O CÃO-GUIA

THE DOG GUIDES

Euclides Antonio Moreno Lemos 1

Kerson Aniston2

Lucia Tereza Souza Corrêa3

Maria do Livramento Dourado4

Mariá Ferreira Barros5

RESUMO

Faz-se um breve estudo acerca do cão-guia. Faz-se uma descrição acerca do histórico do cão-guia, observando-se o início das atividades com esse animal, surgimento das escolas de adestramento e ações a serem realizadas no Brasil para legalização da prática. Também se discute acerca das vantagens dessa prática e dos cuidados que devem ser tomados para uso do mesmo.

Palavras-chaves: Cão-guia. Prática.

ABSTRACT

A briefing becomes study concerning the dog-guide. A description concerning the description of the dog-guide becomes, observing itself the beginning of the activities with this animal, sprouting of the adestramento schools and action to be carried through in Brazil for legalization of the practical one. Also it is argued concerning the advantages of this practical and the cares that must be taken for use of the same.

Word-keys: Dog-guide. Practical.

1 INTRODUÇÃO

Melhor amigo do homem. Não é à-toa que esse título pertence ao cão e não a outro animal. Além de fiel e companheiro, hoje é reconhecida e regulamentada em lei uma função social que ele desempenha a um bom tempo a de guia para pessoas com deficiência visual. Em Brasília, o Instituo de Integração Social e de Promoção da Cidadania (Integra) treina há cinco anos cães para serem os olhos de pessoas com deficiência visual. O cão guia recebe os comandos do seu usuário e o ajuda a se locomover com segurança e independência, evitando obstáculos, prevenindo acidentes, sendo um companheiro constante, melhorando a sua qualidade de vida e promovendo sua independência.

Um cão-guia para cegos é um cão que tem por principal função conduzir uma pessoa cega em segurança através dos espaços onde ela precisa de circular. Assim, o animal guia a pessoa pelo meio dos passeios ou plataformas de estações ferroviárias, mantendo-a afastada da estrada ou da berma do cais. Evita todos os obstáculos com que o dono possa colidir, quer os que se encontram à altura do solo, como carros mal estacionados, postes, pessoas e até excrementos de outros animais, quer os que ameaçam a cabeça do cego, como ramos de árvores, por exemplo. Desvia-o dos buracos no pavimento, escolhe o piso menos acidentado, evita que a pessoa cega pise as poças de água. Procura-lhe um lugar vago no autocarro ou num café, leva-o até ao balcão de atendimento nos estabelecimentos comerciais, encontra-lhe a máquina multibanco ou telefone público mais próximos, localiza as passadeiras para peões e impede que o dono atravesse a rua quando estão carros a passar.

Poderá receber um cão-guia todos os deficientes interessados em utilizar um Cão-Guia e que apresentarem boas condições de orientação e mobilidade. O deficiente visual deverá procurar a ABDV e preencher um cadastro para que a equipe técnica realize uma avaliação.

Conforme se observa, esse texto tem como finalidade descrever o histórico do cão-guia e as ações que esse desenvolve, como também observar como se dá uso desse animal no Brasil

2 HISTÓRICO DO CÃO-GUIA

Por volta de 1780, houve a primeira tentativa de treinar cães para ajudar pessoas cegas no hospital de cegos “Les Quinze-Vingts”, Paris. Durante a primeira guerra mundial, quando milhares de soldados retornavam cegos, em conseqüência de gases venenosos, o Dr. Gerhard Stalling teve a idéia de treinar cães em massa para ajudar àquelas pessoas afetadas.

Então, em 1819, Johann Wilhelm Klein, fundador de um instituto de educação para pessoas cegas (Blinden-Erziehungs-Institut) em Viena, mencionou o conceito do cão guia em seu livro para educar pessoas cegas (der Blinden de Unterricht do zum de Lehrbuch). Infelizmente, não existe nenhum registro de suas idéias, e nem mesmo de que tenham sido realizadas. Não obstante, um homem suíço, Jakob Birrer, escreveu em 1847 sobre suas experiências de ser guiado sobre um período de cinco anos por um cão que ele mesmo tinha especialmente treinado.

A história moderna do cão-guia, entretanto, começa durante a primeira guerra mundial, quando milhares de soldados estavam retornando cegos, devido a gases venenosos. Um doutor alemão, Dr. Gerhard Stalling, teve a idéia de treinar cães em massa para ajudar àqueles afetados. Um dia, quando andava com um paciente pelo hospital, ele foi chamado urgentemente, deixando o seu cão na companhia do paciente. Quando retornou, ele teve a impressão distinta da maneira que o cão se comportava e como olhava o paciente cego.

Dr. Stalling começou explorando as maneiras de treinar cães para transformá-los em guias de confiança. Em agosto de 1916, foi aberta a primeira escola de cães-guia do mundo para cegos em Oldenburg, muitas filiais foram abertas posteriormente, assim forneceram cães não somente aos ex-militares, na Alemanha, mas também às pessoas cegas de outros países na Europa, Estados Unidos, Canadá e União Soviética.

Dorothy Harrison Eustis que treinava cães para o exército na Suíça lançou o Movimento Internacional do Cão-Guia e ao tomar conhecimento do centro “Potsdam”, na Alemanha, escreveu um artigo sobre o assunto e dessa forma o Sr. Frankis Moris, um cego americano, tomou conhecimento e prontamente se dispôs a ajudá-la na introdução de cães-guias nos Estados Unidos.

Dorothy Eustis aceitou o desafio, treinou Buddy, um cão, e levando Frank para a Suíça ensinando-o a trabalhar com o cão. Frank voltou aos Estados Unidos acreditando ser o primeiro americano a possuir um cão-guia. O sucesso dessa experiência incentivou Eustis a abrir suas escolas de cão-guia na Suíça e depois nos Estados Unidos, chamando de “L’Oil qui Voit”, ou “The Seeing Eye”, primeira escola de cães-guia da modernidade.

Em 1931, os primeiros cães-guias britânicos terminaram seu treinamento e três anos mais tarde a associação de cães-guias para cegos foi fundada com o nome de “The Guide Dogs for the Blind Association”.

3 PRÁTICA DO CÃO-GUIA NO BRASIL

No Brasil, não é uma prática do cotidiano vê-se deficientes visuais com cães-guias. Em regiões como Sul e Sudeste, têm-se notícias da presença de alguns animais usados como auxílio da mobilidade dos deficientes. Nesse país, no Brasil, o uso do cão-guia é uma ação regulamentada pela lei n. 11.126, de 27 de junho de 2005, que dispõe sobre o direito da pessoa com deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhada de cão-guia e dá outras providências (BRASIL, 2005).

Cães-guias são preparados em escolas gratuitamente, muitas delas existem nos Estados Unidos, isto não é de impressionar, pois o espírito filantrópico do povo Americano já é bem conhecido. O deficiente visual que desejar ter um cão-guia somente gastará com o transporte e as despesas durante o período que ficar recebendo as instruções para utilizar e tratar o seu cão corretamente, em geral o treinamento dura um mês.

    Várias entidades, de um modo geral, sempre exigem alguns requisitos básicos para que um deficiente visual possa ter um cão-guia gratuitamente; ao ligar para uma entidade solicitando seu animal, uma série de questionários será remetido para o solicitante que serão preenchidos por vários profissionais ligados à área de saúde, tais como: Clínico Geral, Oftalmologista, Psicólogo e pôr uma pessoa ligada a alguma instituição que trabalhe com deficientes visuais, pessoas estas que possam atestar que o deficiente visual que hora solicita seu cão-guia possui condições físicas, mentais e econômicas de manter e cuidar adequadamente do animal solicitado.

Cada instituição tem sua maneira própria de trabalhar, logo diferentes maneiras de selecionar aqueles que estão solicitando cães-guias. De acordo com a Eye Dog Foundation for the Blind Inc; uma das muitas instituições americanas que treinam e fornecem cães-guias;  para que o deficiente visual possa entrar no programa de obtenção de um cão-guia é preciso que estejam legalmente cego, possua boa saúde física e mental, tenha pelo menos cursado ou estar cursando uma escola secundária (não há idade mínima nem máxima para obtenção do animal), seja capaz de prover alojamento adequado e querer o cachorro para propósitos de mobilidade.

Reconhecendo o problema, a ONG de Daisy, em parceria com o adestrador Guilherme Posser, lançaram o projeto piloto, o de treinar cães-guia em Porto Alegre. “Os cães que vêm do exterior são uma fortuna. Além de ter os comandos todos em inglês”, conta Fortes. Os países que são referências neste tipo de trabalho são a Espanha, Itália, Canadá, Estados Unidos e Alemanha. Além do elevado custo de aquisição dos animais estrangeiros, a pessoa interessada ainda necessita permanecer algumas semanas no exterior acompanhando o processo.

Zahra, cão-guia de Daisy é a primeira companheira formada no Brasil. O curso experimental foi em Santa Cruz do Sul, orientado pelo próprio, hoje parceiro de Daisy na Luz dos Olhos, Guilherme Posser. “Já cai muito de bengala.

Com o cachorro, tenho mais facilidade”, admite Daisy. Outro fator que contribuiu de forma decisiva para a criação do curso genuinamente brasileiro foi a péssima infra-estrutura pública. Os animais estrangeiros chegavam e tinham medo de sair às ruas: “Eles nos levavam apenas onde acreditam ser seguro. Como as calçadas são horríveis por aqui, eles empacavam em não iam adiante, de jeito algum”, conta a fundadora da ONG. Fundada em abril, a Luz dos Olhos ainda trabalha sem sede própria. As primeiras aulas do curso de adestramento foram realizadas em um terreno cedido na cidade de Viamão. Já os cursos de capacitação, que envolvem aulas de inglês, espanhol, informática, alfabetização, telefonia, musicalidade, massoterapia, braile e expressão corporal ocorrem em salas cedidas por empresas ou até outras entidades. Daisy relata que para conseguir verbas públicas a instituição tem que ter no mínimo dois anos de existência. É durante este período que ela garante, a ajuda da iniciativa privada vai ser fundamental. A instituição já está cadastrando os interessados em ter um cão-guia. Uma vez selecionada, a pessoa e a família vão passar por uma entrevista e por um acompanhamento direto com a assistente social do projeto, para a preparação e triagem. “Nem toda a família está preparada para receber um cão-guia”, comenta Daisy.

De toda forma, Daisy confirma que ainda sofre com o preconceito. Há cerca de três meses foi impedida de entrar em um ônibus na capital.

Segundo ela, o motorista se recusou a andar com a presença do cachorro no interior do veiculo. Em outro momento, Fortes foi barrada em um prédio público, a Receita Federal, onde os seguranças não permitiram sua entrada. Mesmo assim Daisy revela: “A cultura aqui em Porto Alegre é melhor.

Acho que é pela circulação de um grande número de pessoas cegas. Os outros na rua ajudam mais”. Para ela, a grande dificuldade são as calçadas, que apresentam uma série de defeitos, sem falar das que estão abandonadas e não recebem atenção nem do poder público e nem dos proprietários de terrenos e imóveis. “A prefeitura deveria exigir isso, fiscalizar em cima”, enfatiza. Outro ponto que, necessita de investimentos é o de sinaleiras sonoras. Hoje, em Porto Alegre, existe somente uma em funcionamento, no bairro Vila Nova.

A presença do cão-guia ajuda na locomoção, mas também na segurança. Daisy conta que já foi assaltada três vezes, todas depois que ficou cega, em meados de 2003. “Com a presença do cachorro posso me prevenir se alguém estiver me seguindo, olhando ou até querendo me abordar”, conta. Em conversa com outros portadores de deficiência visual, Daisy ouviu relatos de assaltos seguidos de agressões: “Muitos cegos já apanharam depois de serem assaltados.

4 QUEM É O CÃO-GUIA?

É um animal muito especial, possuindo temperamento dócil e sendo dotado de extrema paciência e determinação. Ama profundamente o dono e por essa razão sente prazer no seu trabalho e funciona como olhos do cego. Ele não cansa jamais, sendo treinado para acompanhar o cego 24hs por dia. Por esse motivo, os treinadores fazem cursos específicos, com aulas práticas e teóricas, adaptando experiência de países como Estados Unidos, Inglaterra e Argentina às condições de vida dos cegos do Brasil.

Um fator que limita o trabalho da Associação é sua dependência de doações de filhotes que são criados na casa do cego, onde mais tarde recebem o treinamento. Para iniciar o treinamento avançado, o cão deverá ter de 10 a 30 meses, porque a maturidade é elemento essencial no cão-guia, pois com ela vem a responsabilidade requerida para desviar o cego de obstáculos.

Atualmente as raças utilizadas no mundo inteiro são: retriever do labrador, golden retriever, collie (pêlo longo ou curto), boxer, bouvier des flandres e pastor alemão. Essas raças possuem temperamento, tamanho e características adequadas para a função. Entretanto, o que importa não é a raça, mas sim o CÃO.

Para o cego que não se adapta ao uso de bengalas, o cão-guia apresenta muitas vantagens: obstáculos acima da cintura são fáceis de serem percebidos pelo cão; atravessar ruas movimentadas é mais fácil e seguro, pois o cão percebe o movimento do tráfego. Além disso, existe o aspecto psicológico positivo que resulta da união cego/cão-guia, pois o cachorro é estímulo, amor, carinho, inspira confiança e vontade de viver ao cego, integrando-o à sociedade.

5 AQUISIÇÃO DE UM CÃO-GUIA

As informações que seguem, são a respeito da aquisição do cão-guia.

Para se inscrever na Eye Dog Foundation for the Blind, pode-se usar o telefone 1-800-548-4337, ext. 314, informar que gostaria de maiores informações sobre como solicitar um cachorro guia. A pessoa da Entidade lhe enviará um pacote com informações que incluirá uma ficha de inscrição e uma fita de áudio sobre todo o programa de treinamento.

O segundo passou para aquisição do cão-guia, é programada participar de uma entrevista entre o solicitante e um representante do Departamento de Treinamento. Esta entrevista pode ocorrer pessoalmente ou através de telefone, com o propósito de ajudar a determinar as necessidades e capacidades do solicitante.

Como terceiro passo, o solicitante será convidado a participar de aulas quando a fundação estiver segura que tem uma escolha de cachorro satisfatório para o solicitante. O processo de treinamento é crítico para seu sucesso. É dada prioridade aos cachorros que já completaram todo o programa.

Como quarto passo, deve o solicitante do cão, participar de aula, o pessoal de treinamento avaliará as necessidades e capacidades antes de selecionar um cachorro. Uma vez feita a seleção, ambos começarão a treinar ao mesmo tempo.

O quinto procedimento diz respeito à escolha do cão para o solicitante. Para esse processo, são considerados alguns fatores para a formação da dupla tais como: a habilidade global para controlar um cachorro, condições e o tipo de moradia que ambos terão no seu dia a dia. Como pessoa e cachorro tem temperamentos diferentes todas as diferenças são levadas em conta em toda fase de treinamento.

Escolhido o cão, a etapa seguinte consiste no programa de treinamento. As classes têm aproximadamente 10 estudantes que vêm toda parte dos Estados Unidos e de muitos países estrangeiros. Sempre há dois instrutores pôr classe, assim tem-se cinco alunos para cada instrutor.

O aluno começará a treinar em campus com sete acres de extensão, aprendendo habilidades básicas de como utilizar a correia do cão. Depois de alguns dias, o aluno começará a “viajar” a pequenas cidades perto do campus e depois gradualmente para áreas mais desafiadoras. O aluno treinará intensivamente sempre em uma grande variedade de locais, inclusive através de estradas rurais, ruas de cidade, centros comerciais, lojas, e transporte público. O treinamento dura 25 dias. À noite há conferências de como cuidar do cachorro, e outros assuntos pertinentes tais como leis de acesso.

O treinamento não resulta em custo para o solicitante residente nos Estados Unidos, Canadá e México. Não há nenhuma taxa para a estadia durante o treinamento.

6 CONCLUSÃO

Viu-se que Nem todas as pessoas com problemas de visão se adaptam a um cão-guia, por isso, as necessidades dos candidatos são cuidadosamente analisadas e um cão conveniente é selecionado, pois a adaptação entre o cego e o cão é fundamental.

O portador de deficiência visual tem dois recursos para se orientar em sua vida urbana. A bengala e o cão guia. No Brasil, os cães-guia nunca tiveram onde ser adestrados, recebendo assim os ensinamentos necessários para ser literalmente os olhos de seus donos. Após a novela América, exibida pela Rede Globo em 2005, com um personagem cego, as dificuldades do deficiente visual nas grandes cidades ficou à mostra, surgindo em São Paulo uma organização que ajudava no adestramento de cães. Porém, o tempo passou e a entidade não conseguiu continuar suas atividades.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei n. 11.126, de 27 de junho de 2005, Lei do cão guia.Dispõe sobre o direito da pessoa com deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhada de cão-guia e dá outras providências. Disponível em: <http://www.deficientesolidario.com.br/modules.php?name=Informes&file=ampreia&did=37>. Acesso em: 20 dez. 2008.

CÃO-guia. Disponível em: <http://www.paraty.com/index.php?option=com_content&task=category&sectionid=30&id=85&itemid=73>. Acesso em: Acesso em: 20 dez. 2008.

HISTÓRIA dos cães-guias.Disponível em: <http://www.iris.org.br/historia.asp.>. Acesso em: 15 dez. 2008.

MAIS do que proteção, com o cão-guia o cego ganha um amigo. Disponível e: <http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=547>. Acesso em: 20 dez. 2008.

NOS Açores: Cães-guia continuam a ser um sonho. Disponível em: <http://www.correiodosacores.net/index.php?mode=noticia&id=3260>. Acesso em: 20 dez. 2008.

OLHOS para quem não vê: Projeto contribui no adestramento de cães-guia para deficientes visuais. Disponível em: <http://www.fijo.org.br/jornais/outubro_2007.pdf>. Acesso em: 15 dez. 2008.

RIBEIRO, Cynthia. Olhos de cão: projeto com sede em Brasília treina cães para serem guias de pessoas com deficiência visual.Disponível em: <http://www.responsabilidadesocial.com/article/article_view.php?id=510>. Acesso em:

1 Acadêmico do 8º período, do Curso de Psicologia, da Universidade Federal do Maranhão.

2 Idem.

3 Especialista em Língua Inglesa, Graduada em Letras e acadêmica do 10º período de Psicologia, da Universidade Federal do Maranhão.

4 Especialista em Língua Portuguesa, Graduada em Letras e Acadêmica do 10º período de Psicologia, da Universidade Federal do Maranhão.

5 Mestra em Educação e acadêmica do 6º período de Psicologia, da Universidade Federal do Maranhão.

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