NETO, José Sanches Vallejo - Geografia e Arqueologia Bíblica

NETO, José Sanches Vallejo - Geografia e Arqueologia Bíblica

(Parte 10 de 12)

Monjes Da Época Bizantina Escritura Cuneiforme

3 A Travessia do Mar Vermelho.

Por muito tempo foi presumido que a travessia do Mar Vermelho deu-se ao norte no Mar de Juncos (Lagos Amargos) onde hoje é o Canal de Suez .

Mas o local onde se obteve mais indícios da travessia foi a praia de Nuweiba no Golfo de Áqaba, a única praia no Mar Vermelho suficientemente grande para a quantidade dos hebreus do Êxodo (cerca de 2 milhões). Para chegar até essa praia, acredita-se que o povo teria caminhado mais de 300km praticamente sem parar! Havia alimento para apenas 7 dias (Êxodo 13.6-8).

Ao lado vista aérea da praia (cidade de Nuweiba).

No fundo do mar, existe uma ponte submersa, um platô de 100 mts de profundidade e 900 mts de largura com rochas agrupadas em linha nas bordas como as guias de uma rua.

A largura entre a costa egípcia e a árabe é aproximadamente 18 Km, estima-se que a travessia durou 6 horas.

Provável local onde os egípcios avistaram o povo hebreu às margens do Mar Vermelho (Êxodo 14.9-10). Esta passagem é o único meio de chegar até a praia.

Duas colunas idênticas foram encontradas às margens do Mar Vermelho.

A primeira coluna foi encontrada no lado egípcio (Nuweiba) em 1978 com inscrições em hebraico ilegíveis pela erosão.

Em 1984 no lado árabe (Midiã), foi encontrada a segunda coluna tem a mesma inscrição da primeira, é legível as palavras: Egito; Salomão;

Edom; morte; faraó; Moisés; e Yahuh significando o milagre da travessia do Mar Vermelho por Moisés e que foi erigida por Salomão, em honra a

Yahuh

Alguns dias após a descoberta, a coluna foi retirada pelo governo, colocaram um marcador no lugar. Há uma referência em Isaías 19.19 que acredita-se ser a coluna do lado egípcio.

Mar Vermelho, visão na praia de Nuweiba no lado egípcio (Sinai), ao fundo a costa da Arábia (Midiã). A cor clara na água evidência o platô submerso (como uma ponte sobre o abismo).

Aqui foram encontrados indícios do povo hebreu, os achados são incontestáveis. A coluna comemorativa presente neste local foi removida por soldados de Israel duranta a ocupação do Sinai (1967 a 1982).

Foram descobertas no platô submarino várias ossadas incrustadas nos corais.

Então Moisés estendeu sua mão sobre o mar
cavaleiros de todo o exército de Faraó
e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar

Porque as águas, tornando, cobriram os carros e os (Êxodo 14.27/30)

Fêmur humano (extraídos do local).

Rodas e seus eixos encrustados nos corais.

Roda de carro semelhante às usadas na época da 18a dinastia (1540-1515 AC). O Faraó usou toda os seus carros;

" E tomou seiscentos carros escolhidos, e todos os carros do Egito..." (Êxodo 14.7).

As rodas de ouro (provavelmente dos carros escolhidos). Essas rodas devido ao metal precioso (ouro),não foram cobertas pelos corais.

Roda de 8 raios com um deles ausente

Notar a semelhança com um carro egípcio da época.

Cantarei ao

Senhor, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro (Êx 15,2).

Mar Vermelho, visão no lado Árabe

(Midiã), ao fundo a praia de Nuweiba no Egito (Sinai).

Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar

Vermelho, e sairam ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água (Êxodo 15.2).

Fonte de águas amargas descoberta no deserto próximo ao Mar Vermelho.

O Oásis de Elim.

Então vieram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas (Êx 15.27). Nos montes deste local os sauditas dizem ter encontrado cavernas com inscrições sobre Moisés, bem como as tumbas de Jetro e Zípora.

A Rocha em Horebe (Massá e

Meribá).

Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas (Ex 17.6)

A localização dessa rocha é próxima ao

Monte Horebe(Êx 3.1). Nota-se claramente nesse rochedo elevado a erosão provocada pelo escoamento da água da nascente.

Nesse monte com pedras em forma de tábuas (Êx 23.12), existe uma caverna que acredita-se ser a qual Elias refugiou-se de Jezabel (1 Re 19.8-9).

Local do altar do bezerro de ouro (Êxodo 32.5)

A: Guarda árabe. Após as descobertas no local os árabes declararam-no sítio arqueológico. B: Altar do Bezerro de Ouro (Êxodo 32.5,19). Situado ao pé de um monte a cerca de 1500m de Horebe. C: As doze colunas (Êx 24.4). D: Altar de terra ao pé do monte (Êxodo 20.24 e 24.4). E: Barreiras feita para delimitar a área sagrada (Êxodo 19.23). O arraial situava-se atrás, em toda a área entre os montes. É evidente o contorno deixado pelo ribeiro que descia do monte (Deuteronômio 9.21).

Resto das doze colunas Escavações no local

O Monte Horebe (Sin-ai). O local em árabe é chamado Jabel El Laws, uma cadeia de montes que formam um "arco" ou "U", conhecido

37 pelos árabes locais como Wadi Hurab (Horebe). O pico mais alto, na parte traseira da montanha está "queimado" (carbonizado)(Êxodo 19.18-20, 24.17 e Deuteronômio 4.1). Exploradores quebraram algumas rochas e comprovaram que são de granito e escuras apenas por fora.

As colunas comemorativas no local da travessia, os restos dos carros dos egípcios no fundo do mar, o pico do monte carbonizado e as outras evidências de inestimável valor, tornam a descoberta de Ronald Wyatt incontestáveis. E.M 19/09/2004

Parece estranho que Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim estivessem todas num mesmo local do termo sul do Mar Morto. O mais lógico é que as cidades estariam localizadas ao longo de alguma distância, incluída na descrição Bíblica das fronteiras de Canaã.

Os locais que Ron encontrou estavam alinhados ao longo de mais de trinta quilômetros, um conceito fantástico para quem estava familiarizado e nunca tinha considerado que estavam incorreta todas as teorias que diziam que as cidades eram agrupadas. Notei cada localização no mapa que ele tinha descrito. Mas o último local que teria sido Zeboim achei incrível. Ele tinha dito que estava a várias quilômetros ao norte do Mar Morto, passando Jericó. Procurei na Bíblia qualquer pista, encontrei em Primeiro Samuel: 1SA 13:16-18 - E Saul e Jônatas, seu filho, e o povo que se achou com eles, ficaram em Gibeá de Benjamim; porém os FILISTEUS SE ACAMPARAM EM MICMÁS. E os saqueadores saíram do campo dos Filisteus em três companhias; uma das companhias foi pelo caminho Ofra à terra de Sual. Outra companhia seguiu pelo caminho de Bete-Horom, e a OUTRA COMPANHIA FOI PELO CAMINHO DO TERMO QUE DÁ PARA O VALE DE ZEBOIM NA DIREÇÃO DO DESERTO.

Examinando um mapa, vi que esta descrição dos Filisteus que saem de Micmás numa companhia que vai ao norte, outra foi ao lado ocidental, e a última diretamente ao leste para o Vale chamado Zeboim; no mesmo lugar onde Ron achou o último local! Fazia sentido que o nome da cidade fosse preservada embora a cidade estivesse destruída há muito tempo, da mesma maneira que o Mt. Sodom ainda hoje preserva o nome Sodoma. Israel tinha deslocado os Cananitas; Zeboim era uma cidade na fronteira de Canaã, e agora seus restos estão na fronteira de Israel.

Em 1989, nós visitamos um local próximo a Masada e levamos amostras do material branco que em nossas mãos desintegrava em partículas com a consistência de talco em pó. Parecia cinza certamente! Mas o que fazer com esta informação era algo que ainda não sabiamos.

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