Tempos de detecção e respostas de equipamentos de combate a incêndios

Tempos de detecção e respostas de equipamentos de combate a incêndios

(Parte 4 de 7)

Caixa de hidrantes externos (AFANP) álvulas de fecho rápido em derivação de hidrante 1 para 2

Página 13 de 39 ão de hidrante 1 para 2

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Teste de medição de vazão e press

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Esguicho de jato sólido e neblina ão e pressão com Tubo de Pitot na saída da casa de bombas (AFANP)

Página 14 de 39 ída da casa de bombas (AFANP)

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Teste de medição de vazão e press

Gerenciamento de Riscos Industriais – Equipamentos de combate a incêndios ão e pressão com Tubo de Pitot no ponto mais desfavor

Página 15 de 39 o ponto mais desfavorável da rede (AFANP)

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Página 16 de 39 b) Detectores de incêndio

O sistema de detecção é considerado passivo empregado na detecção de princípios de incêndio. Pode estar conectado a outros dispositivos, normalmente sistemas de gases, ou seja, com a detecção há liberação da saída de gás carbônico para a proteção do ambiente. Quando a análise é destinada a verificação das características de uma instalação de detectores automáticos contra incêndio os pontos que são considerados importantes são os seguintes:

1) Quais são os tipos e as quantidades de detectores existentes na área? 2) Quais os espaçamentos máximos entre os detectores? 3) Qual é a quantidade de laços do sistema? 4) Qual é a altura máxima entre o detector mais elevado e o piso da área protegida? 5) Existem obstruções por divisórias, mercadorias ou equipamentos, que possam comprometer a eficiência do sistema? 6) Existem equipamentos não adequados às áreas protegidas? 7) Descrever aspectos da instalação como:

• tipo de painel de sinalização;

• estado geral de manutenção;

• existência de aterramento elétrico;

• capacidade dos disjuntores e fusíveis;

• dispositivos de proteção de acordo com a carga máxima dos circuitos. 8) Descrever aspectos relevantes da instalação de detectores como:

• sistemas de abastecimento de energia elétrica disponíveis;

• fontes alternativas de suprimento de energia elétrica;

• existência de chaves de transferência;

• ocorrências de acidentes elétricos;

• ocorrência de paralisação de suprimento de energia elétrica;

• tempo máximo de carga das baterias para o funcionamento ininterrupto dos dispositivos de proteção; 9) Realizar ensaios não destrutivos e anotar os tempos de resposta de alguns dos detectores escolhidos aleatoriamente (não realizar testes consecutivos no mesmo detector). 10) Realizar testes no painel simulando defeito e falta de fase, ou de falta de corrente. Os testes a serem efetuados no painel de controle e alarme poderão ser dos seguintes tipos:

• abrir a porta do painel e verificar o restabelecimento à normalidade, dos botões de alarme. Caso o painel possua uma lâmpada de anormalidade, verificar se a mesma acende com a

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Página 17 de 39 abertura da porta do painel; • fazer medição da voltagem da bateria, através do acionamento do comutador de medição;

• ao acionar o comutador da chave terra, verificar a deflexão do ponteiro do medidor. A fuga de corrente pode ser detectada caso ocorra qualquer deflexão;

• verificar se as lâmpadas de defeito e defeito da bateria ou carga acendem, ao se pressionar o botão de teste da bateria;

• verificar o nível de solução e a densidade da mesma na bateria, ou no conjunto de baterias.

Por exemplo, ao ser escolhido um botão correspondente a determinado detector térmico durante um teste, deslocá-lo para a posição de defeito a apertar o botão de teste. Ao serem acionados esses botões, as lâmpadas de linha e de fogo devem acender-se imediatamente. Ao acionar-se o botão de reposição as lâmpadas devem apagar-se de imediato. Esse exemplo de teste corresponde a um determinado tipo de painel de detectores.

Normalmente, cada fabricante fornece um roteiro completo para a realização de testes de simulação. Caso o Gerente de Riscos não tenha muito conhecimento do sistema que está inspecionando, deverá, juntamente com o chefe da manutenção da instalação, seguir o roteiro fornecido pelo fabricante, a fim de testar a eficiência da instalação.

Um dos cuidados que recomendamos é que, ao serem acionados os alarmes da instalação os funcionários do local devem ser avisados previamente, a fim de evitar o pânico.

Inspeção voltada para análise da eficiência de acionadores manuais

Os acionadores são dispositivos passivos empregados na área de proteção contra o risco de fogo que prescindem da detecção dos focos pelos operários, e de que esses venham a acionar os botões, que alarmam um painel ou painéis de aviso de fogo. Em se tratando de uma avaliação de uma instalação de avisadores de incêndio, os quesitos considerados importantes são:

1) Qual a quantidade de botões instalados em cada área protegida e no total da instalação? 2) Como é a acessibilidade ao sistema? Existem obstruções que impeçam o acionamento do sistema? 3) Existem áreas que não possuem os botões avisadores? Essas áreas estão em comunicação com outras que os possuem? 4) Como é a sinalização visual indicativa adotada? 5) Existem danos às caixas e às tampas protetores de vidro? 6) Existe sinal de corrosão que possa prejudicar o acionamento dos botões? 7) Existem botões emperrados por falha de fabricação ou de montagem?

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8) Existem fios condutores não convenientemente aterrados ou não protegidos por eletrodutos rígidos metálicos? 9) Retirar o vidro de proteção de qualquer uma das caixas, descomprimir o botão e analisar o funcionamento do sistema; 10) Inspecionar o sistema elétrico da instalação, verificando a sua adequação e o tipo de proteção empregada. 1) Realizar simulação de acionamento do sistema e anotar os tempos despendidos pela brigada de incêndio e pela equipe de segurança para checar o botão acionado e o tipo de ocorrência.

Vários são os detectores ou sensores de incêndio, que atuam segundo algumas das particularidades do mesmo. Assim, há sensores que detectam variações súbitas de temperatura (termovelocimetria), dispositivos de detectam a formação de partículas (iônicos ou óticos), dispositivos que atuam a temperaturas pré-determinadas.

Quaisquer que sejam as formas de acionamento trata-se de sistema que emprega instalações elétricas e eletrônicas, com dutos, painéis elétricos, instalação de dispositivos sensores em locais definidos em projeto, sistemas de aviso, através de sirenes e ou alarmes luminosos, podendo ser deflagrador do acionamento de sistemas específicos, como de dispositivos fixos de proteção por gases ou espuma. Também podem acionar dispositivos de exaustão de fumaça.

Ao longo do período reportado teve-se a oportunidade de avaliar pelo menos 250 instalações detectores ou sensores de incêndio. Em aproximadamente 150 delas foram feitos testes de funcionamento. O resultado obtido foi o seguinte:

Em 30% dos casos os sensores foram acionados, o painel de aviso localizado na guarita ficou com a luz espia acionada e os vigilantes não foram ao local, pois alegavam que o sistema falhava muitas vezes ou que não podiam se ausentar do local. O mais interessante é que a maioria dos testes foi realizada durante o horário normal de trabalho, sem que a brigada de incêndio houvesse sido acionada.

Um teste que nos chamou mais atenção foi o do acionamento do sensor térmico no interior da despensa da cozinha industrial, local pouco acessado, e com carga incêndio elevada. Nesse local foi mantida fonte de calor sob o sensor por mais de 15 minutos. Como não houve o atendimento, fomos até a guarita, que possuía um painel replicador, com o painel principal na brigada de incêndio. No escritório da brigada não havia ninguém no momento. Na guarita, como os vigilantes ligaram para a brigada, pelo fato do telefone não ter sido atendido, acreditavam que os brigadistas haviam se dirigido para o local, o que efetivamente não havia ocorrido. Na avaliação dos resultados dos testes

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Página 19 de 39 comprovou-se que a falha maior foi a dos brigadistas não informarem à vigilância patrimonial que estariam ausentes executando outras atividades. Nessa empresa, que atuava na área de processamento de dados, foi recomendada a mudança do procedimento, de maneira que mesmo com o sistema avisando a brigada a vigilância patrimonial fosse se certificar que havia alguém providenciando as ações necessárias.

Em um outro teste, em uma instituição bancária de grande porte, em uma dependência de mais de 8.000m² de área construída o atendimento ao “sinistro” levou mais de 20 minutos para ocorrer porque não se tinha a correta localização do sensor acionado. Nessas condições, segundo levantamento à época, ter-se-ia um prejuízo com perdas e danos a aproximadamente 60% das instalações, por existirem nos ambientes materiais combustíveis em grande volume.

Em 20% dos casos os sensores apresentaram falhas em virtude de não estarem com seus planos de manutenção em dia. 80% das falhas ocorreram com sensores termovelocimétricos. Em 15% dos casos os painéis apresentaram falhas de acionamento dos avisos.

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