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1 Manobras para evitar colisão5
1.1 Introdução5
1.2Regras de manobra nas situações mais comuns6
1.2.1 Situação de Roda a Roda6
1.2.2Manobra de Ultrapassagem ou de Alcançando7
1.2.3Manobra em Situação de Rumos Cruzados ou Rumo de Colisão7
1.3 Manobra em canais estreitos8
1.3.1Efeitos que influenciam o comportamento de uma embarcação8
1.4Ações da embarcação obrigada a manobrar13
1.5 Regra de preferência14
1.6Regras para condução de embarcações em visibilidade restrita14
2 Luzes e sinais sonoros16
2.1 Introdução16
2.2 Luzes e marcas exibidas por embarcações16
2.3 Luzes de reboque e empurra18
2.4 Sinais Sonoros de uma embarcação24
3 Balizamento27
3.1 Conceitos27
3.2 Sistemas de balizamento27
3.3 Sistema IALA B28
4 Sinais visuais3
4.1 Sinais de uma letra3
4.2 Sinais de emergência34
4.3 Sinais de perigo35

Sumário Bibliografia ................................................................................................................... 37

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1 Manobras para evitar colisão 1.1 Introdução

Veremos nesta unidade o Regulamento Internacional Para Evitar Abalroamento no

Mar, chamado RIPEAM, que consiste em uma série de regras convencionadas, ou seja, que foram discutidas em reuniões com vários países-membros de uma organização internacional marítima, chegando a varias conclusões, padronizando as ações e manobras entre embarcações, a fim de evitar acidentes entre elas.

Estudaremos a estrutura desta convenção e destacaremos algumas regras importantes, que abrangem as manobras mais comuns para evitar colisão como: rodaroda, alcançando e em rumos cruzados; as regras de navegação em rios e canais estreitos; quem tem a prioridade de manobras de acordo com a embarcação e regras para condução de embarcação em visibilidade restrita.

Estrutura do RIPEAM

O RIPEAM é dividido em quatro partes e trinta e oito regras, além do anexo que especifica detalhes referentes às regras apresentadas.

Vejamos como é estruturado o RIPEAM; aconselhamos que você procure conhecê-lo com mais detalhes, obtendo uma publicação por empréstimo, a bordo ou através de seu orientador.

Parte A - Generalidades

Abrange as regras 1, 2 e 3 e trata das aplicações deste regulamento, define as responsabilidades e fornece definições importantes.

Parte B - Regras do Governo e de Navegação

Esta parte contém as principais regras referentes às manobras que abrangem toda a sua unidade I. Vamos prestar atenção a elas, que são divididas em três seções distintas, de acordo com as seguintes condições.

Seção I Condução de embarcação em qualquer condição de visibilidade, contém as regras 4 a 10.

Seção I Condução de embarcação no visual uma da outra, contendo as regras 1 a 18.

Seção I Condução de embarcação em condição de visibilidade restrita, contendo a regra 19.

Parte C - Luzes e Marcas

Esta parte contém as regras 20 a 31 e padroniza as luzes e marcas que devem ser exibidas pelas embarcações, conforme seu emprego, propulsão e situação de governo. Pela sua importância, veremos este assunto com mais detalhes na unidade I.

Parte D - Sinais Sonoros e Luminosos

Esta parte do regulamento trata dos sinais sonoros e luminosos previstos para advertir outras embarcações sobre a manobra realizada, e de como chamar a atenção e distinguir os sinais de perigo. Contém as regras 32 a 37.

Parte E - Isenções

Esta parte, que contém somente a regra 38, apresenta as isenções feitas neste regulamento.

Anexo

O anexo contém alguns detalhes técnicos que são importantes para que a embarcação possa se adequar ao R.I.P.E.A.M.

1.2 Regras de manobra nas situações mais comuns 1.2.1 Situação de Roda a Roda

Quando duas embarcações, a propulsão mecânica, estiverem se aproximando em rumos diretamente ou quase diretamente opostos, em condições que envolvam risco de colisão, cada uma deverá guinar para boreste, de forma que a passagem se dê por bombordo uma da outra.

Roda a roda

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1.2.2 Manobra de Ultrapassagem ou de Alcançando

Quaisquer que sejam as condições, toda embarcação que esteja ultrapassando outra, deverá manter-se fora do caminho desta.

1.2.3 Manobra em Situação de Rumos Cruzados ou Rumo de Colisão

Quando duas embarcações, a propulsão mecânica, navegam em rumos que se cruzam, podendo colidir, a embarcação que avista a outra por boreste deverá se manter fora do caminho desta e, caso as circunstâncias o permitam, evitar sua proa.

Ultrapassagem

Rumo de colisão

1.3 Manobra em canais estreitos

As manobras em rios e canais que apresentem restrições, seja em área para evolução ou profundidade, requerem do navegante alguns cuidados e procedimentos, principalmente se a embarcação for a propulsão mecânica, cujos principais efeitos descreveremos a seguir.

1.3.1 Efeitos que influenciam o comportamento de uma embarcação

Velocidade - A velocidade em canais e rios, principalmente em locais de pouca profundidade, tende a aumentar o calado da embarcação. Na prática, se a relação de água embaixo da quilha for pequena, deve-se reduzir a velocidade da embarcação para que esta não venha a tocar o fundo.

Tendência em águas restritas - Verifica-se, principalmente em canais e rios estreitos, uma tendência das ondas que se formam na proa encontrarem resistência na margem mais próxima, repelindo a proa para o bordo oposto; neste caso, a tendência é da proa guinar para a margem mais distante e a popa ser atraída para a margem mais próxima.

Tendência em águas restritas

Relação velocidade x calado

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Interação de embarcações - Quando duas embarcações passam em rumos paralelos e em sentido contrário, a pequena distância, pode haver uma interferência recíproca devido ao movimento das águas, gerado pelo sistema de ondas, o qual se inicia na proa (bigode) e à corrente de sucção. Convém que ambas as embarcações mantenham velocidade a mais reduzida possível que lhes permita governar.

Vejamos quais são esses efeitos.

A - No primeiro momento, as duas amuras se repelem em virtude das ondas que se formam em cada proa, fazendo com que as proas tendam a guinar para as margens.

B - Quando as embarcações estiverem pelo través, as correntes de popa de uma e as ondas de proa da outra se equilibram, tendendo assim, as embarcações a ficarem em paralelo.

Interação de embarcações pela proa

Interação de embarcações pelo través

C - No momento em que as alhetas estiverem na mesma altura, o movimento dos filetos líquidos e a corrente de sucção do hélice provocam uma atração mútua de ambas as popas, momento em que se deve tomar muito cuidado.

D - Pelo fato destas interações acontecerem com embarcações de portes diferentes (uma pequena e outra grande), os efeitos descritos só serão sentidos na embarcação de pequeno porte. Por isto, o procedimento correto nesta situação é passar o mais distante possível da outra embarcação e, ao passar o momento de través, dar uma pequena guinada para o bordo da outra embarcação, a fim de evitar a aproximação das popas.

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