TCC Aterro Sanitário

TCC Aterro Sanitário

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Ciclo de Vida dos Produtos

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Capitulo 3 - Medidas de Reaproveitamento

3.1 Reciclagem, Coleta Seletiva e Resíduos Sólidos

De fato um assunto muito importante nos dias de hoje, pois sem sombra de duvidas o reaproveitamento de produtos recicláveis é algo muito interessante não somente para a diminuição de resíduos sólidos no planeta, mas também é uma renda para muitas família que vivem disso. Com a modernização e falta de tempo a procura por produtos descartáveis vem aumentando significantemente nos últimos tempos, após o consumo os resíduos são jogados ‘’fora’’, porém poucos se preocupam para onde aquilo tudo irá.

Entretanto existe um processo do qual devemos saber, e é aquele que vai desde o transporte até as influencias dos nossos resíduos na natureza e até mesmo em nossas vidas. Com o aumento da população aumentou-se consequentemente o volume de resíduos, com isso a vida útil de aterros e lixões acabam diminuindo muito trazendo consigo a contaminação do solo, lençóis freáticos e ar, entre outros problemas.

Falar sobre resíduos é também abordar sobre alguns outros assuntos como a destruição da natureza, os direitos e os deveres dos órgãos públicos e da sociedade que não estão sendo cumpridos.

A coleta seletiva apesar de não ser novidade muitas pessoas ainda não tem informações sobre a sua importância, de como ela contribui para o meio ambiente, pois todo ‘’lixo’’ pode se transformar em algo útil para todos, pets e outros produtos de plásticos podem virar artigos de artesanato por exemplo.

É necessário um trabalho conjunto para a resolução do problema com resíduos, sociedade e órgãos públicos, unidos podem conseguir soluções que beneficiem tanto um quanto ao outro. A coleta coletiva é uma solução barata e que ajuda e muito o meio ambiente e também as pessoas que trabalham em cooperativas e catadores de resíduos recicláveis.

3.2 Definições dos conceitos utilizados

Resíduos Sólidos: Resíduos nos estados sólidos e semissólidos, que resultam de atividade da comunidade de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isto soluções técnicas e economicamente inviáveis, devido a uma melhor tecnologia disponível no País.

(ABNT NBR 10.004, 1987)

Reciclagem: É o processo de transformação de um material, cuja primeira utilidade terminou, em outro produto. Por exemplo: transformar o plástico da garrafa PET em cerdas de vassoura ou fibras para moletons. (SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, 2001).

Coleta Seletiva: É um sistema de recolhimento de materiais recicláveis: papéis, plástico, vidros, metais e orgânicos, previamente separados na fonte geradora e que podem ser reutilizados ou reciclados. (SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, 2001).

Aterro sanitário - Técnica de disposição do lixo, fundamentado em critérios de engenharia e normas operacionais específicas, que permite a confinação segura em termos de controle da poluição ambiental e proteção à saúde pública. (IBGE,2002).

Aterro controlado - local utilizado para despejo do lixo coletado, em bruto, com cuidado de, após a jornada de trabalho, cobri-lo com uma camada de terra, sem causar danos ou riscos à saúde pública e a segurança, minimizando os impactos ambientais. (IBGE, 2002)

Lixão ou Vazadouro a céu aberto - disposição final do lixo pelo seu lançamento, em bruto, sobre o terreno sem qualquer cuidado ou técnica especial (IBGE, 2002)

Lixo Domiciliar – originado na vida diária das residências.

Lixo Comercial – originado nos estabelecimentos comerciais de serviço; tem um forte componente de papel, plástico, embalagens diversas e material de asseio, como papel toalha e papel higiênico.

Lixo Público – originado dos serviços de limpeza pública urbana, incluindo os resíduos de varrição das vias públicas, limpeza de praias, de galerias, córregos e terrenos baldios.

Lixo Hospitalar – constituído de resíduos sépticos que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos. Este lixo é constituído de agulhas, seringas, gazes, bandagens, algodões, órgãos e tecidos removidos, meios de culturas, animais usados em teste, sangue coagulado, entre outros.

Lixo Especial – É o lixo encontrado em portos, aeroportos, terminais rodoviários ou ferroviários. Constituído de resíduos sépticos, pode conter agentes patogênicos oriundos de um quadro de endemia de outro lugar, cidade, estado ou país.

Lixo Industrial – é aquele originado nas atividades industriais, dentro dos diversos ramos produtivos existentes.

Lixo Agrícola – resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como, por exemplo, embalagens de adubos e agrotóxicos, defensivos agrícolas, reação e restos de colheita.

3.3 Resíduos, Reciclagem e Cooperativas no Brasil

Para falarmos de reciclagem é necessário que reciclemos nossos pensamentos primeiramente, pois muitos entendem como lixo algo que não tem mais utilidade, devemos inverter este pensamento e trazer conosco a ideia de que ‘’lixo’’ pode além de trazer lucro traz um bem para a sociedade.

Reciclar é economizar tanto nos recursos naturais quanto energia e assim com isso o ciclo produtivo é trago de volta. A palavra reciclagem começou a ser utilizada mundialmente na década de 80, quando se foi visto que o petróleo e algumas outras matérias-primas não são renováveis, tendo o seguinte significado: Re (repetir) + Cycle (ciclo).

A reciclagem traz os seguintes benefícios:

  • Contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar.

  • Melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população.

  • Prolonga a vida útil de aterros sanitários.

  • Melhora a produção de compostos orgânicos.

  • Gera empregos para a população não qualificada.

  • Gera receita com a comercialização dos recicláveis.

  • Estimula a concorrência, uma vez que produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelo àqueles gerados a partir de matérias-primas virgens.

  • Contribui para a valorização da limpeza pública e para formar uma consciência ecológica.

Seria de uma forma muito interessante se pequenas e médias empresas contassem com o apoio financeiro e tecnológico de órgãos públicos para assim ajudariam melhor a sociedade, pois além da criação de novos empregos estariam contribuindo também para a diminuição de resíduos.

A melhor solução para resíduos sólidos é aquela que consegue diminuir na fonte a sua geração, quando não existe a possibilidade de serem evitados devem seguir para locais onde a reciclagem poderá ser feita, fazendo com que o mínimo possível tenha como destino final aterros sanitários.

Reintroduzir no sistema uma parte da matéria e reutilizar, assim nasceu o conceito reciclagem. Tudo aquilo que se tornaria lixo, sendo separados depois viram matéria-prima na manufatura de bens, aqueles que seriam feitos com matéria-prima virgem, dessa forma os recursos naturais sofreriam bem menos e principalmente trazendo lucros e economia.

3.4 Classe dos resíduos

Em 31 de maio de 2004 a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas publicou uma nova versão de sua NBR 10.004 – Resíduos Sólidos, esta que mostra a classificação dos resíduos sólidos quanto aos seus riscos a saúde pública e os riscos potenciais ao meio ambiente, para que se haja um gerenciamento adequado.

Quando falamos em gerenciamento de resíduos sólidos temos que lembrar de uma ferramenta imprescindível a NBR 10.004, pois esta é aplicada por instituições e órgãos fiscalizadores. A partir desta classificação o gerador de um determinado residuo consegue identificar o potencial de risco do mesmo, bem como saber de uma melhor forma a destinação final.

Nesta sua nova versão a classificação dos residuos são divididas em classes, que são as seguintes:

  • Classe I (Perigosos)

  • Classe II (Não-Inertes)

  • Classe III (Inertes)

Classe I

Residuos perigosos: são aqueles que apresentam riscos a saúde publica e ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposição especiais em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxidade e patogenicidade.

Classe II

Residuos não-inertes: são aqueles que não representam periculosidade, porém não são inertes, basicamente tem as características do lixo doméstico, podem ter algumas propiedades como por exemplo, combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água.

Classe III

Residuos Inertes: são aqueles residuos que não tem nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da agua, ou seja, a água continua potável mesmo quando está em contato com ese tipo de resíduo. Em sua maioria são recicláveis, eles não se degradam e não se decopõem quando dispostos no solo,

O quadro 1 mostra a origem, classes e responsável pelos resíduos.

Fonte: Grippi, 2001.

Existe uma lei que ampara a destinação dos resíduos sólidos esta que após muitos anos foi discutida, foi avaliada, foi modificada até então perceberem sua real importancia, então segue logo abaixo ela para melhor entendimento:

Segundo a LEI 12.305/2010 (LEI ORDINÁRIA) 02/08/2010, CAPÍTULO I, Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluíndo os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis.

§ 1o Estão sujeitas à observância desta Lei as pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos sólidos e as que desenvolvam ações relacionadas à gestão integrada ou ao gerenciamento de resíduos sólidos.

§ 2o Esta Lei não se aplica aos rejeitos radioativos, que são regulados por legislação específica.

Art. 2o Aplicam-se aos resíduos sólidos, além do disposto nesta Lei, nas Leis nos 11.445, de 5 de janeiro de 2007, 9.974, de 6 de junho de 2000, e 9.966, de 28 de abril de 2000, as normas estabelecidas pelos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) e do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro).

3.5 As vantagens econômicas da reciclagem

A reciclagem traz consigo além da melhoria para o meio ambiente uma economia para a sociedade. Ela gera a economia de recursos naturais, a diminuição de limpeza urbana, tratamentos para a saúde, controle de poluição, construção de aterros sanitários, entre outros, também sua utilização serve para gerar energia elétrica, abrindo por ventura vagas de empregos tanto para população não qualificada como também para setores industriais que veem no ‘’lixo’’ grande potencial de economia. O mercado de recicláveis, se coordenado de forma justa, pode remunerar adequadamente os sucateiros e catadores, que desempenham tarefas necessárias à redistribuição do lixo destinado à armazenagem, enfardamento e reciclagem.

Outro exemplo de economia é a da água com a reutilização do papel pode-se economizar cerca de R$ 694 milhões por ano, e também a cada 28 toneladas de papel reciclado evita-se o corte de 1 hectare de floresta sendo considerado que 1 tonelada equivale de 50 a 60 eucaliptos, 100 mil litros de água e 5 mil KW/h de energia, sendo que o papel reciclado usa cerca de 2 mil litros de água e de 1000 a 2500 KW/h para 1 tonelada de papel.

É bem dito que a reciclagem traz uma boa aconomia, encarar a realidade de que reciclar é melhor é essencial para uma qualidade de vida não somente de uma família, mas de uma sociedade completa.

A reciclagem pode ser mais barata do que a disposição dos rejeitos, além de ter o potencial de tornar o preço de matérias-primas mais convidativos. Afinal, mesmo sem pensar nos aspectos do impacto ambiental, o monumental problema do lixo nas grandes metrópoles brasileiras esbarra ainda numa limitação territorial intransponível, ou seja, em breve não haverá mais locais disponíveis para armazenagem de detritos, como se faz hoje nos chamados lixões e aterros sanitários.

"No Brasil, a questão da reciclagem do lixo ainda é mal resolvida, mas já desponta como um caminho natural para sociedade e governo resolverem os agudos problemas do impacto ambiental representado pelos lixões e aterros sanitários que esgotam sua capacidade de armazenagem em ritmo cada vez mais rápido, devido à crescente complexidade e volume dos detritos sólidos produzidos pela cultura urbano-industrial", adverte Antônio César da Costa e Silva, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), que tem sede no Rio de Janeiro.

Não se é possível reciclar em quantidades significativas se não houver, dentro de nossas casas, empresas ou em qualquer outro lugar a consciência da importância da separação do ‘’lixo’’ levando em consideração o bem que está fazendo ao meio ambiente e ao próximo.

Capitulo 4 - Nossa Visita

4.1 O Histórico da Pajoan

A Empreiteira Pajoan Ltda. opera o aterro sanitário em Itaquaquecetuba desde 20 de abril de 2001, em propriedade particular de 884.000 m2, confrontante à área do antigo aterro sanitário público (CIPAS) que encerrou suas atividades em 30 de novembro de 2000.

Os resíduos dispostos pela empreiteira desde 2001 ocupam uma área de 181.000 m2, que quando reunida aos resíduos dispostos pela CIPAS totalizam cerca de 207.000 m2 de área total ocupada atualmente por resíduos. A área adicional reservada para a ampliação do aterro é de 201.600 m².

O aterro sanitário existente foi concebido para receber resíduos sólidos domiciliares e industriais Classe II, o quadro a seguir mostra suas características:

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