etica geral e etica profissional

etica geral e etica profissional

(Parte 1 de 3)

Mogi das Cruzes, SP Outubro 2010

Trabalho apresentado à disciplina Ética do 4º período do curso Engenharia Civil do Núcleo de Ciências Exatas da Universidade de Mogi das Cruzes como parte integrante da primeira nota parcial do semestre.

Professor Orientador: Dr. Raimundo Bezerra

Mogi das Cruzes, SP Outubro 2010

1 INTRODUÇÃO4
2 ÉTICA PROFISSIONAL5
2.1 HISTÓRIA REPRESENTATIVA5
ARQUITETO E DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO6
2.2.1 São deveres dos profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia:6
2.2.2 Código de conduta no trabalho, onde aprendemos?7
3 ÉTICA GERAL8
3.1 ÉTICA E CIVILIZAÇÃO8
3.2 CIVILIZAÇÃO E VALORES9
3.3 O HOMEM EM SOCIEDADE1
3.4 ÉTICA E VALORES12
3.5 ÉTICA E LEI12
3.6 PROBLEMAS MORAIS E ÉTICOS13
4 CONCEITO DA ÉTICA15
4.1 DEFINIÇÕES15
4.2 O CAMPO DA ÉTICA18
4.3 FUNÇÃO DA ÉTICA18
5 MORAL20
5.1 ÉTICA E MORAL20
5.2 OPINIÃO DE ÉTICA POR GABRIEL CHALITA21
6 CONCLUSÃO23

1 INTRODUÇÃO

Neste trabalho vamos tratar de um assunto muito recorrente nos âmbitos sociais que freqüentamos, a ética. Talvez um assunto não muito discutido, mas sempre observado. Para cada profissional foram feitos os códigos de ética para serem seguidos, a ética também como uma obrigação profissional. O que é ser ético? Ser ético não é somente ser ético no profissional ou no social, ser ético é em qualquer lugar e ocasião. Por isso trate-se também a ética geral, para ter uma ética geral precisa-se de moral, cidadania e todos os contextos que as pessoas se tornem cidadãos.

Ética profissional se aplica como dever da profissão, respeitar seus clientes e colegas. E sempre tendo a responsabilidade de ser bem vista a profissão.

Ética geral, o próprio nome diz em um contexto geral, ser ético ter a responsabilidade de assumir todos os atos e responder por eles, sempre tendo uma boa conduta com a sociedade. Será tratado a ética como dever e não como virtudes, têm os códigos de ética documentados então são deveres que foram estabelecidos para serem seguidos.

2 ÉTICA PROFISSIONAL

Ética profissional: são normas de conduta que deveriam ser colocadas em prática no exercício da profissão. A ética agindo no desenvolvimento das profissões, fazendo com que o profissional respeite seu “colega” quando no local da sua profissão. A ética profissional serve para regulamentar o relacionamento do profissional com seus clientes, caracterizando para a melhoria da dignidade das pessoas e a construção do bem-estar. A ética profissional esta em todas as profissões, desde caráter normativo ao jurídico, que regulamenta cada profissão através de estatutos e códigos específicos. Sendo a ética fundamental à vida humana, na vida profissional não seria diferente, porque cada profissional tem responsabilidades individuais e responsabilidades sociais, que envolvem pessoas que dela se beneficiam. O fazer profissional diz respeito à competência, à eficiência que todo profissional deve possuir para exercer bem a sua profissão. O agir se refere à conduta do profissional, somando as atitudes que deve responder no executar de sua profissão. Ética percebendo as atividades humanamente engajada e socialmente produtivas parece à mesma da ética geral. Ética no cotidiano acaba se refletindo na Ética Profissional. O Estatuto Ético de uma profissão é a responsabilidade que dela decorre. A ética profissional codificada vem a preencher uma necessidade de se transformar em algo claro e prescritivo, para efeitos de controle corporativo, institucional e social, o que navega nas incertezas da ética filosófica. A ética coloca deveres para com sigo mesmo, para com os colegas, para com a sociedade e com os clientes.

2.1 HISTÓRIA REPRESENTATIVA

Dizem que um sábio procurava encontrar um ser integral, em relação a seu trabalho. Entrou, então, em uma obra e começou a indagar. Ao primeiro operário perguntou o que fazia e este respondeu que procurava ganhar seu salário; ao segundo repetiu a pergunta e obteve a resposta de que ele preenchia seu tempo; finalmente, sempre repetindo a pergunta, encontrou um que lhe disse: "Estou construindo uma catedral para a minha cidade".

A este último, o sábio teria atribuído à qualidade de ser integral em face do trabalho, como instrumento do bem comum.

2.2 CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO ENGENHEIRO, DO ARQUITETO E DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO

2.2.1 São deveres dos profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia:

1º: Interessar-se pelo bem público e como tal finalidade contribuir com seus conhecimentos, capacidade e experiência para melhor servir à humanidade. 2º: Considerar a profissão como alto título de honra e não praticar nem permitir a prática de atos que comprometam a sua dignidade. 3º: Não cometer ou contribuir para que se cometam injustiças contra colegas. 4º: Não praticar qualquer ato que, direta ou indiretamente, possa prejudicar legítimos interesses de outros profissionais. 5º: Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de preços por serviços profissionais. 6º: Atuar dentro da melhor técnica e do mais elevado espírito público, devendo, quando Consultor, limitar seus pareceres às matérias específicas que tenham sido objeto da consulta. 7º: Exercer o trabalho profissional com lealdade, dedicação e honestidade para com seus clientes e empregadores ou chefes, e com espírito de justiça e eqüidade para com os contratantes e empreiteiros. 8º: Ter sempre em vista o bem-estar e o progresso funcional dos seus empregados ou subordinados e tratá-los com retidão, justiça e humanidade. 9º: Colocar-se par a legislação que rege o exercício profissional da

Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, visando a cumpri-la corretamente e colaborar para sua atualização e aperfeiçoamento.

2.2.2 Código de conduta no trabalho, onde aprendemos?

Nossa família é a nossa primeira célula social, é com a família que aprendemos como agir. Existem códigos de conduta universais, são as leis morais, chamamos de constituição. Não nascemos cidadãos, mas o convívio com as pessoas nos ensina.

3 ÉTICA GERAL

3.1 ÉTICA E CIVILIZAÇÃO

Os seres humanos agem conscientemente, e cada um de nós é senhor de sua própria vida. Mas como resolvemos o que fazer? Você em algum lugar já pensou em como você toma as decisões sobre o que fazer em determinada situação? Você age impulsivamente, fazendo “o que der na telha” ou analisa cuidadosamente as possibilidades e as conseqüências, para depois resolver o que fazer?

A filosofia pode nos ajudar a pensar sobre a nossa vida. Chama-se ética a parte da filosofia que se dedica a pensar as ações humanas e os seus fundamentos. Um dos primeiros filósofos a pensar a ética foi Aristóteles, que viveu na Grécia no século IV AC. Esse filósofo ensinava numa escola à qual deu o nome de Liceu, e muitas de suas obras são resultado das anotações que os alunos faziam de suas aulas. As explicações sobre a ética foram anotadas pelo filho de Aristóteles chamado Nicômaco.

Em suas aulas, Aristóteles fez uma análise do agir humano que marcou decisivamente o modo de pensar ocidental. O filósofo ensinava que todo o conhecimento e todo trabalho visa a algum bem. O bem é a finalidade de toda ação. A busca do bem é o diferente é o que difere a ação humana da de todos os outros animais.

Ele perguntou: Qual é o mais alto de todos os bens que se podem alcançar pela ação? E como resposta encontrou: a felicidade. Essa resposta formulada pelo filósofo encontra eco até nossos dias. Tanto o homem do cotidiano como todos os grandes pensadores estão de acordo que a finalidade da vida é ser feliz. Identificase o bem viver e o bem agir com o ser feliz.

No entanto, disse Aristóteles, a pergunta sobre o que é felicidade não é respondida igualmente por todos. Cada um de nós responde de uma forma singular. Essa singularidade na resposta é partilhada por outros indivíduos com os quais convivemos. Portanto, no processo de nossa educação familiar, religiosa e escolar aprendemos a identificar o ser feliz com os valores que sustentam nossas ações.

Toda a produção humana consiste em criar condições para que o homem seja feliz. Todas as religiões, as filosofias de todos os tempos, as conquistas tecnológicas, as teorias científicas e toda a arte são criações humanas que procuram apresentar condições para a conquista da felicidade. O processo civilizatório iniciou-se com a promessa da felicidade.

3.2 CIVILIZAÇÃO E VALORES

A civilização parece não respeitar a lei fundamental que criou para que pudesse existir. É proibido matar! Se existem práticas homicidas, os critérios de bondade e justiça não são cumpridos. Os assassinatos revelam o conflito irremediável entre a liberdade e a lei. A lei foi constituída para garantir o exercício da liberdade. No entanto, acaso deveríamos julgar livres os indivíduos que praticam crimes? Seriam eles livres em suas ações ou não? O critério de justiça determina a prisão (perda da liberdade) para quem cometer homicídio. Mas por que os pobres são condenados à prisão? Por que os chamados “crimes de colarinho-branco” não são punidos com a prisão? Observe que essas questões remetem ao chamado da reflexão ética.

Em 1930, um médico vienense chamado Sigmund Freud – o criador da psicanálise – publicou um livro com o sugestivo título O mal estar na civilização. Nessa obra, Freud fez um diagnóstico do processo civilizatório e constatou que os seres humanos estão condenados a viver nesse conflito irremediável entre as exigências puncionais (a liberdade) e as restrições (as leis). Freud Retoma a clássica questão aristotélica que atravessa toda a história ocidental: O que os homens pedem da vida e o que desejam nela realizar? A resposta é categórica: a felicidade. Os homens querem ser felizes e assim permanecer. Toda ação tem em vista a conquista da felicidade.

Par analisar por que nos afastamos desse propósito, Freud apresenta uma reflexão decisiva para pensarmos a Ética civiliza tória como processa de felicidade: “Grande parte das lutas humanas centraliza-se em torno da tarefa única de encontrar uma acomodação conveniente – isto é, uma acomodação que traga felicidade – entre essa reivindicação do indivíduo (liberdade) e as reivindicações culturais do grupo (leis), e um dos problemas que incide sobre o destino da humanidade é o saber se tal acomodação pode ser alcançada por meio de alguma específica de civilização (religião, ciência, filosofia, arte) ou se esse conflito é irreconciliável”. A posição de Freud é clara: o conflito é irremediável. A tarefa da civilização é humanizar esse animal racional chamado homem. Acompanhando os argumentos de Freud na obra citada, podemos encontrar elementos para caracterizar o processo civiliza tório construído pelos seres humanos. A civilização é concebida como tudo aquilo por meio do que a vida humana se elevou acima de sua condição animal. Os humanos são seres da cultura. A cultura é a morada do homem. O acesso aos bens culturais produzidos em toda a história é o que define nossa condição humana. O homem é um animal cujo maior desejo é tornar-se humano.

A elevação apontada por Freud é o que diferencia dos outros animais. A vida humana difere da vida dos animais em dois aspectos: os conhecimentos e as capacidades adquiridas para controlar as forças da natureza; e os regulamentos (leis, normas, regras) para ajustar as relações dos homens uns com os outros.

Na luta pela sobrevivência em um mundo sombrio e assustador, o animal racional teve de enfrentar três grandes desafios: o poder superior da natureza, que nos ameaça com forças de destruição, a fragilidade de seu próprio corpo, condenado à dissolução; e as leis que regulam suas ações sociais.

Os conhecimentos científicos e tecnológicos procuram responder a esses desafios. As práticas religiosas, os sistemas de crenças também. As teorias filosóficas e as produções artísticas inserem-se nessa tarefa de encontrar caminhos para esses desafios humanos.

“A conclusão derradeira de Freud é que a civilização tem que ser defendida contra o indivíduo e que seus regulamentos, suas instituições e suas ordens dirigemse a essa tarefa (...) fica-se com a impressão de que a civilização é algo que foi imposto a uma maioria resistente por uma minoria que compreendeu como obter a posse dos meios de poder e coesão”. Até a morte, somos submetidos ao processo civiliza tório. Desde o nascimento até a morte, somos atravessados pelos critérios que sustentam a civilização: o bem e a justiça.

Finalmente, como relacionar a ética (instância individual) e civilização (instância coletiva)? A ética, pensada no campo da lei, leva-nos a mesma conclusão que Freud. Ao obter a posse dos meios de poder e coesão, umas minorias impõem seus valores à grande maioria que resiste. Mas a conclusão de Freud nos permite pensar o poder também como resistência por parte da maioria. Nesse caso, o Estado aparece como o grande gerenciador desse conflito, por meio de seu sistema de leis e práticas de coesão, exemplo a prisão.

Figura 1 - Fluxo do comportamento

3.3 O HOMEM EM SOCIEDADE

SOCIEDADE: Integração verificada entre duas ou mais pessoas, que somam para que determinado objetivo seja alcançado.

Integração entre pessoas / Viver em sociedade. - Manutenção de relacionamentos entre os membros que a compõem. Formam relacionamentos primários: Pais e filhos. Outros relacionamentos: na escola, no trabalho, na religião, saúde, lazer etc. Tipos de sociedades: Sociedade matrimonial;

Sociedade profissional; Sociedade religiosa; Sociedade de lazer; Sociedade militar.

Sociedade por escolha própria: torcedor de um time. Sociedade relacionada à natureza: família. Sociedade caráter legal: Forças Armadas.

3.4 ÉTICA E VALORES

Ser Humano – Influenciado pelo ambiente (a família à qual pertence; a classe econômica da qual faz parte aquela família; a raça da qual faz parte; a religião; o país onde nasceu etc).

Conjunto de informações a respeito da vida – entre tantas informações questões ligadas a “Justiça Social”. Ocorrência: Valores diferenciados para fatos e coisas.

Exemplo: Na escala de valores de uma família de baixa renda, o valor atribuído às necessidades básicas, certamente, encontra-se em patamar superior ao do valor atribuído às necessidades menos imediatas, como o lazer. Esse quadro é diferente quando a escala de valores é de uma família de alta renda, cujas necessidades básicas já estão, a priori, totalmente atendidas.

Portanto, quanto maior o distanciamento verificado entre as condições de vida das pessoas, certamente maior será a diferença no que se refere ao conjunto de informações recebido de forma individual, da mesma forma que diferentes serão as necessidades a que cada um a busca atender de maneira mais imediata, vale dizer, maior será o distanciamento entre seus valores.

Objetivos diferentes Conflitos Escala de valores.

3.5 ÉTICA E LEI

O conceito ou preceito ético é uma regra aplicável à conduta humana. O preceito possui duas características essenciais:

- Destina-se a adequar a ação humana ao conceito do bem e da moral. - Pode ser aplicado pela simples determinação do ser humano, independentemente de qualquer coação externa.

Como os preceitos éticos são regras, muitos estudiosos aplicam-lhes o princípio – típico das normas jurídicas – da possibilidade de não atendimento sem violação dos princípios. Essa corrente de pensamento aceita a idéia de que um comportamento pode não ser exatamente de conformidade com a regra ética, mas mesmo assim pode não contrariar esse preceito. Para qualificar esse comportamento, tais pensadores utilizam à palavra ético, que é um comportamento que não é ético, mas que também não contraria a regra ética.

Não concordamos com tal corrente de pensamento. Por essa razão, para nós os comportamentos valorados à luz das regras ética só podem ser éticos ou antiéticos.

(Parte 1 de 3)

Comentários