Tecnicas sorologicas

Tecnicas sorologicas

TECNICAS SOROLOGICAS:

  • Diagnosticam doenças infecciosas;

  • Definem estados e fases da doença;

  • Fazem prognostico.

As técnicas sorológicas estão baseadas na capacidade dos anticorpos em reconhecer antígenos em solução ou sobre superfícies celulares nas suas conformações naturais.

Afinidade é a força de ligação entre antígeno e a anticorpo.

Técnicas de precipitação: adição do antígeno e o soro teste, gera uma curva de precipitação.

Se o resultado for:

  • 1/16  normal;

  • 1/32  marca doença;

  • 1/16  Cutoff (reação cruzada).

Hemaglutinação: reação que detecta apenas anticorpos, se coagular resultado é positivo, se não coagular resultado é negativo.

Método Elisa: O método utilizado para realizar o teste se baseia na interação anticorpo-antígeno. Normalmente é usada uma placa de superfície inerte com poços onde serão adsorvidos os antigenos de interesse juntamente com um tampão de carbonato(processo conhecido como sensibilização). Depois é realizada uma lavagem com PBS. Posteriormente é feito o bloqueio com PBS Tween com 10% de soro de cabra ou com BSA para que esta ocupe os poços livres (sítios inespecíficos que podem gerar resultados falso positivo ou negativo). Novamente é feita a lavagem. A superfície é então tratada com solução de anticorpo primário - sabendo-se que exista uma quantidade maior de anticorpo do que a proteína - específico para a proteína de interesse e este vai se ligar a ela . A superfície é lavada novamente para retirar os anticorpos primários que não foram incorporados em nenhuma proteína. Em seguida o produto é tratado com anticorpos secundários que possuem uma enzima acoplada que irá produzir uma substância corada e que se constitui de um anticorpo para o anticorpo primário. A superfície é lavada novamente para a retirada do anticorpo secundário que não se ligou ao anticorpo primário. Adiciona-se o substrato de ligação para a enzima produzir a substância corada e, assim, medindo-se a intensidade da cor da superfície, pode-se quantificar e verificar a presença de alguma substância de interesse.

Imunofluorescência: pesquisa antígenos em anticorpos com marcador luminescente. Após lavagem, os que se ligam resultam de doenças auto-imunes.

Densidade óptica: quantifica pela intensidade da cor.

Imunização:

  • Tem como função gerar proteção contra agentes infecciosos

  • Conferir proteção

  1. Ativa: fazem com que o individuo desenvolva imunidade humoral e celular contra determinado patógeno (oferecem antígenos para o patógeno desencadeador). Pode ser espontânea ou por vacina.

Tem como objetivo: individual / grupos  proteger o individuo e em massa  gerar erradicação da doença.

Tipos de vacina:

  • Atenuadas: perdem capacidade patogênica qdo cultivadas em meios de cultura (vivas). Ex: varíola, BCG, sarampo, rubéola.

  • Inativas: antígeno morto. Ex: pólio (Salk), hepatite A (HAV).

  • Toxóide: toxina é inativada em formol. Ex: tétano, difteria.

  1. Passiva: transferência de anticorpos e/ou células de um organismo imunizado ativamente para um receptor. Ex: leite materno, soroterapia.

Vacina de DNA recombinante: antígeno introduzido em levedura não patogênica, fabricará o antígeno para o vírus (por ex HBs hepatite), que induzirá uma resposta protetora reconhecida por linfócitos B e T.

Vacina de Polissacarídeos Conjugada: organismos encapsulados.

  • LPS + proteína carreadora (T-dependente)

  • LPS + proteína carreadora que é um toxoide (é a mais forte, melhor resposta pois o organismo responde melhor para o toxoide e o patógeno).

Vírus com carreador e Bactérias com carreador: vacinas ainda em testes, utilizam vírus ou bactéria no lugar da levedura (reagem melhor).

Vacinas de DNA: plasmídeo + gene do Ag que se deseja imunizar. O plasmideo será internalizado por APC (causa imunização contra o DNA do vírus).

Complexidade das Vacinas:

  • Simples: somente o agente infeccioso ou antígeno;

  • Múltiplo: agente infeccioso com mais de 1 sorotipo;

  • Mista: mais de um antígeno ou mais de um agente infeccioso;

Precauções:

  • Podem causar reversão para o tipo selvagem, se for viva;

  • Podem não ser inativadas por completo, se for viva;

  • Podem causar doenças em pessoas imunodeprimidas, se for viva;

  • Em grávidas pode atravessar a placenta;

  • Podem gerar alergias pelos antibióticos conservantes, estabilizantes;

  • Podem gerar autoimunidade (por ex: antigamente os vírus eram cultivados em cérebro e rim de macacos, idênticos aos nossos, hj em dia essa técnica não está mais em uso).

Fabricação da Vacina:

  • Custo deve ser baixo;

  • Armazenamento – deve ser resistente, estável para chegar ao consumidor final;

  • De fácil aplicação;

  • Segura;

  • Evitar contaminação depois de abertas.

Imunopatologias:

  • Eliminam agentes infecciosos;

  • Geram reação imunológica: lesão tecidual por leucócitos e macrófagos ativados.

    1. Imunodeficiências: doenças em que pelo menos um dos constituintes da imunidade não é formado ou não amadurece, não se ativa ou é destruído. Organismo suscetível a infecções recorrentes e graves.

RIC: vírus, fungos, bactérias não piogenicas (mycobaterium). Doenças causadas por fator genético (Síndrome de DiGeorge – falta timo) ou adquirida (AIDS – destruição CD4). Exames: Elisa (medição de Gp41); medida de CD4/CD8, 2:1; e Western medindo proteínas.

Sua deficiência é mais problemática pela gama de patogenos que o organismo deve combater.

RIH: bactérias piogenicas. Doenças causadas por fator genético: Agamaglobulinemia de Bruton (faltam anticorpos, banda gama baixa em eletroforese), Síndrome Hiper IgM (infecções por vírus do aparelho respiratório, não formam IgA) e Deficiência Seletiva IgA (não formam IgA).

Sua deficiência não é tão preocupante, patogenos humorais podem ser combatidos com soros, antibióticos.

    1. Hipersensibilidades: reações inflamatórias imunomediadas, que se manifestam de forma exuberante (contra patogenos não patogênicos).

      • Reação humoral: hipersensibilidade imediata

      • Reação celular: hipersensibilidade tardia.

IMEDIATAS: RIH

Tipo 1: (anafilaxia)  ALERGIAS

  • Padrão RIH, TH2 para alergenos não patogênicos, geram lesões teciduais exuberantes, aberrantes;

  • IgE com liberação de histamina  asma;

  • Dosagem IgE, histamina, IL4, IL5 e teste cutâneo.

Tipo 2: (reação citotóxica)  TRANSPLANTES

  • Presença C3a, C5a  inflamação, quimiotaxia de neutrófilos;

  • Se for celular própria, como células do sangue, causam lesão tecidual;

  • ADCC-NK, em célula própria causam lesão tecidual;

  • Ex: incompatibilidade sistema ABO, rejeição em transplantes.

Tipo 3: (deposito de imunocomplexos)  DOENÇAS OBSTRUTIVAS

  • C3a, C5a, neutrófilos e radicais livres, gerando lesão tecidual e inflamações;

  • Vasculite, artrite e glomerulonefrite;

  • Dosagem complemento, ASLO para os depositos.

TARDIAS: RIC

Tipo 4  DERMATITE DE CONTATO

  • Padrão TH1 contra bactérias;

  • Metais formam complexos com proteínas e são apresentados para TH (reação com brincos, borracha, roupas);

  • Teste cutâneo tardio / teste intradermico da tuberculina.

    1. Autoimunidade: doenças auto-imunes. São doenças caracterizadas pela destruição dos tecidos próprios por constituintes da imunidade, na ausência de agentes infecciosos. Ex: celular: hipersensibilidade do tipo 4, humoral: hipersensibilidade do tipo 2 e 3.

  • Podem ser localizadas em um único tecido: Hashimoto – tipo 3;

  • Podem ser sistêmicas: Lúpus – tipo 3 e Good Pasture – tipo 2.

Dosagem de auto-anticorpos:

  • Anticorpo anti-nuclear ANA (anti-DNA, anti-histona);

  • Anticorpo anti-citoplasma de neutrófilo (ANCA, contra enzimas do citoplasma do neutrófilo: circulantes cANCA, perinucleares pANCA).

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