um destino seguindo cristo

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Um destino seguindo Cristo Pietro Ubaldi

AUTOR: PIETRO UBALDI Tradução: Manuel Emygdio da Silva

O idealismo da primeira Obra e o realismo da segunda. Completam-se um ao outro. O controle das teorias em contato com a realidade. Os ritmos musicais da Obra. Na luta, ela resistiu, defendida pelo Alto. O problema da pobreza e da riqueza. Comparação deste volume com História de um Homem. O Evangelho vivido. A moral do livro. O significado da Obra.

I - O VOTO A história. Considerações. Confirmação na Sicília. Plano mais tarde realizado

I - O SIGNIFICADO Em vez de inútil miséria, voto de trabalho, de honestidade (justiça social). O Comunismo tenta corrigir

Emersão evolutiva em direção a novas posições biológicas

as culpas sociais do Cristianismo - A virtude da Idade Média diferente das de hoje. Assim se evita apodrecer no bem-estar gratuito, O objetivo é uma vida mais alta do que a atual. Aspectos positivos da renúncia A riqueza é perigo quando nasce corrompida pelo furto. Luta pelo espírito, não pela matéria.

reproduzido na Obra despedaçada e una, fundida com a vida do autor

A pobreza segundo o Evangelho. Como o Evangelho apresenta o problema econômico. O nosso personagem o possuía no seu instinto e destino. Personalidade já assim elaborada. A sua loucura estava do lado de Cristo - O modelo. Então, não se pode ser rico. Ter as mãos limpas para não sofrer as conseqüências. Permanecer na ordem do Sistema (S). A essência do Cristo. Dualismo unitário do todo

IV - INCOMPREENSÃO E CONDENAÇÃO Um imbecil a derrotar. Opostos programas de vida. A economia dos bens espirituais e a sua oferta repudiada. Para que serve a pobreza franciscana. A superioridade espiritual e inferioridade material, mas cada um recebe segundo o mérito. O ciclo pobreza-riqueza-pobreza. Como funciona a máquina política.

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V - A VIDA É UMA ESCOLA Em que mundo se encontra o evoluído. As teorias da Obra na sua aplicação. A escola da dor e a

técnica das provas. Por que os maus têm sorte e os bons não?
razão da escravidão das massas. A sabedoria está no equilíbrio

Compensações entre os dois pólos: alegria-dor. O ciclo riqueza-pobreza. A queda das aristocracias. A

VII - SINAIS DOS TEMPOS Fusão entre Democracia e Comunismo. Os pecados do século XIX. Transformações atuais. O trabalho

consciência. A Obra antecipa os tempos. A Encíclica "Populorum Progressio", de Paulo VI

dos jovens. Um novo estilo de vida e de métodos educativos. O Concílio Ecumênico e o respeito à

A estrutura dupla de nosso mundo: Anti-Sistema (AS) passado e Sistema (S) futuro. Duplo tipo de economia: separatista ou unitário. O banco do mundo e o banco de Deus. Aplicações. A economia de nosso homem e a Divina Providência.

IX - A UNIVERSAL BIPOLARIDADE DO SEXO NAS RELIGIÕES O dualismo biológico básico: macho-fêmea, levado até ao conceito de Deus. Moisés e Cristo. As

des: potência e amor

duas éticas. A cópia dos dois opostos. A bipolaridade Cristianismo-Comunismo (fêmea-macho) e os dois Evangelhos da Justiça Social. As suas funções complementares. A visão completa, unindo as duas meta-

Depois da bipolaridade e complementaridade horizontal macho-fêmea, a vertical involuído-evoluído.

interior. Em que se transforma o ideal no mundo

O evoluído não ingênuo, mas esperto. O santo, lutador do ideal, e a resistência do mundo. A sua posição na Terra. A indústria do santo. Padre Pio de Pietralcina. O isolamento. A santidade é um fato individual e

XI - A CRISE DA VELHA MORAL A moral religiosa e a moral biológica. Vamos abrir os olhos aos bons nesta parte critica da Obra.

Contradições. O atual desmoronamento da fé. O ideal do homem comum: o bem-estar. A crise do

A nova forma mental. Os novos pecados. O significado de nossa crítica

Catolicismo. As vocações diminuídas. Reencontrar Cristo. A confissão, o pecado, as imposições, a moral da convivência, as evasões, o sentido de responsabilidade. O pecado masculino, econômico, de caráter social. O pecado de tipo feminino, o sexo. A hipocrisia. O sexo-pecado e a castidade-virtude. O processo de socialização e o critério social da nova moral baseado em não prejudicar ninguém. Moral no nível Moisés: força para domar; Cristo, bondade para civilizar; ciência: inteligência para autodirigir-se. A velha moral impositiva e obrigatória, mas irresponsável, e a nova, livre, porém responsável. As conseqüências.

1) Autoridade e Liberdade - O nosso personagem perante a Igreja. Apelar diretamente para Deus significa fugir à autoridade. Verdade coativa por autoridade e verdade livre por convicção. A autoridade, posição de domínio de um lado e de sujeição por outro. A obediência (S) unifica; a revolta (AS) divide, Autoridade, centro vital em favor dos dependentes, e autoridade, centro de desfrutamento próprio. Dai inimizade e revolta. A evolução da autoridade. A evolução está em harmonizar-se. A liberdade do evoluído (S), espontânea coordenação na ordem; a liberdade do involuído (AS), revoltar-se contra a opressão. Enquanto houver injustiça em prejuízo de qualquer pessoa, haverá revolta. Autoridade-comando em favor dos súditos, a sua obediência no seu interesse próprio. Um novo estilo de vida no campo religioso e social.

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2) A Condenação ao Índex - O problema de consciência. Deverá o indivíduo, para obedecer, renunciar a pensar? A condenação de 1939. Desaparecimento da Congregação do Santo Ofício. Dificuldade de estabelecer o diálogo. Um pecado que hoje não é mais pecado. As vantagens de haver desobedecido. A obra é aderente ao ideal cristão. Agora ela está escrita, O passado se fecha.

3) A Crise da Fé - Envelhecem as religiões, permanece a religiosidade. Não há mais heresias. Pacífica

temporalidade da Igreja, o seu poder civil e o Estado. Impossível fugir à evolução

crise de morte. Um exemplo. Patrões terrenos, administradores e colonos. Os seus métodos. A

Conferência: "A Nossa Simbólica Oferta ao Brasil e aos Povos da América Latina", em Brasília,

versalidade. A Obra dirigida pelo Alto, o seu desenvolvimento. As mãos de Deus

março de 1966. Resume-se a história, o conteúdo, a finalidade da Obra. A sua entrega aos construtores, os herdeiros espirituais. A terceira idéia, cristã. A nova civilização do terceiro milênio. Unificar. Uni-

XIV - A GÉNESE E O SIGNIFICADO DA OBRA Mediunidade inspirativa, ativa e consciente. União pai-mãe, sistema centro-periférico, fusão de que

funciona como centro de elementos satélites

nasceu o filho. Três elementos: 1) O centro irradiante, 2) O instrumento colaborador, 3) A Obra. Técnica de sua gênese. A arquitetura do fenômeno. A Obra está completa e terminada. Não admite acréscimos por via mediúnica. Fica: A Obra (+) o mundo (-). As resistências deste contra o ideal. A Obra é afirmativa,

Os mal-entendidos do mundo: andar à volta de um pseudocentro; a oferta entendida em sentido material e não espiritual, isto é, como cessão de propriedade e direitos de exploração econômica. Necessidade de uma disciplina que imponha a ordem, de um sistema defensivo da Obra, armado de normas reguladoras. A oferta foi espiritual, não comercial. Citado (em vários pontos da Obra) o seu principio de eliminar o dinheiro é respectivas arrecadações. O calvário do instrumento. É duro estar sempre a oferecer. Trabalhar para o templo de Deus é encontrar os comerciantes. Pobre Cristo! Por fim o espírito vence.

XVI - O MEU CASO PARAPSICOLOGICO O esquema estático de Assagioli: 1) Inconsciente inferior, 2) médio, 3) superior, e a nossa consciência dinâmica. 1) Involuído, 2) médio-normal, 3) evoluído. O fenômeno inspirativo ou intuição A Ascese espiritual e a sublimação das energias. A hipótese mediúnica. Os três momentos do fenômeno inspirativo : 1) Como nasce a idéia, 2) Como se transmite, 3) Como se expressa e se fixa no plano racional O aspecto de catarse do fenômeno, experiência no vértice, no superconsciente. O significado biológico do fenômeno e a filmagem da Obra. O futuro desenvolvimento mental da humanidade e a sua fase orgânica. O desajuste social do super-normal. A sua moral, o seu desabafo. O pensamento vence a morte. A nossa civilização extrovertida. Pensamento cerebral e pensamento intuitivo. A sobrevivência à morte, conforme o nível evolutivo, nos cérebros-centrados e nos psico-centrados. As minhas experiências senis.

A sobrevivência segundo o Cristianismo. Como a ciência enfrenta o problema com o método analítico extrovertido - Crítica de Rhine - Como a nossa visão, com o método intuitivo, resolve o problema.

Oscilação do pólo-espírito ao pólo-matéria - Possuímos só as nossas qualidades. O resto é apenas um instrumento de trabalho que se recebeu como empréstimo, e que tem de ser restituído. Paulatinamente se atinge o fim da vida. O homem perante a morte. Termino a Obra. A cada um a sua responsabilidade. No fim se fazem as contas diante de Deus. A vida maior. A unificação. Cristo.

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Após longa e áspera luta entre as forças do bem e do mal, as primeiras a favor da Obra e as segundas firmemente dispostas a destruí-la; ela vai chegando, milagrosamente, ao fim. É uma prova de que se encontra do lado das primeiras que são vencedoras, porque são mais fortes. Demonstra também que são eficientes e, portanto, têm a intenção de continuar vencendo quem a quiser sufocar, corromper ou desfrutar.

Com o presente volume, se aproxima o término da segunda parte da Obra, período brasileiro, isto é, os últimos vinte anos da minha vida. Estamos chegando ao fim da segunda e última fase de nosso trabalho. Na primeira parte se revelou em forma de poesia e de aspirações místicas: é um ato de fé, é o canto do poeta que sente a bondade de Deus e julga poder encontrar igual benevolência no mundo que. no entanto, se situa nos antípodas. Nesta segunda parte da Obra, observamos o aspecto oposto, ou seja, não mais a beleza do ideal que se manifesta no céu, ao qual pertence, mas a luta desse mesmo ideal plantado em ambiente hostil que o rejeita e, para o adaptar as suas próprias comodidades, corrompe-o, atraiçoa-o, emborca-o.

Vemos então que, em contato com a realidade do mundo, o ideal se torna o sonho de um ingênuo que parece não conhecer a vida Esta é coisa bem diferente: é luta feroz para dominar, e nela o ideal é, muitas vezes, usado para esconder aquela realidade, com um camuflar-se de santo, para enganar o próximo e vencê-Lo. Quanta boa-fé, que entusiasmo singelo a princípio, acreditando que a Terra fosse constituída só pelos bons! Foi assim que, perseguindo um grande sonho de bondade e de beleza, iniciouse a Obra. Mas o mundo estava espiando esta nova borboleta colorida que esvoaçava ignara, pensando na melhor maneira de capturá-la para depois a enfiar num alfinete e secá-la, a fim de servir de adorno às suas coleções de sonhadores idealistas. O mundo diz: "Borboleta, voa! Poeta, canta e crê com a tua fé. Aproxima-te de mim, que te abro fraternalmente os braços, pois também sou todo bondade e Evangelho. E um idílio! Estamos de acordo, tu e eu. Vem!". Assim também o passarinho se deixa meter na gaiola e depois deve cantar para quem o capturou e o colocou a seu serviço. Um evangélico convicto é o melhor chamariz para atrair outros bem intencionados!

Mas o ideal é uma força e não pode ser vencido por tais atentados. Ele possui as suas defesas. E entre os dois — o ideal deseja cumprir a sua função e o mundo procura eliminá-lo — o choque nasce inevitavelmente, isto é, surge um estado de guerra, porque nenhum dos dois está disposto a deixar-se destruir pelo outro. Foi assim que esta segunda parte, que chamamos segunda Obra, desenvolveu-se numa atmosfera de luta, bem diversa da primeira, toda ela poesia e doce harmonia. Mas foi graças a este fato que podemos ter agora, diante de nós, o reverso da medalha, e assim, possuímos uma visão completa e não unilateral, apenas, em que o idealismo da primeira Obra se junta ao realismo da segunda. Deste modo, fundamentalmente, nada prejudicou, porque produziu uma renovada complementação, na medida em que levou a enfrentar e apresentar os mesmos problemas sob aspectos diversos, observando-os em função de novos pontos de referência. Assim se explica o estilo diferente da primeira Obra, sobretudo em sua finalização, com crítica positiva do mundo em lugar das exaltações espirituais. Mas trata-se de julgamento benévolo, como é natural, feito para ajudar, e sem trair os princípios da Obra, isto é, crítica que não tem a intenção de agredir ou destruir, como é hábito acontecer no mundo.

Se a primeira Obra se pode definir como o sonho de um místico solitário, a segunda representa a sua experiência terrena. O anjo, caído num terreno traiçoeiro, onde a cada passo se esconde uma cilada,

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prisioneiro na lei do S. (S = Sistema), (AS =Anti-Sistema) — os dois pólos do ser. (Cfr. O Sistema).

teve de se exercitar em coisas bem diferentes das do céu e integrar o seu conhecimento nos fatos de nosso mundo, que é bem distinto. Mas, mesmo nesta contraposição de opostos, que equilíbrio de aspectos complementares se combinam mutuamente! Destarte, cada desordem termina enquadrando-se dentro de uma ordem maior, e o mal é posto a serviço do bem, incluído dentro daquela ordem. O próprio AS fica

Disto podemos falar somente agora, no fim de todo o trabalho, porque nesta hora se torna visível. E tudo se realizou automaticamente. Antes, não era possível prevê-lo e preordená-lo. Temos uma vida de oitenta anos dividida em duas partes iguais de quarenta cada uma: a primeira de preparação e amadurecimento, a segunda de execução. Esta última também dividida por sua vez em duas, e isso para realizar a Obra em dois dos seus diferentes aspectos, localizados em dois hemisférios opostos, em dois períodos de vinte anos: 1931-1951, o da primeira Obra, e 1951-1971, o da segunda. Isto foi o que escrevi na Introdução da segunda obra, no início do seu primeiro volume — Profecias — e que estou confirmando neste livro.

Esta segunda parte da Obra entrou na vida pública para penetrar na realidade representada pelo mundo Desenvolveu-se, assim, um diálogo traduzido em ações e reações, diálogo que descrevemos nos volumes precedentes: de um lado, as forças do Alto; do outro, as da Terra, ambas em duelo. Protegida pelas primeiras, a Obra resistiu, percorrendo regularmente o seu caminho em direção às suas novas fases de desenvolvimento A estrada palmilhada ficou assinalada por mortos e feridos que caíram à sua margem, desaparecendo sem poder fazer nada, e que antes se fizeram donos de tudo.

Esse período de luta não foi inútil, pois levou a uma tomada de posição racionalmente mais sólida e definida, a uma espiritualidade cientificamente mais positiva, já não apenas misticismo e poesia, porém também trabalho de controle com base na lógica e na experimentação. Deste seu segundo período a Obra saiu vencedora de uma batalha que a reforçou e a completou. O espírito saiu triunfante, não só como fé e ascensão para Deus, mas ainda bem temperado na luta, tendo ficado mais rico em conhecimentos. Assim, o ideal pôde dar prova de não ser apenas um belo sonho, mas uma força viva e potente, de maneira a saber impor-se à feroz realidade biológica Na segunda Obra a fé se encouraçou contra todos os ataques, e o ideal, armado de provas, tornou-se raciocínio e ciência, podendo desafiar o mundo e cumprir o seu trabalho de civilização. Cristo demonstra saber vencer, não apenas nos céus, senão também em nossa Terra infernal. Pode, assim, verificar-se que as forças inferiores não têm o poder de prevalecer contra as superiores.

O ideal resistiu. A luta o confirmou, fortificou e consolidou. Eis que esta segunda fase da Obra teve a sua função, seguindo a técnica da descida dos ideais. A maior comprovação da Obra é esta sua sobrevivência através das ameaçadoras tempestades que pareciam poder destruí-la; é ter sabido resistir ao assalto que o mundo desencadeia quando um ideal desce à Terra, enfrentando-o. Esta é ainda uma vitória do S sobre o AS, que o S quer fazer avançar e evoluir. Não podia acontecer de outro modo. Não podia deixar de funcionar a lei fundamental da vida: a evolução, salvando a Obra que lhe está estreitamente conexa.

Assim esta sua segunda parte não expressa mais um homem ingênuo que se deixa enganar pelo mundo que o procura para explorar. Aquele que sofre pelo ideal tem paciência enquanto os outros se aproveitam do seu sacrifício, que exprime o indivíduo espiritual batalhador. O idealista vê o jogo do mundo, explica-o aos bons para não caírem nele e acusa aqueles que o praticam. Mesmo que o mundo queira o cúmplice e ame o amigo aliado ao seu jogo, a verdade tem de ser dita para que os simples seja esclarecidos. Desta vez o ideal não se deixou torcer a serviço de outros interesses. Ele não se dobrou, ainda que condenado como erro e combatido em nome da verdade. Pelo contrário, tornou-se ação. E, então, o céu se moveu, defendeu as posições, salvou. Se o mundo tem as suas forças, também o ideal tem as dele, cada um as que são próprias do seu plano. Neste segundo período, de ambos os lados elas se desafiaram e se mediram em forma de luta. Depois desta prova a segunda Obra conclui-se com uma afirmação cada vez mais consciente. No fim. do presente volume, o leitor assistirá à oferta simbólica da Obra àqueles que depois

Um destino seguindo Cristo Pietro Ubaldi quiserem vivê-la e realizá-la. Dado que estamos na Terra, é natural haver alguém que se aproxime julgando encontrar alguma coisa para apoderar-se a seu interesse material. Mas isso para quem o fizer representa um perigo, porque, se a presa parece fácil e por isso atrai os incautos, a Obra é uma arma espiritual potente que pode trazer grandes benefícios, se for bem usada, mas que pode explodir nas mãos de quem fizer mau uso dela.

É perigosíssimo maltratar as coisas espirituais. E neste erro caem facilmente aqueles que crêem ser astutos e delas se acercam com a mesma forma mental do explorador. Isto pode parecer uma traição, mas é justo que seja assim. É providencial, porque representa uma legítima defesa da vida, uma vez que elas são fundamentais para a evolução deles. Por isso as coisas espirituais são protegidas por forças poderosas, mesmo invisíveis garantem o seu triunfo, deixando os assaltantes na ruína a que os conduz a sua própria negatividade.

O presente volume é apresentado quase em forma autobiográfica, porque se trata de experiências realmente vividas, ainda que sejam utilizadas como tema para generalizações que ampliam o assunto até versar sobre problemas de caráter social. Isto porque os casos da vida do protagonista aqui examinados não se consideram isolados, mas são orientados em função dos princípios gerais da Obra, dos quais aquela vida pretende ser uma aplicação. E assim que os fatos são explicados através da respectiva teoria, que deles nos mostra o significado e justifica a sua presença na forma em que se desenvolvem. Deste modo, o livro é teórico e prático ao mesmo tempo, porque, se de um lado constitui o emprego de teorias já abordadas, como desenvolvimento de novas, de outro é solução de muitos problemas de vida vivida. Assim, esta história se enxerta no mundo de todos, porque o sujeito, com a sua conduta, mostra como, seguindo os seus princípios, entendeu a vida, resolvendo vários problemas, consciente dos seus fins e da sua própria posição no seio das leis do universo. Depois de tantos volumes de teorias gerais, este é um livro de realizações práticas.

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