A Grande Rebeliao

A Grande Rebeliao

(Parte 1 de 5)

A Grande Rebelião Samael Aun Weor

A Vida1
A Crua Realidade dos Fatos5
A Felicidade1
A Liberdade15
A Lei do Pêndulo19
Conceito e Realidade25
A Dialética da Consciência29
O Jargão Cientificista35
O Anti−Cristo39
O Eu Psicológico43
As Trevas47
As Três Mentes51
Memória Trabalho57
Compreensão Criadora61
A Kundalini65
Normas Intelectuais69
A Faca da Consciência73
O País Psicológico7
As Drogas81

Índice A Grande Rebelião

Inquietudes85
Meditação89
Retorno e Recorrência93
O Cristo Íntimo97
Trabalho Crístico9
O Difícil Caminho103
Os Três Traidores107
Os Eus−Causa1
O Super−Homem113
O Santo Graal117
Biblioteca Gnóstica121

Índice A Grande Rebelião

A Vida

Ainda que pareça incrível, é muito certo e de toda verdade que esta tão cacarejada civilização moderna é espantosamente feia; não reúne as características transcendentais do sentido estético; está desprovida de beleza interior.

É muito o que presumimos com estes horripilantes edifícios de sempre, que parecem verdadeiras ratoeiras.

O mundo tornou−se tremendamente tedioso; as mesmas ruas de sempre e os prédios horripilantes por onde quer que se vá.

Tudo isto virou rotina, no Norte e no Sul, no Leste e no Oeste do mundo. É o mesmo uniforme de sempre: horripilante, nauseante, estéril. Modernismo! − Exclamam as multidões.

Parecemos verdadeiros pavões vaidosos com o traje que vestimos e com os sapatos muito brilhantes, ainda que por toda parte circulem milhões de infelizes famintos, desnutridos, miseráveis.

A simplicidade e a beleza natural, espontânea, ingênua, desprovida de artifícios e pinturas vaidosas, desapareceu no sexo feminino. Agora somos modernos! Assim é a vida.

As pessoas tornaram−se espantosamente cruéis, a caridade esfriou e já ninguém se apieda de ninguém.

As vitrines ou mostruários das luxuosas lojas resplandecem com luxuosas mercadorias que, definitivamente, estão fora do alcance dos infelizes.

E só o que podem fazer os párias da vida é contemplar sedas e jóias, perfumes em luxuosos frascos e guarda−chuvas para tempestades. Ver sem poder tocar, suplício semelhante ao do Tântalo.

As pessoas destes tempos modernos tornaram−se demasiado grosseiras. O perfume da amizade e a fragrância da sinceridade desapareceram radicalmente.

As multidões gemem sobrecarregadas de impostos. Todo mundo está com problemas; nos devem e devemos; nos ajuízam e não temos com que pagar; as preocupações despedaçam cérebros; ninguém vive tranquilo.

Os burocratas, com a curva da felicidade na barriga e um bom charuto na boca, no qual psicologicamente se apóiam, jogam malabarismos políticos com a mente, sem dar a mínima para a dor dos povos.

Ninguém é feliz por estes tempos, menos ainda a classe média que se encontra entre a espada e a parede.

Ricos e pobres, crentes e descrentes, comerciantes e mendigos, sapateiros e funileiros, vivem porque têm que viver; afogam em vinho suas torturas e até se convertem em drogados para escapar de si mesmos.

As pessoas tornaram−se maliciosas, receosas, desconfiadas, astutas, perversas, já ninguém confia em ninguém. Diariamente, inventam−se novas condições, certificados, papelada de todo tipo, documentos, credenciais, etc.; mas nada disso adianta. Os espertalhões zombam de todas estas tolices; não pagam, esquivam−se da lei, ainda que tenham que ir parar na cadeia.

Nenhum emprego dá felicidade. O sentido do verdadeiro amor se perdeu e as pessoas casam−se hoje e divorciam−se amanhã.

A unidade dos lares se perdeu lamentavelmente. A vergonha orgânica já não existe. O lesbianismo e o homossexualismo tornaram−se mais comuns que lavar as mãos.

Saber algo sobre tudo isto, tratar de conhecer a causa de tanta podridão, inquirir, buscar, é certamente o que nos propomos neste livro .

Estou falando na linguagem da vida prática; desejoso de saber o que se esconde por trás dessa máscara horripilante da existência.

Estou pensando em voz alta e que digam os velhacos do intelecto o que Ihes dê na telha.

A Vida

mercadoEntão, o quê?

As teorias já se tornaram cansativas e até se vendem e revendem no

As teorias só servem para nos ocasionar preocupações e amargurar−nos mais a vida.

Com justa razão disse Goethe: "Toda teoria é cinza e só é verde a árvore de dourados frutos que é a vida"...

As pobres pessoas já se cansaram de tantas teorias. Agora se fala muito sobre praticismo. Necessitamos ser práticos e conhecer realmente as causas dos nossos sofrimentos.

A Vida

A Vida 4

A Crua Realidade dos Fatos

Em breve, milhões de habitantes da África, Ásia e América Latina podem morrer de fome.

O gás lançado pelos "sprays" pode acabar radicalmente com o ozônio da atmosfera terrestre.

Alguns sábios prognosticam que para o ano dois mil o subsolo de nosso globo terráqueo estará esgotado

As espécies marítimas estão morrendo devido à contaminação dos mares. Isto já está demonstrado.

Do jeito que vamos, é inquestionável que para o final deste século todos os habitantes das grandes cidades deverão usar máscaras de oxigênio, para defenderem−se da fumaça.

Continuando a contaminação em sua forma alarmante atual, em pouco tempo já não será possível comer peixes, pois estes, vivendo em águas assim, totalmente contaminadas, serão perigosos para a saúde.

Antes do ano dois mil, será quase impossível encontrar uma praia onde alguém possa banhar−se com água pura.

Devido ao desmedido consumo e exploração do solo e do subsolo, logo as terras já não poderão produzir os elementos agrícolas necessários para a alimentação das pessoas.

O "animal intelectual", equivocadamente chamado homem, ao contaminar os mares com tanta imundície, envenenar o ar com a fumaça de seus carros e de suas fábricas e destruir a terra com suas explosões atômicas subterrâneas e abuso de elementos prejudiciais para a crosta terrestre, é claro que está submetendo o planeta Terra a uma longa e espantosa agonia que, sem a menor dúvida, haverá de terminar em uma grande catástrofe.

Dificilmente o mundo poderá cruzar o umbral do ano dois mil, já que o "animal intelectual" está destruindo o ambiente natural a mil por hora.

O mamífero racional equivocadamente chamado homem está empenhado em destruir a Terra. Quer fazê−la inabitável e é óbvio que o está conseguindo.

No que se refere aos mares, é notório que estes foram convertidos, por todas as nações, numa espécie de grande lixeira.

Setenta por cento de todo o lixo do mundo está indo para cada um dos mares.

Enormes quantidades de petróleo, inseticidas de toda classe, múltiplas substâncias químicas, gases venenosos, gases neurotóxicos, detergentes, etc., estão aniquilando todas as espécies viventes do oceano.

As aves marítimas e o plâncton, tão indispensável para a vida, estão sendo destruídos.

Indiscutivelmente, a aniquilação do plâncton marinho é de uma gravidade incalculável, porque este microrganismo produz setenta por cento do oxigênio terrestre.

Mediante a investigação científica se pôde verificar que já certas partes do Atlântico e do Pacífico se encontram contaminadas com resíduos radioativos, produto das explosões atômicas.

Em distintas metrópoles do mundo e muito especialmente na Europa, a água doce é bebida, eliminada, depurada e logo é bebida novamente.

Nas grandes cidades "super civilizadas", a água servida à mesa passa pelos organismos humanos muitas vezes.

Um em cada três casos de enfermidade no mundo é devido precisamente à água contaminada.

Na cidade de Cúcuta, fronteira com a Venezuela, república da Colômbia, América do Sul, os habitantes se vêem obrigados a beber as águas negras e imundas do rio que carrega todas as porcarias que vêm de Pamplona.

Quero referir−me, de forma enfática, ao rio Pamplonita, que tem sido tão nefasto para a "Pérola do Norte" (Cúcuta).

A Crua Realidade dos Fatos

Felizmente agora existe outro aqueduto que abastece a cidade, sem que por isso se tenha deixado de beber das águas negras do rio Pamplonita.

Enormes filtros, gigantescas máquinas, substâncias químicas tratam de purificar as águas negras das grandes cidades da Europa; mas as epidemias continuam propagando−se com essas águas negras imundas que tantas vezes passaram pelos organismos humanos.

Os famosos bacteriólogos encontraram, na água potável das grandes capitais, toda classe de vírus, colibacilos, patógenos, bactérias de tuberculose, tifo, varíola, larvas, etc.

Ainda que pareça incrível, dentro das próprias usinas potabilizadoras de água de países europeus, foi encontrado o vírus da vacina da poliomielite.

Além disso, o desperdício de água é espantoso. Cientistas modernos nos afirmam que, para o ano de 1990, o "humanóide racional" morrerá de sede.

O pior de tudo isto é que as reservas subterrâneas de água doce se encontram em perigo devido aos abusos do "animal intelectual".

A exploração sem misericórdia dos poços de petróleo continuasendo fatal. O petróleo que se extrai do interior da terra atravessa as águas subterrâneas e as contamina.

Como consequência , o petróleo tornou impotáveis as águas subterrâneas da terra durante mais de um século.

Obviamente, como resultado de tudo isto, morrem os vegetais e até multidões de pessoas.

Falemos agora um pouco sobre o ar que tão indispensável é para a vida das criaturas...

Com cada aspiração ou inalação, os pulmões tomam meio litro de ar, ou seja, uns doze metros cúbicos ao dia. Multiplique−se tal quantidade pelos quatro bilhões e quinhentos milhões de habitantes que possui a Terra e, então, teremos a quantidade exata de oxigênio que diariamente é consumida pela humanidade inteira, sem contar o que consomem todas as outras criaturas animais que povoam a face da Terra.

A Crua Realidade dos Fatos

A totalidade do oxigênio que inalamos encontra−se na atmosfera e se deve ao plâncton que agora estamos destruindo com a contaminação e, também, à atividade fotossintética dos vegetais. Desgraçadamente, as reservas de oxigênio já estão se esgotando.

O “mamífero racional”, equivocadamente chamado homem, mediante suas inumeráveis indústrias, está diminuindo, de forma contínua, a quantidade de radiação solar, tão necessária e indispensável para a fotossíntese; e por isto a quantidade de oxigênio que produzem atualmente as plantas é agora muitíssimo menor que no século passado.

O mais grave de toda esta tragédia mundial é que o “animal intelectual” continua contaminando os mares, destruindo o plâncton e acabando com a vegetação.

O “animal racional” prossegue destruindo, lamentavelmente, suas fontes de oxigênio.

O “smog” está não só aniquilando as reservas de oxigênio, mas também está matando as pessoas.

O “smog” que o “humanóide racional” está constantemente expulsando para o ar, além de matar, põe em perigo a vida do planeta Terra.

O “smog” origina estranhas e perigosas enfermidades impossíveis de curar, isto já está demonstrado.

O “smog” impede a entrada da luz solar e dos raios ultravioletas, originando, com isto, graves desordens na atmosfera.

Vem uma era de alterações climáticas, glaciações, avanço dos gelos polares para o equador, ciclones espantosos, terremotos, etc.

Devido não ao uso, mas sim ao abuso da energia elétrica, no ano dois mil haverá mais calor em algumas regiões do planeta Terra e isto coadjuvará no processo de revolução dos eixos da Terra.

Já logo os pólos ficarão transformados no equador da Terra e este último converter−se−á em pólos.

A Crua Realidade dos Fatos

O degelo dos pólos já começou e um novo dilúvio universal, precedido pelo fogo, se avizinha.

Nos próximos decênios multiplicar−se−á o dióxido de carbono; então, este elemento químico formará uma grossa capa na atmosfera da Terra.

Tal filtro, ou capa, absorverá lamentavelmente a radiação térmica e atuará como uma estufa de fatalidades.

O clima da Terra se fará mais quente em muitos lugares e o calor derreterá o gelo dos pólos, por tal motivo subirá escandalosamente o nível dos oceanos.

A situação é gravíssima! O solo fértil está desaparecendo e diariamente nascem duzentas mil pessoas que necessitam de alimento.

A catástrofe mundial da fome que se avizinha será certamente pavorosa. Isto já está às portas.

Atualmente, a cada ano morrem quarenta milhões de pessoas pela fome, por falta de comida.

A criminosa industrialização dos bosques e a exploração desapiedada de minas e petróleo estão deixando a terra convertida num deserto.

Se é certo que a energia nuclear é mortal para a humanidade, não é menos certo que atualmente existem também “raios da morte”, bombas bacteriológicas e muitos outros elementos destrutivos, terrivelmente malignos, inventados pelos cientistas.

Inquestionavelmente, para conseguir a energia nuclear se requerem grandes quantidades de calor, difíceis de controlar e que a qualquer momento podem originar uma catástrofe.

Para conseguir a energia nuclear, se requerem enormes quantidades de minerais radiativos, dos quais só se aproveita uns trinta por cento; isto faz com que o subsolo terráqueo se esgote rapidamente.

Os desperdícios atômicos que ficam no subsolo tornam−se espantosamente perigosos. Não existe lugar seguro para o lixo atômico.

A Crua Realidade dos Fatos

Se o gás de uma lixeira atômica chegasse a escapar, ainda que só fosse uma mínima porção, morreriam milhares de pessoas.

A contaminação de alimentos e águas traz alterações genéticas e monstros humanos; criaturas que nascem deformadas e monstruosas.

Antes do ano de 1999, haverá um grave acidente nuclear que causará verdadeiro espanto.

Certamente, a humanidade não sabe viver, degenerou−se espantosamente e precipitou−se francamente ao abismo.

O mais grave de toda esta questão é que os fatores de tal desolação, como fomes, guerras, destruição do planeta em que vivemos, etc., estão dentro de nós mesmos; carregamo−los em nosso interior, em nossa psique.

A Crua Realidade dos Fatos

A Felicidade

As pessoas trabalham diariamente, lutam por sobreviver; querem existir de alguma maneira, porém não são felizes.

Isso da felicidade está em chinês, como se diz por aí. O pior é que as pessoas sabem disto mas, no meio de tantas amarguras, parece que não perdem as esperanças de alcançar a felicidade algum dia, sem saber como, nem de que maneira.

Pobres pessoas! Quanto sofrem! E, no entanto, querem viver, temem perder a vida.

Se as pessoas entendessem algo sobre Psicologia Revolucionária, possivelmente até pensariam diferente; mas na verdade nada sabem. Querem sobreviver em meio a sua desgraça e isso é tudo.

Existem momentos prazeirosos, muito agradáveis, mas isso não é felicidade. As pessoas confundem o prazer com a felicidade.

Folia, farra, bebedeira, orgia, é prazer bestial, mas não é felicidade. No entanto, há festinhas sãs, sem bebedeiras, sem bestialidades, sem álcool, etc., mas isso tampouco é felicidade...

Você é uma pessoa amável? Como se sente quando dança? Você está enamorado? Ama de verdade? Como se sente dançando com o ser querido? Permita que me torne um pouco cruel, nestes momentos, ao dizer−lhe que isto também não é felicidade.

Se você está velho e esses prazeres já não lhe atraem, desculpe−me se lhe digo que seria diferente se você fosse jovem e cheio de ilusões.

De todas as maneiras, diga−se o que se diga; dance ou não dance, namore ou não namore, tenha ou não isso que se chama dinheiro, você não é feliz, ainda que pense o contrário.

Passamos a vida buscando a felicidade por todas as partes e morremos sem havê−la encontrado. Na América Latina são muitos os que têm esperanças de tirar algum dia o prêmio gordo da loteria, crêem que assim vão conseguir a felicidade. Alguns até de verdade o tiram, mas nem por isso conseguem a tão ansiada felicidade.

"Mil e Uma Noites", algo extraordinárioDepois vem a crua realidade dos

Quando somos jovens sonhamos com a mulher ideal, alguma princesa das fatos: mulher, filhos pequenos para sustentar, difíceis problemas econômicos, etc.

Não há dúvida de que à medida que os filhos crescem, os problemas também crescem e até se tornam impossíveis.

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