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Prim eeiirroos s SSooccoorrrroos

Módulo I

Parabéns por participar de um curso dos

Cursos 24 Horas.

Você está investindo no seu futuro!

Esperamos que este seja o começo de um grande sucesso em sua carreira.

Desejamos boa sorte e bom estudo!

Em caso de dúvidas, contate-nos pelo site w.Cursos24Horas.com.br

Atenciosamente Equipe Cursos 24 Horas

Introdução1
1.1. O que são primeiros socorros?2
1.2 – Qual a sua importância para a sociedade3
1.3 – Responsabilidade na omissão de socorro4
1.4 – Anjos da rua: os heróis do Resgate e SAMU5
Unidade 2 – Ações iniciais para um atendimento de primeiros socorros13
2.1 – Ações Iniciais13
2.2 – Técnicas para avaliação inicial da situação14
2.3 – Exame Primário e Exame Secundário17
2.4 – O que é “Posição Lateral de Segurança” (PLS)?23
2.5 – Manutenção da respiração25
2.6 – Técnicas de transporte34

Sumário Conclusão do Módulo I.............................................................................................39

Introdução Olá,

Bem vindo ao curso de primeiros socorros!
vítima

Como sabemos, todos estamos expostos a sofrer acidentes, de maior ou menor gravidade, durante o nosso dia a dia, seja em casa, no trabalho ou mesmo nas ruas. Como acidentes de menor gravidade, podemos considerar pequenas quedas em razão das más condições de conservação de ruas e calçadas e, como acidentes mais graves, atropelamentos ou acidentes de outra natureza que possam causar maiores sequelas à

de forma simples, acabam se agravando

Da mesma forma, estamos sujeitos a presenciar estes acidentes com outras pessoas e, diante de um fato como este, temos a tendência de agir mais com a emoção do que com a razão, socorrendo a vítima de forma inadequada e sem a aplicação de qualquer conhecimento básico em primeiros socorros. Geralmente, são nestas condições que as consequências e sequelas decorrentes do acidente, que poderiam ser resolvidos

atendimento profissional requer estudo técnico e muita dedicação

Para que isto não ocorra, desenvolvemos este curso com a intenção de oferecer orientações para que você possa ajudar um acidentado usando seu lado racional e não emocional. Isto vai facilitar muito em um eventual atendimento, minimizando os riscos de um pequeno ferimento se transformar em uma grave lesão. Nosso objetivo é de não transformá-los em herói, tampouco em socorrista profissional, uma vez que o

Cabe-nos apenas oferecer conhecimento para que você, diante de um acidente em que esteja pessoalmente envolvido ou não, possa avaliar o cenário, realizar o primeiro contato com a vítima, entrar em contato com os paramédicos e aguardar sua chegada. Mãos à obra e aproveite o curso!

Unidade 1 – Abordagem Inicial

consideramos importante conhecer os principais conceitos sobre primeiros socorros

Antes de iniciarmos a abordagem prática com procedimentos de atendimento,

Resgate do Corpo de Bombeiros

Assim, nesta unidade você vai aprender sobre o conceito de primeiros socorros, sua importância para a sociedade, a responsabilidade em caso de omissão de socorro e a grande importância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do

Bom estudo! 1.1. O que são primeiros socorros?

resguardar a sua integridade física

Primeiros socorros podem ser definidos como as ações que cada cidadão, dentro de suas próprias limitações, pode realizar em benefício do próximo que esteja passando por um momento de risco, para

socorro médico especializado

Trata-se de um conjunto de procedimentos de emergência, simples e provisório, destinado a vitimas de acidente ou mal súbito, com o objetivo de transmitir conforto físico e psicológico, evitando o agravamento de seu estado físico e mantendo os seus sinais vitais de forma a oferecer uma oportunidade de sobrevida até a chegada do Neste conceito, podemos trabalhar com as seguintes definições:

engasgo, entre outras

Acidentes – São situações que podem ocorrer no dia a dia como acidentes de automóveis, atropelamentos, tumultos, incêndios, afogamentos, asfixia causada por

convulsões, ataques cardíacos, ataques epiléticos, entre outras

Mal Súbito – São situações geradas pelo próprio corpo da vítima como

Vale relembrar, sendo esta a primeira lição e talvez a mais importante, que este primeiro atendimento a vítima de acidentes ou mal súbito, não exclui de forma alguma, a presença de um médico. É fundamental que você acione imediatamente o atendimento especializado, informando com objetividade, o estado da vítima e o local da ocorrência.

1.2 – Qual a sua importância para a sociedade

representar a perda de uma vida

Para prestar um socorro com qualidade, de forma correta e eficaz, sem colocar a vida da vítima em risco, é preciso conhecer as técnicas adequadas. O sistema de emergência não pode depender apenas das equipes de socorro e ambulâncias, uma vez que as dificuldades com trânsito e, em muitos casos, acesso ao local em que se encontra o acidentado, pode

sofresse danos piores e a levavam ao primeiro hospital que estivesse no caminho

Neste sentido, a sociedade passa a ter papel fundamental no processo de resgate e manutenção da vida do acidentado, até a chegada das equipes de emergência. Sem dúvida, é nítido um avanço na compreensão da importância dos primeiros socorros, uma vez que a população não age como há muitos anos atrás quando diante de um acidente, colocavam a vítima dentro de um carro, sem saber como proceder para evitar que

Hoje, a população entende que, antes de tomar qualquer atitude, é preciso acionar o atendimento de emergência. Porém, técnicas simples que, se compreendidas pela população e aplicadas da forma correta, podem garantir um menor risco de lesões e um melhor conforto à vítima até a chegada dos profissionais.

1.3 – Responsabilidade na omissão de socorro

especializado, já configura uma prestação de socorro

Todo cidadão brasileiro tem o dever ético e legal de prestar socorro, a quem se encontre afetado em sua incolumidade física ou fisiológica, desde que lhe seja possível fazê-lo sem colocar em risco sua própria vida, ainda que não seja o causador do acidente. Neste sentido, o simples ato de usar um telefone para acionar o atendimento

Assim, podemos definir a omissão de socorro como sendo a ausência de qualquer tipo de assistência à vítima. Desta forma, a pessoa que deixa de prestar ou providenciar socorro, incorre no crime de omissão de socorro, previsto no artigo 135 do Código Penal Brasileiro.

Art. 135. Deixar de prestar assistência, quando possível fazêlo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave ou iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública:

Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.

se resulta a morte

Parágrafo Único. A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplica,

Tal conduta também é tipificada pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em seu artigo 304:

Art. 304. Deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de solicitar auxílio da autoridade pública:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir elemento de crime mais grave.

ou com ferimentos leves

Parágrafo único. Incide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo, ainda que a sua omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte instantânea

irreversíveis nas vítimas de acidentes

Estes dois artigos evidenciam a intenção do legislador em proteger a vida e a integridade física das pessoas que estejam desamparadas e/ou correndo grave risco de morte, uma vez que estatísticas apontam que a omissão de socorro e a falta de atendimento de primeiros socorros são as principais causas de morte e danos

possível lesão na coluna cervical, por exemplo

Por outro lado, não podemos passar uma falsa ideia de que a prestação de socorro deve ser realizada a qualquer custo. Em casos como acidentes graves de trânsito, por exemplo, o melhor a fazer é apenas avaliar a vítima à distância e chamar o resgate, uma vez que qualquer movimento no corpo da vítima, pode agravar uma

1.4 – Anjos da rua: os heróis do Resgate e SAMU

O Corpo de Bombeiros foi inicialmente constituído com o objetivo primordial de combater incêndios. Porém, suas funções, assim como sua importância, foram sendo ampliadas a ponto de atender a todos os segmentos de proteção à vida.

buscando aprimorar seu atendimento pré-hospitalar, surgiu o Projeto Resgate

Desta forma, diante da crescente demanda por atendimentos de emergência e

los no momento do atendimento

Na década de 80, o Corpo de Bombeiros já possuía a atribuição de resgatar vítimas de acidentes que se encontravam presas em ferragens ou com acesso limitado. Nestes tipos de salvamentos, os profissionais notaram uma grande dificuldade em realizar os atendimentos, uma vez que seu deslocamento era lento e, em muitos casos, era prejudicado pela ausência de um médico no local do acidente que pudesse orientá-

Emergências Médicas entre Brasil e EUA, realizado em Chicago (EUA)

Assim, diante dessa visível necessidade de aprimoramento, abriu-se a possibilidade para um intercâmbio de conhecimentos e práticas em Técnicas de

acidentes

Este é o início do PROJETO RESGATE, reformulando conceitos e técnicas de atendimento em primeiros socorros, aprimorando e estruturando serviços com novas viaturas, equipamentos e pessoal capacitado para atendimento e transporte de vítimas de

do interior, se expandindo rapidamente para todo o Brasil

Os trabalhos tiveram início em 1990 na grande São Paulo e em algumas cidades

No dia a dia, este sistema adota as seguintes rotinas e procedimentos:

1) Todos os chamados realizados através do 193 são recebidos pelo Centro de Comunicações do Corpo de Bombeiros (COBOM). Aqui destacamos a importância da seriedade ao contatar o Corpo de Bombeiros. Em casos de trotes, a viatura só irá descobrir a brincadeira, quando estiver no local e nesse meio tempo, alguma pessoa realmente acidentada, poderá estar perdendo preciosos minutos de atendimento;

2) Nos casos de traumas, a Unidade de Resgate é enviada de imediato;

3) Nos casos clínicos, é realizada uma classificação de risco por um médico de plantão, que avalia se a ocorrência deve ser atendida por uma Unidade de Resgate ou pelo Serviço Municipal de Ambulâncias;

4) Apesar de todas as dificuldades com o trânsito, principalmente nas cidades grandes, as viaturas procuram levar em média oito minutos para chegar até o local do acidente. Após a primeira análise da situação, as informações são repassadas ao COBOM;

5) A equipe efetua o exame do acidentado e presta o suporte básico da vida, enquanto são transmitidas ao médico no COBOM, as informações mais detalhadas quanto ao estado da vítima;

6) A vítima é estabilizada e em seguida removida para a Unidade de Resgate;

7) Baseado nos sinais vitais e ferimentos da vítima, o médico do COBOM define e contata o hospital mais adequado, orientando o deslocamento da Unidade de Resgate;

8) Nos casos considerados mais graves, onde é necessário o emprego de suporte avançado da vida no local, é deslocada a Unidade de Suporte Avançado, com a presença de um médico. Esta unidade conta com um sistema de UTI para o atendimento até o hospital;

9) Quando o caso é extremamente grave, exigindo um rápido transporte para o hospital, é deslocado para a ocorrência um helicóptero com equipe médica;

10) Via de regra não é de competência do Serviço de Resgate atendimentos clínicos, domiciliares ou remoções inter-hospitalares, sendo, quando solicitados, repassados para outros órgãos.

PAPEL DO SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)

francês de atendimento pré-hospitalar

O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é um serviço de atendimento à saúde, criado em 2003 pelo Governo Federal em parceria com os governos estaduais e municipais, inspirado em um modelo

O objetivo principal do projeto é realizar atendimentos de urgência e emergência em qualquer lugar que se faça necessário, como residências, locais de trabalho ou vias públicas. Entenda-se por urgência e emergência o que segue:

Emergência: Quando há uma situação crítica ou algo iminente, que possa causar risco imediato de vida ou lesão irreparável, ou seja, na área médica é a circunstância que exige uma cirurgia ou intervenção médica de imediato (hemorragias, parada respiratória e cardíaca);

imediatista (fraturas, luxações)

Urgência: Neste caso, trata-se de uma situação que, apesar de não poder ser adiada, não envolve risco de vida imediato para o acidentado. No âmbito da medicina, as ocorrências de caráter urgente necessitam de tratamento médico e, em algumas vezes, de cirurgia; contudo, é menos

fazem toda a diferença quando se trata de salvar vidas

Segundo informações do próprio governo, após a criação do SAMU, houve uma redução considerável no número de mortes ou sequelas graves causadas pela falta de atendimento imediato. Isso demonstra que a velocidade e a qualidade no atendimento, Como objetivos secundários do SAMU, podemos considerar:

1) Assegurar a escuta médica permanente para as urgências, através da Central de Regulação Médica das Urgências, utilizando número exclusivo e gratuito;

2) Realizar a coordenação, a regulação e a supervisão médica, direta ou à distância, de todos os atendimentos pré-hospitalares;

3) Realizar o atendimento médico pré-hospitalar de urgência, tanto em casos de traumas como em situações clínicas, prestando os cuidados médicos de urgência apropriados ao estado de saúde do cidadão e, quando se fizer necessário, transportá-lo com segurança e com o acompanhamento de profissionais do sistema até o ambulatório ou hospital;

4) Promover a união dos meios médicos próprios do SAMU aos dos serviços de salvamento e resgate do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária, da Defesa Civil ou das Forças Armadas quando se fizer necessário;

5) Regular e organizar as transferências inter-hospitalares de pacientes graves internados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito macrorregional e estadual, ativando equipes apropriadas para as transferências de pacientes;

6) Participar dos planos de organização de socorros em caso de desastres ou eventos com múltiplas vítimas, tipo acidente aéreo, ferroviário, inundações, terremotos, explosões, intoxicações coletivas, acidentes químicos ou de radiações ionizantes, e demais situações de catástrofes;

7) Manter, diariamente, informação atualizada dos recursos disponíveis para o atendimento às urgências;

8) Realizar relatórios mensais e anuais sobre os atendimentos de urgência, transferências inter-hospitalares de pacientes graves e recursos disponíveis na rede de saúde para o atendimento às urgências;

planejamento urbano, educação dentre outros

9) Identificar, através do banco de dados da Central de Regulação, ações que precisam ser desencadeadas dentro da própria área da saúde e de outros setores, como trânsito,

urgências

10) Participar da educação sanitária, proporcionando cursos de primeiros socorros à comunidade, e de suporte básico de vida aos serviços e organizações que atuam em Destacamos também os principais tipos de viaturas utilizadas para atendimento:

Unidades de Suporte Básico de Vida do SAMU

e ressuscitador manual adulto e infantil (ambu)

Cada Unidade Móvel de Suporte Básico possui, além de material de consumo onde se inclui medicações, no mínimo: rede de oxigênio, prancha longa de madeira para imobilização da coluna, colares cervicais, cilindro de oxigênio, talas de imobilização de fraturas

UTIS móveis do SAMU

Cada Unidade de Tratamento Intensivo Móvel (UTIM) possui, além de material de consumo, no mínimo: uma incubadora para transporte, um aspirador cirúrgico para ambulância, um ventilador a volume, um monitor multiparâmetros, um oxímetro digital de pulso e bomba de infusão para seringas, além de todo o material para imobilização e medicamentos de cuidados intensivos.

Helicóptero de Suporte Avançado de Vida PRF-SAMU

intensivos

O Helicóptero de Suporte Avançado de Vida PRF-SAMU, viabilizado através de um convênio entre a Polícia Rodoviária Federal e o SAMU possui, além de material de consumo, no mínimo: um aspirador cirúrgico, um respirador a volume, um monitor multiparâmetros, um oxímetro digital e bomba de infusão para seringas, além de todo o material para imobilização e medicamentos de cuidados

Unidade Rápida de atendimento com motocicleta (Uram)

A ideia é agilizar ainda mais o tempo gasto no percurso entre a base e o local do acidente. Segundo o SAMU, em comparação com uma ambulância, a moto chega ao acidente três ou quatro vezes mais rápido. As motos comportarão um motociclista treinado em primeiros socorros, uma enfermeira, equipamentos para o atendimento, como desfibrilador e aparelho de eletrocardiograma e medicamentos.

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