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Universidade Federal de Santa Catarina

Departamento de Engenharia Civil Disciplina ECV5317 – Instalações I

PROJETO DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO Prof. Enedir Ghisi, PhD

Florianópolis, Maio de 2004

UFSC / Depto de Engenharia Civil / ECV 5317 – Instalações I 2

5. Projeto de Prevenção contra Incêndio3
5.1. Classificação da ocupação das edificações3
5.2. Classificação dos riscos de incêndios3
5.2.1. Risco leve3
5.2.2. Risco médio4
5.2.3. Risco elevado4
5.2.4. Carga de fogo4
5.3. Proteção por extintores7
5.3.1. Capacidades extintoras7
5.3.2. Área de proteção8
5.3.3. Do caminhamento8
5.3.4. Sinalização e Localização8
5.3.5. Tipo e quantidade de extintores9
5.4. Sistema Hidráulico Preventivo10
5.4.1. Canalizações10
5.4.2. Reservatórios10
5.4.3. Hidrantes12
5.4.4. Dimensionamento13
5.4.5. Abrigos de mangueiras14
5.4.6. Linhas de mangueiras14
5.4.7. Hidrante de recalque15
5.4.8. Reserva técnica de incêndio (RTI)15
5.5. Referências bibliográficas18

Sumário Prof. Enedir Ghisi

UFSC / Depto de Engenharia Civil / ECV 5317 – Instalações I 3

5. Projeto de Prevenção contra Incêndio

Normas pertinentes: Norma de Segurança Contra Incêndio – Corpo de Bombeiros de SC (NSCI/CBSC, 1994) e NBR 13714 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio (ABNT, 2003).

5.1. Classificação da ocupação das edificações

Segundo a NSCI (1994), para determinação de medidas de segurança contra incêndio, as edificações serão classificadas da seguinte forma:

I - Residencial: a) Privativa (multifamiliar); b) Coletiva (Pensionatos, asilos, internatos e congêneres); c) Transitória (hotéis, apart-hotéis, motéis e congêneres);

I - Comercial (mercantil e comercial); I - Industrial; IV - Mista (residencial e comercial); V - Pública (quartéis, secretarias, tribunais, consulados e congêneres); VI - Escolar (escolas, creches, jardins e congêneres); VII - Hospitalar e laboratorial; VIII - Garagens; IX - De reunião de público (cinemas, teatros, estádios, igrejas, auditórios, salão de exposições, boates, clubes, circos, centro de convenções, restaurantes e congêneres); X - Edificações especiais: a) Arquivos; b) Cartórios; c) Museus; d) Bibliotecas; e) Estações de rádio e TV; f) Centros de computação; g) Subestação elétrica; h) Centrais telefônicas/telecomunicações; i) Postos para reabastecimentos de combustíveis; j) Terminais rodoviários; k) Oficina de conserto de veículos automotores.

XI - Depósito de inflamáveis; XII - Depósito de explosivos e munições.

5.2. Classificação dos riscos de incêndios

Para efeito de determinação dos níveis de exigências do sistema de segurança contra incêndio, a NSCI (1994) estabelece que as edificações devem ser classificadas em função da ocupação, da localização e da carga de fogo.

5.2.1. Risco leve

Serão consideradas de risco leve as edificações classificadas como: a) Residencial b) Pública c) Escolar d) Reunião de público e) Comercial f) Mista

Considera-se como Risco Leve também as edificações comerciais quando em um único pavimento ou, quando edificações mistas, com via de circulação independente daquela que serve o fluxo residencial, e que comportem carga de fogo média estimada menor do que 60 kg/m2. A NSCI (1994)

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UFSC / Depto de Engenharia Civil / ECV 5317 – Instalações I 4 estabelece que quando se tratar de várias instalações comerciais numa mesma edificação, considera-se para efeito de carga computada, o somatório delas.

5.2.2. Risco médio

Serão consideradas de risco médio as edificações classificadas como: a) Hospitalar-laboratorial b) Garagens c) Comercial d) Industrial e) Mista f) Especiais

Considera-se como Risco Médio também as edificações comerciais, industriais ou mistas quando instaladas em mais de um pavimento, com acessos dando em vias de circulação comum (nas mistas, quando houver a sobreposição de fluxos comercial - residencial) e com carga de fogo média estimada entre 60 e 120 Kg/m2.

5.2.3. Risco elevado

Serão consideradas de risco elevado as edificações classificadas como: a) Comercial b) Industrial c) Mista d) Especiais

Quando o somatório das unidades comerciais da edificação mista e as demais comportarem carga de fogo estimada, maior do que 120 Kg/m2.

5.2.4. Carga de fogo

A NSCI (1994) estabelece que o dimensionamento da carga de fogo da edificação deve ser feito de acordo com os elementos de cálculo constante no seu anexo A e transcritos abaixo.

Roteiro de cálculo para dimensionamento da carga de fogo da edificação:

1o Levantamento dos materiais combustíveis encontrados na edificação, inclusive o mobiliário.

3o Relacionar os respectivos poderes caloríficos. A NSCI (1994) não apresenta esta informação, mas a Tabela 5.1 mostra o poder calorífico de alguns materiais.

Qi = Ki Pi (5.1)

Onde:

Qi = Quantidade de calor para o combustível i (kcal) K = Poder calorífico do combustível i (kcal/kg)

P = Peso do combustível i (kg) n = o número total de combustíveis

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Tabela 5.1.Poder calorífico de alguns materiais.

Material Poder calorífico (kcal/kg) Resíduos de comida (mistura) 3324 Resíduos de frutas 4452 Resíduos de carne 6919 Papel cartão 4127 Revistas 3043 Papel jornal 4713 Papel (mistura) 4206 Papel cartão encerado 6513 Plásticos (mistura) 7995 Polietileno 10402 Poliestireno 9140 Poliuretano 6237 PVC 5430 Têxteis 4913 Borracha 6123 Couro 4467 Resíduos de jardim 3613 Madeira (verde) 2333 Madeiras duras 4641 Madeira (mistura) 4620

Vidro e mineral 48 Fonte: ENS/UFSC

1i iQQ

Onde: Q = Quantidade de calor total (kcal)

Qi = Quantidade de calor para o combustível i (kcal) n = o número total de combustíveis

m K

Onde:

Pm = Poder calorífico equivalente em madeira (kg) Q = Quantidade de calor total (kcal)

Km = Poder calorífico da madeira (a NSCI recomenda que se adote 40 kcal/kg)

Onde: q = Carga de fogo ideal (kg/m2)

Pm = Poder calorífico equivalente em madeira (kg) A = Área da unidade (m2)

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