Classes dos antibióticos

Classes dos antibióticos

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UNIÃO DAS ESCOLAS SUPERIORES DE RONDÔNIA - UNIRON

CURSO DE ENFERMAGEM

Maria José Micheletti

Elisângela Paz do Nascimento

Elane Guarda da Costa Diez

Fredson Oliveira Maia

ANTIMICROBIANOS

PORTO VELHO/2011

UNIÃO DAS ESCOLAS SUPERIORES DE RONDÔNIA - UNIRON

CURSO DE ENFERMAGEM

Maria José Micheletti

Elisângela Paz do Nascimento

Elane Guarda da Costa Diez

Fredson Oliveira Maia

ANTIMICROBIANOS

Trabalho escrito e apresentado no Curso de Graduação em Enfermagem da UNIRON – União das Escolas Superiores de Rondônia, como avaliação parcial da disciplina de Terapia Medicamentosa Aplicada à Enfermagem, ministrada pela professora Lisséia C. S. Vale.

PORTO VELHO/2011

SUMÁRIO

1. Introdução.....................................................................................................

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2. Desenvolvimento .........................................................................................

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3. Conclusão ....................................................................................................

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4. Referências …..............................................................................................

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1. INTRODUÇÃO

Este trabalho tem o fito principal em abordar o que todos os profissionais de saúde devem conhecer sobre os princípios básicos da terapêutica medicamentosa sobre os antibióticos.

Sabemos que as doenças infecciosas estão entre as principais causas de morte da população humana. Esse fato é devido, em grande parte, ao surgimento de micro-organismos multirresistentes aos antibióticos.

Portanto, apesar da disponibilidade de um grande número de antibióticos de última geração, torna-se ainda fundamental buscar compostos que possam atuar como novas drogas a serem utilizadas no combate as doenças infecciosas (Lohner & Staudegger,2001).

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 50% das prescrições de antibióticos no mundo são inadequadas. No Brasil pelo menos 35% dos medicamentos adquiridos são feitos através de automedicação (AQUINO, 2008). Sabemos que o uso inadequado do mesmo aumenta o custo de tratamento, produz inúmeros efeitos colaterais e interações medicamentosas e favorece a resistência bacteriana.

A escolha racional do antimicrobiano é um processo complexo, que exige diagnóstico clínico laboratorial e conhecimento farmacológico dos agentes infecciosos. Logo, essa escolha deve ser realizada por um profissional habilitado e qualificado (OLIVEIRA, Antonio Otávio T).

Conforme a Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa, RDC 44/2010, os antibióticos vendidos nas farmácias e drogarias do país só poderão ser entregues ao consumidor mediante receita de controle especial em duas vias.

2. DESENVOLVIMENTO

Definição de antibiótico: a palavra antibiótico, no sentido etimológico, significa: contra (anti) os organismos vivos (bióticos). A palavra biótico quer dizer mais precisamente: contra as bactérias. Os antibióticos podem ser de origem natural ou sintética.

Os antibióticos são drogas que foram criados e têm a capacidade de inibir o crescimento de microorganismos e são empregados com diversas finalidades nas infecções e profilaxia das infecções. Os antibióticos podem agir predominantemente sobre as bactérias gram-positivas, sobre as bactérias gram-negativas ou ambas.

CLASSE DAS DROGAS AMINOGLICOSÍDEOS

Aminoglicosídeo é um grupo de fármacos compostos de um grupo amino e um grupo glicosídeo. Os medicamentos desta classe são bactericidas, inibidores de síntese proteica das bactérias sensíveis.

Diversos aminoglicosídeos funcionam como antibióticos que são efetivos contra certos tipos de bactérias.

Medicamento: Gentamicina

Ações terapêuticas: Antibiótico sistêmico, tópico e oftálmico.

Forma farmacêutica: Tópico e injetável

Indicações: Para o tratamento de infecções ósseas, infecções em queimaduras, meningite, otite média aguda, otite média crônica supurada, pneumonia, septicemia, sinusite, infecções de pele e tecidos moles e infecções urinárias, tratamento da endocardite bacteriana, e blefarite, blefaroconjuntivite, conjuntivite, dacriocistite, queratite e queratoconjuntivite, foliculite, furunculose, paroníquia e outras infecções bacterianas cutâneas.

Efeitos colaterais: Via parenteral: ototoxicidade (perda de audição, sensação de tamponamento dos ouvidos), ototoxicidade vestibular (instabilidade, enjôos); nefrotoxicidade (hematúria, aumento ou diminuição do volume de urina); neurotoxicidade; náuseas e vômitos. Vias oftálmica e tópica: prurido, vermelhidão, edema ou outros sinais de irritação.

Interações medicamentosas: O uso simultâneo com anfotericina-B parenteral, bacitracina parenteral, cefalotina, ciclosporina, ácido etacrínico parenteral, furosemida parenteral, estreptomicina ou vancomicina pode aumentar a capacidade para ototoxicidade ou nefrotoxicidade. A administração junto com anestésicos por inalação ou bloqueadores neuromusculares pode potencializar o bloqueio neuromuscular. Deve ser evitado o uso simultâneo ou seqüencial com metoxifluorano ou polimixinas parenterais, já que pode aumentar o risco de nefrotoxicidade e de bloqueio neuromuscular. Não devem ser administrados ao mesmo tempo 2 ou mais aminoglicosídeos ou 1 aminoglicosídeo com capreomicina pela maior possibilidade de produzir ototoxicidade e nefrotoxicidade.

Cuidados de Enfermagem: Manter o paciente bem hidratado, checar a concentração da medicação principal em recém-natos e idosos.

Medicamento: Amicacina

Ações terapêuticas: Antibiótico

Forma farmacêutica: Injetável

Indicações: Tratamento a curto prazo de infecções graves por germes suscetíveis nos aparelhos urinário e respiratório, ossos, intra-abdominais, na pele e tecidos moles e septicemia.

Efeitos colaterais: Neurotoxicidade, ototoxicidade; os efeitos tóxicos sobre o oitavo par craniano podem ter como resultado perda de audição, do equilíbrio ou de ambos. A Amicacina afeta fundamentalmente a função auditiva. O dano coclear inclui surdez para as freqüências altas e, em geral, ocorre antes que se possa detectar clinicamente a perda de audição. Neurotoxicidade: bloqueio neuromuscular, paralisia neuromuscular aguda e apnéia (pós-aplicação parenteral ou instilação tópica). Nefrotoxicidade: foi relatado aumento da creatininemia, albuminúria, leucócitos e eritrócitos na urina, cilindrúria, azotemia e oligúria. As alterações renais são habitualmente reversíveis quando se suspende o tratamento. Outros: em raras ocasiões erupção cutânea, febre por drogas, cefaléia, parestesias, tremor, náuseas e vômitos; eosinofilia, artralgia, anemia e hipotensão. Em caso de dose excessiva a droga pode ser removida por hemodiálise.

Interações: Diminuição da eficácia dos aminoglicosídeos: se forem misturados numa mesma solução um aminoglicosídeo e um antibiótico b-lactâmico reagem quimicamente e o aminoglicosídeo perde sua eficiência terapêutica. Soma ou potencialização de efeitos adversos - ototoxicidade: são potencializados os efeitos ototóxicos dos aminoglicosídeos com os da vancomicina, da cisplatina e dos diuréticos de alça; nefrotoxicidade: são potencializados mutuamente a nefrotoxicidade dos aminoglicosídeos e da vancomicina, do cisplatino e da anfotericina-B; os diuréticos de alça aumentam a nefrotoxicidade dos aminoglicosídeos; a potencialidade nefrotóxica das cefalosporinas manifesta-se quase sempre como potenciação da nefrotoxicidade dos aminoglicosídeos; bloqueio neuromuscular: os aminoglicosídeos potencializam os efeitos dos relaxantes musculares periféricos, tanto dos antagonistas competitivos como os da succinilcolina, embora o efeito seja mais marcante com os primeiros. O anestesista deve saber se o paciente está recebendo aminoglicosídeos com a finalidade de reduzir a dose do curarizante. Com outras drogas, como a clindamicina, se potenciam mutuamente os efeitos bloqueadores musculares dos aminoglicosídeos.

Cuidados de enfermagem: Monitorar função renal e auditiva, manter o pacientebem hidratado.

CLASSE DAS DROGAS CARBAPENÊMICOS

Os antimicrobianos carbapenêmicos constituem um arsenal terapêutico importante contra as infecções causadas por bactérias Gram-negativas como as Enterobacteriaceae, e os bacilos Gram-negativos não fermentadores como o Acynetobacter spp e a Pseudomonas aeruginosa

Medicamento: Meropenem

Ações terapêuticas: Antibióticos

Forma farmacêutica: Injetável

Indicações: Infecções causadas por microrganismos susceptíveis ao fármaco nas seguintes localizações: infecções do trato respiratório inferior, infecções do trato urinário, infecções intra-abdominais, infecções ginecológicas, infecções da pele e órgãos anexos. Meningite. Septicemia.

Efeitos colaterais: Diarréia, erupção cutânea, náuseas, vômitos, flebite, prurido, reações no local de aplicação da injeção, parestesia e cefaléia. Em raras ocasiões trombocitopenia, eosinofilia, alterações das enzimas hepáticas. A administração de meropenem pode favorecer a candidíase oral e vaginal. A colite pseudomembranosa é um risco a ser considerado na administração prolongada de meropenem.

Interações: Probenecida: aumenta a meia-vida do meropenem; a combinação não é recomendada.

Cuidados de enfermagem: Manter o paciente hidratado,

Medicamento: Ertapenem

Ações terapêuticas: Antibióticos

Forma Farmacêutica: Injetável

Indicações: Indicado para o tratamento de pacientes adultos com infecções moderadas a graves causadas por cepas sensíveis dos microorganismos e para o tratamento empírico inicial anterior à identificação do patógeno causador das infecções relacionadas a seguir: * Infecções Intra-abdominais Complicadas * Infecções Complicadas da Pele e seus Anexos, incluindo pé diabético * Pneumonia Adquirida na Comunidade * Infecções Complicadas do Trato Urinário, incluindo pielonefrite * Infecções Pélvicas Agudas, incluindo endomiometrite pós-parto, aborto séptico e infecções ginecológicas pós-cirúrgicas * Septicemia Bacteriana.

Efeitos colaterais: Há relatos de reações de hipersensibilidade (anafiláticas) graves e eventualmente fatais em pacientes tratados com betalactâmicos; essas reações são mais prováveis em indivíduos com histórico de sensibilidade a múltiplos alérgenos. Há relatos de indivíduos com histórico de hipersensibilidade à penicilina que apresentaram reações graves de hipersensibilidade quando tratados com outro betalactâmico. Antes de iniciar o tratamento com ertapenem, deve-se fazer um levantamento minucioso das reações de hipersensibilidade a penicilinas, cefalosporinas, outros betalactâmicos e outros alérgenos. Se ocorrer reação alérgica a ertapenem, este deve ser descontinuado imediatamente. Reações anafiláticas graves exigem tratamento de emergência. A exemplo do que ocorre com outros antibióticos, o uso prolongado de ertapenem pode resultar em supercrescimento de microorganismos não-sensíveis. A avaliação contínua da condição do paciente é fundamental. Na ocorrência de superinfecção durante o tratamento, deve-se adotar as condutas adequadas. Há relatos de colite pseudomembranosa com praticamente todos os agentes antibacterianos, incluindo o ertapenem, cuja gravidade pode variar de leve a potencialmente fatal; portanto, é importante considerar esse diagnóstico em pacientes que apresentarem diarréia posterior à administração de agentes antibacterianos. Os estudos indicam que a toxina produzida pelo Clostridium difficile é uma das principais causas de colite associada a antibiótico. Deve-se ter cautela ao administrar ertapenem por via IM para evitar a injeção inadvertida do medicamento em um vaso sangüíneo.

Interações: Quando o ertapenem é administrado com a probenecida, esta compete pela secreção tubular ativa e, desse modo, inibe a excreção renal do ertapenem. Essa competição resulta em aumento pequeno, porém estatisticamente significativo, da meia-vida de eliminação (19%) e do grau de exposição sistêmica (25%). Não há necessidade de ajuste posológico quando o ertapenem for administrado com a probenecida. Uma vez que o efeito sobre a meia-vida é pequeno, não se recomenda a administração concomitante com a probenecida com o objetivo de aumentar a meia-vida do ertapenem. Estudos in vtiro indicam que o ertapenem não inibe o transporte da digoxina ou da vimblastina mediado pela glicoproteína P e que o ertapenem não é substrato desse transporte. Estudos in vitro em microssomos hepáticos humanos indicam que o ertapenem não inibe o metabolismo mediado por nenhuma das seis principais isoenzimas do citocromo.

Cuidados de enfermagem: Cuidado em administrar em pacientes com antecedentes alérgicos a penicilinas.

CLASSE DAS DROGAS CEFALOSPORINAS

As cefalosporinas formam um grupo de antibióticos beta-lactâmicos relacionados com as penicilinas, usados no tratamento de infecções bacterianas.

Medicamento: Cefalotina

Ações terapêuticas: Antibacteriano

Forma farmacêutica: Injetável

(Parte 1 de 3)

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