Apostila - SENAI - Mecânica - Processos de Fabricação

Apostila - SENAI - Mecânica - Processos de Fabricação

(Parte 1 de 9)

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CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção

Mecânica Processos de Fabricação

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Processos de Fabricação © SENAI/ES, 1999

Este material didático foi preparado pelos técnicos do Centro de Educação Profissional Jerônimo Monteiro.

Coordenação Geral

Elaboração

Revisão Editoração

Paulo Sérgio Teles Braga Núcleo de Comunicação Empresarial

SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Av. Nossa Senhora da Penha, 2053, Ed. Guilherme Varejão, Santa Lúcia - Vitória/ES CEP 29045-401 - Caixa Postal 5128 Telefax: (027) 334-5600

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TORNO4
INTRODUÇÃO4
TORNEAMENTO4
A MÁQUINA DE TORNEAR6
PRENDENDO A PEÇA8
TORNEAMENTO PRIMEIRA FAMÍLIADE OPERAÇÕES9
SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR10
FRESSAGEM14
INTRODUÇÃO14
O QUE É FRESSAGEM14
FRESADORA15
FRESAS18
ESCOLHENDO A FRESA18
FRESAS DE PERFIL CONSTANTE20
FRESAS PLANAS21
FRESAS ANGULARES21
FRESAS PARA RASGOS21
FRESAS DE DENTES POSTIÇOS2
FRESAS PARA DESBASTES2
PLAINA24
INTRODUÇÃO24
O QUE É PLAINAMENTO24
EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS25
ETAPAS DO APLAINAMENTO28
FURAÇÃO3
INTRODUÇÃO3
BROCAS34
TIPOS DE BROCAS36
BROCAS ESPECIAIS38
ESCAREADORES E REBAIXADORES39
RODA, RODA, GIRA41
FURADEIRAS41
ACESSÓRIOS DAS FURADEIRAS45

Sumário OPERAÇÕES NA FURADEIRA E ETAPAS.................................................................................................... 46

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Torno

Introdução

Quando estudamos à história do homem, percebemos facilmente que os princípios de todos os processos de fabricação são muito antigos. Eles são aplicados desde que o homem começou à fabricar suas ferramentas e utensílios, por mais rudimentares que eles fossem.

Um bom exemplo é o conjunto de operações que começamos à estudar nesta aula. Ele se baseia em um principio de fabricação dos mais antigos que existe, usado pelo homem desde à mais remota antigüidade, quando servia para à fabricação de vasilhas de cerâmica. Esse principio serve-se da rotação da peça sobre seu próprio eixo para à produção de superfícies cilíndricas ou cônicas.

Apesar de muito antigo, pode-se dizer que ele só foi efetivamente usado para o trabalho de metais no começo deste século. À partir de então, tornou-se um dos processos mais completos de fabricação mecânica, uma vez que permite conseguir à maioria dos perfis cilíndricos e cônicos necessários aos produtos da indústria mecânica.

Para descobrir que operações são essas, estude esta aula e as próximas com bastante atenção.

Torneamento

O processo que se baseia no movimento da peça em torno de seu próprio eixo chama-se torneamento. O torneamento é uma operação de usinagem que permite trabalhar peças cilíndricas movidas por um movimento uniforme de rotação em torno de um eixo fixo.

O torneamento, como todos os demais trabalhos executados com máquinas-ferramenta, acontece mediante à retirada progressiva do cavaco da peça à ser trabalhada. O cavaco é cortado por uma ferramenta de um só gume cortante, que deve ter uma dureza superior à do material à ser cortado.

No torneamento, a ferramenta penetra na peça, cujo movimento rotativo uniforme ao redor do eixo A permite o corte contínuo e regular do material. A força necessária para retirar o cavaco é feita sobre a peça, enquanto à ferramenta, firmemente presa ao porta-ferramenta, contrabalança à reação desta força.

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Para executar o torneamento, são necessários três movimentos relativos entre à peça e à ferramenta. Elas são:

1. Movimento de corte: é o movimento principal que permite cortar o material. O movimento é rotativo e realizado pela peça.

2. Movimento de avanço: é o movimento que desloca à ferramenta ao longo da superfície da peça.

3. Movimento de penetração: é o movimento que determina profundidade de corte ao empurrar a ferramenta em direção ao interior da peça e assim regular à profundidade do passe e a espessura do cavaco.

Variando os movimentos, a posição e o formato da ferramenta, é possível realizar uma grande variedade de operações:

a) Tornear superfícies cilíndricas externas e internas.

b) Tornear superfícies cônicas externas e internas.

c) Roscar superfícies externas e internas. d) Perfilar superfícies.

Além dessas operações, também é possível furar, alargar, recartilhar, roscar com machos ou cossinetes, mediante o uso de acessórios próprios para à máquina-ferramenta.

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A figura abaixo ilustra o perfil de algumas ferramentas usadas no torneamento e suas respectivas aplicações.

Exercício 1 Assinale à alternativa correta.

1. A operação de usinagem que permite trabalhar peças por meio de um movimento de rotação em torno de um eixo é chamada de:

A) fresagem B) furação C) torneamento D) alargamento

2. Os movimentos relativos entre a peça e a ferramenta durante o torneamento são:

A) movimento de corte, movimento radial, movimento de avanço.

B) movimento de avanço, movimento lateral, movimento de corte.

C) movimento de corte, movimento de penetração, movimento de avanço.

D) movimento linear, movimento de penetração, movimento de corte.

Exercício 2

Faça corresponder os itens da coluna A (denominação) com os da coluna B (descrição do movimento).

Coluna AColuna B

a) ( ) movimento de corte b) ( ) movimento de avanço c) ( ) movimento de penetração

1. movimento que determina à profundidade do corte.

2. .movimento da peça perpendicular ao eixo.

3. movimento retilíneo que desloca à ferramenta ao longo da superfície da peça

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