Tempos de detecção e respostas de equipamentos de combate a incêndios

Tempos de detecção e respostas de equipamentos de combate a incêndios

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Gerenciamento de Riscos Industriais – Equipamentos de combate a incêndios

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Gerenciamento de Riscos Industriais: tempos de detecção, acionamento e respostas dos equipamentos de combate a incêndios

Prof. Engº Antonio Fernando Navarro, M.Sc.1 – afnavarro@terra.com.br / navarro@vm.uff.br

Resumo

Os equipamentos de detecção, proteção e combate a incêndios sempre foram dos dispositivos de prevenção de riscos nas atividades industriais, aqueles onde a evolução tecnológica foi bem pequena, para não se dizer, quase nenhuma. O sistema de sprinklers existente é praticamente o mesmo de 50 anos atrás. O sistema de hidrante pouco evoluiu. Percebe-se hoje alguns projetos mais interessantes nos difusores.

Até mesmo em função dessa pouca evolução, motivada mais pelo fato de que os acidentes industriais não são tão freqüentes assim e não produzem perdas elevadas, chega a ser natural que as preocupações para com as instalações e equipamentos passe a ser menor.

Neste artigo apresentam-se algumas considerações sobre alguns tipos de instalações e os problemas mais comumente observados ao longo de mais de 25 anos de elaboração de programas de Gerenciamento de Riscos em áreas industriais, e por quase igual período de participação em comissões técnicas da ABNT e da FENASEG, para a elaboração e análise de projetos de instalações, com vistas à suas eficácias e adequações.

Palavras Chave: Gerenciamento de Riscos, Instalações de detecção e combate a incêndios, Análise de funcionalidade das instalações de prevenção de incêndios, Segurança Contra Incêndios.

1 Antonio Fernando Navarro é professor da Universidade Federal Fluminense, Engenheiro de Segurança do

Trabalho da mesma Instituição, engenheiro civil, mestre em saúde e meio ambiente, doutorando em engenharia civil e especialista em gestão de riscos, tendo atuado por 30 anos na atividade de gestão de riscos e de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde).

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Apresentação

Pretende-se apresentar, em linhas gerais, alguns conceitos a respeito dos equipamentos de detecção e combate a incêndios e apresentar comentários sobre os tempos de resposta desses mesmos equipamentos frente a combates a princípios de incêndio e mesmo incêndios, baseando-nos, para tal, em experiências e anotações desenvolvidas ao longo de mais de 25 anos em análises de projetos e instalações e durante atividades de gerenciamento de riscos em indústrias das mais variadas atividades, complexidades e tamanhos.

Considerou-se como linha básica para a análise o fato de que todas as informações foram colhidas em empresas com brigadas de incêndio estruturadas e com pelo menos três tipos de instalações de combate a incêndios.

À época em que essas análises foram realizadas ainda era comum as inspeções periódicas em instalações consideradas como mais eficazes aos processos, como por exemplo: rede de sprinklers e sistemas de detectores.

Por muitos anos as instalações de combate a incêndios eram consideradas mais como um estorvo do que solução. Exigências legais e cobranças das seguradoras e resseguradores fizeram com que as indústrias melhor aparelhassem suas instalações com sistemas específicos. Contudo, a falta de uma política de continuidade de fiscalização e a baixa quantidade de incêndios de grandes proporções fizeram com que houvesse um relaxamento nessa área.

Ao fim de cada um dos tópicos apresentados de modo simplificado e didático há complementos com informações adicionais, e, em alguns casos, fotografias para melhor ilustrar as instalações.

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1. Introdução

Os equipamentos de combate a incêndios são aqueles que podem ser utilizados na extinção e controle dos incêndios.

Quase sempre, por não se compreender a real importância dos equipamentos esses passam a não serem vistos com a importância necessária. Assim, passa a ser comum a existência de instalações inconclusas, equipamentos apresentando danos ou falta de manutenção, equipamentos que perdem sua eficácia em função de mudança do arranjo local, entre outras causas.

Em uma classificação mais simples podem ser classificados de várias maneiras:

a) Quanto ao acionamento

• Manual; • Automático.

b) Quanto ao posicionamento

• Fixos; • Semoventes;

• Móveis.

Os equipamentos devem estar disponibilizados o mais próximo possível dos locais de risco, devendo-se ter em mente, na escolha desses locais, que não sejam obstruídos por equipamentos ou instalações c) Quanto à forma de proteção oferecida

• Sistemas de proteção ativa; • Sistemas de proteção passiva.

d) Quanto ao raio de proteção do combate

• Dispositivos de atuação limitada; • Dispositivos de atuação ampliada.

e) Quanto à complexidade da instalação

• Equipamentos que não requerem instalações especiais;

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• Equipamentos que necessitam de instalações especiais.

f) Quanto à composição do agente extintor principal

• Para resfriamento; • Para abafamento;

• Para isolamento;

• Para múltiplas funções.

g) Tipos de equipamentos

Para a definição dos tipos de equipamentos deve-se levar em consideração que um equipamento é qualquer dispositivo, por mais simples que seja destinado a executar uma atividade, ou empregado na execução de uma atividade.

Os equipamentos devem ser escolhidos de acordo com alguns princípios técnicos como: carga incêndio do local, atividades em processamento, layout do local, facilidade de manuseio dos equipamentos, entre outros.

Com essa amplitude de definição, podem ser considerados como equipamentos de combate a incêndios:

• Baldes de água, areia, ou com produtos específicos, como limalhas de aço; • Extintores portáteis ou sobre rodas;

• Rede de hidrantes internos e externos às edificações;

• Rede de mangotinhos ou mangueiras flexíveis acondicionadas em carretéis;

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