Motivação organizacional

Motivação organizacional

FACULDADE DE CIENCIAS GERENCIAS – FCG

ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

MOTIVAÇÃO ORGANIZACIONAL: COMO MANTÊ-LA?

VICTOR BARBOSA DOMINGOS

LUCIANA RUANO

VITOR AUGUSTO CIPRO

Jundiaí

2009

MOTIVAÇÃO ORGANIZACIONAL: COMO MANTÊ-LA?

Trabalho apresentado como pré-projeto do Trabalho de Conclusão de Curso e para obtenção de nota bimestral da disciplina Métodos e Técnicas de Pesquisas II, do curso de Administração de Empresas da Faculdade de Ciências Gerenciais.

PROFESSOR ALESSANDRO CÉSAR BIGHETO

Jundiaí

2009

Sumário

Sumário 3

1.tema e àrea de pesquisa 4

2.pergunta 5

3.objetivos 6

4.justificativas 7

5.metodologia de pesquisa 12

bibliografia 13

  1. tema e àrea de pesquisa

O projeto para o Trabalho de Conclusão de Curso será baseado no tema “Motivação Organizacional”, com um maior foco na área de Psicologia Organizacional.

  1. pergunta

“Como manter a motivação dos colaboradores dentro das organizações do século XXI?”

  1. objetivos

O trabalho consiste não apenas em mostrar como motivar, mas sim apontar meios de manter a motivação dentro das organizações nos tempos atuais. O cenário econômico mudou radicalmente desde o final de 2008 e, mesmo com sinais de melhora em alguns países e setores, analistas econômicos indicam que não há previsão de estabilidade a curto ou médio prazo. A motivação tornou-se então indispensável e necessária, não só no âmbito profissional, mas também no pessoal, para que haja todas as condições psicológicas para uma canalização dos esforços na criação e desenvolvimento em direção ao sucesso.

  1. justificativas

Segundo Martani1 (2006), motivação é o que nos move para levantar-nos todas as manhãs. Significa não nos determos aos obstáculos e conseguirmos lidar com nossos limites e sentimentos, como medos, competências, fadiga e insegurança. É através da motivação que chegamos aos resultados, as metas e objetivos, driblando as dificuldades do dia-a-dia. E essas dificuldades e necessidades, aliada a motivação é que impulsionaram os grandes pesquisadores, pensadores e personalidades a transformarem simples mortais em verdadeiros gênios.

Martani (2006, p.1) conclui que, “Logo não podemos pensar no homem sem pensar na senhora de todo o movimento humano: a MOTIVAÇÃO.”.

Como já é de conhecimento, todos possuem um comportamento distinto e reagem individualmente e de forma própria para cada situação. Em um grupo de pessoas presas em um elevador, entre um andar e outro, por exemplo, é possível notar uma reação distinta para cada um.

Segundo Bergamini (2005, p.17), “Se não é difícil notar os diferentes comportamentos entre as pessoas, também não é tão simples descobrir as suas reais causas.”, ou seja, os comportamentos,mesmo com características tão notórias, são de difícil explicação. Essas reações logo despertaram o interesse dos estudiosos e estes determinaram que são inúmeros os aspectos que determinam tais diferenças. Experiências de vida, classe social e diferentes habitats são os responsáveis pelas infinitas variações de tipos e estilos de personalidade.

Ainda segundo a autora, a complexidade no estudo da psicologia2 humana consiste na metodologia em que se realizam os estudos: devem ser direcionadas individualmente e nunca em modelos pré-estabelecidos, como nas ciências exatas.

No inicio dos estudos sobre o comportamento humano, a maioria dos pesquisadores utilizam-se de métodos matemáticos dedutivos e hipotéticos, onde procedia a uma rigorosa dedução a partir de hipóteses e observações.

Para BERGAMINI (2005, p.19),

A relação causa e efeito não é tão rigorosa quanto se poderia superficialmente imaginar. Um mesmo estímulo não provoca respostas comportamentais iguais em diferentes pessoas; por outro lado, o mesmo sintoma, como o é o alcoolismo, se estudado em duas pessoas diferentes, provavelmente evidenciará duas historias bem diferentes, ou, mais simplesmente, apontará causas diferentes.

Devido a complexidade a cerca do assunto, surgiram diversas concepções diferentes a respeito do assunto. Para as organizações, o método mais comumente utilizado é o método de estudo caso ou estudo clínico, que é realizado toda vez que uma pessoa dentro de uma organização torna-se um problema para o bom convívio entre os demais funcionários. Para todas as condutas atípicas e indesejáveis, tem-se uma causa especifica, podendo ser de influencia externa ou interna. E para que se chegue a um veredicto, é necessária uma análise exaustiva de todos os fatores que possam estar influenciando tal comportamento, não bastando apenas punir ou repreender sem que saiba a real causa para as atitudes apresentadas. Clima organizacional e moral são observados através de entrevistas individuais ou coletivas ou mesmo através de questionários, e com os dados coletados, possíveis causas e efeitos nos colaboradores.

Mesmo com as técnicas atuais e os grandes avanços na área, todos os seres humanos possuem um aspecto impalpável: o do psiquismo humano. Para tal análise, ainda é utilizada os comportamentos aparentes. O estudo do comportamento é aplicado as mais diversificadas áreas, como na pedagogia, no esporte, na medicina, no direito e, hoje mais do que nunca, nas organizações.

Segundo ÁVILA3 (s.d.), a motivação dentro das empresas se tornou uma estratégia. Se faz necessário um esforço continuo para que todos os funcionários se comprometam com a filosofia de trabalho da empresa e a empresa alinhar-se com os objetivos das pessoas. Tudo deve girar em torno de respeito mutuo e prevalecendo a ética, em todos os momentos.

Mais do que um bom salário, os funcionários almejam o reconhecimento, serem tratados de maneira justa, de serem ouvidos e de novos desafios. A maior dificuldade é fazer com que os administradores também se adaptem aos novos comportamentos.

Psicólogos, neurologistas, pesquisadores e administradores estão em constante busca de soluções para a motivação ideal dos colaboradores. Mas, conforme ÁVILA (s.d., p.1), “para haver a verdadeira motivação na empresa é preciso que cada funcionário acenda dentro de si a chama da auto-motivação, ou seja, descubra o que realmente faz sentido para eles”. Ou seja: para exigir é necessário saber o que quer.

Os empresários devem estar focados na complexidade humana e as questões éticas e culturais e na individualidade. Deve-se entender que a qualidade de um produto não esta apenas no produto oferecido em si, mas também em uma qualidade subjetiva, onde não se enxerga, mas sente e percebe.

Para Carlos Alberto Santos, presidente da rede varejista Casas Bahia4, uma das formas de motivar seus colaboradores foi a de dar total autonomia para cada uma das filiais. Total autonomia, mas com algumas diretrizes a serem seguidas para evitar uma descaracterização no foco da empresa. Outro incentivo dado por Carlos Alberto é o incentivo financeiro, método que, para CHIAVENATO5 (1999, p.248), deve ser utilizado com precaução, afinal

Não basta remunerar as pessoas pelo seu tempo dedicado a organização. Isto é necessário, mas insuficiente. É preciso incentivá-las continuamente a fazer o melhor possível, a ultrapassar o desempenho atual e alcançar metas e resultados desafiantes formulados para o futuro.

Ainda segundo CHIAVENATO (1999), existem diversas outras maneiras de motivações quando o âmbito se torna financeiro, como a remuneração variável, onde o funcionário ganha mais quando a empresa também ganhar, ganha menos quando a empresa faturar menos e não ganha nada a mais quando a empresa também não ganha; plano de bonificação anual, que é onde os funcionários recebem um bônus conforme os resultados obtidos durante o ano; opção de compra de ações da companhia, tornando o empregado um acionista, incentivando-o a estabelecer melhorias contínuas para valorizar as ações obtidas...

Independente de buscar uma formula para compreender e estabelecer uma forma de atingir os objetivos desejados, a verdade é apenas uma: de nada adianta novas tecnologias, planejamentos detalhados e conhecimento, se o sucesso depende apenas de um fator primordial: a motivação. E isso acaba sendo unânime em todos os estudos realizados para encontrar uma forma de manter uma organização no caótico mundo dos negócios.

  1. metodologia de pesquisa

A pesquisa deste trabalho será através da bibliografia realizada em livros e revistas, como fonte de informações.

bibliografia

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas – O novo papel dos recursos humanos nas organizações. 21ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 1999.

BERGAMINI, Cecília Whitaker. Psicologia aplicada a administração de empresas. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2005.

MARTANI, Silvana. Motivação nas empresas: um passo para o sucesso. Disponível em <http://br.hsmglobal.com/notas/48261>. Acesso em 13 de novembro de 2009.

ÁVILA, Márcia. Motivação: qualidade subjetiva das empresas vencedoras. Disponível em <HTTP://www.marciaavila.com.br/artigo.php>. Acesso em 20 de setembro de 2009.

1 Silvana Martani é psicóloga formada pelo Instituto Unificado Paulista UNIP em 1982. Psicóloga clinica com larga experiência em atendimento psicoterápico de adolescentes e adultos, tanto em consultório quanto na clinica de endocrinologia e metabologia do Hospital Beneficiência Portuguesa desde 1984. Atualmente ministra também palestras em faculdades e escolas, tendo como principal foco a adolescência e suas conseqüências.

2 Muitos historiadores batizaram o ano de 1879 como o ano do nascimento da psicologia, devida ao relevante estudo de Wilhelm Wundt, médico, filósofo e psicólogo alemão, que sistematizou lógica e rigidamente a abordagem psicológica. Foi também no mesmo ano que surgiu o primeiro laboratório formal para pesquisas em psicologia.

3 Márcia Ávila, graduada em Comunicação Social (Publicidade e Jornalismo) e pós-graduada em Gestão Organizacional. Consultora empresarial e palestrante, Márcia possui especialização em Inteligência Competitiva e tem como missão profissional, segundo a própria, colaborar com o desenvolvimento humano das pessoas nas empresas.

4 As Casas Bahia é uma das maiores redes varejistas de moveis e eletrodomésticos do Brasil. Foi fundada em 1952, no município de São Caetano do Sul, pelo imigrante polonês Samuel Klein. Ele iniciou como vendedor de porta em porta até que conseguir inaugurar sua primeira loja, onde o nome foi criado em homenagem aos retirantes baianos, seus maiores clientes.

5 Idalberto Chiavenato é Mestre (MBA) e Doutor (Ph.D) em Administração de Empresas pela City University of Los Angeles, Califórnia. Presidente do Instituto Chiavenato e conselheiro do CRA/SP, Chiavenato é reconhecido e prestigiado pela excelência de seus trabalhos em Administração e em Recursos Humanos, não só pela sua produção e contribuição literária, mas principalmente pela influência na definição e aplicação de modernos e inovadores conceitos administrativos aplicados às organizações bem-sucedidas.

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