PROJETO - galinhas caipira

PROJETO - galinhas caipira

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS SOCIAIS APLICADAS

DEPARTAMENTO DE GESTÃO E TECNOLOGIA AGROINDUSTRIAL

CURSO DE AGROINDÚSTRIA

TÍTULO: ESTUDO DE VIABILIDADE PARA IMPLANTAÇÃO DE UMA CRIAÇÃO DE AVES NO MUNICÍPIO DE CUITÉ - PB

AUTOR: CLOVIS FERNANDES SPINELLI JÚNIOR

INÍCIO: 01 de Janeiro de 2010

FINAL: 01 de Janeiro de 2011

CUSTO TOTAL: R$ 14.796,00

Bananeiras – PB

Junho/2010

  1. INTRODUÇÃO

A avicultura representa grande importância na agricultura familiar de uma região, tanto na questão de segurança alimentar para a família quanto no aspecto econômico. A Avicultura Nativa é conhecida como sistema nativo brasileiro, onde as galinhas se reproduzem de forma natural via choco. As aves apresentam resistência às principais doenças e quase nunca são vacinadas nem vermifugadas, recebem apenas suplementação alimentar com grãos, ração, verduras, etc. e apresentam também baixa velocidade de crescimento. Os frangos da avicultura nativa produzem carcaças descarnadas e com pouca gordura. Enquadra-se nessa descrição o frango da roça, capoeira, nativo ou pé duro (FIGUEIREDO et al., 2001).

  1. OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICO

Como objetivo geral tem-se implantação de uma criação de aves em uma propriedade rural localizada na área rural da cidade de Cuité – PB.

Os objetivos específicos que podemos destacar é o desenvolvimento de uma criação de aves de uma forma alternativa, simples e rentável na região, realizadas pelos integrantes da própria família, baseado em uma família de 5 integrantes e um técnico em Agropecuária.

  1. JUSTIFICATIVA

Devido à criação alternativa de aves para o pequeno produtor ser aceita não somente pela maior resistência das aves, pelos menores índices de mortalidade, e boa produtividade e sim como uma forma de agregar valores aos produtos produzidos pelas pequenas propriedades, proporcionando também ao pequeno produtor o ingresso na atividade avícola com investimentos iniciais bem menores, poucos riscos e sendo uma atividade considerável lucrativa.

  1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A criação de aves para a produção de carne tipo caipira é um dos segmentos da avicultura alternativa que tem se mostrado promissor, tendo em vista a fatia do mercado composta por consumidores que demandam por produtos mais saborosos.

A avicultura tem sido tradicionalmente uma atividade típica de pequena propriedade, porém o alto grau de automação e de investimentos em equipamentos, instalações e insumos tem reduzido drasticamente o número de produtores ativos. A globalização da economia atingiu o setor avícola e por conseqüência excluiu da atividade aqueles produtores sem capacidade empresarial e sem capital suficiente para empreendimentos modernos.

Hoje falar de avicultura “caipira” ou de “capoeira” remete a pensar na multifuncionalidade da agricultura e dos espaços rurais, urbanos e peri-urbanos. Esta prática contempla entre outras questões, a manutenção da paisagem (questão de planejamento dos espaços rurais, urbanos e peri-urbanos), a preservação do meio ambiente (questão ecológica), a geração de renda para jovens e mulheres (questão social envolvendo ao mesmo tempo geração e gênero), a segurança da produção de alimento com qualidade, quantidade e durabilidade (questão de segurança alimentar). A importância conquistada por agricultores familiares e consolidada pelo poder público federal, o que, aliás, é uma tendência mundial, resgata os sistemas tradicionais desses agricultores, quebra velhos preconceitos das visões dos técnicos e tabus dos próprios agricultores, podendo mudar completamente os cenários de vários municípios de baixo IDH.

Em contrapartida, a alta competitividade entre grandes empresas e a produção intensiva de frangos de corte contribuiu para o surgimento de novas tendências no consumo de carnes de aves, através de uma forte demanda por carnes oriundas de sistemas de produção que garantam a segurança alimentar (alimentação isenta de farinhas e gorduras animais, antibióticos, promotores de crescimento, etc).

Os termos alternativo ou agroecológico podem, inicialmente, remeter à imagem de aves criadas com pouca tecnologia ou preocupação do mercado, porém este tipo de atividade visa atender a uma demanda crescente do mercado, mas está longe de seus objetivos suprimir o modelo de produção industrial estabelecido no Brasil.

A alimentação de frangos com crescimento lento apresenta ao menos três pontos críticos: deve evitar um ganho de peso rápido, evitar uma taxa de engorda demasiada e limitar a conversão alimentar. Um crescimento inicial muito rápido acarreta uma piora na conversão alimentar e um crescimento tardio acelerado favorecendo maior depósito de tecido adiposo. Entre os poucos estudos realizados sobre a influência da nutrição na qualidade da carne das aves criadas em sistema semi-confinado, RICARD et al. (1986) demonstraram que o nível energético mais baixo estudado (2940 kcal EM/kg) acarretou uma melhora na textura da carne do peito e diminuiu a suculência da coxa.

Uma das imagens mais fortes associadas a este tipo de criação é o fato dos animais terem acesso a uma área verde. Isto tem uma grande contribuição no marketing, baseado na preocupação com o bem-estar animal e na redução do estresse dos animais, mas sob o ponto de vista qualitativo, DEROANNE (1983), LASSAUT et al. (1984) e RICARD et al. (1986) não verificaram efeito sobre a qualidade organoléptica em comparação às aves mantidas em confinamento. Sem dúvida o manejo de aves em sistema de semi-confinamento corresponde melhor às expectativas dos consumidores com relação a sua percepção de qualidade psicosocial, preocupada com o manejo adotado durante a criação dos animais.

  1. METODOLOGIA

O projeto será realizado na propriedade rural Sítio Santa Maria, desenvolvida pelos integrantes da família de Severino da Costa Melo, sua esposa Maria Joaquina dos Santos Melo, seus filhos Josinalva Costa Santos Melo, Mário Costa Santos Melo e João Costa Santos Melo, com o auxilio do Técnico em Agropecuária José Antonio da Silva, tendo inicio em janeiro de 2010, sendo observado o desenvolvimento do projeto no período de um ano (até janeiro de 2011), com a produção inicial de 1 reprodutor macho, 12 fêmeas e 100 pintos e uma instalação. Pretendendo aumentar a sua capacidade de produção, com a futura extensão de suas construções em seu empreendimento, elevando conseqüentemente o valor agregado do produto comercializado.

  1. PLANO DE GERENCIAMENTO DE ESCOPO

Primeiramente será construída a as instalações para o desenvolvimento da atividade, onde esta caracterizada por construções simples e funcionais. O principal objetivo dessa instalação é oferecer um ambiente higiênico e protegido, que não permita a entrada de predadores e que ajude a amenizar os impactos de variações extremas de temperatura e umidade, além de assegurar o acesso das aves ao alimento e à água.

Instalação com área útil de 32,0 m2 e divisões internas destinadas a cada fase de criação das aves: reprodução (postura e incubação), cria, recria e terminação. A área do deve ser dimensionada de modo a proporcionar boa ventilação, luminosidade, drenagem, facilidade de acesso e disponibilidade de água. O piso deve ser revestido com uma camada de palha (cama) de 5 a 8 cm de espessura, distribuída de forma homogênea, podendo-se utilizar vários materiais como maravalha ou serragem, palha, sabugo de milho triturado. A remoção e substituição da cama, bem como, a desinfecção do aviário com cal virgem devem ser periódicas.

Com exceção da área destinada à incubação e cria, as demais divisões internas devem permitir o acesso a piquetes de pastejo, com dimensões variáveis, capazes de atender às necessidades das aves e de abrigar todo o plantel de cada fase de criação . Os piquetes devem ser cercados de material semelhante ao utilizado da instalação e que seja capaz de evitar a entrada de predadores.

A fase de reprodução se caracteriza por apresentar uma relação macho/fêmea de 1:12, cujas aves devem possuir idade entre 6 e 24 meses. O peso vivo estabelecido para os machos deve ser de 2,0 a 3,5 kg, enquanto que, para as fêmeas, de 1,6 a 2,5 kg. A substituição dos reprodutores deve ser semestral, tendo em vista que, também, a cada semestre, ocorrerá a reposição das matrizes, que são oriundas do mesmo plantel e, portanto, filhas do reprodutor em serviço.

Nessa fase de criação, a instalação deve ter subdivisões destinadas à postura e à incubação. Esse artifício permite um maior controle sobre a postura, evita perdas com a quebra de ovos, proporcionando-lhes maior higiene e manutenção de sua viabilidade.

A fase de postura dura aproximadamente 15 dias. O período de incubação dura 21 dias, após o qual, as matrizes devem retornar imediatamente para a divisão de postura onde, após 11 dias de descanso, iniciarão um novo ciclo de postura. No sistema de incubação natural, em que a própria galinha é quem choca os ovos, um ciclo reprodutivo duram 47 dias.

Na fase de cria, os pintos permanecem desde o seu nascimento até os 30 dias de idade. Nesta fase, também, se dá início aos procedimentos para imunização do plantel.

A fase de recria inicia-se na quarta semana (aos 31 dias de idade dos pintos) e se estende até os 60 dias de idade, com os pintos permanecendo em regime semi-aberto, Nessa fase, embora a fonte principal de alimento seja a ração devidamente balanceada, a alimentação das aves

A fase de terminação inicia-se aos 61 dias e estende-se até os 120 dias de idade, quando as aves apresentam peso vivo de aproximadamente 1,8 kg, estando prontas para o abate

As aves prontas para o abate e destinadas à comercialização são, em sua maioria, entregues vivas aos consumidores finais, sendo comercializados por sua vez em feiras livres da região. Os ovos produzidos na produção consumidos e comercializados de maneira avulsa entre os próprios agricultores da mesma região.

O manejo sanitário tem por objetivo manter as condições de higiene no sistema de criação que permitam minimizar a ocorrência de doenças, obter boa performance e bem-estar das aves, além de assegurar ao consumidor um produto de boa qualidade. Uma das formas de controlar as doenças no plantel é por meio da higienização das instalações, controle de vetores de doenças e remoção de carcaças de aves mortas. Essas medidas visam a diminuir os riscos de infecções e aumentar o controle sanitário do plantel, resguardando a saúde do consumidor. O manejo sanitário deve ser estabelecido levando-se em conta os pontos principais:

  • Assepsia de instalações e equipamentos: A remoção periódica dos excrementos e pulverização de toda a instalação com produtos naturais como fumo e sabão, cuja calda pode ser obtida a partir da desagregação de 200 gramas de fumo e sabão na proporção de (1:1) em um litro d'água durante 1 dia e posterior diluição e cinco litros d'água; Limpeza diária dos comedouros e bebedouros; Renovação, a cada ciclo de incubação, do enchimento dos ninhos.

  • Controle de doenças fisiológicas, patogênicas e parasitárias: realizado mediante o uso de práticas de manejo que evitam situações estressantes. Deve ser efetuada levando-se em conta a taxa de lotação adequada, o suprimento protéico e mineral de acordo com a exigência para cada fase de criação, ventilação das instalações, fornecimento de água e comida nas horas adequadas, etc.; As doenças patogênicas são transmitidas por meio de vírus e bactérias. As principais doenças que ocorrem são a Bronquite infecciosa, Newcastle, Gumboro e Varíola aviária (Bouba). Além da limpeza dos equipamentos e instalações, também deve ser estabelecida uma cobertura vacinal, além do uso de antibióticos. Para o controle das doenças parasitárias, além da limpeza de equipamentos e instalações deve-se, também, estabelecer um plano de controle de endo e ectoparasitas, que dependerá do monitoramento das condições das aves.

O manejo alimentar tem como objetivo principal suprir as necessidades nutricionais das aves em todos os seus estágios de desenvolvimento e produção, otimizando o crescimento, a eficiência produtiva e a lucratividade da exploração, já que o custo com alimentos representa 75% do custo total de produção. O manejo alimentar proposto para o sistema alternativo de criação de galinhas caipiras prevê a integração das atividades agropecuárias, com o aproveitamento de resíduos oriundos da atividade agrícola.

Tal fato não só permite a redução dos custos de produção, como também, a agregação de valores aos produtos, pois utiliza resíduos agrícolas, como a parte aérea da mandioca (folhas), que normalmente são abandonados no campo, transformando-os em proteína animal. Além da parte aérea da mandioca, que é rica em proteína, é possível se utilizar as raízes de mandioca, suas cascas e crueiras, que são subprodutos da fabricação da farinha e da goma de mandioca

Por serem animais não ruminantes, as aves exigem que os alimentos contenham pouca fibra vegetal e sejam fornecidos de forma balanceada e devidamente triturados, a fim de facilitar a digestão. Alimentos fibrosos apresentam baixa digestibilidade, elevam os custos e atrasam o desenvolvimento das aves. Dessa forma, a dieta deve ser estabelecida de acordo com a exigência nutricional de cada fase do seu desenvolvimento, sendo que a formulação da ração deve ser feita com base nos teores de proteína apresentados por cada um de seus componentes, na sua eficiência alimentar.

  1. PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS

Riscos

Prioridade

Plano de ação

Invasão de Predadores

Alta

Fazer o monitoramento do plantel diariamente, caso haja invasão de predadores (cachorros, gatos, animais silvestres, dentre outros), fazer o conserto da instalação imediatamente, observando posteriormente se a solução do caso foi consolidada.

Mortalidade de animal do plantel

Alta

Fazer a remoção do animal morto imediatamente, observando as características físicas para um estudo do motivo ocasional desse fato, se preciso fazer a higienização da instalação para não haver a proliferação da doença no plantel.

Acúmulo de fezes na instalação

Média

Fazer diariamente a remoção das fezes dos animais, evitando a proliferação de doenças.

Ocorrência de doenças

Alta

Fazer a remoção do(s) animal(s) contaminado(s) imediatamente, havendo casos de sacrifício de todo o plantel.

Inicio de desequilíbrio financeiro

Alta

Fazer a avaliação dos custos, identificando o erro que esta ocasionando o caso.

  1. EQUIPE DO PROJETO

Membro

Função

Técnico em Agropecuária - José Antonio da Silva

Monitorar, capacitar e dar a assistência técnica necessária para os membros da equipe, tornando-os aptos para o desenvolvimento dessa atividade a ser implantada; responsável pelo controle de doenças.

Severino da Costa Melo

Fazer o gerenciamento de custos no decorrer do desenvolvimento da produção; Sendo responsável pela venda e transporte do produto final para as feiras livres e frigoríficos da cidade. Auxiliando as outras atividades.

Maria Joaquina dos Santos Melo

Responsável pelo manejo alimentar da produção. Auxiliando nas outras atividades.

Josinalva Costa Santos Melo

Responsável pela assepsia das instalações. Auxiliando as outras atividades.

Mário Costa Santos Melo

Responsável pela preparação da alimentação a ser servida aos animais. Auxiliando nas outras atividades.

João Costa Santos Melo

Responsável pela remoção dos animais prontos para serem comercializados, acondicionando em caixas. Auxiliando em outras atividades.

  1. PLANO DE GERENCIAMENTO DE CUSTOS

Especificação

Unid

Qtd

Valor Unitário (R$)

Valor Total

(R$)

Material de consumo I

comedouro para pinto

unid.

10

12,00

120,00

bebedouro para pinto

unid.

10

14,00

140,00

Comedouro para aves adultas

unid.

10

18,00

180,00

bebedouro pendular

unid.

10

25,00

250,00

ração inicial

kg

50

1,20

60,00

ração alternativa

kg

560

1,10

616,00

Vacina

dose

330

0,80

264,00

medicamentos

vidro

4

15,00

60,00

raspa de madeira

m2

2

40,00

80,00

cloro (tratamento d’água)

l

4

15,00

60,00

Pinto

cab

100

1,50

150,00

Incubadora

unid.

2

120,00

240,00

Caixa d’água 500 litros

Und.

1

250,00

250,00

Tela de arame

m2

60

5,00

300,00

Telha amianto

und

6

10,00

60,00

Prego

Kg

26

4,00

104,00

Lâmpada incandescente 60 W

Und.

8

2,00

16,00

Bocal p/ Lâmpada incandescente

Und.

8

3,00

34,00

Fio elétrico n.8

m

100

1,80

180,00

Fita isolante

Und.

2

3,00

6,00

Dobradiça

Par

4

5,00

20,00

Interruptor

Und.

2

8,00

16,00

Madeira

dz

1

500,00

500,00

Total

3.706,00

Especificação

Unid

Qtd

Valor Unitário (R$)

Valor Total

(R$)

Material de consumo II

correia para motor elétrico

unid.

08

5,00

40,00

embalagem (sacaria)

cento

80

5,63

450,00

estrados

unid.

20

38,00

760,00

polia

unid.

08

45,00

90,00

milho

saco

50

25,00

1.250,00

farelo de soja

saco

50

55,00

2.750,00

suplemento mineral

saco

50

40,00

2.000,00

TOTAL

7.340,00

Especificação

Unid

Qtd

Valor Unitário (R$)

Valor Total

(R$)

Material permanente

Triturador 5 cv

und

1

1.000,00

1.000,00

motor para triturador de grãos

unid.

1

500,00

500,00

misturador de ração para aves

unid.

1

1.000,00

1.000,00

motor trifásico para misturador

unid.

1

600,00

600,00

chave automática trifásica

unid.

1

150,00

150,00

balança para pesagem

unid.

1

500,00

500,00

TOTAL

3.750,00

CUSTO TOTAL

14.796,00

  1. PLANO DE GERENCIAMENTO DE AQUISIÇÕES

O material adquirido para a implantação dessa produção foi oriundo da venda de uma casa na área urbana da cidade de Cuité, tendo por proprietário o senhor Severino da Costa Melo no valor de R$ 30.000,00. Tendo em vista esse conhecimento todo material foi comprado à vista.

Aquisições

Jan

Fev

...

Dez

Fornecedor

R$

Material de Consumo I

X

Cavalcante Construções

3.706,00

Material de Consumo II

X

AgroPinto

7.340,00

Material Permanente

X

Agronordeste

3.750,00

  1. ESTUDO DE MERCADO

A cidade tem como fronteira:Ao Norte com o Estado do Rio Grande do Norte.Ao Leste com Cacimba de Dentro e Barra de Santa Rosa.Ao Oeste com Nova Floresta, Picuí e Pedra Lavrada. Ao Sul, Cubati e Sossego. O município dispõe de um clima propício para a criação desses animais, e o sítio possui água em abundância. A cidade tem um bom acesso, cercada por estradas de boa qualidade. Tem uma proximidade de outras cidades, que são centros de comércio maiores.

No Brasil as granjas e aviários geralmente são conduzidos por pequenos produtores ou microempresários. A sobrevivência e a viabilidade econômica de micros e pequenos aviários representam, por outro lado, uma atividade de geração de renda e geração de empregos locais. Os pequenos empresários de aviários independentes comercializam sua produção na região onde estão localizados e não realizam o abate, cujo investimento em equipamentos demandam um valor fixo elevado.

É justamente com esse objetivo que o SEBRAE está investindo na difusão de um modelo inovador de aviário de galinha caipira. Trata-se de uma tecnologia social que já vem sendo aplicada, com êxito, junto a 200 famílias piauienses, no projeto Avicultura do Piauí, tendo como parceiros o SENAR, as prefeituras municipais, o Banco do Brasil e a FBB. Dentro da metodologia de construção dos aviários, os animais passam a ser criados em sistema de semi-confinamento, de modo a racionalizar custos e espaços, proporcionando uma produção planejada e sustentável, na qual a perda de animais normalmente não ultrapassa a marca dos 5%. Disponível no link: http://www.rts.org.br/noticias/destaque-4/caipira-que-da-lucro .

No caso do frango caipira, as granjas e aviários são conduzidos por pequenos produtores ou microempresários. Em razão da pequena escala produtiva, geralmente composta de produtores independentes, a venda geralmente é realizada diretamente ao consumidor final com a venda porta-a-porta e por meio da feira livre da região, com a devida autorização dos órgãos responsáveis.

  1. CRONOGRAMA

Mês

Atividade

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Construção das Instalações

X

Acondicionamento de Pintinhos

X

Vacinação

X

Ciclo Reprodutivo

X

Comercialização

X

Mês

Atividade

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Acondicionamento de Pintinhos

X

Vacinação

X

Ciclo Reprodutivo

X

Comercialização

X

Mês

Atividade

Nov

Dez

Jan/11

Acondicionamento de Pintinhos

X

Vacinação

X

Ciclo Reprodutivo

X

Conclusão de Monitoramento

X

  1. RESULTADOS ESPERADOS

  • Aproveitar melhor o espaço disponível na propriedade rural.

  • Aproveitar as oportunidades que existem no mercado.

  • Introduzir no mercado a produção de ovos.

  • Procurar mercado em outras cidades.

  • Buscar e adotar avanços tecnológicos.

  1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • DEROANNE, C.; CASTERMANT, B.; DESPOTIN, J.P. Influence des conditions d'élevage sur la qualité de la viande. In: EUROPEAN SYMPOSIUM ON THE QUALITY OF POULTRY MEAT, 6., 1983. Ploufragan. Proceedings..., 1983. p. 28-36.

  • LASSAUT, B.; SAUVAGEOT, F.; TOURAILLE, C. L’évaluation sensorielle de deux produits identiques par leurs caractéristiques d’usage mais différenciés et substituables lors de l’acte d’achat: exemple du poulet Label Rouge. Science des Aliments, 1984. v. 4, p. 33-42.

  • RICARD, F.H.; TOURAILLE, C. Influence du sexe sur les caractéristiques organoleptiques de la viande de poulet. Archive für Geflugelkunde v. 52, p. 27-30. 1988.

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