A Revolução da Dialetica

A Revolução da Dialetica

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A REVOLUÇÃO DA DIALÉTICA Samael Aun Weor

O V. M. Samael Aun Weor, de acordo com suas investigações, chegou à conclusão de que nos antigos tempos o que hoje conhecemos como Psicologia se ocultava inteligentemente nas formas graciosas das dançarinas sagradas, no enigma dos belos hieróglifos, nas maravilhosas esculturas, na poesia, na tragédia e até na deliciosa música dos templos.

Samael Aun Weor se caracterizou por estabelecer as bases da Psicologia da Nova Era, a qual é realmente diferente de tudo quanto antes se conheceu com esse nome...

Desde os antigos tempos, nos distintos cenários do teatro da vida, a verdadeira psicologia – chamada também como Psicologia Revolucionária – sempre representou seu papel, disfarçada inteligentemente com a roupagem da filosofia.

Nas margens do Ganges, na Índia sagrada dos Vedas, na noite aterradora dos séculos, existiram formas de yoga que no fundo vêm a ser pura psicologia experimental de altos vôos. Os sete yogas sempre foram descritos como procedimentos psicológicos.

No mundo árabe, os sagrados ensinamentos dos sufis, em parte metafísicos, em parte religiosos, são realmente de rodem psicológica.

Na velha Europa, ainda nos finais do século XIX, a psicologia se disfarçou com o traje da filosofia, para poder passar despercebida.

O erro de muitas escolas filosóficas consiste em haver considerado a psicologia como algo inferior à filosofia, como algo relacionado unicamente com os aspectos baixos e até triviais da natureza humana.

Ademais, em um estudo comparativo das religiões, Samael Aun Weor chegou à conclusão de que a psicologia esteve sempre associada, de forma muito íntima, aos princípios religiosos.

Por isso, qualquer estudo comparativo das religiões vem nos demonstrar que na literatura sagrada mais ortodoxa, de diversos países e de diferentes épocas, existem maravilhosos tesouros da ciência psicológica.

Investigações de fundo realizadas por Samael Aun Weor no terreno do gnosticismo universal permitiramlhe achar uma maravilhosa compilação de diversos autores gnósticos, que vêm dos primeiros tempos do cristianismo e que se conhece como “philokália”. Por outro lado, Samael afirma que a philokália é essencialmente pura psicologia experimental; e também conclui: “Antes de que a Ciência, a Filosofia, a Arte e a Religião se separassem para viver independentemente, a psicologia reinou soberana em todas as antiquíssimas Escolas de Mistérios”.

Quando os Colégios Iniciáticos foram fechados devido ao Kaly-Yuga, ou Idade Negra na qual todavia estamos, a psicologia sobreviveu no simbolismo das diversas escolas esotéricas e pseudo-esotéricas do mundo moderno, e, muito especialmente no esoterismo gnóstico, proposto por Samael.

A Revolução da Dialética - V.M. Samael Aun Weor

Quando todos tenhamos compreendido de forma integral e em todos os níveis da mente, o quão importante é o estudo da Psicologia da Nova Era, entenderemos então que a Psicologia é o estudo dos princípios, leis e fatos intimamente relacionados com a transformação radical do indivíduo e da revolução de sua dialética.

Assim, então, o trabalho que a Psicologia da Nova Era delineia, começa por ensinar em que forma devemos nos auto-observar e por que devemos fazê-lo. Em realidade, o trabalho esotérico é como um livro de instruções, melhor ainda, como um mapa, que devemos que devemos seguir, se é que queremos mudar radicalmente. Esse mapa está exposto nesta obra que estamos editando.

Seqüencialmente, mudar a vida implica pôr ordem na desordenada casa interior, porque o mundo de pensamentos e sentimentos é o ímã que atrai as circunstâncias exteriores.

Dado que o objeto de estudo desta obra intitulada A Revolução da Dialética é o conhecimento de si mesmo e do mundo que nos rodeia, devemos abarcar os diferentes aspectos que tal objetivo leva, partindo desde aqueles de ordem físico-natural, até os de caráter transcendental, para o qual se faz imprescindível estruturar e sistematizar os aspectos mais relevantes da Psicologia da Nova Era – que gera uma revolução da dialética – a fim de facilitar a compreensão gradual das diferentes etapas ou fases deste trabalho, para se alcançar o desenvolvimento total de todas a nossas possibilidades.

Pelo anteriormente exposto, foi necessário sistematizar a sabedoria gnóstica, em sua parte psicológica, entregue pelo V.M. Samael Aun Weor, de maneira a oferecer acessibilidade aos aspectos mais transcendentes da mesma, a qual de outro modo, passaram despercebidos pelas gentes comuns, talvez devido à extensa e prolífica obra do Mestre Samael ou à falta de disciplina ao consulta-las.

A Psicologia da Nova Era, exposta agora, neste último livro que sobre o tema o Mestre Samael escrevera, pretende mostrar, através da análise dos mitos e dos símbolos de várias culturas, como o ego é um conjunto de elementos negativos que deve ser aniquilado para que surja no homem o verdadeiro Ser.

A luta interior deve desencadear-se necessariamente naquele que aspirar à conquista do seu próprio Ser.

Quando o Ego for derrotado e aniquilado, a Consciência resplandecerá e obterá a sabedoria profunda e a máxima felicidade. A Salvação, diriam as religiões cristãs; a Liberação, para os orientais.

Este é precisamente o esquema geral que subjaz na psique do homem e se plasma através dos emblemas e narrativas que reaparecem, de um ou de outra forma, em distintos lugares e épocas.

Desta maneira, Samael, nesta obra e em outros escritos de psicologia revolucionária, estuda várias lendas e as analisa como se fossem pequenas obras de teatro, e os personagens que intervêm foram atores que representam um papel determinado. Um deus, um rei ou um herói, podem personificar o Ser, a Consciência, a Consciência. Enquanto que monstros, criaturas animalescas, guerreiros do mal ou enxames de demônios podem alegorizar o Ego e seus múltiplos defeitos.

O que aconteceria se “acendêssemos” uma vela, como alguns mitos nos ensinam?Perguntamo-nos se

existe a possibilidades de se obter uma visão total, talvez supra-racional, do Eu, do si mesmo?

Puderam, os antigos – e alguns modernos – vislumbrar a totalidade de nossa própria verdade? Sintetizaram seu conhecimento em narrações e sinais codificados que chamamos de “mitos”?

Este e muitos outros casos mais sugerem que o homem tem acesso a estados superiores de Consciência que lhe permitem uma captação da realidade desde um ângulo diferente, mais amplo e profundo que o do limitado intelecto. E na Revolução da Dialética encontramos orientações e métodos que nos permitem modificar nossa vida.

A Revolução da Dialética - V.M. Samael Aun Weor

O leitor observará que Samael Aun Weor utiliza repetidas vezes a palavra “desintegrar”, “eliminar”, “aniquilar”, “decapitar”, e outras que de forma similar implicam destruição e morte de algo – em nosso caso, o Ego. Samael, em todas as suas obras de Psicologia, evita recorrer a vocábulos que possam indicar mudanças superficiais e com aparentes “melhoras” ou “alterações” no homem; é que a Revolução da Dialética, que o autor propõe, é terrível e exigente: a transformação deve ser íntegra E ISSO NÃO SERIA POSSÍVEL SEM A ENERGIA DA MORTE.

Existe uma filosofia na morte. Astecas, egípcios e tibetanos reverenciaram profundamente a Mãe Vida e a Mãe Morte, e os primeiros inclusive as representavam estreitamente unidas uma à outra. Os hindus adoraram Shiva como uma Força Cósmica de duplo aspecto: o Criador e o Destruidor.

Aniquilação, terrível palavra. A mitologia apresenta nosso interior sob a figura de repugnantes monstros ou de agrupamentos demoníacos, e nos ensina a enfrentá-los e a destruí-los, NÃO A “MODIFICÁ-LOS” OU “MELHORÁ-LOS.

O herói Perseu não disfarça a Medusa, a mulher com cabelos de serpentes: decapita-a, e de seu sangue nasce Pégaso, o branco cavalo alado que lhe serve de veículo para remontar-se às regiões celestes.

Temos querido maquiar a Medusa. Quisemos obter Pégaso sem enfrentar antes a morte do monstro. Temos nos equivocado no Caminho. A verdade está na morte psicológica e na Revolução da Dialética!

A Revolução da Dialética - V.M. Samael Aun Weor

Nós, os Mestres da Irmandade Branca, membros auto-conscientes da Muralha Guardiã, convidamos a todos os irmãos do orbe à ação e à meditação profunda desta obra.

Nós, com os poderes que nos conferiu o Pai de todas as paternidades e a hierarquia supra-consciente do mundo invisível dos Paramarthasatyas, convidamos a todos os movimentos de regeneração que existem no mundo atual, neste instante, e neste contexto histórico, à reflexão serena desta obra e à ação por meio de sua prática.

O Mestre desta obra está em processo de auto-perfeição com todas as provas que isto implica nos mundos internos frente à hierarquia.

Esta obra tem como embasamento as antigas Escolas de Mistérios e o trabalho Íntimo do Mestre mediante sua experiência que verteu em todas as suas obras, mas principalmente em suas Mensagens de Natal, O Matrimônio Perfeito, Psicologia Revolucionária, A Grande Rebelião, O Mistério do Áureo Florescer, As Três Montanhas (nesta sua obra psicológica), A Revolução da Dialética e em A Pistis Sophia Desvelada.

Refleti profunda e serenamente nesta obra em liberdade de toda idéia preconcebida ou preconceito. Tratai de vivê-la segundo vossa ação do Ser, vossa iluminação particular, vossa intuição íntima e segundo vosso traço psicológico característico particular. Observai as dinâmicas mudanças de vosso próprio Ser ao irem desaparecendo os defeitos e egos particulares por meio da força divina de vossa Mãe Celeste, fundamento de toda perfeição.

Sem ação, sem a prática de todos estes parâmetros psicológicos, de nada servirá ler este livro. Para se poder saber, primeiro há que se fazer.

Tomai vossa espada em uma mão e a balança na outra e equilibrai o estudo e a prática de cada parâmetro. A espada é a vossa própria medula espinhal e a balança é a energia sexual do Terceiro Logos. O fiel da balança é a vontade soberana que leva à ação.

Ação, meditação, reflexão, paciência, prudência, humildade e sabedoria são as virtudes que poremos em vossas consciências do Ser para que possais chegar à Auto-Realização íntima para o bem de todas as nações e para o bem da Criação, pela vontade do Pai de toda a paternidade, o Pai Eterno, o Amor Absoluto de todos os amores, o Criador, a Divina Fonte cristalina e pura de tudo o que existe e é nos mundos visíveis e invisíveis.

Agora, bebei em suas águas puras e cristalinas para que leveis à prática seus preceitos e vosso Real Ser se aproxime dos templos de Mistérios do mundo invisível. Assim seja.

Os Mestres do Templo da Fraternidade Branca.

A Revolução da Dialética - V.M. Samael Aun Weor

Nossa posição é absolutamente independente. A Revolução da Dialética não tem outras armas do que as da inteligência nem outros sistemas do que os da sabedoria.

A nova cultura será sintética e suas bases serão A Revolução da Dialética. Esta obra é eminentemente prática, essencialmente ética e profundamente dialética, filosófica e científica.

Se riem do livro, se nos criticam, se nos insultam, que importa à ciência e que importa a nós, posto que quem ri do que desconhece está a caminho de ser um idiota.

Aqui vai este tratado ao campo de batalha como um leão terrível para desmascarar os traidores e desconcertar os tiranos diante do veredicto solene da consciência pública.

O monoteísmo conduz sempre ao antropomorfismo – idolatria – dando origem, por reação, ao ateísmo materialista; por isto preferimos o politeísmo.

Não nos assusta falar sobre os princípios inteligentes dos fenômenos mecânicos da natureza, ainda que nos qualifiquem de pagãos.

Somos partidários de um politeísmo moderno fundamentado na psicotrônica.

As doutrinas monoteístas conduzem, em última síntese, à idolatria. É preferível falar dos princípios inteligentes que jamais conduzem ao materialismo.

O abuso do politeísmo conduz, por seu turno, e por reação, ao monoteísmo. O monoteísmo moderno surgiu do abuso do politeísmo.

Na Era de Aquário, nesta nova etapa da revolução da dialética, o politeísmo deve ser esboçado psicologicamente de uma forma transcendental; ademais, deve ser divulgado inteligentemente.

Há que se fazer uma divulgação muito sábia com um politeísmo monista, vital e integral. O politeísmo monista é a síntese do politeísmo e do monoteísmo… A variedade é unidade.

Na revolução da dialética, os termos bem e mal não são empregados, assim como os de evolução e involução, Deus ou religião.

Nestes tempos caducos e degenerados são necessárias a Revolução da Dialética, a Autodialética e uma Nova Educação.

Na era da revolução da dialética, a arte de raciocinar deve ser dirigida diretamente pelo Ser para que seja metódica e justa. Uma arte de raciocinar objetiva produzirá uma mudança pedagógica integral.

Todas as ações da nossa vida devem ser o resultado de uma equação e de uma fórmula exatas para que possam surgir as possibilidades da mente e as funções do entendimento.

A revolução da dialética tem a chave certa para criar urna mente emancipada, para formar mentes livres de condicionamentos e livres do conceito de opção; unitotais.

A revolução da dialética não se constitui de normas ditatoriais da mente.

A Revolução da Dialética - V.M. Samael Aun Weor

A revolução da dialética não procura atropelar a liberdade intelectual. A revolução da dialética quer ensinar como se deve pensar. A revolução da dialética não quer enjaular ou encarcerar o pensamento. A revolução da dialética quer a integração de todos os valores do ser humano.

Só a vida intensamente vivida dá uma sabedoria perdurável, já que a mente, que é quem nos faz cometer os erros, impede-nos de chegar ao Anfiteatro da Ciência Cósmica. Os erros da mente são esses eus ou defeitos psicológicos que o animal intelectual falsamente chamado homem carrega em seu interior.

Os defeitos psicológicos encontram-se nos 49 níveis do subconsciente.

Não conseguimos reconhecer ou encontrar os eus ou egos dos 49 níveis subconscientes porque cada um deles toma partes de nossos diferentes corpos. Para tanto, precisamos apelar para urna força superior à mente para que os desintegre com seu fogo serpentino, sendo esta a nossa Divina Mãe Kundalini.

Somente a Mãe Kundalini dos mistérios hindus conhece os 49 níveis do subconsciente.

Os defeitos psicológicos estudados não fazem parte do nosso Ser. Depois de se ter estudado o defeito psicológico através da meditação, se suplica durante a superdinâmica sexual a RAM-IO, a Mãe Kundalini, para que o desintegre com a força sexual.

Por meio do intelecto e da reflexão, não podemos chegar a ver um defeito na mente. Ali ficamos todos estancados, posto que desconhecemos os outros corpos da mente onde o Ego tem a sua guarida.

A mente, o intelecto, a razão e todas essas formas subjetivas com que o ser humano trabalha jamais poderão leva-lo aos profundos níveis do subconsciente, onde o Ego desenvolve continuamente suas películas que adormecem a nossa consciência. Somente a Kundalini, com seu fogo sexual, pode chegar a esses 49 níveis para desintegrar definitivamente isso que nos causa dor, isso que nos mantém na miséria, isso que as pessoas lamentavelmente amam, isso que a psicologia materialista quis endeusar, isso que se chama Ego e que a Revolução da Dialética quer destruir para sempre a fim de que se possa atingir a revolução integral.

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