complexo de torch

complexo de torch

  • T = Toxoplasmose;

  • O =outros,(estreptococo,sífilis e gonorréia);

  • R = Rubéola;

  • C = Citomegalovírus;

  • H = Herpes simples.

Descrição:

  • Descrição:

  • A toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita, causada pelo Toxoplasma gondii, um protozoário coccídio intracelular, e pertencente à família Sarcocystidae, da classe Sporozoa. (NEVES et all, 2004).

  • Seu ciclo de vida tem duas fases:

  • A primeira é intestinal;

  • A segunda é extra-intestinal;

  • Apresenta três formas infectantes:

  • os taquizoítos (taqui = rápido);

  • os bradizoítos (bradi = lento);

  • os oocistos;

Reservatório: o gato.

  • Reservatório: o gato.

  • Período de incubação - De 10 a 23 dias, quando a fonte for a ingestão de carne; de 5 a 20 dias, após ingestão de oocistos de fezes de gatos.

  • Período de transmissibilidade - Os oocistos expulsos por felídeos esporulam e se tornam infectantes depois de um a cinco dias, podendo conservar essa condição por um ano.

Modo de Transmissão

Manifestações Clínicas:

  • Manifestações Clínicas:

  • Apresenta quadro clínico variado, desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves. Pode ser facilmente confundida com um resfriado ou gripe comum, caracteriza-se por:

  • Toxoplasmose febril aguda;

  • Linfadenite toxoplásmica - linfadenopatia.

  • Toxoplasmose ocular - coriorretinite.

  • Toxoplasmose neonatal - Pode apresentar a tétrade de Sabin: microcefalia com hidrocefalia, coriorretinite, retardo mental e calcificações intracranianas.(REZENDE & MONTENEGRO, 1995).

  • Em paciente imunocomprometido (transplantados, portadores de infecções virais e neoplasias) podem ocorrer complicações mais sérias, como o quadro de neurotoxoplasmose, e levar a morte.

Diagnóstico:

  • Diagnóstico:

  • Deve-se realizar em toda gestante, no início do pré-natal, a anamnese e o exame físico;

  • O exame sorológico - necessário para fechar o diagnóstico.

  • O Imunoensaio enzimático (Elisa) e hemoglutinação são os testes utilizados para diagnóstico.

Diagnóstico Fetal:

  • Diagnóstico Fetal:

  • É baseado nos achados ultra-sonográficos, na análise do sangue fetal por cordocentese e no estudo do líquido amniótico por amniocentese, ambos colhidos após 20 semanas de gestação. (ANDRADE et all, 2004).

  • Exames complementares devem ser feitos em crianças com toxoplasmose congênita como:

  • A radiografia e tomografia computadorizada de crânio;

  • Ultra-som transfontanelar;

  • Hematológico;

  • Punção lombar;

Tratamento:

  • Tratamento:

  • Fora do ciclo gestacional:

  • Pirimetamina e sulfadiazina, sendo a dose inicial de 6 comprimidos (150mg de pirimetamina e 3g de sulfadiazina) de cada fármaco. Em seguida, tomar dose de manutenção de 2 comprimidos de cada um dos medicamentos /dia, durante 21 dias. (REZENDE & MONTENEGRO, 1995)‏.

  • Após o diagnóstico da infecção aguda materna:

  • Espiramicina (500 mg) 3,0g /dia, via oral, divididos em 3 tomadas, que devem ser mantidas até a pesquisa da infecção fetal, no entanto se o feto já estiver contaminado, sua ação parece não ser tão adequada. (FREITAS, 2006).

Tratamento:

  • Tratamento:

  • Se o feto está acometido:

  • Instituir o tratamento tríplice materno (pirimetamina, 25 mg de 12/12 horas por via oral; sulfadiazina, 3 g/dia, via oral, divididas em duas tomadas e ácido folínico, 10 mg/dia). O tratamento tríplice alterna com espiramicina por um período de 3 semanas, até o termo. Interromper o uso de sulfadiazina 2 semanas antes do parto.

  • O uso de corticosteróide (prednisona ou metilprednisolona 1 a 1,5mg /Kg /dia, duas vezes ao dia) está indicado em crianças com coriorretinite ou aumento de proteínas no líquor (≥1g / dL) para que haja redução na resposta inflamatória.

  • Medidas de Controle:

  • As carnes devem ser consumidas bem cozidas.

  • As futuras mamães não devem limpar as caixas de necessidades dos gatinhos. Estas caixas devem ser higienizadas diariamente, se possível, por outra pessoa.

  • Após ter manuseado carne crua, lavar bem as mãos, toda a superfície que entrou em contato com o alimento e todos os utensílios utilizados.

  • Lavar muito bem as frutas e os vegetais antes de ingeri-los.

  • Evitar leite cru, não pasteurizado, seja de vaca ou de cabra.

  • Usar luvas ao trabalhar no jardim.

  • Combater os insetos principalmente as baratas.

Assistência de Enfermagem

  • Realizar anamnese e exame físico na primeira consulta pré-natal;

  • Solicitar exame sorológico para toxoplasmose;

  • No caso de gestantes imunes:

  • Conduta:

  • Esse resultado, no inícioda gestação, sugere que a infecção ocorreu antes da concepção, não existindo, neste caso, necessidade de acompanhamento especial, nem de repetição de exames laboratoriais;

  • Em caso de re-infecção ou reativação de infecção prévia, não existe risco fetal conhecido, se a gestante é imunocompetente.

Assistência de Enfermagem

  • Gestante susceptível:

  • Conduta:

  • Orientação higiênico-dietética para profilaxia de contato com o T. gondii

  • Evitar contato com felinos e seus dejetos;

  • Orientar medidas higienicos-profilática;

  • Repetir sorologia mensalmente ou trimestralmente (no mínimo). Antecipar repetição da sorologia em caso de gestante com linfadenomegalia, mal-estar e febre.

Assistência de Enfermagem

  • Gestante com provável infecção

  • Conduta:

  • Orientar para o inicio tratamento ;

  • Repetir sorologia após 2-4 semanas;

  • Gestante com infecção aguda

  • Conduta:

  • Repetir sorologia com intervalo mínimo de 10 dias, no mesmo laboratório;

  • Se confirmado a soroconversão, encaminhar para serviço de referência para investigação de infecção fetal.

Descrição

  • É uma doença que pode causar infecção leves e moderadas em crianças e adultos como febre, mal estar, conjuntivite, cefaléia e sintomas catarrais e ainda exantema maculo-papular que pode ser confundido com o sarampo,varicela.

  • A doença no entanto apresenta uma grande preocupação quando estar instalada no inicio da gravidez ou durante os 2 primeiros trimestres. O agente da rubéola é altamente teratogênico, podendo atravessar a placenta e causar mal formação no concepto principalmente durante o período embrionário. SRC

Agente etiológico: vírus RNA, gênero rubinivírus, família togaviridae.

  • Agente etiológico: vírus RNA, gênero rubinivírus, família togaviridae.

  • Reservatório: o reservatório do vírus da rubéola é o ser humano.

  • Período de incubação: varia de 14 a 21 dias. Em média dura aproximadamente 17 dias.

  • Período de transmissibilidade: é de 5 a 7 dias do início do aparecimento dos exantemas. Os RNs nascidos com rubéola congênita podem continuar a transmitir o vírus por até aproximadamente 1 ano após o nascimento.

Modo de Transmissão

  • Direta: Gotículas de secreção nasofaringea;

  • Indireta: Contato com objetos contaminados com secreções nasofaringeas, sangue e urina (pouco frequente);

  • Vertical: via tranplacentaria;

Síndrome da rubéola congênita (SRC)

  • trimestre pode causar reabsorção do embrião, aborto espontâneo,infecção placentária sem infecção do feto, morte fetal, parto prematuro e mal formações congênitas.

  • Quando a infecção ocorre até 16 semanas de gestação , cerca de 80% das crianças pode nascer com a SRC. As más formações podem ser graves com comprometimento ocular ,auditivo cardíaco e neurológico (discretas, como déficit auditivo parcial ou pequenos defeitos cardíacos.

Síndrome da rubéola congênita (SRC)

  • Quando a infecção ocorre após o 4º mês de gestação, a deficiência auditiva pode ser a única manifestação da rubéola congênita. Os riscos da SRC são praticamente inexistentes se a infecção ocorre durante o ultimo trimestre de gestação.

Diagnóstico:

  • Se for demonstrado anticorpo materno contra rubéola no momento da exposição à rubéola ou antes, é extremamente improvável que o feto seja afetado;

  • Tratamento:

  • Não existe um tratamento específico para rubéola;

  • Recomenda-se:

  • Antitérmicos e analgésicos;

  • Paciente faça repouso durante o período crítico da doença;

  • A confirmação da Rubéola na primeira metade da prenhez é indicação eventual para o abortamento terapêutico (RESENDE & MONTENEGRO, 1995).

Agente etiológico: é um vírus DNA, pertencente à família dos herpes vírus humanos, que inclui o vírus herpes simples, o vírus de Epstein-Barr e o vírus varicela-zóster. (REZENDE & MONTENEGRO,1995).

  • Agente etiológico: é um vírus DNA, pertencente à família dos herpes vírus humanos, que inclui o vírus herpes simples, o vírus de Epstein-Barr e o vírus varicela-zóster. (REZENDE & MONTENEGRO,1995).

  • Reservatório: ser humano;

  • Período de incubação: tem a variação de alguns dias a poucas semanas. Após o quadro primário, o vírus permanece inativo no organismo, podendo ser reativado em situações de exceção (imunodepressão, por exemplo)

  • Período de transmissibilidade: após seu período de incubação que varias de alguns dias a algumas semanas.

Tratamento

  • Na fase aguda o tratamento é sintomático,

  • Antivirais nas formas graves da doença devendo se manter por pelo menos um mês,

  • Em mulheres grávidas haverá puma interferência na escolha do medicamentos pois muitos desses fármarcos não se sabe ação que terá no feto.

  • Foscarnet 60 mg/kg, EV, 3 vezes ao dia (infusão por mais de 2 horas), por 14 a 21 dias. Manutenção: 90 mg/kg, EV, 1 vez ao dia, indefinidamente.

  • Ganciclovir 5mg/kg/dose, EV (infusão por mais de 1 hora), 2 vezes ao dia, por 14 a 21 dias; manutenção: 6mg/kg/dose, EV, 1x/dia, 5vezes por semana, indefinidamente;

Descrição

  • É uma infecção de alta transmissibilidade, caracterizada por pequenas vesículas agrupadas que podem aparecer em qualquer parte do corpo.

  • Classificação do vírus:

  • HSV I (labial e orofaringe)‏;

  • HSV II (genital)‏;

Agente etiológico: o Herpes Simples Vírus (HSV), tipos I e II. Pertencem a família Herpesviridae, da qual fazem parte o CMV, o VZV, o EBV, o HHV-6 e o HHV-8.

  • Agente etiológico: o Herpes Simples Vírus (HSV), tipos I e II. Pertencem a família Herpesviridae, da qual fazem parte o CMV, o VZV, o EBV, o HHV-6 e o HHV-8.

  • Reservatório: homem.

  • Período de incubação: Varia de 1 a 26 dias,no geral 8 dias.

  • Período de transmissibilidade: Varia de 4 a 12 dias após o surgimento dos primeiros sintomas.

  • .

Formas de apresentação

Modo de Transmissão

  • A partir de contato íntimo com indivíduo portador do vírus, através de superfície mucosa ou lesão infectante;

  • Transplacentária;

  • Através do canal de parto.

Diagnóstico

  • Diagnóstico Clínico – O herpes simples está

  • Associado a lesões de membranas mucosas, pele,cavidade oral e genital.

  • Diagnóstico Laboratorial

  • Cultura de Tecido;

  • Citodiagnóstico de Tzanck;

  • PCR

Tratamento

  • Nas infecções primárias:

  • Aciclovir nas doses de 200mg de 8/8 horas,por 7 dias.

  • Recorrências Freqüentes (mais de 4 episódios por ano):

  • Aciclovir nas doses de 200mg, 3 vezes ao dia, num período de 6 a 12 meses.

Tratamento

  • Gravidez- devem ser

  • levadas em conta as

  • complicações obstétricas.

  • Aciclovir de 200mg VO 5X ao dia, durante 10 dias.

  • Infecção Neonatal

  • Aciclovir 5mg/dia, 8/8 horas durante 7 dias.

Medidas de Prevenção

  • Tratamento precoce;

  • Uso de preservativos;

  • Redução do número de parceiros;

  • Manter a higienização

  • Evitar sexo(mesmo com preservativo po causa das vesiculas q surgem no corpo).

Obrigado pela paciência!!!

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