Livro - Dengue - Diagnostico e Manejo Clinico - 3ª ed - Ministerio da Saude

Livro - Dengue - Diagnostico e Manejo Clinico - 3ª ed - Ministerio da Saude

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Dengue diagnóstico e manejo clínico adulto e criança

Ministério da saúde

3ª edição Brasília / dF

Dengue diagnóstico e manejo clínico adulto e criança

Ministério da saúde secretaria de Vigilância em saúde diretoria técnica de Gestão

Brasília / dF 2007

3ª edição série a. normas e Manuais técnicos

© 2005 Ministério da Saúde

Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada na íntegra na Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde: w.saude.gov.br/bvs

Série A. Normas e Manuais Técnicos

3ª edição – 2007 – tiragem: 380.0 exemplares

Ficha Catalográfica

Técnica de Gestão.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Diretoria

Dengue : diagnóstico e manejo clínico – Adulto e Criança / Ministério da

Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Diretoria Técnica de Gestão. – 3. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2007. 28 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos)

ISBN 978-85-334-1428-0

1. Dengue. 2. Diagnóstico. 3. Saúde pública. I. Título. I. Série.

NLM WC 528 Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2007/0436

Em inglês:Dengue: diagnosis and clinical handling

Títulos para indexação: Em espanhol: Dengue: diagnóstico y manejo clínico elaboração, edição e distribuição MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Vigilância em Saúde Diretoria Técnica de Gestão Produção: Núcleo de Comunicação endereço Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Edifício Sede, 1.º andar, Sala 134 CEP: 70058-900, Brasília/DF E-mail: svs@saude.gov.br Endereço eletrônico: w.saude.gov.br/svs

Produção editorial Capa, projeto gráfico e diagramação: Fabiano Camilo Revisão: Lilian Alves Assunção de Sousa Normalização: Valéria Gameleira da Mota organização Ana Cristina da Rocha Simplício, Cristiane Penaforte do Nascimento, Giovanini Evelim Coelho, João Bosco Siqueira Junior, Suely Hiromi Tuboi, Suely Esashika

Colaboradores Bernardino Cláudio Albuquerque, Carlos Alexandre Brito, Cecília Carmen de Araújo Nicolai, Giselle Hertz Moraes, Ivo Castelo Branco, Kleber Luz, Leônidas Lopes Braga Júnior, Lúcia Alves Rocha, Maria dos Remédios Freitas Carvalho Branco, Márcia Ferreira Del Fabbro, Rivaldo Venâncio, Sônia Maris Oliveira Zagne

Impresso no Brasil / Printed in Brazil

1 Introdução | 5

2 Espectro clínico 2.1 Aspectos clínicos na criança | 6 2.2 Febre hemorrágica da dengue (FHD) 2.3 Dengue com complicações | 7

3 Atendimento ao paciente com suspeita de dengue 3.1 Caso suspeito de dengue

3.2 Anamnese | 8 3.2.1 História da doença atual 3.2.2 Epidemiologia 3.2.3 História patológica pregressa | 9

3.3 Exame físico 3.3.1 Exame físico geral 3.3.2 Prova do laço | 10

4 Diagnóstico Diferencial | 1

5 Estadiamento e tratamento

5.1 Grupo A 5.1.1 Caracterização 5.1.2 Conduta | 12 5.1.2.1 Conduta diagnóstica

5.1.2.2 Conduta terapêutica

Sumário

5.2 Grupo B | 15 5.2.1 Caracterização 5.2.2 Conduta 5.2.2.1 Conduta diagnóstica

5.2.2.2 Conduta terapêutica

5.3 Grupos C e D | 19 5.3.1 Caracterização 5.3.2 Conduta 5.3.2.1 Conduta diagnóstica

5.3.2.2 Conduta terapêutica | 20

que podem exigir correção específica | 23

5.4 Outros distúrbios eletrolíticos e metabólicos

(cardiopatias de consumo e plaquetopenia),
hemorragias e uso de hemoderivados | 24

5.5 Distúrbios de coagulação 5.6 Indicações para internação hospitalar | 25 5.7 Critérios de alta hospitalar

6 Confirmação laboratorial | 26 6.1 Diagnóstico sorológico 6.2 Diagnóstico virológico 6.3 Diagnóstico laboratorial nos óbitos suspeitos | 27

7 Classificação final do caso | 27 7.1 Caso confirmado de dengue clássica 7.2 Caso confirmado de febre hemorrágica da dengue

Referências Bibliográficas | 28 dengue: diagnóstico e manejo clínico : adulto e criança secretaria de Vigilância em saúde / Ms

1 Introdução

A identificação precoce dos casos de dengue é de vital importância para a tomada de decisões e implementação de medidas de maneira oportuna, visando principalmente evitar óbitos. A organização dos serviços de saúde, tanto na área de vigilância epidemiológica quanto na prestação de assistência médica, é necessária para reduzir a letalidade por dengue no país, bem como permite conhecer a situação da doença em cada região. É mandatória a efetivação de um plano de contingência que contemple ações necessárias para o controle da dengue em estados e municípios.

A classificação da dengue, segundo a Organização Mundial da Saúde, na maioria das vezes é retrospectiva e depende de critérios clínicos e laboratoriais que nem sempre estão disponíveis precocemente, e alguns casos não se enquadram na referida classificação (dengue com complicações). Esses critérios não permitem o reconhecimento precoce de formas potencialmente graves, para as quais é crucial a instituição de tratamento imediato.

Pelos motivos expostos, preconizamos a adoção do protocolo de condutas, apresentado a seguir, frente a todo paciente com suspeita de dengue. Nele, propõe-se uma abordagem clínico-evolutiva, baseada no reconhecimento de elementos clínico-laboratoriais e de condições associadas que podem ser indicativos de gravidade, com o objetivo de orientar a conduta terapêutica adequada para cada situação.

2 Espectro clínico

A infecção pelo vírus da dengue causa uma doença de amplo espectro clínico, incluindo desde formas inaparentes até quadros graves, podendo evoluir para o óbito. Entre estes, destaca-se a ocorrência de hepatite, insuficiência hepática, manifestações do sistema nervoso, miocardite, hemorragias graves e choque.

Na dengue, a primeira manifestação é a febre, geralmente alta (39ºC a 40ºC) de início abrupto, associada à cefaléia, adinamia, mialgias, artralgias, dor retroorbitária, com presença ou não de exantema e/ou prurido. Anorexia, náuseas, vômitos e diarréia podem ser observados por 2 a 6 dias.

Alguns pacientes podem evoluir para formas graves da doença e passam a apresentar sinais de alarme da dengue, principalmente quando a febre cede, que precedem as manifestações hemorrágicas graves.

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