Modulo i - aula 01 - introdução taxonomia

Modulo i - aula 01 - introdução taxonomia

PROFº: HUBERTT GRÜN. Página 1

CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA DOS SERES VIVOS: 01 – Introdução:

Classificar os seres vivos nunca foi uma tarefa muito fácil, pois a cada passo dado pela humanidade, novas descobertas são feitas; laços que existiam são desfeitos e aqueles que pareciam distantes acabam ficando mais próximos.

A bíblia cristã relata no seu primeiro livro intitulado por: Gênesis ou princípio talvez a primeira grande tentativa do homem de tentativa de classificação, quando é mencionado que o talvez patriarca da humanidade, conhecido por Adão começaria uma trajetória árdua de nomear os animais da natureza.

Até então observa –se que os códigos de comunicação eram os mesmos, teoricamente, e que todos provavelmente se entendiam; até que, a partir de outro relato bíblico, é mostrado a ganância humana, em chegar ao trono de Deus construindo uma torre conhecida como “Torre de Babel”. Provavelmente aí surgiriam as diversidades de códigos lingüísticos e o homem a partir de então passa a não mais se entender.

O grande problema enfrentado por muitos pesquisadores foi à tentativa de explicar alguns fragmentos, alguns enlaces dessa belíssima história.

Durante muito tempo ninguém ousava duvidar dessas palavras, até que o método científico começou apontar provavelmente algumas falhas e até hoje tudo isso é objeto de muita discussão.

02 – A diversidade dos seres vivos:

Sem dúvida alguma os seres têm sofrido inúmeros aperfeiçoamentos ao longo dos tempos; e já foi provado que a maioria não conseguiu atravessar inúmeras barreiras impostas pela natureza. A evolução é clara quando prova a diversidade existente pelos seres a partir dos fenômenos de irradiação e convergência adaptativa.

Muitas vezes nem todos conseguem acompanhar essas mudanças bruscas e são inevitavelmente eliminados. Achados paleontológicos tentam ligar esse elo perdido que une os seres atuais aos seus antepassados.

03 – Tendência ao agrupamento:

Todos os seres procuram se relacionar; isso é importante, pois os seres mais adaptados são aqueles que fazem agrupamentos corretos. Temos a tendência natural de procurar seres que se assemelham conosco. A espécie humana é especialista nisso. Quanto mais você se relaciona, mais informações você acumula; os seres apresentam diversos mecanismos sensoriais de comunicação envolvendo: tato, olfato, gustação, audição e emissão sonora.

É interessante observar que os seres humanos conseguiram chegar em uma escala muito avançada nessa arte, pois conseguem transmitir seus reais sentimentos de forma não verbal a partir de simples movimentos musculares, seja na face ou no corpo.

Com isso muitos seres evitaram sua extinção, pois passaram a se comunicar melhor, dar proteção e proteger seu grupo de seres maléficos, como predadores.

04 – Aproximação com semelhantes:

Semelhante atrai semelhante. Grandes estudiosos de psicobiologia, podem provar isso a partir de estudos na área de comportamento animal. Existe sempre uma repulsão por seres que não oferecem o seu gosto. Tudo relaciona, o aroma de uma planta pode atrair ou não um determinado agente polinizador, o brilho de uma determinada penagem pode atrair ou afastar outro ser vivo.

É aquela estória que contam da água: “a água vem da sua torneira veio do oceano e tende ir ao oceano mais tarde. Primeiro ela cai no esgoto, depois vai ao rio, que passa ao mar e por fim chega ao oceano”.

05 – A insatisfação humana:

O homem nunca está satisfeito com o que tem, nem muito menos com o que é; por isso sempre está em busca da perfeição. Ainda bem, pois o conhecimento científico vem a partir da investigação, e investigar é ser questionador, porém, de modo coerente.

Costumo dizer que quando o mundo era chato, ninguém dava volta ao mundo. Hoje existem viagens ao redor do mundo. Inicialmente as explicações biológicas eram de um jeito, hoje é claro muita coisa mudou isso só foi possível, a partir de investigações corretas e coerentes.

Quando você leu o material das inteligências múltiplas, você viu como o conceito de ser inteligente já sofreu uma modificação isso só foi possível provavelmente, porque alguém quis provar que não era “burro”; podia não saber cálculo, mas “burro” ele não era.

06 – A classificação empírica ou artificial:

Sem dúvida alguma, chegar onde chegamos não foi fácil, ocorreram muitas brigas. Mas atingir esse patamar de brigar também não foi fácil, pois a mente humana tinha sido programada para dizem “hum hum!”, questionar era caso de polícia, quem sabe de inquisição dependendo da época. Mas só apedrejar não vale; é preciso entender todo o contexto de época.

Os recursos tecnológicos também eram precários e os limites do poder do olho humano eram pequenos. Se você olha com olhos pequenos só vai enxergar pequeno. A classificação empírica era baseada na pura e simples observação, na arte de comparar os fatos arbitrariamente, sem direito a questionamentos.

A biologia foi sustentada nessa base durante muito tempo e foi difícil a mudança para o método científico, que é da investigação. Por exemplo muitos achavam que o gafanhoto é verde, porquê a grama é verde e acabou-se, ninguém discute mais. Van Helmont, defensor da abiogênese, chegou a proclamar fórmulas e mais fórmulas para o surgimento de vidas a partir de material inorgânico.

Provavelmente o primeiro pesquisador a tentar fazer uma classificação coerente com relação aos animais foi Aristóteles. Ele separou empiricamente os animais em: animais com sangue e sem sangue. Parece fácil, mas não foi não.

Aristóteles foi discípulo de Platão e, teve um discípulo também fenomenal chamado de Teofrasto. Quem fizer a disciplina de farmacologia vai ouvir falar muito dele, pois ele é considerado o pai da farmacologia médica.

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Teofrasto também classificou os animais e vegetais de sua época, claro: empiricamente. Os animais classificou baseado no seu habitat em aéreos, terrestres e aquáticos; os vegetais classificou baseado nas suas dimensões em ervas, arbustos e árvores.

07 – A classificação científica:

Atualmente, todos os biólogos atuais são evolucionistas e acreditam que as espécies evoluem a partir de um ancestral em comum e que as espécies não são fixas ou imutáveis como se acreditava no passado. Só que isso já foi polêmico e teve uma discussão fenomenal com diversos centros religiosos que até proibir a disciplina de evolução nas escolas conseguiu.

Mas como é que alguém pode tirar essa conclusão de que as espécies não são fixas, mas sim sofrem mudanças ao longo dos tempos? A partir de análises variadas: investigou – se o solo e descobriu-se que os seres que sobrevivem hoje são diferentes anatomicamente (forma) dos ali enterrados (fósseis ou restos mineralisados), mas que apresentam alguma semelhança anatômica.

O estudo de DNA é uma das provas incontestáveis da evolução, a análise dos cromossomos (cariótipo), a análise do desenvolvimento embrionário, o estudo geológico dos minerais intercontinetes; isso quebra lentamente o paradigma (conceito de certo ou errado) aceito pelos nossos antepassados. Isso é o método científico. Dúvida, observação, análise e obtenção de resultados.

Foi a partir disso que o homem descobriu que não estava só no planeta, existia com ele outros seres minúsculos e um universo microbiológico que superava os limites populacionais da espécie humana.

Casualmente, descobriu um mecanismo fenomenal de aperfeiçoamento gênico denominado de permutação ou crossing – over onde um fragmento de um gene é transmitido a outro fazendo com que novas espécies se tornem mais adaptadas e resistentes. Na verdade, cada vez que surge uma nova vida ela tende a reescrever o que aconteceu de melhor com seus pais e mais um pouco, é como escrever uma carta alguém: você rasga e quando vai escrever novamente escreve melhor.

É importante notar que a maioria das coisas que surgem no planeta ocorrem casualmente, mas não é só casualmente, o meio seleciona quem não está preparado para mudança e elimina gradualmente os seres menos adaptados, principalmente os que não acertaram se relacionar e obter novas informações.

Atualmente sabe-se que existem cinco reinos bem definidos na natureza: reino monera (formados por organismos procariontes), protista (formado por organismos unicelulares eucariontes), fungi (também unicelulares eucariontes), methafita ou plantae (formado por algas vegetais e plantas propriamente ditas, todas pluricelulares eucariontes) e methazoa ou animália (também pluricelulares eucariontes).

A primeira classificação científica propriamente dita é dada ao pesquisador Lineu (Linné) em 1735, quando lança a obra científica denominada de sistema natural (sistema naturae).

Análise crítica: 01 – Caso o homem não fosse cobrado, ele teria chegado ao grande nível de perfeição psico-biológica que hoje apresenta? O que isso reflete no meio onde vive? O meio exerce influência no seu caráter biológico?

02 – O mecanismo de crossing –over é um mecanismo genético onde um fragmento de cromossomo sofre uma permutação com um outro. Que influência positiva isso tem para que o ser humano possa evoluir? Será que isso tem alguma coisa a ver ou é pura ilusão? Será que tudo acontece mesmo por acaso? Justifique.

03 – Segundo os trabalhos desenvolvidos por Goleman e Gardner é possível concluir que uma pessoa inteligente será somente aquela que tiver um elevado QI, isto é, tiver um senso lógico – matemático diferenciado em relação aos outros seres? Justifique.

04 – todos nós sabemos que guerras e catástrofes trazem grandes perdas. Perdas são elementos naturais que acompanham a sociedade desde os primórdios dos tempos. Explique de forma clara e simples, que benefício biológico teve quando os homens tiveram que conhecer novos locais, novas culturas, diferentes organismos vivos? Como é que o patrimônio genético foi beneficiado com isso? Justifique.

05 – Explique o que é o termo aldeia global como isso pode influenciar positivamente e negativamente sobre a vida das pessoas e como isso terá influência no patrimônio genético universal dentro de poucos anos. Será que alguma coisa será afetada?

06 – Você acha que existe alguma relação entre a organização celular em colônias e a organização social em grupos ou bandos? Explique. Peça ajuda de um professor de história para fazer essa comparação.

07 – Durante muito tempo os seres vivos mantém o hábito da comunicação; uns de forma eficiente e outros de forma ineficiente. Tente explicar a maneira como esses seres se comunicavam. Que estilo de comunicação seria? Verbal ou não verbal? Será que isso já existia naquela época? Por que alguns animais foram eliminados do planeta? Isso tem mesmo ligação com arte de se comunicar bem?

FORMATAÇÃO E EDIÇÃO: LAST UPDATE: 29.01.2011 PROF: LIMA VERDE, HUBERTT. huberttlima@gmail.com; BIOLOGIA MÓDULO I - TAXONOMIA.

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