas para que outras tribos pudessem confirmar o acontecimento. Estas pinturas rupestres foram a forma principal de comunicação entre os homens. O desenvolvimento do alfabeto fonético pelos fenícios em 2.0 AC marcou a história da palavra escrita na civilização ocidental. Ao contrário dos alfabetos baseados em ideogramas, os quais continham mais de 40.0 caracteres, o alfabeto fonético representa a linguagem em apenas 26 símbolos.

Manuscritos Iluminista Os livros produzidos pela Igreja Celta na Irlanda no século 18 representam o máximo da arte dos escribas. Mas, tais livros eram únicos, caros e difíceis de se ler.

Prensa Gutenberg adaptou uma prensa para vinho em uma prensa impressora. Sua

Bíblia de 42 linhas, publicada em 1455, é considerada o marco do nascimento da imprensa. Cerca de 180 Bíblias foram impressas.

Impressora Rotativa Por volta de 1850, impressoras rotativas de metal substituíram as prensas planas de madeira. O desenvolvimento de bobinas tornou possível impressoras rotativas a vapor atenderem à demanda de jornais de circulação em massa.

Fotocomposição: Em máquinas de fotocomposição, cada caractere era guardado como uma forma transparente num pedaço de filme opaco. Os caracteres de uma fonte são arranjados num tira. Quando o operador digita uma letra, o caractere gira até uma posição em frente a uma fonte de luz e lentes, a qual projeta a forma de letra num papel fotossensível. Usando lentes de diferentes focos, caracteres de diversos tamanhos podiam ser originados da mesma forma.

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3- O FLUXO PRODUTIVO GRÁFICO Resumidamente podemos entender cada fase do processo da seguinte maneira:

Pré-Impressão É a fase produtiva responsável pela concretização das idéias de um artista gráfico em um arquivo digital que possa ser reproduzido em sistemas de impressão em escala industrial. Pode envolver também a gravação de fotolitos, assim como de chapas planográficas, no caso de impressão off-set, ou similar.

Impressão Pode ser realizada por diversos processos (offset, rotogravura, serigrafia, flexografia, litogravura e etc...) onde se transfere para um suporte (papel, plástico, metal e etc...) a imagem do trabalho gráfico através da aplicação de pigmentos de diversas naturezas (tintas, toner, verniz e etc...).

Pós-Impressão Também conhecida como Acabamento, essa fase de finalização do trabalho possibilita desde um

e etc

simples corte final do impresso até finalizações mais complexas como dobras, relevos, vinco, verniz

Assim a Indústria gráfica pode ser visualizada por seus principais processos, porém, sem nos esquecermos de que novas tecnologias podem tornar essa divisão teórica menos lógica. Veremos alguns processos que podem encurtar o fluxo produtivo, aproximando cada vez mais o criador do produto final. Vamos conhecer as principais tendências:

Computer-To-Film (Do computador para o filme) Esse processo está baseado na produção, diretamente do computador, de filmes (fotolitos) que serão utilizados na gravação de matrizes para impressão.

scanner

Prensa UV Revelação Impressão

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O fluxo baseado em filme requer controle muito refinado dos processos de gravação de filme pelo image setter , revelação química dos filmes, cópia e revelação de chapas.

Computer-To-Plate (Do computador para a chapa) Nessa possibilidade do processo produtivo a image setter , equipamento responsável pela confecção de filme é substituída por outro equipamento, a plate setter, que grava diretamente em chapas de impressão. Há também a possibilidade de se usar um duo setter, capaz de gravar tanto chapas quanto filmes.

CTPlate Impressão

Se a tecnologia computer-to-film já eliminava gravação e revelação de filmes negativos e positivos, podemos perceber que nesse processo não se tem contato com produto químico, pois, eliminamos também a cópia e revelação de chapas. Porém, devemos lembrar que a necessidade do controle digital da fase de preparação do trabalho a ser enviado para a chapa deve ser ainda maior, visto que o custo das chapas é muito maior que o custo do filme.

Trata-se de uma tecnologia de alto custo e sofisticação e seu funcionamento consiste no seguinte: 1. Um dispositivo remove a chapa de alumínio de um cassete onde está armazenada 2. A chapa é destacada da folha de proteção que cobre sua camada fotossensível 3. A seguir, é transportada para um tambor onde a imagem será reproduzida em sua superfície 4. Uma vez exposta a chapa será transportada para um sistema automático de processamento que consiste em revelação, retoque, lavagem, endurecimento e armazenagem.

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Computer-To-Press (Do computador para a máquina de impressão) Trata-se de um sistema de impressão digital, que trabalha com produção de uma matriz de impressão obtida a partir da gravação de uma imagem em uma chapa com as mesmas características da impressão off-set, com uma única diferença.

No sistema off-set convencional, a imagem é gravada sobre a chapa por meio de uma película fotossensível aplicada a sua superfície, sendo esta gravação obtida mediante a exposição à luz de um fotolito.

scanner CTPress Impressão

Na impressão digital a imagem é gravada diretamente na chapa por raio laser, que expõe de arquivos gerados em computadores, não havendo portanto necessidade de revelação. Como a exposição é realizada simultaneamente em todas as chapas não há necessidade de ajuste de registro e a abertura dos tinteiros possui controle computadorizado.

Com este processo obtém-se um bom resultado, porém devido ao seu alto custo é direcionado para impressões rápidas e de pequenas tiragens.

Computer-To-Print (Do computador para impressão) ou Impressão digital No processo de impressão digital não existe matriz, a imagem é criada através de cargas elétricas em cilindros metálicos internos das máquinas que atraem o pigmento e o transferem para o suporte.

Como não existe uma matriz fixa, na impressão digital é possível se imprimir uma imagem para cada giro da máquina, tornando assim verdadeiro o processo de personalização do trabalho. Cada folha pode conter informações relativas ao cliente com o seu nome, foto e cada produto pode ser feito na quantidade desejada mesmo que seja uma única peça.

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Produção Gráfica

scanner Impressão CTPrint

É bom Lembrar que a impressão digital ainda não atingiu a qualidade obtida na impressão offset convencional que utiliza, obviamente, as chapas.

Essa tecnologia se torna viável para pequenas tiragens. Como os custos fixos de produção são proporcionais à quantidade de impressos, para as grandes tiragens o preço torna-se inviável se utilizar tal tecnologia hoje disponível.

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4- PREPARAÇÃO DO ORIGINAL

Há tempos atrás o original era preparado manualmente, como em fotocomposição, por exemplo, onde se utilizava de um paste-up. Hoje em dia os originais são produzidos no computador se utilizando de ferramentas para editoração eletrônica, dentre eles podemos citar: Corel Draw, Adobe Illustrator, Photoshop, PageMaker e QuarkXPress.

Cada software tem a sua especialidade: os ilustradores , por exemplo, tem a função clara de ilustrar, desenhar e não de paginar ou tratar imagens. Os mais famosos são: Illustrator, Corel Draw e Freehand da Macromedia. O Corel Draw domina o mercado de PCs (Computadores pessoais baseados na tecnologia da IBM) enquanto o Illustrator domina o de Mac (Macintosh é um computador fabricado pela Apple que foi concebido para computação gráfica, conseguindo um desempenho nessa área, em torno de 60%, melhor que o PC, em máquinas com especificações próximas, diga-se de passagem). Para retocar imagens temos o muito utilizado Adobe Photoshop que domina os dois mercados seguido bem de longe pelo pálido Corel PhotoPaint. E para paginação temos o PageMaker dominando o mercado de PCs e o QuarkXPress que domina o de Mac. A Adobe lançou , por volta de 1999, o In Design que promete desbancar os outros dois.

O mais importante é saber usar cada um no seu momento apropriado e não tentar fazer revistas ou jornais nos ilustradores, nem tentar ilustrar no paginador, assim como evitar fazer a impressão final nos ilustradores. É necessário, também, saber como enviar esse arquivo, depois de pronto, para uma gráfica ou bureau/fotolito.

Arquivos Abertos X Arquivos Fechados Antes da pré-impressão digital, os arquivos eram enviados impressos para gráfica que se utilizava da pré-impressão convencional. Hoje em dia numa pré-impressão digital, o arquivo é entregue em disco podendo estar num regime aberto ou fechado.

O arquivo aberto é o arquivo criado pelo profissional (.cdr / .p65 / .ai / .qxd) que pode ser aberto em qualquer computador que tenha o aplicativo que o gerou. Dessa maneira é necessário que se envie, na mesma pasta, o arquivo original, todas as fontes utilizadas e todos os vínculos. Esse sistema é mais demorado, pois na gráfica todos os vínculos serão checados, fontes instaladas e o

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Produção Gráfica original fechado. Essa demora gera um custo maior e, o que é pior, uma falta de segurança, pois o arquivo pode ser manipulado.

Um arquivo fechado nada mais é que um arquivo de impressão que ao invés de ser enviado para a impressora é gravado em disco. Esse arquivo é escrito na linguagem PostScript, que foi desenvolvida pela Adobe Systems e tem a finalidade de descrever às impressoras como os tipos (Fontes e letras) e as ilustrações devem ser posicionados na página a ser impressa. Inclui também informações sobre os ângulos e lineaturas das retículas.

Os image setter s (impressoras de filme ou fotolito) possuem um dispositivo chamado RIP (Raster Image Processor) que tem a função de receber as informações na linguagem PostScript, interpretálas e transformá-las em pontos que serão então impressos no filme.

Quando o usuário fecha um arquivo, ele está usando os parâmetros e fontes de sua própria máquina (diminui o risco de troca de fontes), torna a impressão do filme muito mais rápida e evita ter de pagar taxas adicionais que são cobradas quando o cliente envia o arquivo aberto. Sem contar na total segurança, pois na gráfica o arquivo só poderá ser visualizado e impresso.

A vantagem de enviar arquivos abertos é que ele permite correções de última hora. Ao encaminhálo no regime fechado o cliente conta com menor prazo de entrega, descontos maiores, uso de fontes e vínculos do seu próprio equipamento e acima de tudo segurança.

Apesar disso, estima-se que apenas 20% dos arquivos entregues para a impressão nos bureaus estejam no regime fechado. Vários fatores ajudam essa estatística, como por exemplo: falta de conhecimento para gerar arquivo fechado, expectativa que o bureau corrija eventuais erros na construção do arquivo, tamanho do arquivo fechado que por ser maior dá mais trabalho para transportar e principalmente por não querer assumir responsabilidade.

PostScript X PCL Antes de aprendermos como fechar um arquivo, é importante saber que todas as impressoras possuem uma ou mais linguagens de impressão.

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Produção Gráfica

A linguagem Post Script foi desenvolvida pela Adobe Systems e é padrão em todas as impressoras profissionais, tais como: image-setters, copiadoras coloridas, plotters, plate-setters e outras como alguns modelos de jato de tinta e laser.

É uma linguagem de descrição de página, em que todos os elementos de página (textos, ilustrações e fotos) são descritos na forma de texto para serem impressos da maneira mais profissional possível. Esta linguagem possui três versões: PostScript Level (nível) 1,2 ou 3.

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