Literatura Brasileira

Literatura Brasileira

(Parte 1 de 3)

faculdade evangélica do meio norte

especialização em língua portuguesa e literatura

antonione antunes

literatura nas escolas

Remanso - BA

2010

antonieta rodrigues borges

literatura nas escolas

Trabalho de Conclusão de Curso de especialização - FAEME

Orientador: Prof.

Remanso – BA

2010

Agradeço a Deus por ter mim dado uma família de Altíssima qualidade,

RESUMO

Qualquer pessoa que tenha contato com a literatura é possível notar a falta de ligação entre ela e o mundo real. A verdade é que as pessoas não sabem o que é literatura. Se soubesse o quanto a historia da literatura é riquíssima, por que é a própria historia da humanidade. Cada época, cada escola literária revela para as pessoas do presente como os seus antepassados viviam, o que eles comiam, como se trajavam e como eram suas tradições. Esse trabalho buscará um pouco da historia da literatura, desde os seus primórdios, ressaltando o principal de cada época ate chegar os nossos dias. E como essa literatura é ensinada dentro da sala de aula, como os professores estão sendo preparados para ensiná-la.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 7

1. ORIGEM DA LITERATURA 8

1.1 ESCOLAS LITERÁRIAS 9

1.2 TROVADORISMO 9

1.3 HUMANISMO 10

1.4 QUINHETISMO 12

1.5 BARROCO 12

1.6 ARCADISMO 14

1.7 ROMANTISMO 14

1.8 REALISMO 14

1.9 PARNASIANISMO 15

1.10 SIMBOLISMO 16

1.11 MODERNISMO 16

1.12 NEO – REALISMO 17

2. DIFICULDADE NO PROCESSO DA ARBODAGEM LITERÁRIAS NAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES 18

2.1 A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA NOS CONTEÚDOS CURRICULARES DO ENSINO MÉDIO: CONTEXTUALIZAÇÂO EM SALA DE AULA 19

2.2 FORMAÇÃO DE PROFESSORES 24

2.3 O ENSINO DE LITERATURA NÃO TEM SE EFETIVADO NO TEXTO LITERÁRIO, MAS SIM NO LIVRO DIDÁTICO. E ASSIM NÃO VAMOS FORMAR LEITORES CRÍTICOS NEM HÁBEIS 26

3. DISCUSSÃO DOS DADOS 28

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 28

REFERÊNCIAS 29

INTRODUÇÃO

Podem me perguntar por que escolhi esse tema, mais também poderei fazer uma pergunta, “O que é Literatura”? Foi ao tentar responder essa pergunta que me motivou a fazer esse. A maioria dos nossos alunos não sabe responder essa pergunta. Porem qual será o motivo? A culpa esta nos nossos profissionais ou nos nossos alunos? Tentaremos responder essas perguntas no decorrer das paginas desse trabalho, onde teremos um pouco da historia da literatura mundial e em particular a Brasileira, ate chegarmos aos atuais dias.

Esse trabalho terá como objetivo esclarecer como a história da literatura esta ligada ao nosso convívio diário. Espero alcançar objetivos de modo satisfatório, que as pessoas entendam o que literatura, como ela deve ser estuda e o porquê de estudá-la.

  1. ORIGEM DA LITERATURA

Na origem, a literatura de todos os povos foi oral. Apesar de originar-se etimologicamente da palavra letra (do latim, littera, letra), a Literatura surgiu nos primórdios da humanidade, quando o homem ainda desconhecia a escrita e vivia em tribos nômades, à mercê das forças naturais que ele tentava entender através dos primeiros cultos religiosos. Lendas e canções eram transmitidas de forma oral através das gerações. Com o advento da escrita, as paredes das cavernas começaram a receber pinturas e desenhos simbólicos que passaram a registrar a tradição oral. Mais tarde surgiriam novas formas para armazenar essas informações, como as tabuletas, óstracos, papiros e pergaminhos. Dessa maneira, as primeiras obras literárias conhecidas são registros escritos de composições oriundas de remota tradição oral.

A maior parte da literatura ocidental antiga se perdeu. Cada uma das cinco civilizações mais antigas que se conhecem - Babilônia e Assíria, Egito, Grécia, Roma e a cultura dos israelitas na Palestina - entrou em contato com uma ou mais dentre as outras. Nas duas mais antigas, a assírio-babilônica, com suas tábulas de argila quebradas, e a egípcia, com seus rolos de papiro, não se encontra relação direta com a idade moderna.

Na Babilônia, porém, se produziu o primeiro código completo de leis e dois épicos de mitos arquetípicos - o Gilgamesh e o Enuma Elish que vieram a ecoar e ter desdobramentos em terras bem distantes. O Egito, que detinha a intuição mística de um mundo sobrenatural, atiçou a imaginação dos gregos e romanos. Da cultura hebraica, a principal herança literária para o Ocidente veio de seus primeiros manuscritos, como o Antigo Testamento da Bíblia. Essa literatura veio a influenciar profundamente a consciência ocidental por meio de traduções para as línguas vernáculas e para o latim. Até então, a ensimesmada espiritualidade do judaísmo mantivera-a afastada dos gregos e romanos. Embora influenciada pelos mitos religiosos da Mesopotâmia, da Anatólia e do Egito, a literatura grega não tem antecedentes diretos e aparentemente se originou em si mesma.

Nos gregos, os escritores romanos buscaram inspiração para seus temas, tratamento e escolha de verso e métrica.

A chamada literatura clássica, que engloba toda a produção greco-romana entre os séculos V a.C. e V d.C., vai influenciar toda a literatura do Ocidente. Preservadas, transformadas, absorvidas pela tradição latina e difundidas pelo cristianismo, as obras da Grécia antiga e de Roma foram transmitidas para as línguas vernáculas da Europa e das regiões colonizadas pelos europeus. Todos os gêneros importantes de literatura - épica, lírica, tragédia, comédia, sátira, história, biografia e prosa narrativa – foram criados pelos gregos e romanos, e as evoluções posteriores são, na maioria, extensões secundárias.

1.1 ESCOLAS LITERÁRIAS

No estudo da literatura, costuma-se dividir a produção literária de um país em Eras, e essas Eras se dividem em fases menores, chamadas de escolas literárias ou estilos de época.

As escolas literárias delimitam períodos da história da literatura nos quais o contexto político-econômico e os fatores sócio-culturais se manifestam no comportamento, nos costumes, na arte e, portanto, na produção literária vigente, refletindo um conjunto de características comuns que impregnam as obras dos diversos autores, tanto no tocante à linguagem, quanto aos temas e à maneira de conceber o mundo e expressar a realidade. Dessa forma, os marcos divisórios das escolas literárias costumam coincidir com as grandes transformações históricas vividas num país. Todavia, cabe ressaltar que, evidentemente, dentro de cada estilo de época, existem também os estilos pessoais de cada autor.

Como as primeiras manifestações literárias brasileiras datam do século XVI, vamos iniciar nossa abordagem pela Era Medieval da literatura portuguesa, que compreende o Trovadorismo e o Humanismo, que refletem o período em que Portugal se consolidava como Estado-Nação e a língua portuguesa adquiria independência do galego. Depois, vamos iniciar a abordagem do Quinhentismo brasileiro ao mesmo tempo em que Portugal inicia o Renascimento, resumindo todas as escolas literárias brasileiras.

1.2 TROVADORISMO

Podemos dizer que o trovadorismo foi a primeira manifestação literária da língua portuguesa. Surgiu no século XII, em plena Idade Média, período em que Portugal estava no processo de formação nacional.

O marco inicial do Trovadorismo é a “Cantga da Ribeirinha” (conhecida também como “Cantiga da Garvaia”), escrita por Paio Soares de Taveirós no ano de 1189. Esta fase da literatura portuguesa vai até o ano de 1418, quando começa o Quinhentismo.

Na lírica medieval, os trovadores eram os artistas de origem nobre, que compunham e cantavam, com o acompanhamento de instrumentos musicais, as cantigas (poesias cantadas). Estas cantigas eram manuscritas e reunidas em livros, conhecidos como Cancioneiros. Temos conhecimento de apenas três Cancioneiros. São eles: “Cancioneiro da Biblioteca”, “Cancioneiro da Ajuda” e “Cancioneiro da Vaticana”.Os trovadores de maior destaque na lírica galego-portuguesa são: Dom Duarte, Dom Dinis, Paio Soares de Taveirós, João Garcia de Guilhade, Aires Nunes e Meendinho.No trovadorismo galego-português, as cantigas são divididas em: Satíricas (Cantigas de Maldizer e Cantigas de Escárnio) e Líricas (Cantigas de Amor e Cantigas de Amigo). Cantigas de Maldizer: através delas, os trovadores faziam sátiras diretas, chegando muitas vezes a agressões verbais. Em algumas situações eram utilizados palavrões. O nome da pessoa satirizada podia aparecer explicitamente na cantiga ou não.Cantigas de Escárnio: nestas cantigas o nome da pessoa satirizada não aparecia. As sátiras eram feitas de forma indireta, utilizando-se de duplos sentidos.Cantigas de Amor: neste tipo de cantiga o trovador destaca todas as qualidades da mulher amada, colocando-se numa posição inferior (de vassalo) a ela. O tema mais comum é o amor não correspondido. As cantigas de amor reproduzem o sistema hierárquico na época do feudalismo, pois o trovador passa a ser o vassalo da amada (suserana) e espera receber um benefício em troca de seus “serviços” (as trovas, o amor dispensado, sofrimento pelo amor não correspondido).Cantigas de Amigo: enquanto nas Cantigas de Amor o eu-lírico é um homem, nas de Amigo é uma mulher (embora os escritores fossem homens). A palavra amigo nestas cantigas tem o significado de namorado. O tema principal é a lamentação da mulher pela falta do amado. 

1.3 HUMANISMO

A poesia conhece um período de decadência nos anos de 1400, estando toda a produção poética do período ligada ao Cancioneiro geral, organizado por Garcia de Resende. Essa poesia, por se desenvolver no ambiente palaciano, é conhecida como poesia palaciana.

O Humanismo é um período muito rico no desenvolvimento da prosa, graças ao trabalho dos cronistas, notadamente de Fernão Lopes, considerado o iniciador da historiografia portuguesa. Outra manifestação importantíssima que se desenvolve no Humanismo já no inicio do século XVI, é o teatro popular, com a produção de Gil Vicente.

Tanto as crônicas históricas como o próprio teatro vicentino estão intimamente relacionados com as profundas transformações políticas, econômicas e sociais verificadas em Portugal no final do século XIV e em todo o século XV.

O Humanismo, ou 2ª Época Medieval, corresponde ao período que vai desde a nomeação de Fernão Lopes para o cargo de cronista-mor da Torre do Tombo, em 1434, até o retorno de Sá de Miranda da Itália, introduzindo em Portugal a nova estética clássica, no ano de 1527.

O Humanismo marca toda a transição de um Portugal caracterizado por valores puramente medievais para uma nova realidade mercantil, em que se percebe a ascensão dos ideais burgueses. A economia de subsistência feudal é substituída pelas atividades comerciais; inicia-se uma retomada da cultura clássica, esquecida durante a maior parte da Idade Média; ao lado do pensamento teocêntrico medieval, começa a surgir uma nova visão do mundo que coloca o homem como centro das atenções (antropocentrismo).

Gil Vicente é considerado o criador do teatro português pela apresentação, em 1502 de seu Monologo do Vaqueiro (também conhecido como Auto da Visitação).

Sobre a vida de Gil Vicente pouco se sabe. Supõe-se que tenha nascido por vota de 1465 e morrido cerca de 1536. A primeira data seguramente ligada ao poeta é o ano de 1502, quando na noite de 7 para 8 de junho, recitou o Monologo do vaqueiro no quarto de D. Maria, esposa de D. Manuel, que acabava de dar a luz ao futuro rei D. João III. Durante 34 anos produziu textos teatrais e algumas poesias, sendo que sua última peça – Floresta de enganos – data de 1536.

Se nada se sabe a respeito de sua origem, podemos afirmar com certeza que viveu a vida palaciana como funcionário da corte e que possuía bons conhecimentos da língua portuguesa, bem como do castelhano, do latim e de assuntos teológicos.

O teatro vicentino é basicamente caracterizado pela sátira, criticando o comportamento de todas as camadas sociais: a nobreza, o clero e o povo.

Apesar de sua profunda religiosidade, o tipo mais comumente satirizado por Gil Vicente é o frade que se entrega a amores proibidos (chegando a enlouquecer de amor), à ganância (na venda de indulgências), ao exagerado misticismo, ao mundanismo, à depravação dos costumes. Criticou desde o frade de aldeia até o alto clero dos bispos, cardeais e mesmo o papa.

A baixa nobreza representada pelo fidalgo decadente e pelo escudeiro é outra faixa social insistentemente criticada pelo autor.

Por outro, o teatro vicentino satiriza o povo que abandona o campo em direção à cidade ou mesmo aqueles que sempre viveram na cidade, mas que, em ambos os casos, se deixam corromper pela perspectiva do lucro fácil.

Riquíssima é a galeria de tipos humanos que formam o teatro vicentino: o velho apaixonado que se deixa roubar; a alcoviteira; a velha beata; o sapateiro que rouba o povo; o escudeiro fanfarrão; o médico incompetente; o judeu ganancioso; o fidalgo decadente; a mulher adultera; o padre corrupto. Gil Vicente não tem a preocupação de fixar tipos psicológicos, e sim a de fixar tipos sociais. Observe que a maior parte dos personagens do teatro vicentino não tem nome de batismo: os personagens são normalmente designados pela profissão ou pelo tipo humano que representam.

Quanto à forma, a utilização de cenários e montagens, o teatro de Gil Vicente é extremamente simples. Tampouco obedece às três unidades do teatro clássico – ação, lugar e tempo. Seu texto apresenta uma estrutura poética, com o predomínio da redondilha maior (sete sílabas), havendo mesmo varias cantigas no corpo de suas peças.

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