Farmácia -CRF-Sp

Farmácia -CRF-Sp

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Farmácia 2a Edição

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA2

• IMPRESSÃO: Rettec Artes Gráficas• TIRAGEM: 3.0 exemplares

• DIAGRAMAÇÃO: Ana Laura Azevedo

Amouni Mohmoud Mourad Cristina Magina de Oliveira Cezar Marcelo Ferreira Carlos Cunha Márcia Rodriguez Vázquez Pauferro

Margarete Akemi KishiR Maria das Dores Pinto

Expediente

Publicação do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo - Setembro/2010

Raquel Rizzi presidente

Marcelo Polacow Bisson vice-presidente

Pedro Eduardo Menegasso diretor-tesoureiro

Margarete Akemi KishiR secretária-geral

REvISÃO TécnIcA:

Fernanda Bettarello Priscila Espozito de Souza Luz Robson Alexandre Brochetti Vicenzo Ricardo Silveira cOMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁcIA

Fernanda Bettarello Coordenadora

Priscila Espozito de Souza Luz Robson Alexandre Brochetti Vice-coordenadores

REvISÃO ORTOGRÁFIcA: Allan Araújo Zaarour

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA3

PALAvRA DA DIRETORIA

A elaboração deste material representa a concretização de um projeto idealizado pela

Diretoria do CRF-SP com o intuito de oferecer informações sobre as várias áreas de atuação do profissional farmacêutico, em linguagem acessível e com diagramação moderna.

As Cartilhas são desenvolvidas por profissionais que atuam nas respectivas áreas abrangidas pelas Comissões Assessoras do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), a saber: Acupuntura, Análises Clínicas e Toxicológicas, Distribuição e Transporte, Educação Farmacêutica, Farmácia, Farmácia Clínica, Farmácia Hospitalar, Homeopatia, Indústria, Pesquisa Clínica, Plantas Medicinais e Fitoterápicos, Regulação e Mercado, Resíduos e Gestão Ambiental e Saúde Pública.

Nestas Cartilhas são apresentadas:

• As áreas de atuação; • O papel e as atribuições dos profissionais farmacêuticos que nelas atuam;

• As atividades que podem ser desenvolvidas;

• As Boas Práticas;

• O histórico da respectiva Comissão Assessora.

Cada exemplar traz relações das principais normas que regulamentam o segmento abordado e de sites úteis para o exercício profissional. Se as Cartilhas forem colocadas juntas, podemos dizer que temos um roteiro geral e detalhado de quase todo o âmbito farmacêutico.

Por conta disso, as cartilhas são ferramentas de orientação indispensável para toda a categoria farmacêutica, tanto para aqueles que estão iniciando sua vida profissional, como para quem decide mudar de área.

Aqui lhes apresentamos a Cartilha da área de Farmácia. Boa leitura!

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA4

APRESEnTAÇÃO

O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) apresenta um instrumento de apoio aos colegas farmacêuticos buscando dar suporte a eventuais dúvidas que possam surgir durante o trabalho na farmácia ou drogaria.

Podem ser observados, na legislação vigente, conceitos que diferenciam farmácia e drogaria. No entanto, para nós do CRF-SP, estes dois ramos de atividade são considerados um único serviço, pois entendemos que a atenção prestada ao paciente deve ser a mesma em ambos. Assim utilizaremos apenas o termo farmácia nesta Cartilha.

A farmácia é um estabelecimento voltado para a atenção à saúde, que só poderá funcionar se devidamente assistida pelo farmacêutico responsável técnico.

Tem sido marca das últimas gestões do CRF-SP a missão de garantir a efetiva prestação de Assistência Farmacêutica pelo farmacêutico, dentro dos preceitos éticos da profissão. Isso tem sido feito mediante o desenvolvimento e participação em uma série de ações, tais como o Programa de Farmácias Notificadoras, Campanhas de Educação em Saúde, Programa Cursos Essenciais (gratuitos), Campanha Uso Racional de Antibióticos e Combate à Resistência Bacteriana, etc., que ajudam a fazer com que a farmácia seja tratada como um posto avançado de saúde e que o profissional farmacêutico desenvolva seu papel como agente de saúde.

Na farmácia, o usuário do medicamento tem o direito de ser atendido por farmacêutico tecnicamente e eticamente habilitado, capaz de atender às suas expectativas quanto à qualidade do medicamento que adquire, bem como ter uma orientação clara sobre todos os aspectos importantes para garantia de sucesso no seu tratamento.

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA5

Introdução7
História9
A Farmácia no Mundo9
A Farmácia no Brasil1
O Serviço15
Serviços Farmacêuticos19
Produtos de Comercialização Permitida26
Projeto Farmácias Notificadoras29
Fracionamento de Medicamentos30
Farmácias Especializadas31
Biossegurança36
O Profissional46
Perfil46
Atribuições47
Boas Práticas50
A Comissão Assessora de Farmácia53
Depoimentos5
Você Sabia?57
Legislação58
Sites Interessantes6
Referências68

COMISSÃO ASSESSORA DE FARMÁCIA7

InTRODUÇÃO

“A missão da prática farmacêutica é prover medicamento e outros produtos e serviços para a saúde e ajudar as pessoas e a sociedade a utilizá-los da melhor forma possível”

(Relatório OMS, pág. 4, 1996)

A evolução dos modelos de prática farmacêutica está diretamente vinculada à estruturação do complexo médico-industrial. Até o início do século X, o farmacêutico era o profissional de referência para a sociedade em relação ao medicamento, atuando e exercendo influência sobre todas as etapas do ciclo do medicamento. Nesta fase, além da guarda, distribuição e dispensação do medicamento, o farmacêutico era responsável também pela manipulação de, praticamente, todo o arsenal disponível (GOUVEIA, 1999).

À medida que a indústria farmacêutica se desenvolvia, a atuação do farmacêutico nas farmácias foi diminuindo e a falta de um redirecionamento adequado fez com que as farmácias assumissem um caráter cada vez mais mercantilista (SANTOS, 1999). Em resposta a esta crise de identidade profissional, surgiu, nos anos 60, a prática da Farmácia Clínica.

Segundo Holland & Nimmo (1999, apud ANGONESI, 2008) a farmácia clínica é uma prática que aprimora a habilidade do médico para tomar boas decisões sobre medicamentos. Ao médico cabe a responsabilidade pelos resultados da farmacoterapia e ao farmacêutico, fornecer serviços de suporte adequados e conhecimentos especializados sobre a utilização do medicamento.

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Segundo Bonal (2001), o farmacêutico é o último profissional a intervir antes que o usuário tome seu medicamento, o que o coloca em uma posição de autoridade que deve ser aproveitada em benefício das pessoas assistidas pelo sistema de saúde. Percebendo essa oportunidade, na década de 1990, Hepler & Strand, nos EUA, propõem um novo modelo de atuação centrado no paciente denominado Atenção Farmacêutica.

Desta forma, o caminho a ser preconizado para que as farmácias passem a ser caracterizadas como estabelecimentos de saúde é a prestação de uma assistência farmacêutica efetiva na qual o farmacêutico seja o principal agente na garantia do uso seguro e eficaz de medicamentos pela população.

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A Farmácia no Mundo

O Papiro de Ebers é um dos o documentos mais importantes para a história da

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