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1 INTRODUÇÃO

Os antibióticos são substâncias químicas especificas produzida por organismos vivos.

A definição do termo antibiótico também tem história. O termo inicial proposto por Vuillemin em 1889 era "antibiose" e que definia o antagonismo dos seres vivos em geral. O nome antibiótico foi primeiramente usado por Waksman em 1942, meio século após Vuillemin. O primeiro antibiótico, a penicilina foi descoberta por Alexander Fleming em 1928.

A grande importância dos antibióticos são suas aplicações no tratamento das doenças infecciosas. O uso intempestivo ou sem critérios dos antibióticos pode dificultar o diagnóstico de algumas doenças, retardar o tratamento correto e favorecer o surgimento de bactérias resistentes.

Este trabalho tem como objetivo discutir o mal uso de antibióticos e apresentar os principais fatores que desencadeiam a resistência das bactérias a este grupo de medicamento e qual a forma segura de utilizá- lo.

Para elaboração deste estudo foram feitas pesquisas em livros e sites científicos e acadêmicos.

2 CONCEITOS

2.1 Antibiótico

Os antibióticos são fármacos utilizados para tratar infecções bacterianas, matando ou inibindo o crescimento dos microrganismos. São capazes de inibir em baixas doses, processos vitais das bactérias. (KESTER et al, 2008)

2.2 Espectros de ação

Adicionalmente, cada antibiótico está associado a um espectro particular de atividade. Esse espectro de atividade descreve o número de diferentes espécies de microrganismos que são sensíveis a esse fármaco. Os antibióticos de amplo espectro são aqueles ativos contra muita espécie de bactérias enquanto os de baixo espectro são ativos em poucas espécies de bactérias. (KESTER et al, 2008)

2.3 Infecção

Crescimento de microrganismo que causam danos no hospedeiro. Esse microrganismo é conhecido como patógeno e podem ser bactérias ou fungos. (KESTER et al, 2008)

2.4 Toxicidade seletiva

O antibiótico ideal interfere em uma função vital das bactérias sem comprometer as células do hospedeiro. (KESTER et al, 2008)

3 AÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS NO ORGANISMO

Os antibióticos matam as bactérias, que são organismos unicelulares. Se uma delas passar por nosso sistema imunológico e começar a se reproduzir dentro de nossos corpos, pode causar doenças. Então, matamos essas bactérias para eliminar a doença.

Certas bactérias produzem compostos químicos que danificam ou debilitam partes dos nossos corpos. E o corpo, como resposta, age com o objetivo de matar as bactérias. A solução então é tomarmos um antibiótico para matar as bactérias. (UFG, 2010)

O antibiótico é um veneno seletivo, que foi escolhido porque irá matar ou inibir a bactéria desejada sem afetar as células do nosso corpo. Cada tipo diferente de antibiótico afeta bactérias diferentes de maneiras diferentes. Por exemplo, um antibiótico pode inibir a capacidade de uma bactéria específica de transformar glicose em energia ou de construir sua parede celular. E quando isso acontece, a bactéria morre em vez de se reproduzir. Ao mesmo tempo, felizmente, o antibiótico age apenas sobre o mecanismo de construção da parede celular da bactéria, deixando as células humanas intactas. (UFG, 2010)

3.1 Tipos de ação

  1. Bactericidas – Descrevem os antibióticos que matam os microrganismos;

  2. Bacteriostáticos – Descrevem os antibióticos que inibem o crescimento dos microrganismos. (KESTER et al, 2008)

3.2 Finalidades de uso

Inibir ou matar os microorganismos infecciosos e ter efeitos mínimos ou nenhum efeito sobre o receptor. (KESTER et al, 2008)

4 O MAL USO DE ANTIBIÓTICO

As bactérias sobrevivem e superam as variantes suscetíveis ao antibiótico. E o nosso uso nada prudente de antibióticos seleciona esses tipos resistentes. Veja a seguir como é possível contribuir com o problema:

  • Ignorando as receitas coloridas no frasco de comprimidos e os alertas do médico para que você tome todo o medicamento, mesmo que comece a se sentir melhor. Se você parar de tomar o seu medicamento muito cedo, o seu sistema imunológico pode não ser capaz de matar as bactérias remanescentes, e qualquer bactéria resistente deixada ilesa será capaz de proliferar e se espalhar para outras pessoas. (UFG, 2010)

  • Insistindo em tomar antibióticos para tratar um resfriado ou uma gripe. Os antibióticos são completamente ineficientes contra vírus, de modo que não adianta usá-los nesses casos. Ainda pior, os antibióticos não conseguem distinguir entre as bactérias que são boas para nós e as bactérias que causam doenças. Apesar da nossa preocupação com limpeza, nós convivemos com uma enorme variedade de bactérias todos os dias. Por exemplo, os nossos intestinos são revestidos com bactérias que fragmentam os alimentos que não podemos digerir. Toda vez que você toma antibióticos, você mata algumas dessas bactérias benéficas. Usar antibióticos indiscriminadamente pode eliminar a maior parte das bactérias que existem normalmente em nosso corpo, abrindo a porta para que variantes mais sinistras se estabeleçam em seu lugar. (UFG, 2010)

  • Empilhando sobras de antibióticos e automedicação - nem todo antibiótico funcionará para toda infecção. O seu médico prescreve uma droga específica para você baseada no tipo de infecção que você tem. Ele também seleciona dosagem e duração específicas para o seu tratamento. Um antibiótico usado para tratar uma doença prévia pode não funcionar contra a infecção que você tem agora, por isso é melhor procurar o aconselhamento médico antes de tentar se automedicar. (UFG, 2010)

5 FORMA SEGURA DE UTILIZAR O ANTIBIÓTICO

  • Não usar de modo indiscriminado e inadequado. (UFG, 2010)

  • Utilizar por período de tempo adequado. (UFG, 2010)

  • Preferir o uso de antibiótico de ação rápida e seletiva. (UFG, 2010)

  • Utilizar associação de fármacos quando houver necessidade de tratamento prolongado. (UFG, 2010)

  • As infecções por microorganismos notáveis pelo desenvolvimento de resistência devem ser tratadas intensivamente. (UFG, 2010)

6 PRINCIPAIS CLASSES

Os antibióticos de interesse clínico podem ser classificados nas seguintes classes:

6.1 Penicilinas

As penicilinas constituem um dos grupos mais importantes de antibióticos. Todas as penicilinas possuem a mesma estrutura geral b-lactâmica tiazolidínica. A intensidade da atividade antibacteriana depende da esterioquímica da cadeia lateral. (CIBER SAÚDE, 2010)

6.2 Cefalosporinas

As cefalosporinas são antibióticos b-lactâmicos que apresentam as mesmas características estruturais das penicilinas.

Os antibióticos do grupo das cefalosporinas são classificados por geração: a- cefalosporinas da primeira geração têm atividade contra gram-positivos e pouca atividade contra gram-negativos; b- cefalosporinas de segunda geração têm atividade melhor contra gram-negativos e algumas cefalosporinas têm atividade antianaeróbica; c- cefalosporinas da terceira geração apresentam menor atividade contra gram-positivos, porém com maior atividade contra Enterobacreriacae; d- cefalosporinas da quarta geração têm um espectro de atividade semelhante ao da terceira geração, mas com maior estabilidade à hidrólise por b-lactamases. (CIBER SAÚDE, 2010)

6.3 Monobactamas

Os termos monobactamas são antibióticos b-lactâmicos produzidos por bactérias monocíclicas. (CIBER SAÚDE, 2010)

6.4 Anfenicóis

Este grupo compreende o cloranfenicol e seus análogos sintéticos. São antibióticos de amplo espectro, com ação bacteriostática, mas também podem ser bactericidas dependendo das concentrações. (CIBER SAÚDE, 2010)

6.5 Tetraciclinas

As tetraciclinas se caracterizam pelo esqueleto do octaidronaftaceno, sistema formado de quatro anéis condensados, e pelo seu amplo espectro de ação. (CIBER SAÚDE, 2010)

6.6 Aminoglicosídios

Os antibióticos aminoglicosídios constituem um grupo de carboidratos básicos, capazes de formar sais cristalinos e hidrossolúveis. Esta classe inclui tanto os antibióticos aminoglicosídicos, que contêm um aminoaçúcar, como os antibióticos que possuem um ciclitol ou aminociclitol. (CIBER SAÚDE, 2010)

7 MECANISMOS DE AÇÃO

O conhecimento dos mecanismos de ação destes agentes permite entender sua natureza e o grau de toxicidade seletiva de cada droga. (UNB, 2010)

7.1 Inibição da síntese da parede celular

Estes agentes antimicrobianos correspondem aos mais seletivos, apresentando um elevado índice terapêutico. Iinibindo a enzima envolvida na transpeptidação, responsável pela ligação entre as cadeias de tetrapeptídeos do peptideoglicano. Com isso, há o impedimento da formação das ligações entre os tetrapeptídeos de cadeias adjacentes de peptideoglicano, ocasionando uma perda na rigidez da parede celular. Acredita-se também que tais drogas podem atuar promovendo a ativação de enzimas autópticas, resultando na degradação da parede. (UNB, 2010)

7.2 Ligação à Membrana Citoplasmática

São agentes antimicrobianos que muitas vezes exibem menor grau de toxicidade seletiva. (UNB, 2010)

7.3 Inibição da síntese de ácidos nucléicos

Seletividade variável. (UNB, 2010)

7.4Inibição da tradução

São geralmente bastante seletivos. Correspondem a um dos principais grupos de agentes antimicrobianos, uma vez que a síntese protéica corresponde a processo altamente complexo, envolvendo várias etapas e diversas moléculas e estruturas. (UNB, 2010)

7.5 Antagonismos metabólicos

Geralmente ocorre por um mecanismo desinibição competitiva. (UNB, 2010)

8 CONCLUSÕES

Atualmente os antibióticos têm sido alvo de muitas matérias jornalísticas e assunto cada vez mais em alta e com dúvidas frequentes.

As bactérias evoluem e os antibióticos também e com isso há muito estudo sobre o mundo dos microorganismos e cada vez mais aprendizados importantes para o planeta invisível dos microorganismos, basta encontrarem uma nova bactéria e já começa o estudo para um novo e poderoso antibiótico, mas, o que poucos sabem é que existem os antibióticos que matam e outro que apenas inibem o crescimento da bactéria sendo que poderia os estudiosos analisar um antibiótico ideal que mata e inibe o crescimento da bactéria e não acabe com organismo do ser humano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KESTER, Mark, et al . Farmacologia – Série elsevier de formação básica integrada. Rio de Janeiro: Mosby Elsevier, 2008.

MATÉRIAS AO VIVO. Antibióticos Controlados. Disponível em: http://radioglobo.globoradio.globo.com/noticias/2010/10/27/ANTIBIOTICOS-CONTROLADOS.htm. Acesso em: 10/12/2010.

MICROBIOLOGIA E ANTIBIÓTICOS. Conceitos. Disponível em: http://vsites.unb.br/ib/cel/microbiologia/antibioticos/antibioticos.html#conceitos.

Acesso em: 21/09/2010.

PESQUISAS. Estudos aplicados nos antibióticos. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n1/pdf/v10n1a17.pdf. Acesso em: 01/10/2010.

SAÚDE E ANTIBIÓTICOS. Classificação dos Antibióticos. Disponível em: http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=69. Acesso em: 27/09/2010.

ANEXOS

Antibióticos controlados

Rádio Globo

As receitas médicas para compra de antibióticos agora terão validade de apenas dez dias. Segundo as novas regras da Agência de Vigilância Sanitária, as receitas serão emitidas pelo médico em duas vias: a primeira ficará com a farmácia e a segunda, carimbada, com o paciente. O sistema é o mesmo usado na venda de remédios de tarja preta. Os antibióticos vão manter a tarja vermelha, mas ganhar na embalagem a inscrição: "só pode ser vendido com retenção da receita". A medida, que entra em vigor em um mês, tem como objetivo tentar conter a super bactéria KPC, que, segundo o Ministério da Saúde, se tornou resistente devido ao uso indiscriminado de antibióticos.

Estrutura da bactéria

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