Artigo - ensino de química

Artigo - ensino de química

MARANHÃO
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
PÓLO CAXIAS

CAXIAS-MA/2011

Um dos grandes problemas observados no acompanhamento do ensino de

Química é a falta de conhecimento científico do docente que o impede de desenvolver atividades inovadoras. Esse não é um problema que afeta somente os docentes, mas também diretores que, assim, não sabem avaliar a importância da formação científica para as novas gerações. O objetivo desse trabalho foi Conhecer os problemas, desafios e dificuldades da escola Cristovão Colombo do município de Caxias e a realidade social em que está inserida. A escola é de porte médio com 1344 alunos e está situado em um bairro de periferia do Município de Caxias. Apresentou-se o questionário desenvolvido à diretora da escola e ao professor, nesta fase de aplicação de questionários foi possível conhecer e sistematizar as características do contexto de estudo referentes ao ensino da Química, assim como: a freqüência de aulas práticas, os empecilhos para o desenvolvimento destas aulas, a deficiência do processo ensino-aprendizagem, a importância de conhecimentos prévios referentes a outras áreas de ensino. Descobriu-se que embora a escola apresente um Plano Político Pedagógico, não é aplicado de forma adequada, e as aulas prática da disciplina de química quase nunca acontecem pela falta de laboratórios e equipamentos, e que a dificuldade dos alunos na disciplina equivale a falta de conhecimentos prévios de Matemática, mesmo assim, é perceptível nos entrevistados a ânsia de melhorar os índices referentes a qualidade do ensino da escola.

Palavras-chave: Aulas práticas, Química, processo ensino-aprendizagem.

Entre as muitas questões referentes ao ensino de Química, nos dias atuais, a compreensão do ensino exige uma análise de diversos fatores por isso utilizadas na área, são focados os métodos em sala de aula, as experiências em laboratórios, o senso de investigação do aluno e as concepções do docente. O professor, no entanto, deve comprometer-se de forma eficaz, visando despertar interesse no educando, com diferentes tipos de recursos, visto que, o conhecimento científico, desperta curiosidades tanto no fazer pesquisa, quanto no saber o que foi produzido. E, essa curiosidade deve ser estimulada para que os estudantes não percam essa “vontade de saber”.

Um dos grandes problemas observados no acompanhamento do ensino de

Química é a falta de conhecimento científico do docente que o impede de desenvolver atividades inovadoras. (KRASILCHIK, 2004; GIL-PÉREZ & CARVALHO, 2003). Esse não é um problema que afeta somente os docentes, mas também diretores que, assim, não sabem avaliar a importância da formação científica para as novas gerações.

dos estudantes, os quais são necessários à prática educacional, () permitindo-lhes

Freire (2003) interroga por que não aproveitar as experiências de vida dos estudantes de cidades descuidadas pelo poder público para questionar, por exemplo, a poluição dos rios e dos córregos e os baixos níveis de bem-estar das populações, os lixões e os riscos que oferecem à saúde das pessoas. Educar exige respeito aos saberes concluir que o estudo de Química é um instrumento para enriquecimento do seu saber e de transformação da realidade que os cerca (REZENDE et al., 2007).

Ainda segundo Rezende et al. (2007), as carência e dificuldades de cada aluno, não podem ser um obstáculo para aprendizagem, visto que a dinamização da informação está centrada em parâmetros experienciais. O ensino apropriado de ciências estimula o entendimento lógico e a curiosidade, auxilia a desenvolver cidadãos mais capazes a enfrentar os desafios da sociedade moderna.

OBJETIVOS Geral

Conhecer os problemas, desafios e dificuldades da escola Cristovão Colombo do município de Caxias e a realidade social em que está inserida.

Específicos

Verificar os fatores que afetam o processo de ensino-aprendizagem de Química naquela escola;

Relacionar o ensino de Química com conhecimentos prévios de Matemática;

Conhecer o Projeto Político Pedagógico (P) da escola.

É importante ressaltar, segundo Ludke e André (1986), que a observação participante é um procedimento metodológico que envolve não somente a observação, mas compreende também os seguintes aspectos: a extensão do período de observação, o grau de envolvimento do pesquisador, o processo de registro e a utilização de entrevista e de questionário como fonte de dados complementares.

A implementação da proposta ocorreu no Centro Educacional Cristovão

Colombo, a escola estadual é de porte médio com 1344 alunos e está situado em um bairro de periferia do Município de Caxias. É pouco organizado possui uma boa infraestrutura, laboratório de informática com conexão a internet, não há laboratorista, isto é feito pelo próprio professor ou por um funcionário administrativo. Esta escola possui apenas um professor de Química, a qual respondeu o questionário proposto.

Apresentou-se o questionário desenvolvido à diretora da escola e ao professor, nesta fase de aplicação de questionários foi possível conhecer e sistematizar as características do contexto de estudo referentes ao ensino da Química, assim como: a freqüência de aulas práticas, os empecilhos para o desenvolvimento destas aulas, a deficiência do processo ensino-aprendizagem, a importância de conhecimentos prévios referentes a outras áreas de ensino.

Na visita a escola, observou-se o Plano Político Pedagógico (P), me apresentado e explicado pela diretora sobre a proposta de trabalho que iria desenvolver junto com o professor regente naquele período, e permitiu-me analisar, de modo mais detalhado e aprofundado o P daquela escola.

Os questionários respondidos pelo professor regente relacionavam o conteúdo do material didático, nos quais poderia expressar sobre a adequação ao nível de ensino proposto, sobre as atuais condições tecnológicas que o professor tem na escola e sua utilização.

As respostas emitidas pelo diretor e professor no questionário, revelaram que os mesmos possuem apenas a graduação, necessitando de uma formação continuada, visando tanto ao desenvolvimento pessoal como ao profissional. .

Quando perguntados sobre a freqüência de aulas práticas de Química as respostas se diferenciaram, o professor respondeu que quase nunca realiza aulas práticas na escola, enquanto a diretora respondeu que frequentemente era realizado este tipo de prática, os próprios citaram ainda que o maior empecilho para o desenvolvimento de aulas práticas na escola é falta de laboratórios especializados.

Mas, quando solicitados sobre o principal fator que afeta o processo de ensinoaprendizado de Química, os entrevistados mencionaram que é a falta de conhecimento em termos gerais referente as outras disciplinas, mencionando também que conhecimentos prévios de Matemática são necessários para o maior aprendizados dos discentes na disciplina.

Quando questionados sobre o papel do professor de Química na escola, optaram que o professor devesse estar preparado para a aula, assim como engajado nos projetos políticos pedagógicos, porém em uma pergunta posterior o próprio professor mencionou não conhecer o Projeto Político Pedagógico da instituição educacional.

A carga horária destinada à Química da Rede Estadual de Ensino do Estado do

Maranhão compreende entre duas e três aulas semanais com duração de 50 minutos cada aula. A escolha da carga horária depende da matriz curricular elaborada pela escola. Sendo que a escola pesquisada atende estes requisitos. Mas segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, do ano de 2009 a escola apresenta nota 4,2 considerada uma escola de baixa qualidade. ( IDEB, 2010)

Segundo os entrevistados o Sistema Educacional não está cumprindo o papel na escola, e disseram ainda que este sistema poderia fazer mais pelo corpo docente e discente e responsabilizaram, o fracasso escolar da escola- o sistema educacional.

Diante da análise das avaliações e dos relatos apresentados, tanto pelo diretor quanto pelo professor, percebe-se que a escola apresenta um Plano Político Pedagógico, embora não aplicado de forma cabível, mas é perceptível pelos entrevistados a ânsia de melhorar os índices referentes a qualidade do ensino da escola.

No que se refere à aula prática é um meio pelo qual o professor poderá desenvolver suas aulas, pois a aprendizagem não se dá somente pelo uso de recursos como: livro, revistas, computador, TV - multimídia, mas pela relação que o professor tem com as aulas práticas referentes aos conteúdo e a interdisciplinaridade com outras esferas do conhecimento, como por exemplo, o cotidiano,a matemática, a história, a política, a religião, enfim o contexto social.

CARVALHO, A. M. P.; GIL-PÉREZ, D. Formação de Professores de Ciências. São Paulo: Cortez, 2003.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 35 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003.

KRASILCHIK, Miriam e MARANDINO, Martha. Ensino de Ciências e Cidadania. São Paulo: Moderna, 2004.

RESENDE, O.; ARCANJO, R.V.; SIQUEIRA, V.C.; RODRIGUES, S.; KESTER, A.N.; LIMA, P.P. Influência do tipo de pavimento na secagem de clones de café (Coffea Canephora Pierre) em terreiros de concreto e chão batido. Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, 2007.

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