(Parte 1 de 6)

Copyright © 1998, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210-3122 Fax: (021) 220-1762/220-6436 Endereço Telegráfico: NORMATÉCNICA

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

NBR 7200AGO 1998

Execução de revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas - Procedimento

Palavras-chave: Revestimento. Argamassa 13 páginas

Origem: Projeto NBR 7200:1997 CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02:102.17 - Comissão de Estudo de Argamasssa de Assentamento e Revestimento NBR 7200 - Render made of inorganic mortars applied on walls and ceilings - Procedure for application Descriptors: Render. Mortar Esta Norma substitui a NBR 7200:1982 Válida a partir de 30.09.1998

Sumário Prefácio Introdução 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Especificações de projeto e programa de execução 5 Etapas 6Armazenamento dos materiais 7Produção da argamassa 8Preparação da base de revestimento 9Aplicação da argamassa de revestimento 10Acabamento da superfície 11Detalhes construtivos ANEXOS AEsquema do acompanhamento do serviço de revestimento de argamassa

B Modelos de planilhas para acompanhamento do serviço de revestimento de argamassa

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.

Esta Norma substitui o texto anterior da NBR 7200:1982. As modificações relevantes introduzidas nesta Norma, quando comparada com a anterior, dizem respeito à revisão dos itens referentes à execução do revestimento, ampliando-os de forma a abranger todas as suas etapas: programação do serviço, armazenamento dos materiais, produção da argamassa, preparação da base, aplicação da argamassa e acabamento do revestimento.

Esta Norma inclui os anexos A e B, de caráter informativo. Introdução

A etapa de execução do revestimento é a principal responsável por fenômenos patológicos observados posteriormente. O que se procura nesta Norma é um entrosamento entre projetistas e construtores no controle da qualidade na construção.

Esta Norma tem como ponto de partida as especificações de projeto constantes no caderno de encargos, resultantes da necessidade da programação da execução, a fim de evitar as possíveis improvisações durante o serviço, com comprometimento da qualidade do revestimento.

O fluxograma proposto indica as diferentes etapas da execução para as quais devem existir planilhas de registro de dados e decisões, que complementam o relatório de serviço, por meio das quais a inspeção é extremamente facilitada, assim como a identificação de possíveis causas de falhas observadas. Este acompanhamento constante possibilita a montagem de banco de dados sobre a prática adotada em cada construtora e orienta a adoção de es-

2NBR 7200:1998 tratégias de melhoria da qualidade, seja na etapa de projeto (seleção do revestimento e detalhes construtivos), na seleção de materiais, no treinamento de pessoal ou na orientação da inspeção. Além disso, esta Norma integra os responsáveis pelo projeto, execução e inspeção do serviço de revestimento.

1 Objetivo

Esta Norma fixa o procedimento de execução de revestimento de paredes e tetos, quanto às seguintes etapas:

a) preparo e aplicação dos diversos tipos de argamassas inorgânicas; b) preparo da base de revestimento; c) acondicionamento das argamassas; d) cuidados de aplicação. 2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 5732:1991 - Cimento Portland comum - Especificação

NBR 5735:1991 - Cimento Portland de alto-forno - Especificação

NBR 5736:1991 - Cimento Portland pozolânico - Especificação

NBR 6118:1980 - Projeto e execução de obras de concreto armado - Procedimento

NBR 6453:1988 - Cal virgem para construção - Especificação

NBR 7175:1992 - Cal hidratada para argamassas - Especificação

NBR 10907:1990 - Cimento de alvenaria - Especificação

NBR 11578:1991 - Cimento Portland composto - Especificação

NBR 12989:1993 - Cimento Portland branco - Especificação

NBR 13529:1995 - Revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas - Terminologia

NBR 13749:1996 - Revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas - Especificação

3 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições da NBR 13529 e as seguintes:

3.1 argamassa inorgânica1): Mistura homogênea de agregado(s) miúdo(s), aglomerante(s) inorgânico(s) e água, contendo ou não aditivos ou adições, com propriedades de aderência e endurecimento.

3.2 maturação: Repouso da pasta de cal ou da argamassa de cal, no estado fresco, previamente à adição de outros constituintes e à aplicação.

3.3 pasta de cal: Mistura ou suspensão de água com 20% a 30% de cal.

3.4 traço: Expressão da proporção entre constituintes da argamassa, geralmente referida ao aglomerante principal.

4 Especificações de projeto e programa de execução

4.1 Na elaboração das especificações do projeto para execução do sistema de revestimento de argamassa, devem constar pelo menos:

a) tipos de argamassa e respectivos parâmetros para definição dos traços; b) número de camadas; c) espessura de cada camada; d) acabamento superficial; e) tipo de revestimento decorativo.

4.2 No anexo A consta a representação esquemática do acompanhamento dos serviços de revestimento.

4.3 As etapas do programa de execução devem ser definidas de acordo com as especificações de projeto e com as verificações preliminares.

5 Etapas 5.1 Verificações preliminares

5.1.1 Vistoriar as condições da base, para determinar as correções necessárias à execução do revestimento, conforme detalhado em 8.1.

5.1.2 Observar as condições para execução dos serviços de revestimento, incluindo:

a) emprego de ferramentas especiais; b) período em que ocorrerá o serviço; c) avaliação das condições ergonômicas dos locais de trabalho, verificando-se a necessidade de andaimes ou outros equipamentos auxiliares que permitam aos operários terem um acesso estável com segurança aos planos a serem revestidos; d) adequação do canteiro de obra à instalação dos equipamentos e execução dos serviços. No âmbito das normas sobre "Revestimentos de paredes e tetos de argamassas inorgânicas", os termos "argamassa inorgânica" e "argamassa de revestimento" são equivalentes.

NBR 7200:19983

5.1.3 Para garantir a qualidade das argamassas preparadas em obra, o canteiro deve possuir central de produção de argamassa, devidamente instalada com a seguinte infra-estrutura mínima:

(Parte 1 de 6)

Comentários