Capítulo 2 - Princípios e dimensões da sustentabilidade

Capítulo 2 - Princípios e dimensões da sustentabilidade

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Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental

Capítulo 2

O grupo atuante na execução da tarefa proposta deve considerar o seguinte discurso de Boff (2004, p. 95):

Pelo cuidado não vemos a natureza e tudo que nela existe como objetos. A relação não é sujeito-objeto, mas sujeito-sujeito. Experimentamos os seres como sujeitos, como valores, como símbolos que remetem a uma Realidade frontal. A natureza não é muda. Fala e evoca. Emite mensagens de grandeza, beleza, perplexidade e força. O ser humano pode escutar e interpretar esses sinais. Coloca-se ao pé das coisas, junto delas e a elas sente-se unido. Não existe, co-existe com todos os outros. A relação não é de domínio sobre, mas de convivência. Não é pura intervenção, mas inter-ação e comunhão.

Dessa forma, todos os profissionais envolvidos no processo devem primar pela manutenção do equilíbrio, por meio de atitudes proativas de cuidado com a natureza, baseando-se na contabilidade ambiental que considera impacto x mitigação do impacto.

Cuidar das coisas implica ter intimidade, senti-las dentro, acolhê-las, respeitá-las, dar-lhes sossego e repouso. Cuidar é entrar em sintonia com, auscutar-lhes o ritmo e afinar-se com ele. A razão analíticoinstrumental abre caminho para a razão cordial, o esprit de finesse, o espírito de delicadeza, o sentimento profundo. (BOFF, 2004, p. 96).

Sendo a atividade turística pautada no uso do patrimônio (natural e cultural) de uma localidade, além de incutir ações mitigadoras dos impactos causados na gravação do material publicitário, deve-se utilizá-lo para transmitir a mensagem da conservação dos recursos. Isso significa demonstrar, no clipe, atitudes estimulantes para a prática sustentável do turismo junto àqueles potenciais visitantes do destino.

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2.4 Para saber mais

AzEVEDO, Júlia; IRVING, Marta de Azevedo. Turismo: o desafio da sustentabilidade. São Paulo: Futura, 2002.

Neste livro são analisados o potencial do turismo e os desafios, que terão de ser enfrentados para atingir a sustentabilidade, garantindo três objetivos: satisfazer o turista, preservar o meio ambiente e assegurar a qualidade de vida da comunidade que reside no destino turístico.

BANCO DO NORDESTE. Manual de impactos ambientais: orientações sobre os aspectos ambientais de atividade produtivas. Fortaleza: Banco do Nordeste, 1999.

Destinado a facilitar o trabalho de pequenos, médios e grandes empreendedores, ele contribui para capacitar elaboradores de projetos, analistas de crédito de entidades financiadoras e demais profissionais envolvidos com a atividade produtiva e suas implicações na conservação ambiental.

24, n. 1, abr. 2009Disponível em: <http://w.scielo.br/scielo.php?script=sci_

FONSECA, Igor Ferraz da; BURSzTYN, Marcel. A banalização da sustentabilidade: reflexões sobre governança ambiental em escala local. Soc. estado, Brasília, v. arttext&pid=S0102-69922009000100003&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 21 jan. 2010. doi: 10.1590/S0102-69922009000100003.

O objetivo deste estudo é demonstrar como os quesitos considerados necessários para uma boa governança são produzidos e reproduzidos ao longo do tempo.

http://www.cidades.gov.br/conselho-das-cidades/conferencias-das-cidades/4aconferencia-das-cidades

Com a criação do Ministério das Cidades em 2003, o Brasil passou a ter um instrumento de participação e controle social que direciona o nosso destino: a Conferência das Cidades, incluindo temáticas como o orçamento participativo. Acesse e descubra maiores informações.

PORTILHO, Fátima. Sustentabilidade Ambiental, Consumo e Cidadania. São Paulo: Cortez Editora, 2005.

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O livro contribui certamente para aprofundar o conhecimento sobre um processo que opera na intersecção entre a vida pública e privada, e, assim, a questão ambiental pode ser colocada num lugar onde as preocupações privadas e as questões públicas se encontram.

2.5 relembrando

Caracterizar as relações humano-natureza de forma justa e igualitária na distribuição dos recursos é considerar que toda e qualquer intervenção pode provocar impacto no ambiente. Neste caso, é preciso a adoção de medidas mitigadoras e compensatórias aliadas à implantação de tecnologias limpas, visando à equidade no usufruto dos recursos.

Neste sentido, o desenvolvimento tecnológico deve levar em conta as particularidades de cada povo, evitando a homogeneização de hábitos, costumes e atitudes. Este fato leva à proposição de valorização das identidades nacionais por meio da afirmação de sua cultura e conhecimento, garantindo a manutenção das técnicas tradicionais de produção e manejo.

Esta garantia favorece a fixação dessas comunidades em seu local de origem, minimizando os efeitos ocasionados pelos grandes assentamentos humanos existentes nas regiões metropolitanas, que são fortes contribuintes para a instalação do caos ambiental vivido hoje.

Em suma, não se pode pensar/agir de forma sustentável sem conceber os princípios econômicos, sociais, ecológicos, culturais e espaciais, bem como a dimensão da importância que os mesmos apresentam para a qualidade ambiental.

2.6 testando os seus conhecimentos

Nos dias atuais, as novas tecnologias se desenvolvem de forma acelerada, assumindo papel importante na dinâmica do cotidiano das pessoas e da economia mundial. Escolher uma profissão requer de cada indivíduo apropriar-se dos conhecimentos que o cercam, assim como a melhor forma de utilizar a tecnologia para realizar suas atividades profissionais.

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A emergência da adoção dos princípios que norteiam a sustentabilidade faz com que cada profissional escolha técnicas de exercício da profissão que contemplem o uso de tecnologias limpas como forma de mitigar e compensar os efeitos de suas atividades no ambiente.

Desse modo, como o processo de formação profissional deve contemplar conteúdos que fundamentem essa premissa, estimulando a adoção de práticas cotidianas sustentáveis? onde encontrar

ASSOCIAÇÃO de Amigos e Moradores de Boa Viagem. Especulação: limite das edificações já. Disponível em: http://www.amabv.hpg.ig.com.br/especulacao.html Acesso em: 29 jun. 2010

BOFF, Leonardo. Saber Cuidar: Ética do Humano-Compaixão pela Terra. Petrópolis: Vozes, 2004.

CAMARGO, Paulo de. 8 jeitos de mudar o mundo: nós podemos. Disponível em: http://www.facaparte.org.br/new/download/Livro%20Objetivo%201%20 -%20Fome.pdf. Acesso em: 24 fev. 2010.

LEFF, Enrique. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2008.

_. Pobreza, gestión participativa de los recursos naturales y desarrollo sustentable em lãs comunidades rurales. Una visión desde América Latina. Ecologia Política, n. 8, Barcelona: Icaria, 1994. In: LEFF, Enrique. Saber ambiental: sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2008.

PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO. RELATóRIO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO 2003. New York, USA: PNUD, 2003. Anual. ISBN 978-8730-08-X.

SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. 7.ed. São Paulo: EDUSP, 2007.

SINGER, Paul. Introdução à economia solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002.

_. O que é economia. 2. ed. ver. ampl. São Paulo: Contexto, 1998.

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