Microbiologia

Microbiologia

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Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Gerência Geral de Serviços de Saúde Gerência de Controle de Riscos à Saúde

Manual de Procedimentos Básicos em

MICROBIOLOGIA CLÍNICA para o Controle de Infecção Hospitalar

Módulo I

Brasília-DF Setembro 2000

Ó 2000 - Ministério da Saúde

É permitida a reprodução total desta obra, desde que citada a fonte. 1.ª Edição - 2000 Tiragem: 2.0 exemplares

Edição, distribuição e informações Ministério da Saúde Unidade de Controle de Infecção em Serviços de Saúde - Agência Nacional de Vigilância Sanitária SEPN 515, Bloco B, Edifício Ômega CEP: 70770-520

Impresso no Brasil/Printed in Brazil

Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle de infecção hospitalar:

Módulo I/Programa Nacional de Controle de Infecção Hospitalar – Brasília: ANVISA / Ministério da Saúde, 2000.

56 p. ISBN 85-334-0185-X 1. Infecção Hospitalar – Controle. 2. Microbiologia Clínica. I. Brasil. ANVISA Ministério da Saúde.

Sumário

Apresentação Introdução

1 Requisitos Básicos para Instalação e Funcionamento de um Laboratório de Microbiologia9

1.1 Atividades Básicas9 1.2 Segurança em Laboratório de Microbiologia 1.2.1 Medidas Gerais de Prevenção 1.2.2 Cuidados Relativos a Produtos Químicos 1.2.3 Cuidados Relativos aos Riscos de Contaminação 1.2.4 Medidas Básicas de Proteção 1.2.5 Medidas a Serem Tomadas em Caso de Acidente 1.2.6 Eliminação de Resíduos, Amostras Clínicas e Material Usado 1.3 Infra-Estrutura Física 1.4 Recursos Materiais 1.5 Recursos Humanos

2 Requisição de Exames Microbiológicos e Identificação de Amostras

Clínicas

2.1 Informações Básicas que Devem Constar da Requisição Médica17 2.2 Informações Relevantes para o Diagnóstico do Processo Infeccioso18 2.3 Identificação da Amostra18 2.4 Natureza do Teste Solicitado19 2.5 Resumo de Itens para Requisição de Análises Microbiológicas20

3 Coleta Microbiológica

3.1 Considerações Gerais 3.2 Considerações de Segurança 3.3 Critérios de Rejeição para Amostras Clínicas Enviadas ao Laboratório de Microbiologia 3.4 Transporte das Amostras 3.5 Instruções de Coleta 3.5.1 Hemoculturas 3.5.2 Ponta de Cateter Intravascular 3.5.3 Ponta de Sonda Vesical 3.5.4 Escarro 3.5.5 Secreção Traqueal 3.5.6 ATT – Aspirado Transtraqueal 3.5.7 Lavado Bronco-Alveolar (BAL) 3.5.8 Secreção de Orofaringe 3.5.9 Fluidos Orgânicos Estéreis 3.5.10 Feridas, Abscessos e Exsudatos 3.5.1 Amostras de Tecidos 3.5.12 Secreção de Ouvido 3.5.13 Secreção Ocular 3.5.14 Material Genital 3.5.15 Secreção Anal 3.5.16 Fezes 3.5.17 Urina

3.6 Anaeróbios 3.6.1 Princípio 3.6.2 Coleta da Amostra 3.6.3 Transporte da Amostra

4 Exames Microscópicos e Coloração

4.1 Direto sem Coloração 4.1.1 Salina 4.1.2 Hidróxido de Potássio 4.1.3 Exame em Campo Escuro 4.1.4 Tinta da China Nanquim) 4.2 Coloração de Gram 4.2.1. Equipamentos e Materiais Necessários 4.2.2 Utilização 4.2.3. Esfregaços 4.2.4 Fixação do Esfregaço 4.2.5 Preparo do Reagente para a Coloração de Gram 4.2.6. Coloração 4.2. 6 Como Reportar os Resultados 4.2.8 Leitura do Gram 4.2.9.Causas Comuns de Erro 4.210 Controle de Qualidade 4.3 Outras Colorações 4.3.1 Coloração de Albert Layborn (Corinebactérias) 4.3.2 Coloração de Flagelos 4.3.3 Coloração de Ziehl-Neelsen

Referências Bibliográficas

Apresentação

Grandes avanços têm sido alcançados nas diferentes áreas envolvidas no Controle das

Infecções Hospitalares no Brasil. Constata-se, no entanto, importante deficiência ainda não superada na área de Microbiologia, particularmente pela falta de padronização e atualização de técnicas laboratoriais de interesse hospitalar, e de normas para controle de qualidade.

O Laboratório de Microbiologia participa de modo destacado no suporte às atividadesde

Controle de Infecção em serviços de saúde, envolvendo-se a partir do processo de Busca Ativa da Vigilância Epidemiológica, tendo por referência as culturas positivas, oferecendo informações sobre a etiologia dos processos infecciosos, bem como sobre a resistência microbiana, apoio às atividades de investigação de surtos, controle de qualidade, programas educacionais, etc.

Há cerca de nove anos, o Ministério da Saúde lançou a primeira edição do Manual de

Procedimentos Básicos em Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção Hospitalar, com grande aceitação por parte dos profissionais da área.

Com a finalidade de atualizar e ampliar os temas anteriormente abordados, optou-se por uma publicação em módulos sendo, no momento, oferecido o primeiro de uma série de seis. Este Manual fornecerá subsídios para um melhor desempenho dos Laboratórios de Microbiologia, com repercussões diretas na interface com as atividades das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar. Conhecer melhor a etiologia das infecções hospitalares e o seu padrão de susceptibilidade às drogas antimicrobianas, possibilitará a oportunidade não só de aprimorar as informações como as ações de Vigilância Epidemiológica, oferecendo condições para melhor utilização dos antimicrobianos e monitoramento da resistência bacteriana, que terão conseqüências na melhoria da qualidade da assistência médica em nosso país.

Gonzalo Vecina Neto Diretor Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Cláudio Duarte da Fonseca Secretário de Políticas de Saúde Ministério da Saúde

Introdução

A primeira edição do Manual de Procedimentos Básicos em Microbiologia Clínica para o

Controle de Infecção Hospitalar teve como proposta padronizar as técnicas microbiológicas consideradas fundamentais na rotina e que pudessem dar respaldo às atividades das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar. Se, por um lado, sua virtude foi a simplicidade e objetividade no desenvolvimento dos temas, suas limitações e a rápida evolução do conhecimento nesta área logo reclamaram sua atualização.

Estamos, agora, diante da oportunidade de resgatar algumas falhas daquela primeira edição, procurando ampliar e aprofundar temas considerados essenciais, contando com um seleto e conceituado corpo editorial e de colaboradores. Nossa expectativa é de que os laboratórios de microbiologia, a partir das bases oferecidas por este Manual, possam assimilar e alcançar novos níveis de complexidade laboratorial, atendendo às exigências e características próprias de cada unidade hospitalar.

Não tivemos a pretensão de alcançar o conteúdo e a profundidade dos manuais-texto de microbiologia tradicionalmente consultados e que também nos serviram de referência, mas sim, de servir como manual de bancada de técnicas consagradas, procedimentos básicos padronizados e informações atualizadas de utilidade no meio hospitalar.

Esta edição revisada e ampliada foi programada em seis módulos, abrangendo os seguintes temas:

Módulo I - Requisitos básicos para instalação e funcionamento de um laboratório de microbiologia. Requisição de exames microbiológicos. Coleta, conservação e transporte de materiais clínicos. Exames microscópicos e colorações. Módulo I - Microbiologia das principais síndromes infecciosas. Módulo I - Processamento dos materiais e identificação dos principais microrganismos de importância médica. Módulo IV - Principais métodos de detecção da resistência no Laboratório Clínico. Módulo V - Biossegurança. Controle de Qualidade de meios de cultura, reagentes e equipamentos. Preparo de meios de cultura e corantes. Módulo VI - Laboratório de Microbiologia e sua interação com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.

Consideradas as limitações deste Manual, esperamos atender à grande maioria de microbiologistas que, afastados dos grandes centros, não têm acesso a informações atualizadas na área de Microbiologia e que, melhor capacitados, possam estar à altura das expectativas das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar, oferecendo um suporte técnico atualizado e mais eficiente.

1Requisitos Básicos para Instalação e Funcionamento de um Laboratório de Microbiologia

1.1 Atividades Básicas

As atividades básicas de um Laboratório de Microbiologia consistem em:

·Elaborar e viabilizar normas para colheita, conservação e transporte de material de interesse clínico;

·Estabelecer e executar rotinas microbiológicas, dentro dos padrões técnico-científicos vigentes, que permitam o isolamento e identificação dos principais agentes infecciosos de importância clínica, por gênero e, se possível, por espécie; ·Determinar a sensibilidade às drogas antimicrobianas;

·Efetuar o controle de qualidade de suas atividades e dos processos de esterilização;

·Divulgar e pôr em prática normas de biossegurança;

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