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Gesso

GESSO termo genérico de uma família de aglomerante simples

Composição: sulfatos mais menos hidratados e anidros de cálcio

Obtenção  CALCINAÇÃO DE GIPSITA NATURAL

Compostos de sulfato biidratado de cálcio com certa proporção de impurezas, ( sílica, alumina, óxido de ferro carbonatado de cálcio e magnésio.

Calcinação há desidratação ( temperatura, pressão )  formação de sulfatos

  1. e 180 o C  duas variedades de semi-hidratados (SO4Ca) – beta e alfa

100 e 300 oC  duas variedades de sulfato anidro solúvel (SO4Ca)

acima de 300 oC  sulfato-anidro insolúvel

Semi-hidratos e sulfatos –anidros solúveis  colocados na presença de H2O  retorna ao sulfato biidratado.

Resultado  PEGA  construção de malha fina cristalizada, responsável pela coesão do conjunto. Acompanhado de elevação da temperatura, por ser a hidratada uma reação exotérmica.

Sulfato-anidro insolúvel  não reidratada, sendo praticamente inerte.  participa como material de enchimento na areia na argamassa.

Natureza dos compostos desitradados, dos corpos inertes e mesmo a textura do produto, proporção de impurezas naturais, condição de pega.

Ver quadro.

Franca  grande quantidade de gesso, material aplicado puro

Estado Unido  aplicado sob a forma de argamassa.

Brasil – Decoração, placa de gesso, dry-wall (gesso acartonado).

PROPRIEDADES

Características: Gesso em pó branco, elevada finura, densidade aparente 0.70 a 1,0. Densidade absoluta 2.7

Pega: Gesso misturado com gesso começa endurecer devido à formação de uma malha imbricada, de finos cristais de sulfatos hidratados.

Depois do início da pega continua endurecendo, ganhando resistência, podem durar semanas. A velocidade depende da temperatura de calcinação, finura, quantidade de amassamento, presença de impurezas ou aditivos.

Calcinação  em temperaturas mais elevadas ou por mais tempo conduz  pega mais lenta, porém maior resistência.

  • Gesso semi-hidratado puro  pega em poucos minutos

  • Gesso sulfato-anidro solúvel  pode ter pega controlada

  • Gesso super cozido sulfato-anidro insolúvel  não dá pega, não valor de aglutinante

  • Gesso de elevada finura  pega rápida e atingem maiores resistências (em fusão do aumento da superfície específica, disponível para hidratação)

Quantidade de água influência no processo de pega, negativamente, por excesso, ou por deficiência.

Gesso semi-hidratado puro (Paris), ocorre a pega em 2 a 5 minutos, inviabiliza seu uso.

Presença de impureza diminui a velocidade de endurecimento.

Reduzir o tempo de pega com auxílio de aditivo (cola, serragem fina de madeira, ) 0.1 a 0.5%. Interferência mecânica, formando membrana protetoras intergranulares.

Sal de cozinha acelera a pega.

Resistência Mecânica – Pasta de gesso, depois de endurecidas, resistência à tração  5 a 15 Mpa.

Aderência  As pastas e argamassas de gesso aderem muito bem ao tijolo, pedra e ferro, e aderem mal às superfície de madeira.

Ferro-gesso compatíveis físico-químicos => instável conduz a corrosão. Não se pode armar o gesso.

Uso de arame galvanizado.

Trincas em placas de gesso.

Isolamento : Excelentes propriedades de isolamento térmico, acústico e impermeabilidade ao ar.

Condutibilidade térmica fraca (0.4 cal/h/cm2/C/cm) 1/3 do valor do tijolo comum.

É resistente ao fogo

Fabricação

Calcinação da gipsita segundo processos primitivos das medas e fornos

A calcinação se processa em temperaturas acima de 850 a 1200 C.

Abaixo desse valor o cozimento é incompleto, resultando um produto subcozido.

Acima de 1200 C o óxido de cálcio combina-se com as impurezas, ocorrendo a vitrificação  bloco de calcário.

Gipsita é pulverizada e aquecida dentro de um grande recipiente com capacidade variável entre 10 a 20 toneladas.

O material é agitado e aquecido por fogo indireto.

100 a 110 C – umidade superficial é eliminada sob a forma de vapor.

120 a150 C – ocorre a desidratação

Água de hidratação é eliminada sob forma de vapor, com uma agitação violenta que se assemelha à fervedura.

Estágio de produção – 1a cozedura  semi-hidratados

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